quarta-feira, 30 de abril de 2025

30 de abril - Dia de São José Benedito Cotolengo


São José Benedito Cotolengo

1786 - 1842

Fundou as Pequenas casas
da Divina Providência

José Benedito Cotolengo nasceu em Brá, na província de Cuneo, no norte da Itália, no dia 3 de maio de 1786. Foi o mais velho dos doze filhos de uma família cristã muito piedosa. Ele tinha apenas cinco anos quando sua mãe o viu medindo os quartos da casa com uma vara, para saber quantos doentes pobres caberiam neles. Dizia que, quando crescesse, queria encher sua casa com esses necessitados, fazendo dela "seu hospital". O episódio foi um gesto profético. Na cidade de Brá, ainda se conserva tal casa. 

Com dezessete anos, ingressou no seminário e, aos vinte e cinco, se ordenou sacerdote na diocese de Turim. Seu ministério foi marcado por uma profunda compaixão pelos mais desprotegidos, esperando sempre a hora oportuna para concretizar os ideais de sua vocação. 

Em 1837, padre José Benedito foi chamado para ministrar os sacramentos a uma mulher grávida, vítima de doença fatal. Ela estava morrendo e, mesmo assim, os hospitais não a internaram, alegando que não havia leitos disponíveis para os pobres. Ele nada pôde fazer. Entretanto, depois de ela ter morrido e ele ter confortado os familiares, o padre se retirou para rezar. Ao terminar as orações, mandou tocar os sinos e avisou a todos os fiéis que era chegada a hora de "ajudar a Providência Divina". 

Alugou uma casa e conseguiu colocar nela leitos e remédios, onde passou a abrigar os doentes marginalizados, trabalhando, ele mesmo, como enfermeiro e buscando recursos para mantê-la, mas sem abandonar as funções de pároco. Era tão dedicado aos seus fiéis a ponto de rezar uma missa às três horas da madrugada para que os camponeses pudessem ir para seus campos de trabalho com a Palavra do Senhor cravada em seus corações. 

Os políticos da cidade, incomodados com sua atuação, conseguiram fechar a casa. Mas ele não desistiu. Fundou a Congregação religiosa da Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cotolenguinas, com a finalidade de servir os pequeninos, os deficientes e os doentes. Os fundos deveriam vir apenas das doações e da ajuda das pessoas simples. Padre José Benedito Cotolengo tinha como lema "caridade e confiança": 

fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Comprou uma hospedaria abandonada na periferia da cidade e reabriu-a com o nome de "Pequena Casa da Divina Providência". 

Diante do Santíssimo Sacramento, padre José Benedito e todos os leigos e religiosos, que se uniram a ele nessa experiência de Deus, buscavam forças para bem servir os doentes desamparados, pois, como ele mesmo dizia: "Se soubesses quem são os pobres, vós os servirias de joelhos!". Morreu de fadiga, no dia 30 de abril de 1842, com cinqüenta e seis anos. 

1. San Giuseppe Cottolengo

A primeira casa passou a receber todos os tipos de renegados: portadores de doenças contagiosas, físicas e psíquicas, em estado terminal ou não. Ainda hoje abriga quase vinte mil pessoas, servidas por cerca de oitocentas irmãs religiosas e voluntárias. A congregação pode ser encontrada nos cinco continentes, e continua como a primeira: sem receber ajuda do Estado ou de qualquer outra instituição. 



O padre José Benedito Cotolengo foi canonizado por Pio XI em 1934, e sua festa litúrgica ocorre no dia 30 de abril.

30 de Abril - São Pio V


São Pio V, Papa
Pontificado: 1565 a 1572

Antonio nasceu na cidade de Bosco (hoje Bosco Marengo, Província de Alessandria), no Ducado de Milão, em 17 de janeiro de 1504, de uma nobre família. Aos quatorze anos de idade, entrou para a Ordem dos Pregadores (Dominicanos), emVoghera, na qual tomou o nome de Michele1(Miguel). De Voghera passou a Vigevano (em 1519, onde professou os votos solenes), e desta para Bolonha (onde completou os estudos na Universidade de Bolonha). Nos anos de preparação para o sacerdócio, junto com uma sólida formação teológica, facilitada por uma vívida inteligência, manifestou aquela austeridade de vida que lhe mereceria no futuro tanta estima. Em 1528, foi ordenado presbítero em Gênova e, de lá, foi mandado para Pavia, onde ficaria por dezesseis anos. Depois foi para Parma, onde escreveu trinta teses em defesa da Cátedra de Pedro e contra as heresias de seu tempo. Como reitor de vários conventos dominicanos, caracterizou-se pela rígida disciplina e, a seu expresso pedido, recebeu a nomeação a inquisidor na cidade de Como.

Voltando a Roma, no ano de 1550, ainda como inquisidor, foi eleito comissário geral da Inquisição Romana. Sob Paulo IV, tornou-se (1556) Bispo de Sutri e Nepi2. No consistório de 15 de março de 1557, foi criado Cardeal padre, com o título de Santa Maria Sopra Minerva. Por fim, foi nomeado Inquisidor-mor em 1558. Muitas cidades e regiões inteiras lhe devem por terem ficado livres da peste de heresia. Em 1560, tornou-se Bispo de Mondovì, no Piemonte.

Com a morte de Pio IV, foi inesperadamente eleito o 225º Papa da Igreja Católica, no conclave ocorrido de 20 de dezembro de 1565 a 7 de Janeiro de 1566. Foi coroado dez dias depois, em seu aniversário de 62 anos. Seu pontificado durou seis anos e três meses. A sua eleição fez tremer a Cúria Romana: nada de comemorações e baquetes suntuosos para solenizar o evento, pois Pio V tinha um caráter rígido e intransigente. Continuo a usar o hábito dominicano, de cor branca, costume papal que perdura até os dias de hoje.

Como Papa, desenvolveu Pio V uma atividade admirável, para o bem da Igreja de Deus sobre a terra. Aplicou energicamente as decisões do Concílio de Trento (1545-1563), restabelecendo a moral e a ascese espiritual, e combateu fortemente a Reforma Protestante. Foi um pontificado dos mais abençoados. Exemplaríssimo na vida particular, ardente de zelo pela glória de Deus e a salvação das almas, possuía Pio V as qualidades necessárias de um grande reformador. É impossível resumir em poucas linhas o que este grande Papa fez pela defesa da verdadeira fé, pela exterminação das heresias e pela reforma dos bons costumes na Igreja toda.

Mostrou-se incansável em restabelecer a disciplina eclesiástica, em defender os direitos da Santa Sé, em remover escândalos, erros e heresias, e, em particular a causa dos oprimidos e necessitados. Não há virtude que este grande Papa não tenha exercitado. Todos os dias, celebrava a Santa Missa, com o maior recolhimento.

Cumpridor consciencioso do dever, não se fiava na palavra de outros, quando se tratava do governo de Igreja ou da disciplina. Ele mesmo, em pessoa, se informava, queria ver, ouvir para depois formar opinião própria e resolver os casos em questão.

Usava de máximo rigor contra a imoralidade pública. Fez leis severas contra o jogo e proibiu as touradas (bula De salutis gregis dominici) como contrárias à piedade cristã. Puniu a mendicância, proibiu o carnaval, expulsando de Roma as prostitutas - que ele determinou que devessem ser enterradas não no cemitério, mas no esterquilínio. Condenou os devassos e os profanadores dos dias santos. Para os blasfemadores estavam previstas penas pecuniárias e corporais. Defendeu estrenuamente o vínculo matrimonial, infligindo penas severas aos adúlteros.

Durante a carestia de 1566 (quando se distinguiu particularmente a associação dos Fatebenefratelli, que ele mesmo elevou a Ordem religiosa em 1572) e as epidemias que lhe seguiram, Pio V fez distribuir consideráveis quantias de dinheiro aos necessitados e organizou os serviços sanitários. Para conseguir o dinheiro necessário suprimiu toda despesa supérflua e levou o esquecimento de si próprio ao ponto de mandar adaptar a seu tamanho as vestes de seus predecessores.

Em 1566, atendendo à decisão do Concílio de Trento, publicou o Catecismo Romano “ad parochos”, obra importantíssima da doutrina católica, compilada pelo Cardeal Carlos Borromeu e redigida em bom latim por Aldo Manuzio. Deve-lhe a Igreja também a organização oficial e definitiva do Breviário (1568) e do Missal Romanos (1570), através da bula Quo Primum Tempore, com a qual instituiu a Missa tridentina. A bula teve por finalidade unificar a Reapresentação do Sacrifício da Cruz e impedir abusos e deturpações no culto sagrado. Em 1571, para reforçar os instrumentos da Reforma Católica, crio a Congregação do Índice, para o exame dos livros contrários à Fé Católica, fortaleceu a Inquisição Romana – deu-lhe novo impulso, condenando a morte, por heresia, Pietro Carnesecchi3, e Aonio Paleario4 – e reorganizou a Penitenciária Apostólica.

Em Roma, mandou que Daniele da Volterra, discípulo de Michelangelo, recobrisse com roupas a nudez pintada no teto da Capela Sistina. Reduziu substancialmente os gastos da Sé de Roma e ordenou o ensino da Teologia tomista nas universidades. Ordenou a residência compulsória para os clérigos e regulou os hospícios (instituição católica) e defendeu a importância dos cerimoniais.

Intransigente também foi a sua política externa, fundada essencialmente na defesa do Catolicismo contra a heresia. Por isso, enviou à Alemanha o Legado Gian Francesco Commendone, para impedir que o Imperador Maximiliano II se subtraísse à jurisdição da Santa Sé; enviou milícias próprias à Francia para combater os Ugonotes, tolerador por Caterina de’ Medici em prejuízo da religião católica; exortou Filipe II, rei da Espanha, a reprimir o fanatismo dosanabatistas nos Países Baixos; encarregou São Pedro Canisio de confutar as Centúrias de Magdeburg: primeira história tendenciosa sobre a Igreja Católica escrita pelos protestantes. Para preservar os legítimos direitos de Maria Stuart de Escócia, excomungou5 e determinou a destronização da herética Isabel da Inglaterra - filha ilegítima de Henrique VIII e de sua amante Ana Bolena - a qual causou muitos sofrimentos e perseguições aos católicos ingleses. A Companhia de Jesus, cuja fundação é sua contemporânea, achou em Pio V um grande protetor.

Em 1566, promoveu a construção do convento dominicano de Santa Croce e Ognissanti, em sua cidade natal, que, em suas intenções, poderia constituir o centro de uma cidade de nova fundação, e também a sua sepultura.

Em 1567, fundou em Pavia uma instituição de caridade para estudantes merecedores, o Collegio Ghislieri, que até hoje acolhe, através de um concurso público, alguns entre os melhores estudantes da Universidade de Pavia.

Em abril de 1577, declarou Santo Tomás de Aquino Doutor da Igreja. Em 1568 concedeu o mesmo título a quatro padres da Igreja de Oriente: Santo Atanásio, São Basílio Magno, São João Crisóstomo e São Gregório Nazianzeno. Em 1570, havia mandado publicar uma edição completa das obras do Santo.

Favoreceu a música nomeando Giovanni Pierluigi da Palestrin, como Maestro da capela pontifícia. Favoreceu também as missões enviando religiosos às “Índias orientais e ocidentais”.

Entre as Bulas papais, a In coena Domini6 (1568) tem um papel fundamental, pois reafirma a legitimidade e supremacia da Igreja Católica e da Cabeça Visível do Corpo Místico, o Santo Padre. Entre as demais, aquelas que mais contribuem para definir a linha de conduta de seu pontificado – inspirado na férrea e intransigente defesa da Igreja Católica contra todos os inimigos – estão: a proibição de mendigar (fevereiro de 1567 e janeiro de 1570); a condenação de Michele Baio7 (1º de outubro de 1567); a denúncia do dirum nefas "o execrável vício libidinoso" (agosto de 1568); a confirmação dos privilégios à Sociedade dos Cruzados para a proteção da Inquisição (outubro de 1570); a proibição de discussão sobre o milagre da Imaculada Conceição (novembro de 1570); a supressão dosFratres Humiliati8, acusados de depravação9 (7 fevereiro de 1571); a aprovação do novo ofício da Virgem Maria (março de 1571).


Através da bula Hebraeorum gens (26 de fevereiro de 1569), fechou guetos hebraicos no Estado Pontifício (menos em Roma e em Ancona) e nos domínios eclesiásticos transalpinos (menos em Avinhão), para subtrair os Cristãos da usura dos hebreus. Para este fim, também favoreceu os Montepios.

Em sua época, os turcos ameaçavam não só a Igreja, como à Europa toda, pois o soberano deles jurara exterminar a religião cristã. Pio V envidou todos os esforços, fez valer toda sua influência junto aos príncipes Cristãos para conjurar essa desgraça iminente, criando a Santa Liga10. Para obter de Deus que abençoasse as armas cristãs, ordenou que se fizessem, em toda a parte da Cristandade, preces públicas, particularmente o terço, procissões, penitência. Paralelamente, em 1570, os otomanos, de notável poderio militar, apoderaram-se do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e não permitiam a visita dos Cristãos. O próprio Papa tomou parte nesses exercícios extraordinários, impostos pela extrema necessidade. Organizou uma Cruzada, cujo comando entregou a Dom João da Áustria, que era irmão de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano. Na batalha naval no Golfo de Lepanto(1571), a armada turca, com poderio militar que ultrapassava o dobro dos navios dos cruzados, avançou ferozmente para vencer os Cristãos. Os chefes cruzados, então, ajoelharam-se e suplicaram a intercessão de Nossa Senhora, e foram inspirados pelo Espírito Santo a rezar o Terço como única forma de enfrentar e vencer o inimigo, e assim o fizeram. O êxito foi glorioso. A vitória dos Cristãos em Lepanto foi completa. As festas de Nossa Senhora da Vitória e do SS. Rosário perpetuam até hoje a memória daquele célebre fato. No momento em que a batalha se decidia a favor dos Cristãos, teve o Papa, por revelação divina, conhecimento da vitória e imediatamente convidou as pessoas presentes a dar graças a Deus. Era seu plano organizar uma nova campanha contra os turcos, mas uma doença dolorosa não lhe permitiu executá-la.


A doença era o prenúncio da morte, para a qual Pio se preparou com o maior cuidado. Quando as dores (causadas por cálculos renais) chegavam ao auge, exclamava o doente: “Senhor, aumentai a dor e dai-me paciência!”. Mandou que lessem para ele trechos da Sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor, e continuamente se confortava com a citação de versos bíblicos e jaculatórias, até que a morte lhe pôs termo à vida, tão rica em trabalhos, sofrimentos e glórias. Antes, porém, havia instituído, como agradecimento pela vitória em Lepanto, a festa de Nossa Senhora das Vitórias11.


Tinha uma terníssima devoção a Jesus Crucificado e costumava fazer suas orações diante de uma imagem cujos pés beijava inúmeras vezes. Certa vez que se ia beijá-los, conforme o costume, a imagem retirou-se, salvando-o de morte certa, pois uma pessoa má tinha cobertos os pés de um pó levíssimo e venenoso.

Numa quinta-feira Santa, quando realizava a cerimônia do “Mandatum”, entre os doze pobres havia um cujos pés apresentavam uma úlcera asquerosa. Pio, reprimindo uma natural repugnância, beijou a ferida com muita ternura. Um fidalgo inglês, que viu este ato, ficou tão comovido, que, no mesmo instante, se converteu à Fé Católica.

São Pio era tão amigo da oração que os muçulmanos afirmaram ter mais medo da oração do Papa do que dos exércitos de todos os príncipes unidos. À oração unia rigor contra si mesmo: a vida era-lhe de penitência contínua; comia carne apenas três vezes por semana, ainda assim em quantidade diminutíssima.

Mostrava grande amor aos pobres e doentes. Entre os pobres, gozavam de preferência os neófitos, pouco se lembrando de seus parentes, pois era uma ferrenho opositor do nepotismo12. Quando, em certa ocasião, alguém lhe lembrou de ajudar mais a seus parentes, Pio respondeu: “Deus fez-me Papa para cuidar da Igreja e não de meus parentes”13.

Seguindo o exemplo do divino Mestre, perdoava de boa vontade aos inimigos e ofensores. Nunca se lhe ouviu da boca uma palavra áspera.

Pio empregava bem o tempo. Era amigo do trabalho e todo o tempo que sobrava da oração, pertencia às ocupações do alto cargo. Alguém lhe aconselhara que poupasse mais a saúde e descansasse mais. Pio respondeu-lhe: “Deus deu-me este cargo, não para que vivesse segundo a minha comodidade, mas para que trabalhasse para o bem dos meus súditos. Quem é governador da Igreja, deve atender mais às exigências da consciência que às do corpo”.

Pio V morreu na noite de 1º de maio de 1572, com 68 anos de idade, depois de dizer aos cardeais que o rodeavam em seu leito de morte: “Vos recomendo a Santa Igreja que tanto amei! Procurai de eleger um sucessor zeloso, que busque apenas a glória do Senhor, que não tenha outros interesses aqui na terra que a honra da Sé Apostólica e o bem da Cristandade”. 

Beatificado a 27 de Abril de 1672, foi proclamado santo a 22 de Maio de 1712, pelo Papa Clemente XI. Seus restos descansam na Igreja de Santa Maria Maggiore. A sua festa litúrgica é hoje.

terça-feira, 22 de abril de 2025

22.04.2025🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí


 

22 de maio - Dia de Santa Quitéria

JACAREÍ, 21.04.2013-APARIÇÃO E MENSAGEM DE NOSSA SENHORA, SANTA BERNADETTE E SANTA QUITÉRIA.


NOSSA SENHORA

“Amados filhos Meus, hoje, vos chamo novamente ao verdadeiro amor, que é agradável a Deus e que somente pelo qual podeis chegar até Ele.
Buscai o verdadeiro amor, deixando todas as coisas vãs deste mundo que vos impedem de recebê-Lo e de conhecê-Lo, para que assim, verdadeiramente, vosso coração seja livre e disponível para que o amor divino a ele se revele, nele se derrame a ele se entregue e realize em vós a grande conversão, a grande santificação que o Senhor deseja de todos vós.
Buscai o verdadeiro amor, para que assim as vossas almas transformem-se nos templos puros, iluminados, dignos e santos para que a Santíssima Trindade possa habitar dentro do vosso coração, possa governar toda a vossa vida e possa levar-vos sempre mais pelo caminho da santidade para que Ela seja perfeitamente glorificada em todos vós.
Buscai o verdadeiro amor, para que sejais aquelas cidadelas santas que a Santíssima Trindade e Eu desejamos que sejais, aquelas cidades místicas onde Nós podemos habitar, reinar e governar todos os dias, tendo em vós o Nosso palácio real, o vosso jardim real de descanso, o Nosso horto de delícias, e assim, as vossas almas sejam a vossa morada e Nós seremos as moradas das vossas almas, e assim unidos numa só chama de amor vivamos dando ao Senhor perfeitamente a glorificação, a obediência, a adoração que Ele deseja de vós e a Mim vossa Mãe o amor perfeito, a obediência perfeita, a correspondência perfeita que Eu tanto quero e desejo de vós.
Buscai o verdadeiro amor, para que as vossas almas verdadeiramente conhecendo este amor, possam Nele viver, possam doá-Lo, espargi-Lo, comunicá-lo a todas as almas que ainda não o conhecem para que este mundo imerso no pecado, na desobediência a Deus, no desamor a Deus possa finalmente imergir para um novo tempo de santidade, de graça e de amor. Se o verdadeiro amor estiver presente nas vossas almas, então, este mundo envolto nas trevas do pecado, dos erros que cada vez mais agora se propagam tanto no seio do povo cristão como fora dele, este mundo conhecerá a nova luz da sua ressurreição, do seu Pentecostes, da sua transformação completa naquele mundo de santidade, de amor e de paz que Eu tanto quero para vós e que Eu tanto rezo e tanto luto para trazer para vós.
Buscai o verdadeiro amor pelo o Senhor, provando este amor a Ele, mais por obras que por palavras, mais por fatos do que só por desejos e intenções, para que assim Meus filhos, verdadeiramente, a vossa vida seja um testemunho perene do amor de Deus, da graça de Deus e da força de Seu amor assim como foi a vida da Minha filhinha Bernadette Soubirous, Santa Bernadette. Então, também a vossa vida se transformará numa canção de amor perfeito ao Senhor e a Mim como foi a vida Dela e as vossas vidas verdadeiramente serão como foi a vida da Minha filhinha Bernadette, um reflexo perfeito da Minha pureza, da Minha santidade, do Meu amor, da Minha graça.
Hoje, quando estais celebrando a Minha filhinha Bernadette de Lourdes, Eu, com generosidade, com amor vos abençoo e vos digo: Aqui neste lugar bendito das Minhas Aparições, que é a Minha nova Lourdes, a Minha última Lourdes, vou terminar tudo aquilo que comecei com a Minha filhinha Santa Bernadette em Lourdes. Aqui levarei os Meus Planos à Sua perfeita conclusão e execução e o Meu Coração Imaculado triunfará banindo as trevas do mundo e fazendo raiar para toda a humanidade um novo tempo de paz, um novo tempo de graça, de santidade e de amor.
Continuai com todas as Orações que Eu vos dei Aqui, por que através do Rosário, das Horas Santas de Oração, Eu cada vez mais vos tornarei semelhantes à Minha filhinha Santa Bernadette. Aqui, na pessoa e na obra do Meu filhinho Marcos, que com os Vídeos que fez das Minhas Aparições em Lourdes e da Minha filhinha Bernadette fez com que milhões de Meus filhos Me amassem mais, muitos outros milhões Me conhecessem, a Mim entregassem os seus corações e começassem a Me seguir pela estrada da Oração, da Penitência, da fuga do pecado, da busca da santidade quotidiana. Sim, na pessoa e na obra dele, no trabalho dele reflito a Minha mística luz, que se tornará cada vez mais intensa quanto mais densas forem as trevas a envolver todas as coisas.
O Meu Coração triunfará e a Minha vitória, a Minha glória que desde as Minhas Aparições em Lourdes manifestei aos Meus filhos amados até chegar Aqui nas Minhas últimas Aparições em Jacareí, a Minha glória será vista por todo o mundo e Satanás será aniquilado definitivamente.
A todos com amor vos abençoo generosamente de LOURDES, de TURZOVKA, de EL ESCORIAL e de JACAREÍ.
A paz Meus filhos amados, ficai na paz do Senhor. A paz a ti Marcos, o mais esforçado dos Meus filhos.”

SANTA BERNADETTE SOUBIROUS

“Amados irmãos Meus, hoje quando estais comemorando a Minha Festa, Eu, BERNADETTE DE LOURDES venho para dizer-vos: Rezai com amor! A oração com amor leva as vossas almas a buscarem sempre mais o Senhor, sempre mais a Sua vontade e vos ajuda a cumpri-la fielmente como Ele deseja de vós. A Oração com amor embeleza as vossas almas, purifica os vossos corações, fortalece o vosso espírito contra as tentações de Satanás, abre o Céu para vós e vos faz cada vez mais galgar céleres os degraus da escada da santidade que vos leva até o Céu.

Rezai com amor, porque a oração com amor vos leva cada vez mais para perto, para junto dos Corações de Jesus Maria e José, vos transforma tornando-vos Sua imagem e semelhança, dá-vos um pouco daquela pureza, daquela perfeição espiritual que a Imaculada Mãe de Deus tem Nela mesma, vos faz assemelhar-vos sempre mais a São José na obediência a Deus, no amor, na fidelidade a Jesus e à Maria Santíssima, vos faz crescer cada vez mais na pureza, na castidade e no santo temor do Senhor. A oração com amor faz a vossa alma viver, com ela o Espírito Santo pode comunicar-se a vós, através dela Ele pode agir poderosamente nas vossas almas e assim as vossas almas podem finalmente conhecer a verdadeira vida em Deus, a vida da santidade que Ele deseja para cada um de vós.

Dai ao Senhor o vosso sim, como Eu mesma fiz, não retendo nada para vós, ou seja, dai ao Senhor todo o vosso coração, toda a vossa alma, todo o vosso ser. Fomentai nos vossos corações os santos desejos de servirdes melhor ao Senhor, porque os santos desejos vos levarão sempre a terdes a vossa alma abrasada de amor por Deus. Durante o dia dizei muitas vezes ao Senhor que quereis amá-Lo como Eu o amei, como todos os santos O amaram. Dizei ao Senhor e à Virgem Santa que quereis obedecê-los como ninguém até hoje ainda fez, para que assim os santos desejos vos levem a de fato amar ao Senhor, amardes a Mãe de Deus, cumprirdes a Sua vontade como ninguém até hoje cumpriu e assim um dia chegareis a ser verdadeiros e grandes santos para a maior glória do Senhor.
Fazei todos os dias os vossos deveres diários com amor como Eu mesma fiz, porque o cumprimento do dever diário vos leva à perfeição quotidiana que vos impulsionará, vos elevará cada vez mais a uma alta santidade e então no fim das vossas vidas vós como flores perfumadas e belas sereis colhidos do jardim deste mundo, para serdes então novamente plantados nos jardins do Céu onde gozareis da suprema felicidade que o Senhor e a Mãe de Deus preparam para cada um de vós para todos vós!
Eu, Bernadette, vossa irmã que vos precede na glória vos amo muito! Amo muitíssimo este Lugar eleito pelo Céu que é a nova Lourdes da Mãe de Deus. Aqui, onde Ela vai continuar os planos que Ela começou Comigo em Lourdes Eu estou e sempre estarei vivamente presente para com Ela agir poderosamente para a vossa salvação, agir poderosamente para a conversão dos pecadores, agir poderosamente para a salvação de toda a humanidade. Rezai, rezai mais, porque a oração é a salvação do mundo, é a vossa salvação e a salvação de todas as famílias. Com a oração vos salvareis, sem a oração já estais perdidos. Rezai, rezai muito, porque quem muito reza se salva, quem reza pouco se coloca em perigo de condenação e quem não reza se condena. Rezai, porque a oração é que atrairá o Segundo Pentecostes Mundial, que convencerá os homens do pecado, que lhes mostrará a verdade, que os convencerá da verdade e que os fará com que muitos corações se abram para o novo tempo de graça, de santidade e de amor que os Corações Unidos preparam todos os dias para vós.
Eu, Bernadette, estou convosco, cubro-vos com o Meu Manto e especialmente cubro o Meu amadíssimo Marcos que sempre Me amou, sempre Me honrou com a sua devoção, com a sua oração e o seu carinho e através de tudo o que ele fez, dos Vídeos das Aparições da Mãe de Deus para Mim em Lourdes, bem como também do Meu Terço e de todas as outras coisas que ele fez para tornar-Me conhecida e amada, graças a ele e nele Sou agora mais conhecida, Sou amada, Sou invocada com confiança e posso assim agir muito mais em favor da salvação das almas. Na pessoa, no trabalho e na obra do Meu querido Marcos a Senhora de Lourdes tem o Seu maior triunfo e Eu também tenho a maior exaltação da verdade das Aparições de Lourdes e também o conhecimento da glória da Santíssima Virgem que a Mim na Gruta de Lourdes revelou grandes mistérios da Sua Imaculada Conceição, da Sua gloriosa dignidade de Mãe de Deus e também do Seu puríssimo e infinito amor.
A todos neste momento abençoo e também especialmente a ti amado Marcos, abençoo agora generosamente de LOURDES, de TURZOVKA e de JACAREÍ.

A paz Marcos. A paz a todos vós irmãos Meus muito amados.”

SANTA QUITÉRIA

“Amados irmãos Meus, Eu QUITÉRIA, serva do Senhor e da Mãe de Deus Sou feliz por vir abençoar-vos hoje.

Fazei a Cruzada do Rosário com amor porque da Cruzada do Rosário depende a vossa salvação a de milhões de almas, da vossa pátria e do mundo inteiro.
Fazei a Cruzada do Rosário com amor dando a Mãe de Deus o vosso rosário Meditado rezado com amor, devoção e piedade, para que assim as forças satânicas possam ser vencidas e destruídas em vós, nas famílias e no mundo inteiro.
Fazei a Cruzada do Rosário agora a qualquer dia da semana não apenas no domingo, fazei de forma que toda a semana tenha sempre almas em suas casas rezando o Santo Rosário pela salvação do Brasil, do mundo e das almas.
Eu, Quitéria rezarei convosco, virei com os Santos Anjos do Céu para vos abençoar, para rezar convosco, para ajudar-vos na luta, na batalha espiritual através do Rosário contra todas as forças do mal, contra todas as potências do mal.
Sede Santos como o Senhor Deus deseja que sejais Santos, a santidade consiste antes de tudo: na alma morrer para si mesma em todas as coisas e a todo o momento, renunciar à sua vontade rebelde para aceitar a vontade do Senhor. Assim, cumprindo Sua vontade a alma verdadeiramente santifica-se e quando uma alma se santifica muitas milhões de outras almas se santificarão, por ela, por suas orações, sacrifício, seu exemplo de vida, e então, o mundo cada vez mais se tornará o Reino dos Sagrados Corações Unidos, reino de paz, reino de amor!
Desejai a santidade, pois desejar a santidade é o primeiro passo para obtê-la, quem muito deseja a santidade chegará à grande santidade, à grande perfeição espiritual e certamente será um grande santo na glória do Céu. Os desejos da alma são asas que a fazem voar cada vez mais rapidamente no caminho da perfeição, para que ela então adquirindo virtude após virtude possa cada dia mais deixar o pecado, assemelhar-se ao próprio Coração de Cristo, ao próprio Coração da Virgem Imaculada e ao Coração de São José. Os desejos são asas que fazem com que a alma olhando a grande montanha da perfeição suba-a velozmente, pois assim, livre de todo o embaraço ela pode correr ou melhor voar montanha acima até encontrar lá no alto o seu tesouro, que é a santidade para dar alegria, amor e contentamento a Deus por toda a eternidade.
Oh, sim! Assim como um pássaro não pode voar se tiver a sua perna amarrada a alguma coisa, assim como um pássaro não pode mais voar se suas asas estiverem grudadas em algo viscoso, assim também, a alma não pode voar no Céu da santidade, no caminho da santidade, voar acima pela montanha da santidade se não renunciar a tudo o que: a prende, a escraviza às coisas vãs deste mundo. Por isso, abri o vosso coração aos santos desejos da santidade, deixai a morte deste mundo e procurai a vida que não passa, a vida eterna que foi criada para vós para que sejais felizes com Deus, com a Mãe de Deus e Conosco os bem-aventurados por toda a eternidade.
Eu, Quitéria, estou ao vosso lado e a alma que me pedir em suas orações que lhe dê os santos desejos da santidade Eu lhe darei. Fazei como o bem-aventurado São Geraldo fazia: ‘Eu quero ser santo. Eu vou entregar-me completamente a Deus para ser Santo.’ Fazei como a bem-aventurada Bernadette de Lourdes fazia dizendo sem cessar: ‘Eu quero ser Santo. Eu quero amar a Deus com amor perfeito, Eu quero amá-lo como nunca Ele foi amado.’ E depois segui estes santos desejos rezando com amor, renunciando a toda a forma de pecado, procurando sempre mais aquilo que agrada a Deus e Eu vos digo: com os santos desejos unidos à oração, unidos à prática daquilo que dizeis na oração, com a prática das virtudes vós sereis em pouco tempo grande santos. A medida da vossa santidade será de acordo com a medida dos desejos que tiverdes nos vossos corações de serdes santos.
Eu, Quitéria vos amo muito e estarei ao vosso lado sempre para vos ajudar, vos abençoar e vos proteger de toda a forma de mal. E agora vos abençoo generosamente com amor, com as bênçãos que o Céu hoje Me concedeu para derramar sobre todos vós.”

(Marcos): “Sim, vou prosseguir... Sim... Sim... Sim, Minha amada Mãe, Minha amada Rainha. Até breve...“

 
Santa Quitéria, Mártir (Século II)
22 de maio - Santa Quitéria

VIDA DE SANTA QUITERIA

Foi a 22 de Maio do ano 135 que, segundo a tradição, foi degolada pelo seu noivo aquela que se tornava deste modo na primeira mártir no território hoje correspondente a Portugal. Irmã de outras oito gémeas, Santa Quitéria foi morta no Monte Pombeiro ou das Maravilhas – hoje rebaptizado com o seu nome – junto a Felgueiras. Um santuário existente no local evoca estes dramáticos acontecimentos, que culminaram com o seu primeiro milagre: o de haver caminhado para a sepultura pelo seu próprio pé, segurando a cabeça degolada entre as mãos!

Contudo, e embora a festa de Santa Quitéria se celebre a 22 de Maio, ou – como hoje - no domingo seguinte quando o calendário não coincide com aquele dia da semana, a data por excelência de devoção à santa é em Felgueiras o dia de... S. Pedro. A explicação para tal facto e a lendária história de Santa Quitéria é o que encontrará nesta “Viagem no Tempo”. 

Nove irmãs gémeas. Nem menos. Os seus nomes cristãos foram-lhes dados por um dos primeiros bispos de Braga, Santo Ovídio, que as baptizou por Quitéria, Genebra, Vitória, Marinha, Marciana, Germana, Basília, Liberata e Eufémia. Um baptizado atribulado e clandestino. Porque o destino destas crianças à nascença deveria ter sido outro: mortas por afogamento. Passemos, com base na lenda e tradição, a explicar:

Corria em Braga o ano 120 quando o governador romano, o pagão Lúcio Atílio Severo, se ausentou da cidade para acompanhar o imperador Adriano numa das suas viagens. É durante a sua ausência que a esposa dá à luz nove gémeas. Por vergonha de tal aberrante e estranho facto, ou então porque o nove era considerado um número agoirento, a mãe ordena à sua criada Cita que, protegida pela noite, leve as crianças e as afogue no rio Este, nas proximidades de Braga.

Acontece porém que Cita era cristã e não conseguiu cumprir cabalmente as ordens recebidas. Levou as crianças mas não as matou, entregando-as aos cuidados do arcebispo Santo Ovídio que, durante os anos seguintes, cuidou da sua protecção, alimentação e educação. Conhecedoras, desde cedo, da sua história e de como haviam sido salvas graças aos sentimentos e às atitudes cristãs, as nove irmãs decidem, com dez anos de idade, viver juntas e dedicar a sua vida ao cristianismo. Criaram, deste modo, e com a autorização de Santo Ovídio, como que um pequeno convento.

Decorria e incentivara-se, entretanto, a perseguição aos cristãos por parte das autoridades romanas. E assim não demorou muito tempo que, denunciadas como cristãs, fossem algemadas e conduzidas até à presença do governador Atílio Severo... seu pai. Desconhecedor de toda a história das filhas o romano é surpreendido pela revelação que estas então lhe fazem. E num rápido interrogatório à esposa e à criada confirma a veracidade do que as jovens lhe afirmavam. 

O governador Severo fica, no entanto, contente com a descoberta, prometendo às filhas todas as felicidades e futuros casamentos com belos jovens, ricos e nobres. Teriam, no entanto, que renunciar à sua clandestina religião e abraçar o culto aos ídolos e deuses do Império Romano. Se recusassem o governador justificaria o seu nome e, severamente, teria que as punir, com a morte se necessário. Quitéria e as irmãs pedem, então, para ficarem sós durante algum tempo para em conjunto decidirem qual a sua opção. Mas a decisão, todas elas o sabiam, estava há muito tomada. Assim, e pela última vez, despedem-se umas das outras e fogem precipitadamente do palácio do pai.

A perseguição que o governador enceta às filhas resultará apenas na prisão de Quitéria. Conduzida de novo à presença do progenitor, a jovem é informada de que dispõe de mais alguns dias para desistir da sua religião. Esgotado esse tempo o pai comunica-lhe que a havia prometido em casamento a Germano, um jovem pagão, rico e nobre. Procurando ganhar mais algum tempo Quitéria pede então mais alguns dias de reflexão, oportunidade que lhe é concedida e aproveitada para, na companhia de 38 donzelas cristãs, fugir e se refugiar no Monte Pombeiro, perto da actual cidade de Felgueiras, no topo do qual existiria uma capela dedicada a S. Pedro. 

Não conseguiu, no entanto, aí permanecer em segredo durante muito tempo. Descoberta pelas autoridades romanas, recebe vários emissários de seu pai intimando-a a aceitar o seu noivo Germano. A resposta e opção são, contudo, inabaláveis: recusa as ordens do pai afirmando-se esposa mística de Cristo. Assim, e perante tais recusas e atitudes Severo acaba por ordenar a Germano que cerque o local e execute os cristãos, incluindo Quitéria, tarefa de que se encarrega o próprio noivo ao decepar-lhe a cabeça no amanhecer do dia 22 de Maio do ano 135. Tinha a mártir 15 anos. Desses momentos trágicos, segundo a lenda, resultou a imediata cegueira dos criminosos e o facto milagroso da santa ter avançado para a sepultura pelos seus próprios pés e segurando a cabeça que lhe havia sido cortada. 

Não foi muito diferente, segundo a tradição, o destino das suas irmãs, também elas consideradas santas. Com efeito todas elas acabariam, igualmente, por morrer martirizadas. Um ano depois de Quitéria seria a vez de Genebra ser morta em Tuy, em Espanha. Não muito longe daí, em Orense, também Marinha seria degolada, aos 18 anos. A mesma idade com que foi morta, em Córdova, Vitória. Relativamente a Liberata e Germana desconhece-se a data e locais onde terão padecido o seu martírio. Já de Eufémia conta a lenda que, também ela, foi degolada na Serra do Gerês onde é, de resto, a padroeira da capela das termas aí existente. Basília terá sido martirizada perto do Porto, em Águas Santas. Quanto a Marciana, parece ter sido a que mais tempo sobreviveu, tendo sido morta aos 35 anos de idade em Toledo. 

Ainda segundo a tradição a “história” de Santa Quitéria e a sua associação ao monte sobranceiro a Felgueiras quase desapareceu com o decorrer dos séculos, mantendo-se, no entanto, no cume da elevação uma velha e pequena capela dedicada a S. Pedro. Contudo, em 1715 uma mulher de Braga, condenada à morte por um cancro no peito, desloca-se ao monte solicitando o auxílio da santa. Poucos dias depois a devota estava completamente curada. Estava, deste modo, (re)lançada uma fortíssima devoção e veneração a santa Quitéria que resultou, logo no ano seguinte, na colocação de uma sua imagem na velha capela de S. Pedro e, em 1719, no início da construção no local de um novo e mais grandioso templo capaz de receber o número crescente de romeiros. Apenas em 1734 se daria por concluída tal construção. 

Entretanto, e paulatinamente, a festa originária e mais antiga que se celebrava no monte – a dedicada a S. Pedro, padroeiro da velha capela aí existente - passava a ser confundida com a de Santa Quitéria. Enfim.... a atribulada vida dos santos!

Como chegar

Não há que enganar. Chegados a Felgueiras o Monte de Santa Quitéria impõe-se pelo domínio topográfico que exerce sobre a cidade que, de resto, se estende na sua base. Há diversos acessos ao topo da elevação e todos eles se encontram bem sinalizados. 

Como ver

Espaço público por excelência, o Monte de Santa Quitéria é um autêntico parque verde que domina Felgueiras. Do seu topo, e das vertentes, se avistam belas panorâmicas sobre a cidade e toda a região envolvente. Deambular, passear ou até piquenicar por esta elevação, pelos seus trilhos e acessos arborizados não carece, pois, de grandes instruções. Visitar o templo dedicado à Santa é também bastante acessível. De facto, e para lá das horas de culto, a igreja encontra-se aberta praticamente todos os dias do nascer ao pôr do sol. Em caso de dificuldade é só dar um salto até à Casa da Confraria, construída em 1946 mesmo ao lado do templo, que não só alberga um belo restaurante, mas também uma tradicional loja onde os mais devotos (e não só) podem adquirir as costumeiras pagelas, orações, imagens da santa ou simples postais. Aí encontrará também alguém que lhe permitirá o acesso à igreja. 

Já no interior do templo não deixe o leitor de prestar atenção à sólida arquitectura oitavada do edifício que, edificado na primeira metade do século XVIII, viria a ser ampliado no final do século XIX. A atenção do visitante é, no entanto, rapidamente captada pelo altar dedicado à Santa. Obra em talha, igualmente do século XVIII e dentro dos modelos barrocos então dominantes, este altar inspira-se nas tradicionais representações das “árvores de Jessé ou de Josué”, sendo que neste caso da raiz da árvore partem, não os doze ramos correspondentes aos seus doze filhos e às doze tribos de Israel, mas antes nove ramos que culminam nas nove irmãs gémeas. No ramo mais alto sobressai a imagem de Santa Quitéria. Ao lado desta representação, mas ainda no mesmo altar, uma pequena imagem de Santo Ovídio recorda o papel de protecção e vigilância que, segundo a lenda, este ancestral bispo de Braga teve para com as irmãs. 

Novamente no exterior poder-se-á contemplar a torre que domina a fachada da igreja e que, começada a construir em 1875, pretendeu dar maior monumentalidade ao templo. Só para o transporte da primeira pedra aí colocada, que ocupa todo o comprimento da frente, foram necessárias 14 juntas de bois! As “melhorias” introduzidas no santuário no final do século XIX, em grande parte graças às fortunas dos “brasileiros” que retornavam a Felgueiras, incluem também a construção da escadaria de acesso à igreja, a colocação de um relógio e de um carrilhão, e a construção nas proximidades de diversos e grandiosos edifícios que sofreram várias vicissitudes e diferentes histórias na sequência, nomeadamente, da implantação da República e da confiscação dos bens da Igreja pelo Estado. 

Se a contemplação do interior do templo não é difícil, mais complicada poderá ser, contudo, uma visita às oito capelinhas do século XIX que, ao longo da encosta e da antiga estrada que ligava Felgueiras ao topo do Monte, albergam imagens e cenas que retratam a vida e martírio de Santa Quitéria. Estas capelinhas que, vistas de Felgueiras, vão pontilhando de branco a encosta do Monte, desde a sua base até ao cume, não são obviamente de difícil acesso. Os seus vidros foscos impedem contudo a observação dos motivos representados no seu interior. Assim, para uma visita mais pormenorizada, dever-se-á contactar a Confraria responsável pelo santuário através do telefone 255 926343.

Embora o dia de Santa Quitéria se celebra a 22 de Maio, o momento por excelência para visitar o local, pela sua festa, pela romaria e pelo número elevado de devotos que atrai, é, como já explicamos, a 29 de Junho, dia de S. Pedro. A crescente devoção que desde o século XVIII aí se passou a fazer a Santa Quitéria fez com que desde então e paulatinamente os romeiros tenham de algum modo secundarizado S. Pedro em benefício da Santa Quitéria.

Santa Quitéria (Braga, c. 120 — Aire-sur-l'Adour, 22 de Maio de 135) é uma santa virgem e mártir do século II, que viveu na Lusitânia e foi martirizada na Aquitânia, na povoação de Aire-sur-l'Adour.

Segundo consta do hagiológio português e na história de Braga, Quitéria foi uma das nove filhas nascidas de parto único de Cálsia Lúcia, mulher de Lúcio Caio Otílio, governador de Portugal e Galiza sob o Império Romano, no século II da nossa era. Quitéria nasceu no ano de 120, em Braga, na região do Minho, por ocasião em que seu pai acompanhava o imperador romano Adriano em viagem pela Península Ibérica.

Naquela época predominavam as superstições, a ponto de represália do marido, homem de procedimento muito rígido, instruiu a parteira de nome Cília que matasse as nove crianças. Mas, movida pelos sentimentos cristãos de piedade e amor ao próximo, Cília desobedeceu à patroa entregando as meninas ao arcebispo de Braga, Santo Ovídio, que as baptizou e encomendou o seu cuidado e educação a diversas famílias cristãs, tudo a suas expensas.

Anos mais tarde, tomando conhecimento da existência das suas filhas e estando comprometido com um cortesão de nome Germano, desejou que a filha Quitéria com ele se casasse. Ante a recusa da filha, Otílio condenou-a à morte, cuja execução foi perpetrada pelo próprio Germano no dia 22 de Maio do ano de 135. Quitéria estava com 15 anos de idade.

Conta-se que os soldados que a prenderam ficaram cegos. Diz ainda a tradição que após ter a cabeça decepada, Quitéria tomou em suas mãos e caminhou até a cidade vizinha onde caiu e foi sepultada1 .


domingo, 6 de abril de 2025

06.04.2025🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí


 

OBRA DO AMOR DIVINO E SEU FUNDADOR PE ALBERTO GOMES - CD Nº 01



CD - OBRA DO AMOR DIVINO E SEU FUNDADOR PE ALBERTO GOMES Nº 01 - DIVULGAÇÃO DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ - SP - BRASIL.

COLABOREM COM AS OBRAS DO SANTUÁRIO, PARA OBTER O MATERIAL DO SANTUÁRIO ENTRE EM CONTATO ATRAVÉS TELEFONE DO SANTUÁRIO

(0xx) 12 99701 2427
+ 55 12 99701 2427 

Pe. Alberto Gonçalves Gomes (1888-1974) — Sacerdote, fundador da Obra do Amor Divino



Filho de Domingos António Gomes e de sua mulher, Joaquina Rosa Alves, Alberto Gonçalves Gomes nasceu na freguesia de Travassos no dia 17 de Agosto de 1888. Era o primeiro dos oito filhos deste casal: quatro meninas e outros tantos rapazes. Pequenos industriais de ourivesaria, os pais de Alberto deram-lhe uma educação cristã. De débil constituição, o pequeno era dado a graves problemas de saúde. Um dia, durante uma dessas crises de saúde, sua mãe levou-o a um farmacêutico de Porto d’Ave que lhe torceu o nariz. Diz-se que foi nessa ocasião que a mãe do pequeno o prometeu a Deus.
Em 1902, Alberto frequentou o ensino liceal em Guimarães até ao final do 2º Grau, altura em que manifestou vontade a seu pai de frequentar o seminário. Aos 16 anos de idade, entrou para o seminário de Santo António, em Braga, onde completou os preparatórios, ingressando, em 1911, no seminário de S. Tiago, onde completou o curso de Teologia. A sua ordenação como presbítero não teve lugar em Braga, de onde, à época, o arcebispo D. Manuel Baptista de Cunha se encontrava ausente dadas as contendas políticas características da I República, pelo que a recebeu no Porto, do bispo da cidade D. António Barroso. A sua primeira missa ocorreu em 29 de Julho de 1914, na sua paróquia natal.
Foi, depois, convidado para capelão do santuário de Nossa Senhora de Porto d’Ave e para celebrar missa todos os domingos em Brunhais. Naquela altura, apesar do anticliricalismo que se vivia no nosso país, os sacerdotes eram muitos, e nem todos tinham dinheiro à sua paróquia. Fez-se, em 1916, auxiliar dos missionários Pe. Antunes Ferreira e Dr. Clemente Ramos, na igreja das Taipas, à qual em finais de Janeiro de 1916, chegou o despacho arcebispal a nomeá-lo pároco da sua freguesia natal: São Martinho de Travassos. Em 1929, o Prelado anexou-se a paróquia de Oliveira. Mais tarde, deixando Oliveira, foi responsabilizado pela cura de Brunhais, onde se manteve até 1947.
Pároco de freguesias várias, sacerdote de uma humildade muito acima do comum, por muitos considerado em vida «um santo», dada a forma como se entregava a ajudar os outros, o Padre Alberto de Travassos ficará para a posteridade, especialmente, enquanto fundador da "Obra do Amor Divino", cujas raízes lançou por 1921, e que se mantém ainda hoje em actividade plena, pujante na caminhada de oração e recolhimento para que foi fundada. A atual sede foi construída a partir de 1948.
Outro «acontecimento providencial» na vida do Padre Alberto Gomes, foi o ter-se tornado, quase acidentalmente, no confessor de Alexandrina de Balazar.
O Padre Alberto faleceu em Travassos em Abril de 1974. No seu elogio fúnebre, escrevia o semanário local Maria da Fonte (6.4.1974) que: «Nos larguíssimos anos do seu apostolado, o Padre Alberto viveu sempre humilde e pobremente, desprezando riquezas e ostentações, valendo-lhe a sua família nas horas e momentos de mais necessidades».





Origem e vida do fundador



O Padre Alberto Gonçalves Gomes nasceu em 17 de agosto de 1888, na freguesia de Travassos, em Portugal. Desde jovem demonstrava profunda inclinação religiosa, sentindo o chamado ao sacerdócio ainda na adolescência.


Ingressou no seminário em Braga, enfrentando dificuldades devido às perseguições religiosas da época, especialmente após a implantação da República em Portugal. Mesmo assim, perseverou na vocação e foi ordenado sacerdote em 26 de junho de 1914. 


Após a ordenação, exerceu o ministério com grande dedicação, tornando-se pároco em sua terra natal, onde permaneceu até o fim da vida. Sua saúde era frágil, mas sua vida espiritual era intensa e profundamente centrada em Deus.





🔥 Fundação da Obra do Amor Divino



Em 1921, inspirado por uma profunda vida de oração e desejo de reparação dos pecados, o Padre Alberto fundou a Obra do Amor Divino


Essa obra nasceu com um propósito muito claro:


➡️ Reparar as ofensas feitas a Deus

➡️ Viver o amor divino de forma concreta

➡️ Promover a adoração ao Santíssimo Sacramento

➡️ Formar almas entregues a Deus


A espiritualidade da obra é profundamente eucarística e reparadora, centrada no amor de Cristo presente na Eucaristia. 


Com o tempo, a Obra se espalhou por várias regiões de Portugal, com grupos que se reuniam para oração, formação espiritual e adoração contínua.





✝️ Espiritualidade: o Amor que repara



O coração da Obra do Amor Divino é uma mensagem simples, mas profunda:


👉 Amar a Deus como Ele merece ser amado

👉 Reparar, com amor, os pecados do mundo


O Padre Alberto ensinava que o sofrimento, quando unido a Cristo, se transforma em amor. Essa espiritualidade influenciou profundamente muitas almas.


Entre elas, destaca-se a beata:


👉 Alexandrina Maria da Costa


Ele foi seu confessor e diretor espiritual por muitos anos, ajudando-a a compreender que:


“A lógica do sofrimento é só amor.” 





🌍 Expansão e impacto



A Obra do Amor Divino cresceu rapidamente:


  • Criou núcleos em várias regiões de Portugal
  • Chegou aos Açores e Madeira
  • Formou leigos e consagrados
  • Promoveu retiros e momentos de adoração diária



No centro da obra havia sempre um compromisso:


➡️ Adoração reparadora ao Santíssimo Sacramento todos os dias 


Até hoje, a obra continua viva, com membros e associados que mantêm essa espiritualidade.





🕊️ Vida, santidade e legado



O Padre Alberto foi conhecido por:


  • Grande amor à Igreja
  • Caridade com os pobres
  • Vida de oração intensa
  • Direção espiritual profunda
  • Pregação marcante



Muitos o consideram um homem de santidade, cuja vida marcou profundamente sua comunidade e todos que o conheceram. 


Ele faleceu em 1974, deixando um legado espiritual que permanece até hoje.





❤️ Mensagem central da Obra



A Obra do Amor Divino pode ser resumida em uma frase:


👉 “O amor de Deus deve ser vivido no fazer, no sacrificar-se e no reparar.”


Ela convida cada pessoa a:


  • Amar mais profundamente
  • Oferecer a própria vida a Deus
  • Reparar o mal com o bem
  • Viver unido a Jesus na Eucaristia

✨ Conclusão (ideal para final de vídeo)



A história do Padre Alberto Gomes e da Obra do Amor Divino não é apenas um relato do passado…


É um chamado atual:


👉 Amar mais

👉 Reparar mais

👉 Viver mais para Deus


Porque, no fim, como ele ensinava:


Tudo se resume a uma coisa: AMAR.




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A SANTA MEDALHA DA PAZ

A MEDALHA DO AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ

A MEDALHA DA ROSA MISTICA

LIVROS MISTICA CIDADE DEUS

LIVROS MISTICA CIDADE DEUS
ENTRE EM CONTATO PELOS TELEFONES ACIMA

SANTA BERNADETTE DE LOURDES

SANTA RITA DE CASCIA - FILME SEDE SANTOS 1

SANTA RITA DE CASCIA - FILME SEDE SANTOS  1
Vida de Santa Rita de Cássia

SANTA VERONICA GIULIANI - FILME SEDE SANTOS 2

SANTA VERONICA GIULIANI - FILME SEDE SANTOS 2
Vida de Santa Veronica Giuliani

SANTA AGUEDA - FILME SEDE SANTOS 3

SANTA AGUEDA - FILME SEDE SANTOS 3
Vida de Santa Agatha ou Agueda de Catania

SANTA GEMMA E SANTA ZITA - FILME SEDE SANTOS 4

SANTA GEMMA E SANTA ZITA - FILME SEDE SANTOS 4
Vida de Santa Gemma

SANTO CURA DAR'S - FILME SEDE SANTOS 5

SANTO CURA DAR'S - FILME SEDE SANTOS 5
Vida de São João Maria Vianey

SANTA LUCIA DE SIRACUSA - FILME SEDE SANTOS 6

SANTA LUCIA DE SIRACUSA - FILME SEDE SANTOS 6
Vida de Santa Luzia de Siracusa

SÃO JOÃO BOSCO E DOMINGOS SÁVIO - FILME SEDE SANTOS 7

SÃO JOÃO BOSCO E DOMINGOS SÁVIO - FILME SEDE SANTOS 7
Vida de São João Bosco, São Domingos Sávio e Mama Marguerita(Santa Mãe de São João Bosco)

SÃO GERALDO MAJELA FILME SEDE SANTOS 8

SANTA FILOMENA FILME SEDE SANTOS 9

SÃO BENEDITO FILME SEDE SANTOS 10

SÃO GABRIEL DAS DORES FILME SEDE SANTOS 11

SANTA HELENA

SANTA HELENA
1ª PEREGRINA DO MUNDO

IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE

IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE
Vidente de Nossa Senhora das Lágrimas

BEATA LAURA VICUÑA

SÃO DOMINGOS SÁVIO

SÃO DOMINGOS SÁVIO
"Antes morrer do que pecar"

DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."