sábado, 25 de julho de 2026

25 de julho - Dia de São Tiago, o maior

Apóstolo
 Tiago nasceu doze anos antes de Cristo, viveu mais anos do que ele e passou para a eternidade junto a seu Mestre. Tiago, o Maior, nasceu na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista, os "Filhos do Trovão", como os chamara Jesus. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como "menor". 

Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais na vida do Redentor. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na sua agonia no horto das Oliveiras. 

Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isso declarado seu padroeiro. Mais tarde, voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas, até mesmo dois mágicos que causavam confusão entre o povo com suas artes diabólicas. Até que um dia lhe prepararam uma cilada, fazendo explodir um motim como se fosse ele o culpado. Assim, foi preso e acusado de causar sublevação entre o povo. A pena para esse crime era a morte. 

O juiz foi o cruel rei Herodes Antipas, um terrível e incansável perseguidor dos cristãos. Ele lhe impôs logo a pena máxima, ordenando que fosse flagelado e depois decapitado. A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo. 



No século VIII, quando a Palestina caiu em poder dos muçulmanos, um grupo de espanhóis trouxe o esquife onde repousavam os restos de são Tiago, o Maior, à cidade espanhola de Iria. Segundo uma antiga tradição da cidade, no século IX o bispo de lá teria visto uma grande estrela iluminando um campo, onde foi encontrado o túmulo contendo o esquife do apóstolo padroeiro. E a Espanha, que nesta ocasião lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos, conseguiu vencê-los e expulsá-los com a sua ajuda invisível. 
Mais tarde, naquele local, o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a são Tiago, o Maior, com isso a cidade de Iria passou a chamar-se Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o santuário de Santiago de Compostela é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto a pé. 
Essa rota, conhecida como "caminho de Santiago de Compostela", foi feita também pelo papa João Paulo II em 1989. Acompanhado por milhares de jovens do mundo inteiro, foi venerar as relíquias do apóstolo são Tiago, o Maior, depositadas na magnífica catedral das seis naves, concluída em 1122.


Aparición de la Virgen del Pilar a Santiago Apóstol
Fachada de la Iglesia de Santiago - Sevilla - Leyenda bajo el retablo:
"Madre mía del Pilar, antes morir que pecar"
Antonio Kiernam Flores - Fábrica: Cerámica Santa Ana - Sevilla, década de 1940


Nossa Senhora Del Pilar

A primeira aparição da Virgem Maria não foi apenas uma aparição, pois ela ainda era viva. O fenômeno chamado de bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo) aconteceu quando Nossa Senhora apareceu ao apóstolo Tiago Maior na Espanha, na Cidade hoje chamada Zaragoza. Documentos históricos do Vaticano indicam que a bilocação aconteceu em 02 de janeiro do ano 40.


Maria apareceu a São Tiago para consolá-lo. O apóstolo estava na Espanha evangelizando e sofrendo muito com as perseguições. Um dia, Tiago perguntava a Deus em oração nas margens do rio Ebro se mesmo com tudo aquilo ele deveria continuar ali, se valeria a pena o seu trabalho na Espanha. Neste momento a Virgem surgiu em uma aparição gloriosa em cima de um pilar, com anjos ao redor dela, e entregou a São Tiago a imagem de Nossa Senhora do Pilar, simbolizando a intercessão de Maria como um dos pilares do cristianismo.

Nossa Senhora pediu ao apóstolo que ali, sobre aquele pilar, fosse erguido um templo como sinal de devoção à Virgem Maria intercessora. Esse foi o início do culto à Maria na Igreja. Ela assumiu seu papel de consoladora dos aflitos e advogada dos fiéis nas causas pedidas ao Senhor.

São Tiago deixou ali doze discípulos construindo uma capela, e seguiu a ordem de Maria para ir de volta a Jerusalém. No longo caminho Tiago passou por Éfeso, onde a Virgem morava. Na visita, ela anunciou ao apóstolo a morte que se aproximava e o consolou mais uma vez. Chegando a Jerusalém São Tiago foi morto pelos perseguidores.

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"De Jerusalém, São Tiago seguiu até Sicília e Espanha, detendo-se em Gadiz. Não sendo bem recebido, foi salvo milagrosamente por um anjo, de ser assassinado. Deixou a Espanha entregue a sete discípulos. Voltou mais tarde para Saragoça, onde então, começaram conversões em grande número. Mesmo assim, os perigos eram muitos. Lançaram víboras contra ele, que as segurava tranqüilamente nas mãos.

Em Granada, foi preso com todos os discípulos e neófitos. São Tiago implorou o auxílio de Maria, que vivia, então, em Jerusalém. Por meio dos anjos, foi salvo, e Nossa Senhora ordenou-lhe que fosse pregar na Galícia. Mais tarde, vi São Tiago em grande perigo por causa de uma perseguição contra os fiéis de Saragoça. Certa noite o apóstolo rezava com alguns discípulos, junto aos muros da cidade. Pedia luzes para saber se devia ficar na região ou fugir. Pensava em Maria Santíssima e lhe pedia que rogasse por ele a seu Divino Filho, que nada lhe podia negar. De repente, vi descer um resplendor celeste sobre o apóstolo, aparecendo anjos que entoavam um canto harmônico enquanto carregavam uma coluna de luz cuja base assinalava um local determinado ao apóstolo. A coluna era alta e delgada e terminava com um lírio aberto que lançava línguas de fogo em várias direções. Uma delas ia até Compostela.



No resplendor do lírio vi Maria Santíssima, de nívea brancura e transparência, de formosura e delicadeza maiores que a seda. Estava de pé, da mesma maneira como costumava rezar. Tinha as mãos juntas e um grande véu na cabeça, que lhe caia até os pés. Pousava seus pés sobre a flor, que resplandecia com seus cinco raios de luz. São Tiago recebeu interiormente o aviso de que deveria erguer ali uma Igreja e que a intercessão de Maria devia crescer como uma raiz e expandir-se. Disse-lhe a Virgem que, uma vez concluída a Igreja, voltasse para Jerusalém.
Mais tarde, completada a obra, o apóstolo entregou seu trabalho a 12 discípulos que formara e partiu. E visitou a Santa Virgem em Éfeso. Maria predisse-lhe sua morte próxima, consolando-o e confortando-o muito. Depois São Tiago, despediu-se de Maria e de São João e seguiu para Jerusalém. Aí foi preso e levado ao monte Calvário. No caminho continuou a pregar, convertendo e curando a muitos. Decapitado, tempos depois, seu corpo foi levado para a Espanha. A visão de São Tiago deu origem à devoção a Nossa Senhora do Pilar".


Martírio de São Tiago


 
Santiago "matamoros" - Compostela


25 de julho - Dia de São Cristóvão


A devoção a são Cristóvão é uma das mais antigas e populares da Igreja, tanto do Oriente como do Ocidente. São centenas de igrejas dedicadas a ele em todos os países do mundo. Também não faltam irmandades, patronatos, conventos e instituições que tomaram o seu nome, para homenageá-lo. Ele consta da relação dos "quatorze santos auxiliadores" invocados para interceder pelo povo nos momentos de aflições e dificuldades. Assim, o vigor desta veneração percorreu os tempos com igual intensidade e alcançou os nossos dias da mesma maneira. 
Entretanto são poucos os dados precisos sobre sua vida. Só se tem conhecimento comprovado de que Cristóvão era um homem alto e musculoso, extremamente forte. Alguns escritos antigos o descrevem como portador de "uma força hercúlea". Pregou na Lícia e foi martirizado, a mando do imperador Décio, no ano 250. Depois disso, as informações fazem parte da tradição oral cristã, propagada pela fé dos devotos ao longo dos tempos, e que a Igreja respeita. 

Ela nos conta que seu nome era Réprobo e que nasceu na Palestina. Como um verdadeiro gigante Golias, não havia quem lhe fizesse frente em termos de força física. Assim, só podia ter a profissão que tinha: guerreiro. Aliás, era um guerreiro indomável e invencível. A sua simples presença era garantia de vitória para o exército do qual participasse. 

Conta-se que, estando cansado de servir aos caprichos de um e outro rei, apenas porque fora contratado para lutar em seu favor, foi procurar o maior e mais poderoso de todos, para servir somente a este. Então, ele se decidiu colocar a serviço de satanás, pois não havia quem não se curvasse de medo ao ouvir seu nome. 

Mas também se decepcionou. Notou que toda vez que seu chefe tinha de passar diante da cruz, mudava de caminho, evitando o encontro com o símbolo de Jesus. Abandonou o anjo do mal e passou, então, a procurar o Senhor. Um eremita o orientou a praticar a caridade para servir ao Todo Poderoso como desejava, então ele abandonou as armas imediatamente. Integrou-se a uma instituição de caridade e passou a ajudar os viajantes. De dia ou de noite, ficava às margens de um rio onde não havia pontes e onde várias pessoas se afogaram por causa da profundidade, transportando os viajantes de uma margem à outra. 

Certo dia, fez o mesmo com um menino. Mas conforme atravessava o rio, a criança ia ficando mais pesada e só com muito custo e sofrimento ele conseguiu depositar com segurança o menino na outra margem. Então perguntou: "Como pode ser isso? Parece que carreguei o mundo nas costas". O menino respondeu: "Não carregou o mundo, mas sim seu Criador". Assim Jesus se revelou a ele e o convidou a ser seu apóstolo. 


O gigante mudou seu nome para Cristóvão, que significa algo próximo de "carregador de Cristo", e passou a peregrinar levando a palavra de Cristo. Foi à Síria, onde sua figura espetacular e nada normal chamava a atenção e atraía quem o ouvisse. Ele, então, falava do cristianismo e convertia mais e mais pessoas. Por esse seu apostolado foi denunciado ao imperador Décio, que o mandou prender. Mas não foi nada fácil, não por causa de sua força física, mas pelo poder de sua pregação. 

Os primeiros quarenta soldados que tentaram prendê-lo converteram-se e por isso foram todos martirizados. Depois, quando já estava no cárcere, mandaram duas mulheres, Nicete e Aquilina, à sua cela para testar suas virtudes. Elas também abandonaram o pecado e batizaram-se, sendo igualmente mortas. Foi quando o tirano, muito irado, mandou que ele fosse submetido a suplícios e em seguida o matassem. Cristóvão foi, então, flagelado, golpeado com flechas, jogado no fogo e por fim decapitado. 
São Cristóvão é popularmente conhecido como o protetor dos viajantes, assim como dos motoristas e dos condutores.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

24 de julho - Dia de Santa Cristina

Jacareí, 11 de maio de 2008 
Mensagem de Santa Cristina comunicada ao vidente Marcos Tadeu Teixeira

MENSAGEM DE SANTA CRISTINA

"-Marcos, há quanto tempo desejava Eu estar aqui! Meu coração exulta de alegria por estar contigo!
Eu tenho ouvido as tuas orações! És Meu devoto e Eu muito o tenho ajudado e amparado.

Vós todos, ouvi o que vos digo hoje por ordem do SENHOR... Voltai ao SENHOR os vossos ouvidos, mas muito mais que eles os vossos corações! O SENHOR com tristeza tem dito a Nós no Céu:"

(DEUS PAI por intermédio de Santa Cristina): "-Este povo Me louva com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim... Voltai a Mim! Que vos amo tanto e desejo a vossa felicidade.

Sou O PAI, que deseja tornar-vos felizes na terra e depois felizes por toda a eternidade no Céu! 
Tudo o que faço e tudo o que tenho feito, desde o início do mundo foi cumular-vos de bens, cumular-vos de Dons do Meu Amor para provar-vos, que vos amo e que nada mais desejo, do que vos tornar participantes na Minha própria Felicidade... Mas nenhum de vós poderá alcançar esta felicidade longe de Mim, fugindo do Meu Amor!

Eu vosso DEUS, tenho perseguido os pecadores com o Meu Amor!... Mil vezes ao dia, tento laçá-los com as Minhas Graças. Continuamente encurrálo-os entre as Minhas Mãos, por entre os Meus Braços!

Permitindo muitas vezes até dificuldades em sua vida, para que se lembrem de Mim e para que pensem talvez em voltar para MIM e assim recuperar a Paz.

Mas quantos deles continuam a fugir-Me, não dando ouvidos aos Meus contínuos chamados... Eu enviei Profeta após Profeta no Antigo Testamento e inspirei Reis e Sábios, para falarem aos homens do Meu Amor. Mas isso não bastou para convencê-los. Então, na plenitude dos tempos, mandei o Meu próprio Filho por meio de MARIA IMACULADA, para que através d’Eles os homens se convencessem da Minha Bondade. Mas o que eles fizeram? Rejeitaram o Meu Filho, rejeitaram a Mãe do Meu Filho e os fizeram sofrer... Crucificaram o Meu Filho e junto com Ele crucificaram misticamente a Sua Mãe, a Minha filha Diletíssima!

O Meu Filho ressuscitou dos mortos, pois é DEUS como EU; e não pode ser vencido pela morte e pelo inferno. E Ele então, voltou para junto de MIM, deixando-vos entretanto a Sua Mãe Amorosíssima, para que os homens continuassem a ver n'Ela a Nossa FACE cheia de Amor! Cumprido o seu tempo na Terra, Ela também veio para junto de Nós, mas Nós não cessamos de mostrar aos homens o Nosso Amor e a Nossa Face, mandando Mensageiro após Mensageiro; Profeta após Profeta! Quem são eles? Os Nossos videntes eleitos; os eleitos de MARIA a Nossa Predileta...

Quando um Rei vai chegando a uma cidade estrangeira, ou a uma nação estrangeira; envia primeiro na frente os seus Mensageiros, os seus Arautos; para que eles anunciem a proximidade da sua chegada, para que assim: os caminhos sejam preparados; aplainados e endireitados; enfeitados e perfumados; iluminados e bem guardados; para que quando o Rei passar tudo esteja em bom lugar!...

Não vedes Meus Filhos, que os Meus Mensageiros mandados a vós são os Nossos Arautos, que vos anunciam que está próxima a Minha chegada, o Meu regresso a vós!!!

O Amor regressará a vós com Amor... O Amor já está regressando a vós como o Amor! 
Atendei ao Meu chamado e rendei-vos finalmente ao Meu Amor, que há tanto tempo já está a vossa procura. Sou imensamente apaixonado por vós e Minha paixão não será aplacada, senão quando vossas almas Me derem aquilo que Eu desejo de vós: o 'Amor Puro', Santo, Perfeito e Sobrenatural..."

"-Meus Irmãos, esta é a Mensagem que o SENHOR hoje Me confiou para trazê-los. Rendei-vos ao Seu Amor! Não resistais mais a este Amor que vos chama de todos os modos possíveis, desde o alto do Céu!

Sabei que sois amados um por um pelo SENHOR e ELE deu a Sua vida a vós, pensou em vós, amou-vos um por um como se no mundo não houvesse outro que tivesse que ser salvo e resgatado, senão cada um de vós.

Dizei sim a este Amor e sereis felizes para sempre!... 
Eu, CRISTINA vos ajudarei e rogarei sem cessar por vós, junto a DEUS e a Sua MÃE... Vos cobrirei com o Meu Manto e junto a Mim, com nada devereis vos preocupar e nada devereis temer; nem por vossa perseverança, nem por vossa salvação eterna. Pois quem está Comigo está com o SENHOR e triunfará infalivelmente...

Rezai... Continuai com todas as orações que aqui vos foram dadas, para manter-vos na fidelidade e na perseverança ao desígnio dos SAGRADOS CORAÇÕES UNIDOS.

Ficai na Paz do SENHOR! A paz Marcos, abençôo-te e a todos aqui."

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24 de julho -Dia de Santa Cristina
 Santa Cristina
Século III

A arqueologia não serve apenas para descobrir os dinossauros enterrados pelo mundo. Ela também pode confirmar a existência dos santos mártires que marcaram sua trajetória na história pela fé em Deus. Foi o que aconteceu com santa Cristina, que teve sua tradição comprovada somente no século XIX, com as descobertas científicas desses pesquisadores. 

Segundo os mosaicos descobertos na igreja de Santo Apolinário, em Ravena, construída no século VI, Cristina era realmente uma das virgens cristãs mártires das antigas perseguições. E portanto, já naquele século, venerada como santa, como se pôde observar pela descoberta de sua sepultura, que também possibilitou o aparecimento de um cemitério subterrâneo, que estava oculto ao lado. 

A arte também compareceu para corroborar seu testemunho através dos tempos. O martírio da jovem virgem Cristina foi representado pelas mãos de famosos pintores, como João Della Robbias, Lucas Signorelli, Paulo Veronese e Lucas Cranach, entre outros. Além dos textos escritos em latim e grego que relatam seu suplício e morte, que só discordam quanto à cidade de sua origem. 
Os registros gregos mostram como sua terra natal Tiro, enquanto os latinos citam Bolsena, na Toscana, Itália. Esses relatos do antigo povo cristão contam que o pai de Cristina, Urbano, era pagão e um oficial do Império Romano, que, ao saber da conversão da filha, queria obrigá-la a renunciar ao cristianismo. Por isso decidiu trancar a filha numa torre na companhia de doze servas pagãs. Para mostrar que não abdicava da fé em Cristo, Cristina despedaçou as estátuas dos deuses pagãos existentes na torre e jogou, janela abaixo, as jóias que as adornavam, para que os pobres pudessem pegá-las. Quando tomou conhecimento do feito, Urbano mandou chicoteá-la e prendê-la num cárcere. Nem assim conseguiu a rendição da filha, por isso a entregou aos juízes. 


Martírio de Santa Cristina

Cristina foi torturada terrivelmente e depois jogada numa cela, onde três anjos celestes limparam e curaram suas feridas. Como solução final, o governante pagão mandou que lhe amarrassem uma pedra ao pescoço e a jogassem num lago. Novamente, anjos intervieram: sustentaram a pedra, que ficou boiando na superfície da água, e levaram a jovem até a margem do lago. 
As torturas continuaram, mesmo depois de seu pai ser castigado por Deus e morrer de forma terrível. Cristina ainda foi novamente flagelada, depois amarrada a uma grade de ferro quente e colocada numa fornalha superaquecida, mordida por cobras venenosas e teve os seios cortados, antes de, finalmente, ser morta com duas lanças transpassando seu corpo virgem. Assim o seu martírio foi divulgado pelo povo cristão desde 23 de julho de 287, data de sua morte. A festa de Santa Cristina foi confirmada e mantida pela Igreja neste dia.






Altar de Santa Cristina de Vincenzo Catena - 1520
Igreja de Santa Maria Materdomini - Veneza

Basílica de Santa Cristina em Bolsena, lugar do milagre eucarístico

24 de julho - Dia de São Charbel

São Charbel Makhlouf

Charbel Makhlouf nasceu no dia 8 de maio de 1828 na aldeia de Bigah-Kafra, situada a 1600 metros de altitude, a mais alta do Líbano. Era o quinto filho do casal Antun Zarour Makhlouf e Brígida Al-Chidiac. Tinha dois irmãos e duas irmãs. No batismo recebeu o nome de Youssef (José).

Sua família era modesta, de fé sólida e piedade sincera, e vivia da agricultura. No ambiente rural conscienciosamente religioso, cresceu Youssef. Aos três anos perdeu o pai e passou para a tutela do tio paterno, Tanios. 

Youssef freqüentou a escola paroquial da aldeia, e desde pequeno demonstrou profundo sentimento religioso e propensão para a contemplação. Assim, de vez em quando deixava os jogos e se isolava numa gruta para estar a sós com Deus. Os outros meninos passaram a chamá-la, por ironia, de “a gruta do santo”.

Como em todas as famílias maronitas daquele tempo, à noite Youssef e seus irmãos se ajoelhavam ao redor da mãe e repetiam as preces que ela fazia, enquanto queimava incenso num prato junto ao altarzinho suspenso à parede, dedicado a Nossa Senhora. 

No inverno, com a neve cobrindo os campos e parte das casas — às vezes atingia quatro metros — Youssef ajudava a mãe nos afazeres domésticos. Na primavera levava a vaca e os cordeiros da família para pastar e ajudava o tio no cultivo do campo, sobretudo no de amoreiras para criar o bicho da seda, naquele tempo principal meio de vida da montanha libanesa.
Com o pensamento sempre no divino, enquanto trabalhava Youssef rezava a Nossa Senhora para que o ajudasse a tornar-se monge como seus dois tios maternos.
“Deus me quer inteiramente para Si”



Charbel foi aluno do Beato Pe. Nimatullah Kassab Al-Hardini, tanto em teologia quanto em santidadeAos 23 anos Youssef decidiu, apesar do afeto materno e da oposição de seu tio, que necessitava braços para o campo, fugir de casa e apresentar-se no mosteiro de Nossa Senhora de Mayfouq, da Ordem Maronita, na região de Byblos. Aí começou o noviciado, escolhendo o nome religioso de “Charbel”, em honra ao Santo do mesmo nome martirizado em Edessa no ano 107 de nossa era.

A mãe e outros parentes, descobrindo seu destino, várias vezes tentaram demovê-lo de seu intento, mas ele respondia peremptoriamente: “Deus me quer inteiramente para Si”. 

Depois do primeiro ano de noviciado, o Irmão Charbel foi enviado ao mosteiro de São Maron, de Annaya, para fazer o segundo ano, de provação.
Os monges se dedicavam a cantar o Ofício Divino sete vezes por dia –– em aramaico, a língua falada por Nosso Senhor –– estudar a liturgia e a vida monástica, e a esforçar-se no caminho da perfeição. Além disso dedicavam-se a trabalhos domésticos do mosteiro, como fazer pão, cultivar a terra, ou mesmo ser sapateiro-remendão e lavar a roupa, como também carpinteiro.

Em 1853, aos 25 anos de idade, Charbel pronunciou seus votos solenes de obediência, castidade e pobreza. Foi então enviado para o mosteiro de São Cipriano, em Batroun, onde funcionava na época o Seminário Teológico da Ordem Libanesa Maronita. Aí foi aluno do Beato Pe. Nimatullah Kassab Al-Hardini, tanto em teologia quanto em santidade. Sempre dos primeiros alunos, após seis anos de estudos teológicos Frei Charbel foi ordenado sacerdote em 23 de julho de 1859 em Bekerké, sede patriarcal maronita. 

Não quis ver a mãe, que foi visitá-lo, e limitou-se a falar com ela do interior da capela, sem que um pudesse ver o outro. Dizia que o monge que mantém contacto com seus parentes depois de professo deveria recomeçar o noviciado.

Espalha-se a fama de taumaturgo
O Pe. Charbel voltou então para o mosteiro de São Maron de Annaya, onde deveria permanecer até o fim de sua vida.

O novo sacerdote exercia com muita edificação o múnus sacerdotal, encarregando-se também, por humildade, dos trabalhos manuais da comunidade. Logo começaram rumores de milagres operados por ele.

Certo dia, por exemplo, os monges trabalhavam num campo quando descobriram perigosa serpente. Quiseram espantá-la, sem sucesso. O Pe. Charbel foi chamado, e mandou à serpente que fosse embora sem molestar ninguém. E ela obedeceu. Outra vez, gafanhotos estavam devastando a região quando receberam ordem do Pe. Charbel de se afastarem. E o fizeram imediatamente.

Por ordem dos superiores, curou vários doentes desenganados pela medicina. Certa vez chegou ao convento um louco furioso, Jibrail Saba. Estava acorrentado, era agressivo e perigoso. O Pe. Charbel ordenou-lhe pôr-se de joelhos, e ele obedeceu. Colocou a mão na cabeça do infeliz e rezou. Depois disso entregou-o aos parentes, inteiramente curado.
“Quero viver ignorando os prazeres deste mundo”


Milagre da lamparina: esta acendeu tendo água em lugar de azeiteSentindo desde cedo o chamado para a solidão, o Pe. Charbel pediu várias vezes permissão para retirar-se para um eremitério. Mas era muito útil à comunidade, e a permissão foi sendo adiada. 
Finalmente, em 1875, após 16 anos de vida em comum, um fato miraculoso iria obter-lhe a desejada permissão. Depois de mais uma insistência do Pe. Charbel, o superior pediu-lhe que esperasse um pouco mais e deu-lhe um processo urgente para estudar, dizendo que lhe dava licença para fazê-lo até mais tarde, à noite.

O Pe. Charbel foi então à cozinha para que abastecessem de azeite sua lamparina. O servente, querendo zombar do sisudo monge, em vez de azeite, pôs água. São Charbel, distraído em seus profundos pensamentos, nada percebeu e retirou-se. Foi à cela e acendeu naturalmente a lamparina sem nada desconfiar, e pôs-se a rezar. O servente, que estava à espreita, viu perplexo a lamparina acesa... Correu então para contar o acontecido ao padre superior, que foi imediatamente à cela e constatou o fato maravilhoso. No dia seguinte o Geral da Ordem, avisado do milagre, imediatamente autorizou o Pe. Charbel a ocupar no eremitério de São Pedro e São Paulo, pertencente ao próprio mosteiro, a cela do Pe. Eliseo Kassab Al-Hardini, irmão do Beato Al-Hardini, então falecido. 

O eremitério ficava situado a 1.400 metros de altitude. O eremita permanecia sob a jurisdição do superior do convento e fazendo parte da comunidade, apesar de sua vida retirada. Fazia ele uma só refeição por dia, composta de legumes verdes ou cozidos, cereais e azeitonas. Por penitência, nunca comeu frutas. A refeição era entregue pelo mosteiro.

Ele sempre dizia: “A pobreza favorece a salvação. A frugalidade fortalece a alma. Quero viver nas privações, ignorando os prazeres e as doçuras deste mundo. Quero ser o servidor de Cristo e de meus irmãos”.

Um de seus piores tormentos, na altitude em que vivia e com o rigoroso inverno libanês, era o frio. “O padre Charbel, mal vestido mas com vestes limpas, mal alimentado, mas com boa saúde, exposto sem defesa ao frio e ao calor, privado de qualquer conforto e qualquer ternura humana, era entretanto o homem mais feliz do mundo, pois o Senhor tornara-se sua verdade, sua força, sua riqueza, sua alegria e a razão de sua vida”.

A vida pós-morte de São Charbel

Depois de 23 anos de vida eremítica, em que sua obediência foi quase legendária, sua castidade angélica transparecendo em todo seu ser, pobreza na qual imitou os maiores santos da Igreja, e oração contínua, entregou ele sua alma a Deus no dia 24 de dezembro, vigília de Natal do ano 1898.

Ao dar início ao seu processo de beatificação, Pio XII disse que “o Pe. Charbel já gozava em vida, sem o querer, da honra de o chamarem santo, pois a sua existência era verdadeiramente santificada por sacrifícios, jejuns e abstinências. Foi vida digna de ser chamada cristã e, portanto, santa. 

Agora, após a sua morte, ocorre este extraordinário sinal deixado por Deus: seu corpo transpira sangue há já 79 anos, sempre que se lhe toca, e todos os que, doentes, tocam com um pedaço de pano suas vestes constantemente úmidas de sangue, alcançam alívio em suas doenças, e não poucos até se vêem curados”.

Em 1952, quando foi feita a terceira exumação do corpo de São Charbel, “o corpo foi retirado do caixão e sentado numa cadeira, diz testemunha ocular. Os braços e as pernas dobrados, curvados. A cabeça inclinada balançava dum lado para outro. As vestes sacerdotais e as roupas interiores estavam encharcadas de sangue”.

O número de milagres nessa ocasião foi tão grande, que Anaya, onde está seu mosteiro, foi chamada de “A Lourdes libanesa”. Somente entre 22 de abril de 1950 e 25 de junho de 1955, foram registradas nos anais do Convento São Maron 237 curas, muitas constatadas e confirmadas por médicos.


Após a morte, bem como durante a vida, padre Charbel foi considerado um santo. No dia de seu sepultamento, o superior do convento de São Maron de Annaya, Padre Tanios Almechemchany anotou no diário do mosteiro o seguinte: “ Hoje 24 de dezembro de 1898, faleceu na misericórdia do Senhor o Padre Charbel de Biqahkafra, eremita. .. Recebeu os últimos sacramentos e morreu aos 70 anos de idade. Foi sepultado no cemitério da comunidade. 

O que ele realizará após a morte dispensa maiores comentários sobre a santidade de sua vida”.
O corpo de São Charbel permaneceu intato durante muitos anos após sua morte e inclusive transpirava. Esse fenômeno de conservação e de transpiração do corpo, desafiando as leis da natureza, fascinou os médicos, os homens da ciência. Que um cadáver se conserve não é um fenômeno único, porem que os restos mortais se conservem flexíveis, tenros, transpirando incessantemente é um caso extraordinário e único no gênero. Esse foi o caso de nosso santo. Muitos milagres aconteceram com pessoas de varias nacionalidades e religiões que rezaram sobre o tumulo deste eremita.

O Padre Charbel foi beatificado no dia 5 de dezembro de 1965 pelo Papa Paulo VI. No dia 9 de outubro de 1977,  o mesmo Papa o canonizou, declarando-o santo do Líbano, santo para a Igreja Universal.

 Celebramos sua festa no terceiro Domingo de Julho. Mas no Brasil, na Argentina e em outros países, sua festa coincide com o dia de sua canonização, 9 de outubro.
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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."