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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

20 de janeiro - O impressionante caso da conversão de Alfonse Ratisbonne


NOSSA SENHORA APARECE A AFONSO RATISBONNE


27 DE NOVEMBRO DIA DA MEDALHA MILAGROSA


FILME:  - VOZES DO CÉU 6 

AS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS À SANTA CATARINA LABOURÉ 
PARIS (FRANÇA) 1830 

REVELAÇÃO DA MEDALHA MILAGROSA
Edição e narração do vidente Marcos Tadeu Teixeira

Santuário das Aparições de Jacareí - SP - Brasil
maiores informações
pelo telefone 0xx12 99701 2427 
ou pelo site 







Afonso Ratisbonne

Um dos fenômenos mais específicos da vida religiosa é o da conversão interior, espiritual, que para ser autêntica e sincera só pode acontecer pela Graça de Deus. É precisamente por causa disso que a conversão religiosa não pode ser explicada pelas ciências físicas. As tentativas de explicação baseadas somente em vias psicológicas, sem considerar o fator divino, jamais produziram algo convincente ou conclusivo.


Talvez o caso da conversão do banqueiro judeu Afonso Ratisbonne seja um dos mais impressionantes dos últimos séculos. Seu caso é digno de especial análise, pois foi acompanhado de perto por várias pessoas qualificadas. Um jovem judeu, de uma família de banqueiros de Estrasburgo, de notável projeção social pelas riquezas e pelo parentesco com os banqueiros Rothschild, pelo meio-dia do dia 20 de janeiro de 1842, caminhava aparentemente despreocupado por uma rua do centro histórico de Roma.
Seu nome era Afonso Ratisbonne. Seu irmão mais velho, Teodoro, em 1827 converteu-se ao catolicismo e se fez sacerdote, rompendo com a família. As esperanças dos Ratisbonne se concentraram então em Afonso, nascido em 1814. Ele completara o curso de Direito e pensava em casar-se com uma jovem judia. Contava 27 anos e, antes de casar, fez uma viagem pela Itália e pelo Oriente. 

Afonso era judeu de religião, embora não praticante, e nutria pela Igreja Católica um ódio entranhado, sobretudo pelo ressentimento da família por causa da conversão do primogênito. Dizia que se algum dia mudasse de religião seria para protestante, jamais católico.

Em Roma, visitou por curiosidade cultural algumas igrejas católicas, saindo ainda mais consolidado em seu anticatolicismo. Encontrou também um antigo colega seu, de nome Gustavo de Bussières. Gustavo era protestante e tentava convencer Afonso de suas convicções religiosas, sem sucesso. 

Na casa de Gustavo, Afonso conheceu um irmão deste, o Barão Teodoro de Bussières, havia pouco convertido ao catolicismo e amigo íntimo do Pe. Teodoro Ratisbonne. Tudo isso o tornava sumamente detestável aos olhos de Afonso.

Na véspera de sua partida da Cidade Eterna, Afonso foi deixar um cartão de visitas na casa do Barão, como ardil de despedida, para assim evitar um encontro. Porém, o criado italiano do Barão não entendeu o francês e o fez entrar no salão. Na conversa, o Barão procurou atraí-lo para a Fé católica. Conseguiu apenas, e com muita dificuldade, que Afonso Ratisbonne aceitasse uma Medalha Milagrosa e prometesse copiar o “Lembrai-Vos”, bela oração a Nossa Senhora.

O judeu não cabia em si de raiva pela ousadia do Barão, mas resolveu agir com civilidade. Pensava em escrever um livro com o relato da viagem, no qual o Barão seria um personagem singular. 

A 18 de janeiro, faleceu em Roma um amigo íntimo do Barão de Bussières, o Conde de La Ferronays, ex-embaixador da França junto à Santa Sé e homem de grande virtude e piedade. Na véspera da morte, La Ferronays conversou com Bussières sobre Ratisbonne e rezou cem vezes o “Lembrai-Vos” por sua conversão, a pedido de Bussières. 

Esses eram os antecedentes em volta de Afonso Ratisbonne naquele dia 20 de janeiro. Mas, eis que na rua encontra o Barão de Bussières que estava indo para a Igreja de Sant'Andrea delle Fratte para combinar as exéquias do falecido conde de La Ferronays. Ratisbonne decidiu acompanhá-lo, mas de mau humor, criticando violentamente a Igreja e zombando das coisas católicas. 

Na igreja, o Barão entrou brevemente na sacristia para tratar do assunto das exéquias. Afonso ficou percorrendo uma das naves laterais, impedido que estava de passar para o outro lado da igreja, pelos preparativos em curso para as exéquias do Conde na nave central.


Sant'Andrea delle Frate, Roma: a igreja do milagre

Eis o que aconteceu, segundo o diário do próprio Barão Teodoro de Bussières:

Quinta-feira, 20 de janeiro de 1842:

Ratisbonne não deu sequer um passo rumo à Verdade, sua vontade permanece como sempre: ele não deixa de ridiculizar tudo e parece se importar somente das coisas terrenas. Perto do meio-dia ele entrou em um café na Piazza di Spagna para ler os jornais. Lá ele encontrou o meu cunhado, Edmund Humann; eles conversaram sobre as notícias do dia, com uma irreverência e uma facilidade que excluía qualquer preocupação séria.

Parece que a Providência queria dispor as coisas de modo a excluir até a possibilidade de dúvida quanto ao estado de espírito de Ratisbonne pouco antes de a Graça inesperada de sua conversão. 

Cerca de meio-dia e meia, saindo do café, ele encontrou seu amigo de escola, o barão A. de Lotzbeck e começou a conversar com ele sobre os assuntos mais frívolos. Ele falou da dança, do prazer, da esplêndida festa dada pelo príncipe T. Em verdade, se alguém tivesse dito a ele naquele momento: dentro de duas horas você vai ser católico, ele certamente o teria julgado louco. Por volta de uma hora. Eu tinha de combinar algumas coisas na igreja de S. Andrea delle Fratte para a cerimônia fúnebre do dia seguinte. Mas encontrei Ratisbonne descendo pela Via Condotti. 

Ele aceitou vir comigo, iria me aguardar alguns minutos e, em seguida, iríamos passear juntos. Entramos na igreja. Ratisbonne percebeu os preparativos para um funeral, e perguntou para quem seria feito. "Para um amigo que acabo de perder, e que eu amava muito, M. de Laferronnays”, respondi.

Ele então começou a andar pela nave e seu olhar frio e indiferente parecia dizer: “Esta é certamente uma igreja muito feia.” Deixei-o do lado da epístola na igreja, à direita de um pequeno compartimento destinado a receber o caixão, e fui para o mosteiro.

Eu tinha apenas algumas palavras para dizer a um dos frades, porque eu queria uma tribuna preparada para a família do falecido. Eu me demorei não mais do que 10 ou 12 minutos. Quando voltei para a igreja, de início não achei Ratisbonne. 

Mas logo o vi ajoelhado em frente ao Altar lateral de São Miguel Arcanjo. Fui até ele, toquei-lhe três ou quatro vezes, sem que ele percebesse a minha presença. Finalmente ele se virou para mim, o rosto banhado em lágrimas, com as mãos juntas, e me disse com uma expressão que nenhuma palavra vai render: “Oh, como este senhor [M. de Laferronnays] orou por mim!”

Fiquei petrificado de espanto, naquele momento senti aquilo que as pessoas sentem na presença de um milagre. Levantei Ratisbonne, acompanhei-o, ou melhor, quase o levei para fora da igreja, e perguntei-lhe qual era o problema, e aonde ele queria ir.“Leva-me onde quiserdes”, respondeu ele, “depois que eu vi, eu obedeço”. Insisti para que me explicasse o que queria dizer, mas não conseguia por causa de uma emoção forte demais. Ele tirou de seu peito a Medalha Milagrosa, e a cobriu de beijos e lágrimas. Eu tentei trazê-lo de volta para si, e não obstante as minhas insistentes perguntas, não recebia dele senão exclamações interrompidas por soluços:

“Oh, como eu sou feliz! Oh, como é bom o Senhor! Que plenitude de Graça e felicidade! Como é lamentável o lote daqueles que não sabem!” Então ele começou a chorar ao pensar em hereges e descrentes. Finalmente, ele se perguntou se não estava louco. “Mas não”, acrescentou ele, “eu estou em meu perfeito juízo. Meu Deus, meu Deus, eu não estou louco, não. Todo mundo sabe que eu não sou louco!”


Busto de Ratisbonne no local
lembra a conversão milagrosa

Quando a delirante agitação foi se acalmando, com um olhar sereno, e, eu diria, quase transfigurado, Ratisbonne estendeu seus braços em volta de mim e me abraçou, me pediu para levá-lo a um confessor; queria saber quando ele poderia receber o Santo Batismo sem o qual ele não podia viver, suspirava de felicidade pelos mártires, cujos tormentos ele tinha visto retratados nas paredes da igreja de S. Stefano Rotondo.

Ele me disse que não poderia dar explicação alguma sem a permissão de um padre, “porque aquilo que eu tenho a dizer”, acrescentou, “é algo que não posso dizer nem devo dizer senão de joelhos”.

Levei-o imediatamente à igreja do Gesù para ver o Pe. Villefort, que he pediu para se explicar. Então Ratisbonne, estendeu a medalha, beijou-a, mostrou-nos, e exclamou: “Eu a vi, eu a vi!” E a emoção voltou a embargá-lo. Mas logo ele recuperou a calma e se exprimiu nestes termos: Eu passei um breve tempo na igreja, quando de repente eu senti uma agitação de espírito indescritível. Ergui os olhos: diante de mim o prédio todo tinha desaparecido, só tinha uma capela, por assim dizer, onde se concentrou toda a luz. E no meio desse esplendor apareceu para mim, em pé sobre o Altar, grande, cheia de majestade e de doçura, a Virgem Maria, tal como ela é representada na minha Medalha.
Uma força irresistível me atraiu para ela. A Virgem me fez sinal com a mão que deveria ajoelhar e, em seguida, ela parecia dizer: assim esta bem! Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo.


Ratisbonne fez esta breve narração parando com freqüência como para tomar fôlego e reprimir a emoção que tomava conta dele. Ouvimos com uma reverência sagrada, misturada com alegria e gratidão, maravilhados com a profundidade das vias do Senhor e os tesouros inefáveis de Sua misericórdia.

Uma frase nos impressionou mais do que as outras pela profundidade do mistério: “Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo”.



Afonso Ratisbonne tornou-se sacerdote e apóstolo da conversão dos judeus

Aliás, agora basta ouvir a Ratisbonne. A fé católica emana de seu coração como um perfume precioso do vaso que a contém, mas não pode confiná-la. Ele falou da Presença Real como um homem que acreditava que com toda a energia de seu ser, mas a expressão é muito fraca, ele falava como aquele que teve uma percepção direta.

Ao deixar o Padre Villefort, fomos dar graças a Deus, em primeiro lugar em Santa Maria Maggiore, nossa cara basílica da Santíssima Virgem, e depois na de São Pedro.

É impossível transmitir uma idéia do transporte de Ratisbonne quando esteve nessas igrejas. "Ah”, dizia ele, apertando minhas mãos, “agora eu entendo o amor dos católicos por suas igrejas, e a devoção que os leva a embelezá-las e adorná-las! Como é bom estar aqui! Querer-se-ia nunca deixá-las! Aqui não estamos mais na terra; é o vestíbulo do Céu ...”

Diante do Altar do Santíssimo Sacramento, a Presença Real de Jesus o impressionava de tal maneira que ele ficaria quase fora de si se não fosse afastado logo e levado para longe. Ficava aterrorizado pela idéia de comparecer perante o Deus vivo maculado como estava pelo pecado original. Apressou-se a se refugiar na capela da Virgem. ‒ “Aqui não posso ter medo. Sinto-me sob a proteção de uma misericórdia ilimitada”, ele me disse. E rezou com grande fervor diante do túmulo dos santos Apóstolos. A história da conversão de Paulo, que eu lhe narrei, o fez derramar lágrimas abundantes.

Afonso e seu irmão Teodoro: sacerdotes

Ele ficou admirado pelo poderoso afeto, aliás póstumo, para usar sua própria expressão, que o unia a M. de Laferronnays, e pretendia passar a noite ao lado de seus restos mortais, pois, dizia ele, este era seu dever imposto pela gratidão. Mas o padre Villefort, vendo que ele estava exausto de fadiga, contrariando este desejo piedoso, aconselhou-o prudentemente a não permanecer além das 22 horas.

Em seguida, Ratisbonne nos disse que na noite anterior não havia sido capaz de dormir, que ele tinha sempre diante dos olhos uma grande cruz, de uma forma peculiar, sem a imagem de Cristo que ficava constantemente diante dele. ‒ “Eu fiz”, disse ele, “esforços incríveis para afastar essa visão, mas todos foram infrutíferos”. Algumas horas depois, observando casualmente o reverso da Medalha Milagrosa, ele reconheceu a mesma Cruz!

Enquanto isso, eu estava muito impaciente querendo voltar a ver a família Laferronnays. Eu levava notícias consoladoras para eles no momento em que se despediam dos restos venerados daquele que eles choravam. Entrei na câmara mortuária em um estado de agitação, quase se poderia dizer de alegria, que chamou a atenção de todos os presentes porque compreenderam que eu tinha algo gravemente importante para comunicar. Todos eles me acompanharam até uma sala adjacente, e eu às pressas relatei o acontecimento. 

Eu tinha trazido boas novas do Céu. As lágrimas de dor em um momento foram transformadas em lágrimas de gratidão. Aqueles pobres corações aflitos podiam agora suportar com perfeita resignação cristã o mais cruel dos sacrifícios que cobra a morte, o último adeus aos restos daquele que eles tinham amado...

Mas eu estava ansioso para voltar a ver o filho que o Céu tinha acabado de me dar. Ele me implorou para não deixá-lo sozinho porque precisava de um amigo em cujo coração derramar as profundas emoções daquele dia.Perguntei-lhe uma e outra vez as circunstâncias da visão milagrosa. Ele próprio não sabia explicar como ele passou do lado direito da igreja para a capela que está à esquerda, sendo que entre a capela e o local onde estava se encontravam os preparativos para o serviço fúnebre.Tudo o que ele sabia era que se viu de repente de joelhos, prostrado diante desse Altar. 

De início, ele pôde ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor de sua beleza imaculada, mas seu olhar não conseguiu suportar o brilho daquela Luz Divina.Três vezes ele tentou olhar a Mãe de Misericórdia, e três vezes só foi capaz de elevar seus olhos até suas mãos abençoadas, a partir das quais brotava uma torrente de graças em forma de feixes luminosos. ‒ “Ó meu Deus”, exclamou ele, “mas eu, que meia hora antes estava blasfemando ainda! Eu, que sentia um ódio tão violento contra a religião católica!... Mas todos os que me conhecem sabem muito bem que, humanamente falando, eu tinha os mais soberbos motivos para continuar a ser um judeu... Minha família é judaica, minha noiva é judia, meu tio é um judeu... Ao me tornar católico, eu rompo com todos os interesses e todas as esperanças que tenho na terra e, entretanto, eu não sou louco, vê-se claramente que eu não sou louco, que eu nunca fui louco! Portanto, devem acreditar em meu testemunho”.

Afonso Ratisbonne, fundou a Obra NOSSA SENHORA DE SION, espalhando por toda a Europa, Americas e principalmente na Terra Santa (Israel), escolas de ensino Catolico e de assistencia social num segundo plano. Ele comprou em Israel o terreno onde originalmente existiu o Pretorio de Poncio 

Pilatos, local onde ocorreu o julgamento de JESUS CRISTO, e neste local, construiu um mosteiro. 

E e exatamente ali, sob o doce olhar de uma linda Imagem de Nossa Senhora das Gracas, que repousa santamente seu corpo em uma sepultura dentro do Mosteiro, aguardando a Ressurreicaoh. 

Fonte: Theodore de Bussieres, gLa conversione di Alfonso Maria Ratisbonneh, Ed. 

Amicizia Cristiana, 2008, Chieti, 63 p., paginas 18-25.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

APARIÇÕES DE JACAREÍ: VISÃO DO CÉU, PURGATÓRIO E INFERNO

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APARIÇÕES DE JACAREÍ: VISÃO DO CÉU, PURGATÓRIO E INFERNO

VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA

Dia 18 de julho de 1993

O vidente Marcos Tadeu nos relata: "- Eu estava na casa de uma vidente de Minas Gerais, e rezávamos em uma das salas de sua casa. Haviam três pessoas conosco: sua mãe, a minha tia Rosária e uma moça. No meio da oração, Nossa Senhora apareceu e disse:
"- Vou levá-los Comigo para verem o Céu, o inferno e o purgatório." Nossa Senhora deu a mão direita para a vidente A., e a esquerda para mim. Começamos a subir e logo chegamos ao Céu.

O Céu brilha mais do que o núcleo do sol... para todas as direções a que olhávamos, era luz, apenas luz, luz sobrenatural, que provoca impressões e efeitos no mais íntimo do coração e da alma. A vista desta luz como que enche e sacia, plenifica a alma, a ponto de não se conseguir desejar mais nada, sente-se que se possui muito mais do que se poderia sonhar em poder desejar.

Vimos os Anjos, que pareciam transparentes como cristal. Vestiam-se de branco; de vermelho-claro; de creme e de dourado. Seus cabelos brilhavam mais do que o ouro atravessado pelo sol. Seus rostos eram brilhantes como o relâmpago. Cantavam hinos maravilhosos, lindíssimos, jamais vistos e nem conhecidos na face da terra... Voavam de um lado para o outro, e quando encontravam-se, pareciam transparentes, deixando ver os que passavam por trás uns dos outros. Alguns carregavam flores brancas, outros, vermelhas, e outros amarelas.

Vimos uma grande multidão ajoelhada, que entendemos tratarem-se dos eleitos de DEUS. Alguns cantavam, outros rezavam. Seus rostos transmitiam uma imensa Paz; eles pareciam pessoas muito felizes, pessoas que possuíam tudo... que possuíam a Paz. Não eram nem gordos nem magros, e sim como pessoas normais. Ninguém era velho, eram todos jovens, aparentando ter de 18 a 20 anos aproximadamente. Suas vestes eram brancas, cinza, vermelhas e amarelas.

Não vimos a DEUS Pai e nem Jesus no Céu, mas sim uma ‘claridade inacessível’, na qual não podíamos distingüir quem lá estava. Eu cheguei a reconhecer algumas pessoas, outras, porém, eu nunca havia visto antes.

Vimos também uma grande quantidade de flores, das mais variadas formas e cores, mais parecidas com cristais coloridos atravessados pelo sol. Eram maravilhosas, embora não haja palavras para descrever essa beleza e essas realidades eternas que vimos no Céu. De repente, Nossa Senhora nos disse:

"- Esta é a premiação para aqueles que são justos, bons, obedecem a DEUS e O amam sobre todas as coisas..." 

Desapareceu o Céu; então descemos um pouco e paramos diante de uma grande porta escura. Alguém do lado de dentro a abriu. Nossa Senhora então nos mostrou como que uma grande caverna escura, cheia de denso nevoeiro. Não víamos as pessoas lá dentro, mas escutávamos apenas as suas vozes, orações, lamentos e súplicas.

Ouvimos também barulhos de pessoas e coisas chocando-se umas com as outras. Ouvimos também o barulho de chicotadas e correntes. Havia fogo também naquele lugar... um fogo terrível... Nossa Senhora, então, nos disse:

"- Este lugar é o Purgatório, o lugar para onde as almas vão depois da morte, para se purificarem e expiarem suas pequeninas faltas leves que ainda restam, para que possam entrar definitivamente no Céu..."

Disse-nos ainda que devíamos rezar muito por aquelas almas, porque elas sofrem, para que pudessem ser aliviadas e libertas, a fim de que possam voar ao Céu, para a felicidade sem fim.

Ouvíamos aquelas almas pedindo orações... Algumas diziam, em tom de súplica: Missas, Missas; outras diziam: Rosários, outras ainda jejuns, esmolas, enfim, todas pedindo sacrifícios em favor delas.

Nossa Senhora nos recomendou muita oração; que devíamos fazer muitos sacrifícios, a fim de que nós mesmos não fôssemos para aquele lugar após a morte, mas fôssemos direto ao Céu, pois ali, no Purgatório há muito sofrimento.

Um detalhe interessante que vimos no Purgatório: ele se parece com uma caverna de vários níveis. À medida que as almas se purificam, elas sobem mais um pouco naqueles níveis de purificação. Quando as almas saem do último nível, o mais alto, elas se transformam maravilhosamente em anjos de luz e partem para o Céu.

As únicas coisas que podem ajudar aquelas almas são as nossas orações; as nossas Missas oferecidas em sufrágio das almas do Purgatório, e os nossos sacrifícios. Cada vez que alguém na terra rezava e oferecia Missas ou sacrifícios pelas almas, nós escutávamos, e víamos que elas subiam nos diferentes níveis de purificação. Somente nossas orações podem ajudá-las a se purificarem mais depressa, e chegarem o quanto antes no Céu. As preces delas mesmas são impotentes para ajudá-las, por isso, quanto mais rezarmos por elas, mais as ajudaremos, e mais gratas ainda elas serão a nós, e quando chegarem ao Céu, rogarão por nós sem cessar, para que não precisemos passar "pelo fogo" como elas.

Subitamente, desapareceu o purgatório, e Nossa Senhora tomou-nos pela mão e descemos para um lugar escuro, do qual saía um cheiro horrível. Era difícil ver o que havia lá, porque era muito escuro. De repente, faiscavam raios e podíamos ver o que lá havia. Vimos como que um mar de fogo, e mergulhados neste fogo as almas, e os demônios atormentando-as.
As almas caíam naquele mar de fogo como chuva de granizo. Quando as almas emergiam daquilo que parecia algo como lava, perdiam completamente a aparência humana... assemelhavam-se mais a feras ou bestas, jamais vistos no mundo. Blasfemavam contra DEUS e LHE dirigiam insultos sem cessar.

Os demônios se distinguiam pela sua forma mais horrível que a dos condenados, como de monstros jamais imaginados pelo homem, e também pelo seu tamanho gigantesco, comparáveis a mais do dobro do tamanho das almas condenadas. Eles faziam aquelas almas sofrerem, atormentando-as e blasfemando o tempo todo contra o Senhor.

Vimos como aquele fogo se movia e subia, e as almas girando naquele redemoinho de fogo. De repente, o redemoinho sumia e voltavam a cair naquele mar de fogo como fagulhas nos grandes incêndios, blasfemando e insultando o Senhor.

Nossa Senhora mostrou-nos uma mulher loira muito bonita, que, de repente, transformou-se num monstro, com chifres, cauda, escamas e pelos por todo o corpo. Nossa Senhora nos disse com muita tristeza que aquela mulher havia sido uma prostituta, que morrera sem pedir perdão a DEUS de sua má vida. Ela recusou a DEUS e SUA Santa LEI até o último instante de sua vida e condenou-se a si mesma, preferindo viver sem DEUS. Os demônios a atormentavam com chicotes, lanças e facas de fogo, cortando os seus membros fora, e devorando-os em seguida. Os membros voltavam a surgir na mulher, e se repetiam os mesmos tormentos sem parar nunca.

A mulher loira gritava de dor quando era atormentada, chorava e blasfemava contra DEUS. E, como ela, eram bilhões naquele terrível estado. Nossa Senhora via tudo com muita tristeza...

Nossa Senhora nos disse que deveríamos fugir do pecado, rezar muito e fazer muitos sacrifícios pelas almas que mais correm perigo de condenação, e pela nossa própria salvação, a fim de que não tenhamos que ir para aquele lugar de tormentos eternos. Os demônios arranhavam aquilo que parecia ser o chão... Ouvimos barulhos de correntes, uivos e gritos por toda a parte. Nossa Senhora então nos disse:

"- Esta é a punição para aqueles que ofendem a DEUS e O desobedecem, preferindo viver sem ELE."

Em meio àqueles tormentos, as almas se voltaram para nós, e começaram a gritar bem alto: para que fugíssemos daquele lugar e que rezássemos, a fim de que fôssemos salvos. O PODER de DEUS as constrangeu a dizerem a Verdade, porque sendo más, não teriam AMOR para nos avisar. Mas, DEUS lhes impôs isso, para que o mundo pudesse saber qual é o fim da vida de pecado... Que o pecado nos leva para o inferno; que a vida sem DEUS e cheia de prazeres acaba com a morte, e nela começa a vida de tormentos que NUNCA MAIS TERÁ FIM...

Que a vida de oração, sacrifício e penitência nos leva para o Céu; que os sofrimentos pacientemente aceitos nesta vida valem a pena, porque nos ajudam a chegar ao Céu. Elas também nos disseram para atendermos às Mensagens de Nossa Senhora, e fazermos tudo o que Ela nos dissesse, a fim de que pudéssemoescapar da condenação.

Nossa Senhora então nos trouxe de volta para a sala em que nos encontrávamos, e partiu muito triste, pedindo-nos que rezássemos muito pela nossa salvação e a dos pecadores do mundo inteiro. As pessoas que estavam na sala não viram nada, nem nos viram subir pelo teto, pois Nossa Senhora deve ter deixado ‘anjos com corpo aéreo’ em nossos lugares, mas podiam ver em nossos rostos abatidos um pouco daquilo que tínhamos presenciado. A vidente A. foi a que ficou mais desfigurada. Nós dois ficamos até um pouco inchados e debilitados. As pessoas presentes ficaram extremamente abaladas com o que contávamos. Logo depois retornamos à oração, com um novo empenho e desejo de ajudar Nossa Senhora na salvação das almas."


Nossa Senhora voltou a mostrar o inferno e o Purgatório para Marcos outras vezes. Uma vez no dia 25/10/93, onde Nossa Senhora lhe mostrou como muito mais almas tinham caído no inferno. A mulher loira permanecia lá com os demônios atormentando-a.

O inferno estava mais cheio, e seu fogo era mais vívido ainda. Esta visão ocorreu no Monte das Aparições, à noite, quando Marcos rezava com um grupo de pessoas. A visão foi tão terrível, que ao final dela, Marcos desmaiou e foi levado para casa por algumas pessoas.
Em todas essas ocasiões foi sempre Nossa Senhora a levar Marcos, sem aviso prévio. Ela pediu que essa visão fosse anunciada ao mundo todo por ele, para que as almas saibam que o inferno existe; que DEUS castigará e punirá os maus depois da morte, e premiará os bons que O amam e esperam NELE.

Neste século paganizado onde se nega a existência quer do Céu, quer do purgatório e mais ainda do inferno, Nossa Senhora vem provar mais uma vez que estas realidades eternas existem, e esperam o homem depois da morte, quer ele acredite nelas ou não, e que da morte e do Julgamento de DEUS, ninguém escapará. Somente Ela, a Nossa Mãe, poderá nos ajudar naquele momento terrível, se tivermos levado uma vida de oração, penitência, pureza e empenho em nos santificarmos.

Muitos padres e teólogos negam a existência destas realidades (e nós já vimos isto com os próprios olhos), e levam as almas a perderem todo o respeito, temor e espírito de submissão a DEUS. As almas perdem a certeza do Céu e então relaxam na vida espiritual; perdem a certeza do Purgatório e então levam uma vida medíocre, sem se esforçar para serem melhores; e perdem a certeza do inferno, levando uma vida torpe, devassa, sem leis e cheia dos mais horrendos vícios que se possa imaginar.

E por tudo isso e mais o que vier a acontecer com as almas na eternidade, eles serão muito responsáveis! Nós temos que fazer a nossa parte, transmitindo a Verdade do que nos revelou e falou Nossa Senhora, mesmo que o mundo inteiro se oponha. Muitos sacerdotes até ensinam que o inferno é aqui mesmo, que DEUS jamais iria mandar pessoas para o inferno depois da morte, porque ELE é um DEUS de Misericórdia, libertador, etc. É verdade que DEUS não manda pessoas para o inferno à força; ELE manda aqueles que escolheram livremente o inferno, o pecado, que preferiram a vida de pecado, ao invés DELE e a vida da Graça. DEUS jamais mandará ao inferno uma pessoa que viveu santamente.

O prazo para escolhermos a salvação ou a condenação dura até a hora da nossa morte. Com esta, acaba-se o tempo e cada um receberá segundo as suas obras. É lógico que aqueles que deixarem para se converter na velhice ou próximos da morte, estarão pondo em grande risco de condenação eterna as suas almas, pois, não basta apenas mudar a maneira de pensar ou acreditar, mas é preciso ter méritos, boas obras, muitas orações e um AMOR ardente a DEUS para poderem ir para o Céu. E quem nos pode garantir que conseguiremos fazer em um, dois ou três anos tudo o que não fizemos durante a vida inteira?

Enganam-se também aqueles cristãos que pensam que um simples ato de Fé na hora da morte poderá mudar tudo, pois isso é válido apenas para uma alma que passou a vida toda sem conhecer a DEUS, e só na hora da morte alguém lhe ensinou quem é DEUS ou o Próprio DEUS iluminou a pessoa para conhecer a Verdade. Os cristãos, que desde o batismo foram educados na Fé e na santa religião, e, no entanto, levaram uma vida pior que a dos pagãos, têm maior responsabilidade diante de DEUS e responderão integralmente por seus atos de acordo com o grau de Graças e conhecimento de DEUS com os quais ELE os agraciou. DEUS é Misericordioso, mas é Justo também.

Esta urgência de salvação se agrava agora, nestes tempos em que vivemos, pois Nossa Senhora nos avisa que temos pouco tempo para a nossa conversão, pois em breve virão o Aviso, o Milagre e o Castigo para PURIFICAR a terra dos pecados, e aqueles que não estiverem levando uma vida justa e reta aos olhos de DEUS, não poderão merecer nem o TRIUNFO do Imaculado Coração de Maria, nem a GLÓRIA do Céu.

Serão dados TRÊS AVISOS para o mundo, três grandes chances para que o mundo se converta. O Senhor mostrará a Verdade da SUA existência, da SUA presença; mostrará a FÉ Católica como a única e verdadeira; revelará a importância e a excelência da Eucaristia e da Santíssima Virgem, e todos os demais Dogmas a todos os povos, raças, línguas e nações.
Depois disso, não haverá mais tempo... Aqueles que ainda se converterem, serão perdoados; aqueles que recusarem, não terão chance de apelo. Portanto, devemos meditar seriamente em "como" e "para onde" estamos indo: para o Céu, com DEUS, ou para o inferno, sem ELE? Se morrêssemos agora, para onde iríamos? No estado atual de pecado em que estamos, poderíamos estar certos de nossa salvação? E do mundo, o que dizer?

Portanto, a Visão do Céu, Inferno e Purgatório em Jacareí é um grande Dom de DEUS e da Santíssima Virgem ao mundo. É um apelo Misericordioso para que nós nos acautelemos contra o pecado que já arrastou tantas almas para a condenação, e para que lutemos bravamente com todas as forças pela nossa própria salvação e do maior número possível de almas.

No inferno trama-se todos os dias a nossa condenação, enquanto que no Céu almeja-se a nossa salvação. Cabe-nos decidir o que queremos e para onde iremos.

Só há dois caminhos: salvação ou condenação.

A decisão é sua!

domingo, 30 de novembro de 2025

30 de novembro - Dia de Santo André Apostolo

Santo André
Apóstolo
Século I

Entre os Doze apóstolos de Cristo, André foi o primeiro a ser seu discípulo. Além de ser apontado por eles próprios como o "número dois", depois, somente, de Pedro. Na lista dos apóstolos, pela ordem está entre os quatro primeiros. Morava em Cafarnaum, era discípulo de João Batista, filho de Jonas de Betsaida, irmão de Simão-Pedro e ambos eram pescadores no mar da Galiléia. 

Foi levado por João Batista à verde planície de Jericó, juntamente com João Evangelista, para conhecer Jesus. Ele passava. E o visionário profeta indicou-o e disse a célebre frase: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". André, então, começou a segui-lo. 


A seguir, André levou o irmão Simão-Pedro a conhecer Jesus, afirmando: "Encontramos o Messias". Assim, tornou-se, também, o primeiro dos apóstolos a recrutar novos discípulos para o Senhor. Aparece no episódio da multiplicação dos pães: depois da resposta de Filipe, André indica a Jesus um jovem que possuía os únicos alimentos ali presentes: cinco pães e dois peixes. 

Pouco antes da morte do Redentor, aparece o discípulo André ao lado de Filipe, como um de grande autoridade. Pois é a ele que Filipe se dirige quando certos gregos pedem para ver o Senhor, e ambos contaram a Jesus. 


André participou da vida publica de Jesus, estava presente na última ceia, viu o Cristo Ressuscitado, testemunhou a Ascenção e recebeu o primeiro Pentecostes. Ajudou a sedimentar a Igreja de Cristo a partir da Palestina, mas as localidades e regiões por onde pregou não sabemos com exatidão. 

Alguns historiadores citam que depois de Jerusalém foi evangelizar na Galiléia, Cítia, Etiópia, Trácia e, finalmente, na Grécia. Nessa última, formou um grande rebanho e pôde fundar a comunidade cristã de Patras, na Acaia, um dos modelos de Igreja nos primeiros tempos. Mas foi lá, também, que acabou martirizado nas mãos do inimigo, Egéas, governador e juiz romano local. 

André ousou não obedecer à autoridade do governador, desafiando-o a reconhecer em Jesus um juiz acima dele. Mais ainda, clamou que os deuses pagãos não passavam de demônios. Egéas não hesitou e condenou-o à crucificação. Para espanto dos carrascos, aceitou com alegria a sentença, afirmando que, se temesse o martírio, não estaria "pregando a grandeza da cruz, onde morreu Jesus". 


Ficou dois dias pregado numa cruz em forma de "X"; antes, porém, despojou-se de suas vestes e bens, doando-os aos algozes. Conta a tradição que, um pouco antes de André morrer, foi possível ver uma grande luz envolvendo-o e apagando-se a seguir. Tudo ocorreu sob o império de Nero, em 30 de novembro do ano 60, data que toda a cristandade guarda para sua festa. 


O imperador Constantino trasladou, em 357, de Patos para Constantinopla, as relíquias mortais de santo André, Apóstolo. Elas foram levadas para Roma, onde permanecem até hoje, na Catedral de Amalfi, só no século XIII. Santo André, Apóstolo, é celebrado como padroeiro da Rússia e Escócia.


sábado, 29 de novembro de 2025

29 de novembro - Dia de São Saturnino de Toulouse


Século III

De origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450. Conhecidos como a "Paixão de Saturnino", trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França. 

Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio. Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar. 

O relato continua dizendo que Saturnino, após uma peregrinação pela Terra Santa, iniciara a sua missão de evangelização no Egito, onde converteu um bom número de pagãos. Foi, então, para Roma e, fazendo uma longa viagem por vales e montanhas, atingiu a Gália. 

Por onde andou, pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes que encontrava ao cristianismo. Consta que ele ordenou o futuro são Honesto e juntos foram para a Espanha, onde teria, também, batizado o agora são Firmino. Depois, regressou para Toulouse, mas antes consagrou o primeiro como bispo de Pamplona e o segundo para assumir a diocese de Amiens. 

Saturnino fixou-se em Toulouse e logo foi consagrado como seu primeiro bispo. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas ou mesmo de simples reuniões cristãs, Saturnino liderou os que o ignoravam. Continuou com o santo sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do Evangelho. 

Assim, ele e outros quarenta e oito cristãos acabaram descobertos reunidos e celebrando a missa num domingo. Foram presos e julgados no Capitólio de Toulouse. O juiz ordenou que o bispo Saturnino, uma autoridade da religião cristã, sacrificasse um touro em honra a Júpiter, deus pagão, para convencer os demais. 
Como se recusou, foi amarrado pelos pés ao pescoço do animal, que o arrastou pela escadaria do templo. Morreu com os membros esfacelados. 

O seu corpo foi recolhido e sepultado por duas cristãs. No local, um século mais tarde, são Hilário construiu uma capela de madeira, que logo foi destruída. Mas as suas relíquias foram encontradas, no século VI, por um duque francês, que mandou, então, erguer a belíssima igreja dedicada a ele, chamada, em francês, de Saint Sernin du Taur, que existe até hoje com o nome de Nossa Senhora de Taur. O culto ao mártir são Saturnino, bispo de Toulouse, foi confirmado e mantido pela Igreja em 29 de novembro.

29 de novembro - As Aparições de Nossa Senhora em BEAURAING - Bélgica - 1932-1933

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As Aparições de Nossa Senhora em BEAURAING - Bélgica - 1932-1933



Nossa Senhora de Beauraing
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Dia 29 de novembro aniversário das Aparições
******************************88
FILME: VOZES DO CÉU 5  - AS APARIÇÕES DE BEAURAING (1932) e BANNEUX (1933) NA BÉLGICA
Edição e narração do vidente Marcos Tadeu Teixeira
Santuário das Aparições de Jacareí - SP - Brasil
************************************
Os videntes
 
 

As irmãs Andreia e Gilberta Degeimbre, de 14 e 9 anos respectivamente, e outros três irmãos, Fernanda, Alberto e Gilberta Voisin, de 15, 11 e 7 anos.

A mensagem



Na tarde de 29 de Novembro de 1932

As duas irmãs Degeimbre e os dois irmãos Alberto e Fernanda Voisin, dirigem-se para a escola das religiosas, para irem buscar a mais nova dos Voisin, Gilberta. Já tinha caído a noite e fazia frio.

No fim da rua da igreja, onde era a escola das irmãs, elevam-se dois pilares que sustentam um viaduto. Alberto, chegados à parta da escola, volta-se na direcção dos pilares e é aí que vê uma forma branca, semelhante à imagem de Nossa Senhora de Lourdes que estava numa reprodução da gruta de Lourdes, que havia no jardim da escola. Perante a exclamação de Alberto, todas as crianças se viraram e viram uma pessoa vestida de branco que flutuava no ar entre o viaduto e gruta da Virgem de Lourdes. Aparece entretanto a pequena Gilberta à porta da escola e, não sabendo de nada, vê também "uma mulher vestida de branco e de mãos juntas, e que olhava para ela". As religiosas, alertadas pelas palavras das crianças, disseram que uma imagem (a da gruta de Lourdes) não podia mexer e mandaram-nas para casa.
No dia seguinte, o mesmo grupo deslocou-se à escola à mesma hora. Lá estava Nossa Senhora com o mesmo aspecto, deslocando-se no ar.

No dia 1 de Dezembro

Novamente as crianças se dirigiram ao local, seguidas de cerca de doze pessoas entre as quais a mãe Degeimbre munida dum varapau.

A Virgem aguardava as crianças no caminho que vai desde o gradeamento do jardim da escola até à gruta. A visão durou apenas instantes, o tempo de ver uma luz mais intensa que das outras vezes e que a cabeça da virgem estava rodeada duma coroa feita de numerosos raios dourados que lhe cingia a fronte. Tinham também brilhantes olhos azuis que contemplavam as crianças com extrema doçura.

Feitas as inspecções sem sucesso pela Sra. Degeimbre e pelos outros, as crianças preparavam-se para voltar a casa quando deram um grito e, diante delas, em cima duma nuvem junto ao chão, estava a Virgem de mãos juntos e de olhos virados para o céu. As crianças caíram em êxtase. Quando a imagem desapareceu, abrindo os braços para as saudar e abençoar, sempre sem dizer uma palavra, as crianças saíram do êxtase. Mas, poucos passos à frente, viram de novo a Virgem e não foi pela última vez nesse dia. As mães dos videntes decidiram voltar à gruta para mais inspecções, As crianças foram atrás delas e cerca das oito da noite, depois de terem ultrapassado o gradeamento, Alberto, Fernanda e Andreia caíram de joelhos: a Virgem tinha voltado e estava debaixo dum arbusto, um tronco de espinheiro.

A Virgem apareceu neste local mais de 30 vezes. A Madre Superiora proibiu que as crianças fossem à escola no dia seguinte. As crianças obedeceram mas passaram a noite a rezar e a chorar.

Todas as aparições acorreram ao fim do dia, o que deu origem a uma grande afluência. Nos primeiros dias a Santa Senhora parecia esperar pelas crianças. Apareceu-lhes enquanto rezavam o terço. Quando a viram, as suas vozes tornaram-se mais agudas e mais altas parecendo uma só voz. Algumas centenas de pessoas rezavam com elas durante este silêncio puro. As religiosas que escutam esta maravilha, que terão elas pensado? A verdade é que não apareceram e conservaram o gradeamento fechado. Então, em 8 de Dezembro, de manhã muito cedo, confessa-se um grande número de pessoas, muitas delas claramente convertem-se. Um número enorme recebe a comunhão. Depois da missa há uma procissão aos troncos de espinheiro. Começa a vir gente de toda a parte da Bélgica.

Às três horas da tarde, o terreno do convento está cheio de gente, bem como a rua. A polícia mantém a ordem e entoa-se o cântico: "Estende as tuas mãos abençoadas sobre toda a Bélgica". O espaço em torno dos espinheiros está cheio de velas acesas e então, o gradeamento do convento é fechado o que não foi muito fácil. As velas são apagadas e a polícia continua a patrulhar o lugar para proteger a propriedade das religiosas e impedir que as pessoas forcem o gradeamento.

Às 18 horas, as crianças chegam e ouve-se uma voz que diz: "Ela está aqui!!" Caem de joelhos e rezam a Avé Maria. Pedem a Nossa Senhora que fale mas ela faz só um sorriso. Então todos rezam o terço inteiro e a aparição permanece visível durante todo o tempo.

Há seis médicos que querem ver as crianças e examiná-las. Passam uma lâmpada eléctrica diante dos olhos de uma das crianças, um médico enfia uma agulha profunda noutra criança e coloca um fósforo aceso em cima da mão de uma das meninas, o fósforo arde até ao fim, mas não aparece nenhum sinal de queimadura. Os médicos concordam todos que as crianças estão em êxtase total.

As crianças são interrogadas em separado, mas não surgem diferenças entre o que cada uma diz. É admirável escutar o que a mais nova diz quanto à aparência da Senhora. Mas as pessoas perceberam que Nossa Senhora apareceu.

Finalmente, a Senhora diz quem é, respondendo a uma pergunta de Alberto:


Sou a Virgem Imaculada.

E Alberto continua: "Que quer de nós?"

A Virgem responde:


Quero que sejais sempre muito bons.

Em 23 de Dezembro, diz:


Queria que se construísse aqui uma igreja para que as pessoas possam vir em peregrinação.

Em 29 de Dezembro, Fernanda ouve dizer-lhe:


Rezai sempre.

Ao mesmo tempo, Fernanda vê aparecer sobre o peito da Virgem um coração de ouro resplandecente.

E também em 2 de Janeiro, Nossa Senhora diz:


Amanhã direi a cada um de vós, algo de muito especial.

Em 3 de Janeiro é o último dia das aparições e definitivamente o dia mais importante para os anúncios. Alberto recebe um segredo que nunca revelou e sua irmã Gilberta também.

Mas Gilberta, a mais crescida, ouve a grande promessa de Beauraing:


Converterei os pecadores.

E a Andreia, confirma a sua identidade:


Sou a Rainha do Céu e a Mãe de Deus. Rezai sempre.

A Fernanda, que ao princípio não se tinha dado conta de nada e que por isso continuava a rezar mais afincadamente, Nossa Senhora disse:


Amas o meu Filho? Amas-me? Então oferece-te a mim!

***************************

Reconhecimento pela Igreja



Em Fevereiro de 1943, D. Charue autorizou a devoção pública a Maria, em Beauraing, mas foi apenas em 1949, depois da Segunda Guerra Mundial, que o santuário foi oficialmente reconhecido e que saíram dois documentos importantes. O primeiro tratava de duas das muitas curas que tiveram lugar em Beauraing, declarando-as milagrosas.

O segundo documento era um carta dirigida ao clero em que o bispo dizia "estamos habilitados para dizer com toda a serenidade e prudência que a Rainha do Céu apareceu às crianças de Beauraing, durante o Inverno de 1932-1933, especialmente para nos mostrar com o seu coração maternal, o apelo intenso à oração e a promessa da sua poderosa mediação pela conversão dos pecadores."

Aparições de Nossa Senhora em Beauraing


Aparições reconhecidas pela Igreja em 1949. Beauraing pronuncia-se “bôrran” e é um pequeno povoado da Bélgica. Nossa Senhora apareceu 33 vezes em Beauraing. Na maioria dessas aparições, ela não disse nada, apenas sorria para os videntes nessas aparições em frente à escola. Todas as mensagens de Nossa Senhora em Beauraing foram apenas pequenas frases, mas muito significativas. Veja como foram todas as aparições de Beauraing:


1ª aparição, 29 de novembro de 1932: Ao anoitecer deste dia, pelas 18h30min, Fernande Voisin, 15 anos e seu irmão Albert, 11, foram buscar sua irmã Gilberte, 13, na escola das Irmãs da Doutrina de Cristo. Eles estavam com as amigas Andrée Degeimbre, 14, e sua irmã Gilberte de 9 anos. Em frente esta escola, havia uma ponte e um jardim com algumas árvores. Ventava e fazia muito frio. As crianças tocaram a campainha e esperaram a irmã buscar Gilbert. Enquanto isso, Albert vê Nossa Senhora no jardim, pairando no ar perto da ponte. Ele conta para as meninas e elas pensam que é brincadeira. Como o menino não pára de olhar, elas também olham e vêem a aparição. Assustadas, as crianças batem com força na porta da escola chamando por socorro. A irmã Valérie chega para ver. As crianças lhe mostram onde está Nossa Senhora, mas a irmã não vê nada e diz que é uma besteira. Mas Gilberte Voisin chega e também vê a aparição. Todos voltam para casa preocupados e contam o ocorrido aos familiares. Eles não acreditam e dizem que é uma bobagem. As crianças ficam tristes, choram e rezam.

2ª aparição, 30 de novembro de 1932: As crianças voltaram na mesma hora à escola para buscar Gilbert e Nossa Senhora apareceu por alguns instantes sobre um espinheiro sem dizer nada, apenas sorria. Ela era uma linda moça de uns 20 anos. Tinha a pele e lábios rosados, sobrancelhas pretas. Usava um vestido branco com tons azulados e um longo véu branco na cabeça. Ela tinha as mãos postas e os olhos azuis. Raios finos e dourados saíam de sua cabeça formando uma coroa.

3ª, 4ª, 5ª e 6ª aparição, 1º de dezembro de 1932: Nossa Senhora aparece novamente acima da ponte. Desaparece e reaparece no arbusto de azevinho. Ela desaparece e reaparece de novo debaixo da árvore de espinheiro. Ela sorriu para as crianças, mas não disse nada.

7ª aparição, 2 de dezembro de 1932: As crianças perguntam: "A Senhora é a Virgem Imaculada?” Ela acena afirmativamente com a cabeça. As crianças perguntam também: "O que a Senhora quer de nós?" A Senhora responde: "Sejam sempre bons." As crianças respondem humildemente: "Sim, nós seremos sempre bons."

8ª aparição, 2 de dezembro de 1932: Mais tarde desta mesma noite, pelas nove horas, as crianças voltam. A Senhora aparece e é ela quem pergunta: "Vocês serão sempre bons?" As crianças respondem: "Sim, nós sempre seremos." A palavra que Nossa Senhora usou em francês na ocasião foi “sages”, que significa “sábios”, mas corresponde ao nosso “bons”.

9ª aparição, 4 de dezembro de 1932: Nossa Senhora aparece com as mãos cruzadas, olha para o céu ou olha para as crianças. As multidões começam a ir a Beauraing para as aparições. Os pais ficam muito preocupados. Pressionam as crianças severamente e elas choram.

10ª aparição, 4 de dezembro de 1932: As crianças pedem: "Se você é a Virgem Maria, pedimos que cure o nosso pequeno amigo, Joseph, e o tio de Andree." Mas Nossa Senhora não responde. As crianças perguntam: "Que dia a Senhora voltará?" Ela responde: "No dia da Imaculada Conceição.”Perguntam: "Devemos construir uma capela?" Ela diz: "Sim.”

11ª aparição, 5 de dezembro de 1932: As crianças pedem para a Senhora fazer um milagre à luz do dia, mas ela não responde. Perguntam quando devem voltar. Ela responde: “À noite.”

12ª aparição, 5 de dezembro de 1932: A Senhora apareceu novamente à noite com as mãos entrelaçadas e olhava para o céu. De repente, abriu os braços. É pequena, bonita e jovem. Sua voz é suave. Não segura um Terço e as crianças não vêem o cabelo dela.

13ª aparição, 6 de dezembro de 1932: Nossa Senhora segurava um Terço pela primeira vez. As crianças eram interrogadas o dia todo. Todos os que falaram com elas, acharam-nas muito simples e sinceras.

14ª aparição, 6 de dezembro de 1932: Nossa Senhora voltou apenas para dizer: "Venham no dia da Imaculada Conceição.”

15ª aparição, 7 de dezembro de 1932: A Virgem apenas olhou para o céu. As multidões continuam vindo em número cada vez maior.

16ª aparição, 8 de dezembro de 1932: Nesse dia da Imaculada Conceição, Nossa Senhora estava linda. Não disse nada, mas estava mais brilhante do que nos outros dias, segundo as crianças. Uma multidão enorme de pessoas estava presente. Nos dias seguintes, as pessoas de toda a Bélgica continuaram a vir para rezar no local e hora das aparições, mas Nossa Senhora não apareceu.

17ª aparição, 13 de dezembro de 1932: Nossa Senhora voltou a aparecer para as crianças, pressionadas o dia inteiro por interrogatórios, mas não disse nada.

18ª aparição, 14 de dezembro de 1932: Nossa Senhora apenas sorriu para seus humildes videntes e os olhava com seus belos olhos azuis, cheios de bondade. Ela não voltou nos dois dias seguintes, apesar do povo que deseja sua aparição.

19ª aparição, 17 de dezembro de 1932: As crianças perguntam: "Em nome do clero, o que podemos fazer por você?" A linda moça responde:"Uma capela.” Nossa Senhora não apareceu no dia seguinte.

20ª aparição, 19 de dezembro de 1932: As crianças contam: "Ela não tem cinto, mas reflexos azuis. Ela permaneceu em silêncio, sorrindo, olhando agora para o céu, agora para nós. Somos forçados a cair de joelhos.”

21ª aparição, 20 de dezembro de 1932: Nossa Senhora volta novamente alegre e sorridente. O povo espera alguma mensagem, mas ela não disse nada nessa noite. Ela aparece e desaparece abruptamente, como luz elétrica, na descrição infantil dos videntes.

22ª aparição, 21 de dezembro de 1932: Os videntes perguntam: "Diga-nos quem você é, diga-nos o seu nome?" Ela responde: "Eu sou a Virgem Imaculada.”

23ª aparição, 22 de dezembro de 1932: Nossa Senhora veio silenciosa. Tem as mãos entrelaçadas e abre os braços antes de desaparecer. Veio usando um Terço no braço e sorriu para todos.

24ª aparição, 23 de dezembro de 1932: As crianças perguntam: "Por que aparece aqui em Beauraing?" Ela responde: "Para que venham aqui em peregrinação.” "Se você é a Virgem Imaculada, podemos esperar algo em breve? Você vai nos dar um sinal?" Nossa Senhora não responde.

25ª aparição, 24 de dezembro de 1932: Muitas pessoas estão presentes na cidade durante todo o dia. O povo esperava alguma mensagem espetacular, mas Nossa Senhora não deu mensagem hoje e não voltou nos dois dias seguintes.

26ª aparição, 27 de dezembro de 1932: Muitas pessoas não entendem a maneira das aparições. E Nossa Senhora voltou nesse dia sem dar mensagens nem explicar suas aparições.

27ª aparição, 28 de dezembro de 1932: Nossa Senhora avisou para as crianças: "Em breve será a minha última aparição. Em breve será a última vez que eu venho."

28ª aparição, 29 de dezembro de 1932: Quando Nossa Senhora abriu os braços, no peito onde normalmente tem as mãos juntas, havia um Coração de ouro, brilhante e cercado por pequenos raios. Ela voltou com seu Coração dourado nos dias seguintes. Nossa Senhora de Beauraing é conhecida como a Virgem do Coração de ouro.

29ª aparição, 30 de dezembro de 1932: Nossa Senhora deu a pequena mensagem: “Rezem, rezem muito.”

30ª aparição, 31 de dezembro de 1932: A Senhora veio, mas não deu mensagem.

31ª aparição, 1º de janeiro de 1933: Nossa Senhora disse: “Rezem sempre.”

32ª aparição, 2 de janeiro de 1933: A Senhora avisa: "Amanhã, eu vou dizer uma coisa para cada um de vocês individualmente."


33ª e última aparição, 3 de janeiro de 1933: Nossa Senhora contou um segredo a Albert, Gilbert Degeimbre e a Gilberte Voisin. Depois diz a Gilberte: "Vou converter os pecadores." Ela disse a Andrée: “Eu sou a Mãe de Deus, a Rainha dos Céus. Rezem sempre." Ela disse a Fernande Voisin: “Você ama o meu Filho? Você me ama? Sacrifique-se por mim." Nossa Senhora abriu os braços mostrando a todos os seu Coração de ouro e se despediu dizendo: "Adeus.”

Devemos lembrar que o fato de Nossa Senhora sorrir já é uma mensagem de alegria e esperança. Quando ela não responde a alguma pergunta feita pelas crianças é porque não devemos nos preocupar com aquele assunto. E as palavras que ela disse são de grande importância e profundidade. Depois do término das aparições, os videntes sofreram muitas dificuldades. 

Moradores da cidade e o próprio sacerdote da paróquia não acreditavam. Muitos não entendiam porque Nossa Senhora falou poucas palavras e não fez nenhum sinal espetacular como em Fátima. Mas as multidões continuaram indo ao local das aparições e curas milagrosas começaram a acontecer pela intercessão de Nossa Senhora de Beauraing. 

O bispo de Namur nomeou uma comissão para investigar os fatos em 1935 e essas aparições foram reconhecidas como autênticas em 1949. Em 1954, ficou pronto o Santuário pedido por Nossa Senhora e que hoje atrai milhões de visitantes todos os anos. 

Todos os videntes se casaram e tiveram filhos. Andrée Degeimbre teve 3 filhos. Era sensível e fiel, sempre rezava o Terço com o povo às 18h30min, hora das aparições, mesmo debaixo de neve. A última vez que rezou em público foi em 29 de novembro de 1977, 45º aniversário das aparições. Ela morreu em 1978, com 60 anos. Fernande Voisin teve 5 filhos e se tornou enfermeira. Morreu de câncer em 1979, aos 62 anos. Gilberte Voisin casou-se, mas ficou viúva com os 2 filhos. Ela morreu aos 83 anos, num acidente em Beauraing no dia 3 de janeiro de 2003, no mesmo dia da aparição em que Nossa Senhora lhe disse a linda frase: “Vou converter os pecadores.” Albert Voisin se tornou professor e teve 3 filhos. Morou na Irlanda, Alemanha, Congo Belga e voltou para Beauraing onde morreu em 23 de dezembro de 2003, com 82 anos após longa enfermidade e na mesma data de uma das aparições. Gilbert Degeimbre casou-se com um italiano, tem 2 filhos e mora atualmente em Beauraing. 

A frase dita por Nossa Senhora a Fernande pode ser traduzida para o plural também, ficando: "Vocês amam o meu Filho? Amam a Mim? Sacrifiquem-se por mim!"
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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."