segunda-feira, 6 de outubro de 2025

6 de outubro - Dia de São Bruno


  

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA, SÃO BRUNO E SANTA SABINA





(São Bruno): “Amados irmãos Meus, Eu, BRUNO, servo do Senhor e da Mãe de Deus estou feliz por vir a vocês hoje.
Abençoo a todos vocês e digo: Sou protetor de vocês.
Não temam. Nos sofrimentos, nas tribulações, estarei sempre com vocês e nunca, nunca os deixarei.
Rezem o Rosário todos os dias, pois através do Rosário, Eu também com a Mãe de Deus, poderei ajuda-los muito afastar as tentações e ciladas do inimigo de vocês, e sempre mais, cumular vocês com as grandes Graças do Céu.
Sim, com a Minha vida de oração, penitência austeras amei muito a Deus e a Mãe de Deus. Ajuntei muitos méritos para o Céu e com esses méritos posso ajuda-los abundantemente.
Por isso, tudo que pedirem, tudo o que quiserem, peçam pelos Meus méritos e Eu os oferecerei ao Senhor e a Mãe de Deus por vocês e lhes alcançarei tudo, tudo o quiserem e que for da Vontade do Senhor.
Como Eu os amo! Se Eu pudesse, voltaria à Terra novamente, para rezar, para fazer penitência, para jejuar, para usar os duros cilícios que usei. Tudo, por vocês novamente Meus irmãos!
Sim, tenho dentro de Meu peito uma Chama Ardentíssima de Amor por todos vocês, que Me devora, que Me consome e que Me move a amá-los cada vez mais e a querer salvá-los a todo custo.
Por isso, intercedo sem cessar por vocês no Céu. E digo: Venham a Mim em toda tribulação, sofrimento, em todos os momentos de tentação e de aflição.
Peçam as Graças pelos Meus méritos ao Sagrado Coração de Jesus e de Maria e Eu lhes obterei tudo quanto vocês necessitarem e que seja para o bem e a Salvação de vocês.
Eu os amo! Eu os amo muito! E a todos abençoo agora com Amor, especialmente a você Meu amadíssimo Marcos de quem cuido há muitos anos.
E também você Meu amadíssimo irmão Carlos Tadeu, de quem também cuido, por quem velo com especial solicitude há muito tempo.
Sim, também fui destinado para ser um dos seus Santos Guardiões. Por isso, nas tribulações, nas dificuldades, nos sofrimentos, em qualquer necessidade, venha a Mim, peça-Me o que você necessitar. Peça ao Senhor pelos Meus méritos as Graças que necessitas e tudo aquilo que for para a sua Salvação, para o seu bem, será dado a você, te será dado.
Eu te amo tanto Meu amado irmão! Tanto!... Que ofereci por você todos os jejuns da Minha vida inteira. Sim, a Minha Rainha Santíssima apareceu-Me muitas vezes e Me revelou no futuro a sua existência, a existência da sua alma que seria unida a uma outra alma privilegiada Dela para realizar uma grande missão.
E por você, ofereci os jejuns rigorosos que Eu fazia de várias quaresmas por dia e de mesmo passar muitos e muitos anos apenas com um pouco de pão, de água ou com ervas amargas.
E tudo isso, todo esse jejum rigoroso, os cilícios de ferro e de crina que Eu usava na Minha cintura, que inclusive fazia-a sangrar. Tudo isso ofereci por você amadíssimo irmão.
Por isso, não tenha medo, sempre estarei com você e nunca te deixarei, porque você é o fruto dos Meus jejuns e dos Meus sacrifícios.
Eu te abençoo e abençoo generosamente a todos agora.


Sou teu protetor também amadíssimo irmão Gabriel Arantes, peça-Me sempre tudo o que necessitar e Eu virei sem demora para te consolar e te ajudar.
Eu te abençoo e abençoo a todos os Meus irmãos Aqui, abundantemente agora.” 


Santo Bruno-1030-1101

Fundou a Ordem dos monges Cartuxos
São Bruno – Pai e fundador da Cartuxa


O clima era severo, com frequentes nevadas, e o solo, pobre; a ausência de caminhos dificultava a exploração dos bosques. Estabelecer um mosteiro ali parecia uma loucura. Mas o ideal que movia São Bruno não se baseava em critérios humanos…

O profundo espírito contemplativo da Cartuxa, para o qual o tempo se mede pela eternidade, manifestou-se de forma pitoresca – mas, de si, honorífica para a Ordem – quando, no ano de 2005, veio a público o documentário de três horas que deu a volta ao mundo: O grande silêncio. Seu autor fizera o pedido para a filmagem em 1984. Com mais zelo pelo carisma do que pela propaganda, os cartuxos responderam precisar de algum tempo para pensar. A autorização chegou dezesseis anos depois, com três condições: enviar um só filmador, manter silêncio e não utilizar luzes artificiais.

Esse saboroso fato reflete a força sobrenatural que sustenta a instituição desde os seus primórdios, confirmando o que sobre ela comentou o Papa Inocêncio XI quando a Cartuxa, seiscentos anos após sua fundação, contava com mais de duzentos mosteiros: “Nunquam reformata, quia numquam deformata”. Ou o que, mais recentemente, afirmou o Papa Pio XI: “É patente como o espírito cartuxo, fiel a seu fundador e pai no decurso de quase nove séculos, em tão longo espaço de tempo não precisou, ao contrário de outras Ordens, de nenhuma emenda ou reforma”.

São Bruno – Capela da Cartuxa de Sevilha (Espanha)

É a história da causa primeira de tal perenidade que conheceremos nestas páginas: a vida de São Bruno.

Nascido na “Roma alemã”

Sua data de nascimento é desconhecida, assim como a maior parte de sua vida. Sabe-se com segurança apenas que veio ao mundo entre os anos de 1027 e 1035. Uma tradição oral indica que era natural da cidade de Colônia, a antiga Colonia Claudia Ara Agrippinensis dos romanos, e procedia de uma família patrícia, talvez dos Hartenfaust, a gens Æmilia. Seu pai também se chamava Bruno.

Anos antes de seu nascimento, aquela região fora abençoada com a presença de um santo duque e Arcebispo, falecido em 965: São Bruno Magno, irmão do Imperador Oto I. Gênio organizador, fizera de Colônia a primeira cidade do Sacro Império e favorecera a vida monástica, construindo ermos e mosteiros. Na infância de nosso Bruno, a urbe – então conhecida como Santa Colônia ou Roma alemã – contava com nove colegiadas, quatro abadias e dezenove paróquias, cifra surpreendente para a época e até para muitas metrópoles hodiernas.

Toda a educação superior era feita nas escolas dos mosteiros, catedrais e outras igrejas, as quais, pouco depois do falecimento do Santo, adotariam o nome de universitas ou universidade. Não se sabe onde estudou Bruno, mas é indiscutível que aproveitou muito bem os ensinamentos recebidos, pois ainda adolescente continuou a carreira intelectual de modo brilhante na cidade de Reims.

Retidão em meio ao sucesso

Mais ou menos aos quinze anos de idade, Bruno se trasladou a essa cidade para estudar Teologia e Filosofia, sob a tutela do Cônego Herimann. Devido aos excelentes progressos, recebeu o canonicato em São Cuniberto, na sua Colônia natal, e desde 1057, quando tinha entre vinte e seis e vinte oito anos, assumiu o ofício de magister scholarum ou scholasticus da Catedral de Reims, sucedendo o Cônego Herimann. O cargo o converteu em diretor de todas as escolas sob a jurisdição daquela diocese francesa, responsabilidade que exerceu, por cerca de vinte anos, com tal eficácia e virtude que o Papa São Gregório VII lhe concedeu o honroso título de Remensis Ecclesiae magistrum – mestre da Igreja de Reims.

Entre seus alunos contam-se grandes notoriedades de então, como Oto de Châtillon, cônego de Reims e, mais tarde, prior da Abadia de Cluny, que posteriormente foi eleito ao trono pontifício com o nome de Urbano II.

Por volta de 1076, São Bruno foi nomeado chanceler da catedral por Dom Manassés de Gournay. E logo se viu em meio a uma situação delicada, que lhe permitiu dar mostras de retidão, diplomacia e sabedoria: o Arcebispo praticava a simonia e dilapidou os bens da diocese, razão pela qual foi submetido a um acidentado e longo processo canônico. Uma vez postas a descoberto suas ações ímpias, São Bruno se lhe opôs, sendo um dos seus acusadores no Concílio de Autun em 1077, no qual o prelado foi suspenso do cargo. Finalmente, São Gregório VII o depôs no dia 27 de dezembro de 1080.

São Bruno renunciou ao título de chanceler, pois lhe fora outorgado pelo dignitário simoníaco, e recusou o Arcebispado de Reims, para o qual havia sido indicado como o candidato mais idôneo após a expulsão de Manassés.

A decisão de abandonar o mundo

A conversão de São Bruno ante o cadáver de Diocrès, por Vicente Carducho – Museu do Prado, Madri

Como cônego secular da catedral e membro do Cabido de Reims, São Bruno desempenhava seus deveres docentes com certa liberdade: apesar de ter a obrigação de participar do Ofício rezado na catedral, morava em casa própria, tinha rendas estipuladas canonicamente e dispunha de criados. Não obstante, foi nesse tempo que germinou em sua alma o anseio de dedicar-se por inteiro ao recolhimento e à penitência.

À procura de uma forma ideal de vida contemplativa, visitou vários conventos e Ordens Religiosas, pois ainda não estava claro o chamado que Deus lhe fazia. Muito provavelmente esteve nas abadias de Saint-Thierry e de São Remígio, as quais admirava. Certo é que guardou grande estima pelos “monges pretos”, os beneditinos, em cuja regra se inspirou para organizar posteriormente a Cartuxa.

Entretanto, foi um fato sobrenatural ocorrido fora dos claustros que levou São Bruno à decisão de abandonar definitivamente o mundo. Assim o narra o biógrafo dos cinco primeiros priores cartuxos:

“Por volta do ano 1082 da Encarnação do Senhor, […] um certo doutor [Raymond Diocrès] de vida, fama, doutrina e ciência excelentes na aparência, adoeceu gravemente e em pouco tempo faleceu. Seguindo o costume parisiense, o féretro com o corpo do defunto foi exposto desde cedo na escola, para ser cantado o Ofício Divino, o qual congregava tanto estudantes quanto doutores, com a finalidade de prestar a tão ilustre varão as devidas honras funerárias e dar-lhe um digno enterro.

“Quando os reverendos senhores se aproximaram para tomar o féretro e levá-lo à igreja, de repente, para espanto de todos, o morto elevou a cabeça, sentou-se e com voz alta e terrível exclamou: ‘Por justo juízo de Deus, fui acusado’. Tendo dito isso, deitou-se e ficou imóvel como antes.




“Como se debatesse acaloradamente o acontecido, foi impossível realizar o sepultamento nesse dia, ficando para a manhã seguinte. No segundo dia, tendo se espalhado a notícia, uma grande multidão se congregou para acompanhar o féretro até a igreja, mas o defunto, como no dia anterior, elevou a cabeça e com voz dolente e terrível exclamou: ‘Por justo juízo de Deus, fui julgado’.

“A multidão presente escutou a frase alta e clara, ficando mais espantada que no dia anterior. Desejosos de saber o significado de tão insólito e inesperado pronunciamento, tomaram a decisão de postergar o enterro. No terceiro dia, boa parte da cidade se congregou no local; estando tudo pronto para levá-lo à sepultura, novamente o morto, como nos dois dias anteriores, exclamou com um clamor tristíssimo: ‘Por justo juízo de Deus, fui condenado’.

“Tendo ouvido isso, quase todos foram tomados por grande temor e tremor, convencidos da condenação daquele homem, que na aparência levara uma vida honesta, ilustrada e digna, e brilhara por sua ciência e sabedoria.

“Ora, em meio àquele tumulto estava o Mestre Bruno, da nação teutônica, da cidade de Colônia, nascido de pais ilustres, cônego da Igreja de Reims, onde lecionava Teologia, o qual, comovido salutarmente pelas palavras do condenado, comentou com alguns de seus companheiros também presentes: ‘O que fazer, caríssimos? Todos morreremos, e salva-se apenas quem foge deste mundo. Se isso acontece no esplendor, o que será na aridez? Se um homem tão digno, tão letrado, que levava na aparência uma vida honesta era famoso por seu saber se condenou, o que não acontecerá conosco, os mais miseráveis entre os homens? […] Após as coisas terríveis que hoje escutamos, não endureçamos nossos corações, mas saiamos de Babilônia, fujamos da Pentápolis4 já condenada ao fogo e ao enxofre e, a exemplo do Bem-Aventurado eremita Paulo, dos Bem-Aventurados Antônio, Arsênio, Evagro e outros Santos como São João Batista, fujamos para as grutas do deserto, salvemo-nos nos montes, para fugir da ira do Juiz Eterno e de sua sentença de condenação eterna. Fujamos do dilúvio entrando na arca de Noé, na nave de Pedro, onde Cristo faz cessar o vento e as tempestades, quer dizer, na nave da penitência, para assim atingirmos o porto da salvação eterna”.



O despontar da Grande Cartuxa São Bruno impõe o hábito em um postulante, por Manuel Bayeu – Museu de Huesca (Espanha)

Com essas e outras palavras São Bruno exortou seus companheiros, de forma que seis varões probos decidiram segui-lo, procurando a solidão para fazer penitência e esquecendo todas as riquezas, delícias e honras da terra.

Inicialmente, dirigiram-se ao Mosteiro beneditino de Molesme, na antiga Diocese de Langres. O abade era então São Roberto, que em 1098 fundaria a Ordem Cisterciense. Mas São Bruno aspirava a uma vida mais austera e de maior isolamento. Assim, partiu com seus seis companheiros para o deserto de Sèche-Fontaine, a alguns quilômetros de Molesme.

Após um período que os biógrafos estimam entre um e três anos, São Bruno rumou para Grenoble, cujo Bispo era um antigo aluno seu, São Hugo de Châteauneuf. Este lhe cedeu a região montanhosa da Chartreuse, no deserto de Saint Pierre, onde São Bruno erigiu uma construção no ano 1084.

Do ponto de vista humano, a escolha do local parecia uma loucura: uma área com altitude entre 780 e 1150 metros, acessível somente por íngremes sendeiros. O clima era severo, com frequentes nevadas, e o solo, pobre. A ausência de caminhos dificultava a exploração dos bosques; o lugar era impenetrável durante a maior parte do ano, comprometendo a chegada de ajuda em caso de incêndio ou doenças. Contudo, São Bruno se baseava em critérios divinos, e não humanos, e nenhuma dessas dificuldades o fez desanimar. Aliás, até em nossos dias é notável a robustez, boa saúde e longevidade dos cartuxos.

Almejando uma vida eremítica pura, estritamente isolada, com apenas alguns atos religiosos em comum, ele organizou a obra tendo em vista os rigores do inverno: celas individuais e separadas, mas comunicadas por um claustro coberto que permitia o acesso à igreja, ao capítulo e ao refeitório. Essa estrutura primeva da Cartuxa seria modelo de todas as outras fundadas pelo mundo ao longo do tempo.

Em 2 de setembro de 1085, o Bispo São Hugo consagrou a igreja, dedicada à Santíssima Virgem e a São João Batista.

Algumas décadas mais tarde, após uma avalanche de neve, os monges foram obrigados a reconstruir a Cartuxa dois quilômetros ao sul, num local mais seguro, onde se encontra atualmente.
Fundação da segunda Cartuxa

Após ter esperado mais de meio século para a realização de seu sonho, São Bruno pôde desfrutar da solidão apenas por seis anos. O Papa Urbano II, lembrando as virtudes do seu antigo mestre, o convocou a Roma em nome da santa obediência. Ali chegou o fundador dos cartuxos no ano de 1090. Ao tomar conhecimento de que o Papa o designara para a sede episcopal da Reggio Calabria, valeu-se do direito que lhe autorizava recusar tal eleição, pois estava certo de não ser esta a sua vocação.

Grande Chartreuse, Saint-Pierre-de-Chartreuse (França)

Depois de passar um ano na corte pontifícia, obteve do Pontífice permissão para voltar à vida contemplativa, mas não à França: Urbano II lhe impôs a condição de permanecer nos limites do atual território italiano.

Foi assim que, em 1091, São Bruno fundou um mosteiro na Calábria, em Santa Maria da Torre, Diocese de Squillace, onde permaneceria até à morte. A obra, tal como as fundações futuras, recebeu o nome de Cartuxa, em lembrança da casa-mãe, e logo obteve as devidas aprovações e autorizações do Papa Urbano II.
Precioso legado espiritual

São Bruno faleceu em 6 de outubro de 1101. Dos quase setenta e um anos de vida, passou apenas dezesseis na sua tão apreciada solidão: seis na Cartuxa francesa e dez na italiana.

Dos poucos escritos de sua autoria que se conhecem, destaca-se uma carta redigida em 1099 ou em 1100, na qual descreve as alegrias próprias à vocação contemplativa: “Somente quem os experimentou sabe quanta utilidade e gozo divino trazem a solidão e o silêncio do deserto a quem os ama. Aqui os homens esforçados podem recolher-se o quanto queiram, morar consigo mesmos, cultivar com afã as sementes das virtudes e alimentar-se felizes dos frutos do Paraíso. Aqui se adquire aquele olhar sereno que fere de amor o Esposo, e com o qual, limpo e puro, se vê a Deus. Aqui se pratica um ócio laborioso, e se repousa numa sossegada atividade. Aqui, pelo esforço do combate, Deus premeia seus atletas com a ansiada recompensa, a saber, ‘a paz que o mundo ignora e o gozo no Espírito Santo’”.

Embora o legado espiritual da Cartuxa seja, de longe, seu mais precioso patrimônio, este se traduz também em inumeráveis aspectos concretos, entre os quais o famoso licor Chartreuse, composto de cento e trinta ervas. Seu longo processo de preparação, com quatro destilações e cinco infusões, é conhecido apenas por dois cartuxos. Não deixa de ser admirável que uma das Ordens mais austeras da Igreja, cujos costumes prescrevem jejuns rigorosos e sequer permitem este licor nas suas mesas, tenha oferecido ao mundo tal maravilha.

Com justiça, no escudo da Ordem constam sete estrelas que representam São Bruno e seus seis primeiros discípulos, fazendo meio arco sobre um orbe coroado pela cruz, e o lema Stat crux dum volvitur orbis – A cruz fica de pé, enquanto o mundo gira. ◊


File:José de Ribera 029.jpgEm meados do primeiro milênio depois de Cristo, Hugo, o bispo da diocese francesa de Grenoble, sonhou certa vez com sete estrelas que brilhavam sobre um lugar escuro, muito deserto. Achou estranho. 

Algum tempo depois, foi procurado por sete nobres e ricos, que queriam converter-se à vida religiosa e buscavam sua orientação, por causa da santidade e do prestígio do bispo. 

Hugo, reconhecendo na situação o sonho que tivera, ouviu-os com atenção e ofereceu-lhes fazer sua obra num lugar de difícil acesso, solitário, árido e inóspito. Assim, tiveram todo o seu apoio episcopal. 

Esses homens buscavam apenas o total silêncio e solidão para orar e meditar. 

Tudo o que desejavam, ou seja, queriam atingir a elevação espiritual, cortando definitivamente as relações com as coisas mundanas. 

Eles eram Bruno e seus primeiros seis seguidores e a ordem que fundaram foi a dos monges cartuxos. 

Bruno era um nobre e rico fidalgo alemão, que nasceu e cresceu na bela cidade de Colônia. 

Sua família era conhecida pela piedade e fervorosa devoção cristã. Cedo aquele jovem elegante resolveu abandonar a vida de vaidades e prazeres, que considerava inútil, sem sentido e improdutiva. 

Como era propício à nobreza, foi estudar na França e Itália. No primeiro país concluiu os estudos na escola da diocese de Reims, onde também se ordenou e posteriormente lecionou teologia. Como aluno, teve até mesmo um futuro papa. 


Mas também conhecia a fama de santidade do bispo de Grenoble, por isso decidiu procurá-lo. 

Assim, no lugar indicado por ele, Bruno liderou a construção da primeira Casa de Oração, com pequenas celas ao redor. Nascia a Ordem dos monges Cartuxos, cujas Regras foram aprovadas em 1176, mas ele já havia morrido. 

Lá, ele e seus discípulos se obrigaram ao silêncio permanente e absoluto. Oravam, trabalhavam, repousavam e comiam, mas no mais absoluto e total silêncio. 

Em 1090, o sumo pontífice era seu ex-aluno, que, tomando o nome de papa Urbano II, chamou Bruno para ser seu conselheiro. 

Ele, devendo obediência, abandonou aquele lugar ermo que amava profundamente. 
Porém não resistiu muito em Roma. 

Logo obteve aprovação do papa para construir seu mosteiro de Grenoble e também a autorização para fundar outra Casa da Ordem dos Cartuxos, na Calábria, num local ermo chamado bosque de La Torre, hoje chamado Serra de São Bruno, província de Vito Valentia. 


Viveu assim recolhido até que adoeceu gravemente. Chamou, então, os irmãos e fez uma confissão pública da sua vida e reiterou a profissão da sua fé, entregando o espírito a Deus em 6 de outubro de 1101. 

Gozando de fama de santidade, seu culto ganhou novo impulso em 1515. 

Na ocasião, o seu corpo, enterrado no cemitério no Convento de La Torre, foi exumado e encontrado completamente intacto, tendo, assim, sua celebração confirmada. 

Em 1623, o papa Gregório XV declarou Bruno santo da Igreja. 

Seguindo o carisma de seu fundador, a Ordem dos Cartuxos é uma das mais austeras da Igreja Católica e seguiu assim ao longo dos tempos, como ele mesmo previu: 

"Nunca será reformada, porque nunca será deformada". 

Entretanto, atualmente, conta apenas com dezenove mosteiros espalhados pelo mundo todo.


São Bruno de Colônia: O Mestre do Silêncio que Fundou um Deserto para o Céu”

No século XI, em uma Europa marcada por disputas, poder e crises dentro da própria Igreja, Deus chamava um homem para um caminho completamente diferente.

Seu nome era Bruno de Colônia, nascido por volta do ano 1030, na Alemanha, em uma família nobre. Desde cedo, sua alma, porém, não se inclinava ao luxo, mas à fé, ao estudo e à busca por Deus.

Ainda jovem, Bruno foi enviado à Escola da Catedral de Reims, na França, um dos maiores centros do saber do mundo medieval. Ali ele brilhou como teólogo, filósofo e professor, tornando-se Reitor da escola e formando grandes nomes da história da Igreja.

Entre seus alunos estava um homem que se tornaria seu amigo por toda a vida: o futuro Papa Urbano II.

Mas Reims, embora grandiosa no conhecimento, vivia um tempo sombrio em sua moral. O arcebispo Manassés de Gournay era acusado de simonia e corrupção. Bruno, fiel à verdade, uniu-se a outros cônegos e denunciou o arcebispo, contribuindo para sua deposição em 1080, por um concílio.

Ainda assim, o evento que mais marcaria sua alma não foi um concílio de homens… mas um aviso do Céu.

Durante o funeral de um professor famoso de Reims, identificado nas crônicas como Raymond Diocrès, o impossível aconteceu.

Diante do caixão aberto, na presença do clero, acadêmicos e uma grande multidão, o morto levantou-se 3 vezes, proclamando:

1ª vez: “Fui acusado pelo justo juízo de Deus.”
2ª vez: “Fui julgado pelo justo juízo de Deus.”
3ª vez: “Fui condenado pelo justo juízo de Deus.”

Após a terceira declaração, o corpo caiu definitivamente.

O temor tomou a assembleia, mas Bruno tomou a mensagem como pessoal.

Ali, ele entendeu três coisas:
-que o saber sem santidade pode perder a alma,
-que a salvação exige radicalidade,
-e que Deus o chamava para deixar o mundo.

Em 1084, Bruno deixou Reims com 6 companheiros, não buscando fundar uma ordem, mas buscar a Deus na solidão.

O Bispo de Grenoble, São Hugo, havia sonhado com 7 estrelas descendo sobre um vale deserto. Quando Bruno chegou com seus 6 irmãos, Hugo reconheceu o sinal.

O vale de La Chartreuse, nos Alpes franceses, foi doado a eles.

E ali nasceu a Grande Cartuxa.

Desde a origem da Ordem Cartuxa, São Bruno e seus primeiros companheiros foram conduzidos ao vale de La Chartreuse por um sinal do Céu: o sonho das 7 estrelas revelado a São Hugo, bispo de Grenoble. A espiritualidade cartuxa sempre leu esse chamado em chave mariana, reconhecendo a Virgem Maria como Estrela que guia ao deserto da contemplação e Mãe singular dos que buscam a Deus no silêncio.

A tradição da ordem cartuxa honra Maria Santíssima desde os primeiros séculos como Mater Singularis Cartusiensium, a Mãe singular dos Cartuxos, aquela que conduz toda vocação nascida do Céu ao seu centro eterno: Cristo, o Cordeiro do silêncio e da salvação.

Assim, o carisma cartuxo nasceu e permanece sob sua luz:

A Estrela de Maria brilha sobre o deserto,
para que o silêncio da alma encontre o Céu em Cristo.

Bruno instituiu um novo modo de vida monástico:

— Celas individuais,
— Silêncio quase absoluto,
— Oração contínua,
— Trabalho manual simples,
— Liturgia vivida em comunidade apenas em momentos sagrados,
— Alimentação pobre, sem carne na maior parte do ano,
— e acima de tudo:

A solidão como caminho para Deus, não fuga do mundo.

Em 1090, o Papa Urbano II o chamou a Roma para ajudá-lo nas reformas da Igreja. Mesmo ali, Bruno recusou cargos e honrarias, incluindo o arcebispado de Reggio.

Ele obedeceu, mas não permaneceu.
Seu coração ainda ardia pelo deserto.

Com permissão papal, ele partiu novamente para uma vida eremítica em Serra San Bruno, na Calábria, Itália.

Lá fundou o mosteiro de Santo Estêvão do Bosque, e um convento feminino cartuxo nas proximidades.

Após 11 anos de oração, penitência e êxtases discretos, ocultados pela humildade, Bruno morreu em 6 de outubro de 1101.

Ele não precisou de um processo formal para ser lembrado: sua vida era a própria canonização escrita no silêncio.

Seu legado se tornou o mais radical chamado à contemplação dentro da Igreja.

Um santo que nos ensina:
A cruz permanece firme enquanto o mundo gira,
e a alma encontra o céu quando aprende a silenciar para Deus.

Oremos:
Ó São Bruno, amigo do silêncio e íntimo de Deus, tu que buscaste o deserto para amar melhor a Cristo, fortalece em nós a fé que não vacila diante da eternidade.

Tu que, dócil aos sinais do Céu,
deixaste as honras do mundo para salvar a alma,
ensina-nos a coragem humilde dos que creem sem ver.

E tu que amaste ternamente a Virgem Maria,
a Estrela que guia os cartuxos,
o doce refúgio dos que pertencem a Deus, 
ensina-nos a nos confiar a Ela,
E como Ela a amar Jesus com o mesmo ardor,
e a viver sob seu manto de luz e intercessão.

São Bruno, servo de Maria, roga por nós,
hoje e na hora sagrada do encontro com a eternidade. Amém.

São Bruno, rogai por nós!



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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."