domingo, 9 de agosto de 2026

9 de agosto - Dia de Santa Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz)

"Deus é a Verdade. Quem procura a Verdade, quer saiba ou não, procura Deus."

TERESA BENEDITA DE CRUZ
SANTA EDITH STEIN – (1891 – 1942)




JÁ NÃO SOU O QUE ERA
Tu, com imenso amor, fundes o Teu olhar no meu
e inclinas Teus ouvidos à minhas mudas palavras
e enche-me o coração de uma profunda paz.
Mas teu amor não acha satisfação
nesse intercâmbio, em que pode haver ainda separação:
Teu coração anseia por mais.
Como banquete matinal vens a mim toda a manhã,
Tua carne e Teu sangue se fazem comida e bebida para mim,
e acontecem maravilhas.

Teu corpo misteriosamente penetra o meu,
e Tua alma se une com a minha:
já não sou mais o que era!

Tu chegas e partes, permanece porém a semente
que lançaste para frutificar na glória futura,
escondida no corpo de barro.

Permanece o vínculo que une coração a coração,
a corrente vital que brota da Tua
e a todos os membros vivifica.

Como são admiráveis Teus amados milagres!
só nos resta assombrar-nos, balbuciar e calar,
pois a mente e a palavra aqui falham.

(SANTA EDITH STEIN) TERESA BENEDITA DE CRUZ


Santa Edith Stein: vitória na busca pela Verdade

Em mundo que preza mais pela racionalidade do que pela fé. A história de Santa Edith Stein nos ensina que a Felicidade não está na intelectualidade, mas em Deus. E ele se deixa encontrar pelos simples de coração.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”(Jo 8,32)

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (Jo 14,6)

Santa Edith buscava a Verdade e a encontrou…

SANTA EDITH STEIN OU SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ. 

De origem judaica, converteu-se ao catolicismo e morreu defendendo sua Fé em um campo de concentração nazista.

Uma Família Judia e Alemã

Edith Stein nasceu na cidade de Breslau – Alemanha (hoje Wrocslau -Polônia), no dia 12 de outubro de 1891 em uma família judia. Ela era a caçula entre onze filhos, quatro dos quais faleceriam precocemente, ainda na primeira infância e seu pai, um comerciante de madeira, faleceria quando Edith tinha dois anos de idade, vítima de insolação em uma viagem de negócios pelo interior da Alemanha.

Restou à sua mãe e aos irmãos mais velhos, tocar os negócios da família no que obtiveram sempre bastante sucesso.

A mãe, Auguste Stein, era uma mulher prática e bem sucedida em seus negócios, sendo ainda dona-de-casa e ensinando aos filhos a arte de uma vida confortável, sem sobressaltos materiais, porém parcimoniosa, sem luxos ou ostentações.

Assim foi transcorrendo a infância de Edith, naquele meio provinciano e liberal de final de século XIX e início de século XX, com as marcas características da cultura hebraica naquela sociedade alemã.

O Despertar Acadêmico

Mas desde cedo, Edith demonstrou ter forte determinação e caráter inabalável, nunca desistindo de algo que desejava senão quando o obtinha. Em sua vida escolar, Edith desde o início sempre se mostrou brilhante e destacada, ficando costumeiramente entre as melhores da classe, com excelentes notas e notável participação nas aulas.

Entretanto, por volta dos catorze anos ela começou a atravessar uma crise adolescente, que duraria ainda uns dois anos pelos menos. Edith se recusou a continuar os estudos e a sra. Auguste, prudente em não contraria-la, ao mesmo tempo compreensiva com as dificuldades interiores da filha, a enviou para a cidade de Hamburgo, para morar com sua Irmã mais velha e casada – Else e ajuda-la nas diversas tarefas domésticas.


A mãe de Edith, tinha esperança que desta maneira, a filha estaria se preparando melhor para sua futura vida de esposa e mãe de família. A menina porém, revelou-se bastante inepta para o serviço da casa e além disso, sua irmã vivia uma crise conjugal aguda e a cidade de Hamburgo, muito grande e fria, tornaram aquela estadia de pouco mais de um ano, um fardo para Edith, aprofundando mais ainda a crise pela qual passava, que a levou na época ao abandono total das práticas religiosas e à descrença consciente em Deus.
Edith retornou então ao lar e manifestou à sua mãe o desejo de retornar aos estudos. A sra.Stein, proporcionou à filha aulas particulares para que, após os exames, Edith pudesse entrar diretamente no Ensino Médio, o que ocorreu no ano de 1908 no Liceu Vitória. Após três brilhantes anos de estudo, Edith diplomou-se entre os primeiros lugares e em 1911 foi admitida ao bacharelado, de acordo com a legislação educacional da época.

Na Universidade de Breslau, ela cursou psicologia em seu curso principal e paralelamente letras e história, na busca da verdade última das coisas e cedo se decepcionaria com os estreitos horizontes oferecidos por aqueles cursos.

Através de alguns colegas, Edith ouvira falar da fenomenologia, que era ensinada pelo professor Edmund Husserl na Universidade de Göttingen, para onde ela se dirige em 1913.



O Círculo de Göttingen

Lá chegando, além dos contatos com aquele professor, ela vai fazer amizades com os filósofos que faziam parte do chamado círculo fenomenológico de Gottingen, entre eles o casal Ana e Adolf Reinach e o casal Hedwig e Theodor Conrad-Martius, de influência decisiva e marcante para toda sua vida a seguir. Aquilo que Edith aprendia nas aulas com seu professor, nas leituras e em seus trabalhos filosóficos, ela discutia e vivenciava com seu novo círculo de amigos.

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), muitos amigos de Edith Stein foram enviados ao front para combater e ela considerando um dever imita-los, além de prestar algum tipo de ajuda ao povo de seu País naquele momento terrível de sua História, resolveu partir voluntariamente como enfermeira em algum hospital de Campanha.

Assim fez e após um breve curso na Cruz Vermelha e algumas discussões com sua mãe, em 1915 Edith partiu para o improvisado hospital em Mährisch-Weisskirchen, na Áustria e lá acabou fazendo-se notar por colegas superiores e pacientes, pelo seu extremo devotamento e disponibilidade.

Seria esta, a primeira grande experiência para ela – da angústia, do sofrimento e da morte.

De volta a Göttingen, Edith começou a escrever sua tese de doutoramento. Após vários meses de exaustivas leituras, muitas discussões com o mestre e alguns colegas, além de noites insones perdidas em anotações sem fim, em agosto de 1916 – Edith Stein apresenta sua tese para uma rígida banca examinadora de professores da Universidade. O resultado final, após quase oito horas de exame, foi uma nota máxima para sua tese, com a menção honrosa “summa cum laude” ou “máxima com louvor” – a maior graduação possível. Naquele momento a Dra. Edith Stein , se colocava entre as únicas doze mulheres doutoras, que existiram na Alemanha dos últimos 500 anos !

A Conversão

No verão de 1921, Edith passava férias na casa de campo do casal Conrad-Martius em Bergzabern – uma bela região do interior da Alemanha. Ela dividia o seu dia com seus amigos, ajudando-os na colheita e acondicionamento de frutos de seu pomar, participando de animados passeios pelos arredores e de conversas sobre os mais variados assuntos. Estando uma tarde sózinha, pegou ao acaso um volume da biblioteca da casa – a autobiografia de Santa Teresa De Ávila; Edith ficou tão fascinada e entretida com o que lia, que entre o fim de tarde e o raiar do dia seguinte, leu inteiramente o volumoso texto e quando o terminou teria exclamado para si mesma: “- Eis a Verdade !”

No dia seguinte bem cedo, Edith se dirigiu à cidade para comprar um missal e um catecismo para mergulhar com profundidade na doutrina católica e já no domingo seguinte foi a uma igreja assistir uma missa, após a qual se dirigiu à sacristia, seguindo o idoso sacerdote que havia acabado de celebrar e dizendo-lhe sem delongas que desejava receber o batismo.

Após algumas conversas examinatórias, Edith Stein seria batizada a 1° de janeiro de 1922, tendo por madrinha sua querida amiga Hedwig Conrad-Martius.

Edith acrescentaria então ao seu nome cristão – “Teresa” e “Hedwig” – em homenagem à Santa Teresa de Ávila, cuja leitura de sua autobiografia havia deflagrado sua conversão e em homenagem à sua amiga e agora madrinha Hedwig Conrad-Martius.

Ela possuía a clareza de que uma das tarefas mais difíceis de sua vida, seria a comunicação de sua conversão à mãe Auguste, e assim o foi, pois ela, apesar de contida a sua dor e de demonstrações afetivas à filha, nunca compreenderia e aceitaria a adesão de Edith ao catolicismo.


Trabalho e Oração

Edith havia se demitido do trabalho de assistente de Edmund Husserl. Por outro lado após o seu batismo, logo seguido da Primeira Comunhão – Edith ansiava por pertencer à Ordem das Carmelitas Descalças – reformada por Santa Teresa de Ávila.

Entretanto, os dois diretores espirituais de Edith – primeiro o Padre Schwind e depois o Padre abade Rafael Walzer, a proibiram num primeiro momento de tomar os votos religiosos, pois ambos eram de parecer que, além disso vir a significar um tremendo choque para sua mãe, seria mais interessante para o serviço de Deus, que ela colocasse seus talentos acadêmicos no mundo.

Edith tornou-se então, professora na escola de moças das dominicanas em Spira e assim com seu trabalho, ela começou a compreender a discrepância entre a realidade vivida pelas jovens alemãs e sua formação pedagógica, presa a inúmeros formalismos arcaicos de origem iluminista e positivista, que não levavam em conta nem a época em que elas viviam e nem as especificidades inerentes à condição feminina.

Nesse período, o padre jesuíta Erich Przywara, passou também a ser de grande influência sobre Edith, no sentido de estimular-lhe seus dons de conferencista, o que teve como conseqüência intensas viagens dela pela Alemanha expor outros países da Europa, geralmente patrocinada e convidada por Instituições Católicas – leigas em sua maioria, como a “União Católica das Mulheres Alemãs”, entre outras.

Como professora, junto de suas jovens alunas, Edith elaborou métodos de educação inovadores, que além de atrair e interessar as moças pelo estudo e conhecimento , contribuíam para sua formação moral e espiritual, na qualidade de pessoas e de mulheres católicas.

Subindo o Monte Carmelo

A Drª Edith Stein tentou então se habilitar para uma cátedra universitária, na sua área de formação. Ela acabou aceitando um convite de docência no Instituto Alemão de Pedagogia Científica, na cidade de Münster. Aí então, a empatia com suas alunas foi total e segundo seus próprios testemunhos, Edith irradiava encanto, verdade e doçura – na sua busca radical e permanente de estar próxima a Cristo e trazer-Lhe outras pessoas para também partilharem com ela de Sua Inefável Companhia.

Todo esse caminho trilhado por Edith chegaria a um repentino fim – repentino fim, mas já de certa forma anunciado. Corria o ano de 1933 e o Partido Nacional Socialista (Nazista) de Hitler chegava ao Poder. Uma das primeiras leis nazistas foi a total exclusão de toda pessoa não-ariana dos quadros do magistério público e particular da Alemanha, em todos os níveis de escolarização: das escolas infantis aos cursos universitários de graduação e especialização, passando por todos os níveis técnicos, complementares e de extensão, de qualquer espécie. Apesar da insistência de um Instituto de Educação Católico, no sentido em que Edith Stein aceitasse uma vaga de docência na América do Sul, ela a recusou.


No Carmelo de Colônia

Após uma carta de recomendação do Padre Abade Walzer aos superiores da Ordem do Carmelo, Edith seria aceita sem restrições ao noviciado no Carmelo de Colônia-Lindenthal e tomaria o hábito das carmelitas a 15 de abril de 1934, com o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz – Teresa Abençoada pela Cruz.
Nessa cerimônia, ocorreu algo nunca antes visto naquele Carmelo: a afluência de grande multidão para prestar homenagem e apreço por Edith. Entre os presentes, estava seus amigos e antigos colegas filósofos de Göttingen; representantes de Associações e Instituições Católicas Femininas e das escolas onde Edith lecionara, bem como de suas ex-colegas professoras e várias ex-alunas.

Entretanto, nenhum membro de sua família compareceu e quando Edith em uma última visita a mãe e ao lar em Breslau, antes da tomada de hábito comunicou-lhe a decisão, a cruz pesou um pouco mais nos ombros de Edith, com o nítido aumento da dor de sua querida mãe e do definitivo distanciamento entre elas, até o falecimento da sra. Auguste, no ano de 1936, que nunca respondeu nenhuma das cartas que a filha semanalmente lhe enviaria do Carmelo.

Dois anos depois a 21 de abril de 1938, Edith realiza sua Profissão Solene e Perpétua, nos tradicionais votos religiosos de Castidade, Pobreza e Obediência, tomando então o hábito marrom definitivo das carmelitas. Quando Edith escolheu a vida religiosa do Carmelo, já estava interiormente preparada para renunciar integralmente à sua vida intelectual, proibindo expressamente seus amigos de realizarem quaisquer instâncias junto aos Superiores no sentido deles abrirem-lhe uma exceção quanto a esse trabalho.

Qual não foi a surpresa da noviça, quando recebeu não só autorização, como recomendação e ordem dos Superiores do Carmelo em anuência com sua Madre Superiora, para que ela prosseguisse (adaptando-se aos novos hábitos e deveres) com seu trabalho intelectual e particularmente com uma análise do Pensamento Escolástico de Santo Tomás de Aquino à luz da fenomenologia e a tradução da obra “De Veritates” do santo e pensador católico medieval -trabalhos estes, que já estavam em andamento desde os tempos das conferências de Edith. Ela acabou se adaptando plenamente à vida religiosa, cumprindo como sempre – de maneira conscienciosa todos os deveres da vida comunitária religiosa – cozinha, costura, enfermaria, limpeza, leituras, orações e mortificações – e tudo isso feito em estreita obediência e disciplina.

Do silêncio e da clausura, Edith acompanhava inquieta e preocupada as notícias – cada vez mais alarmantes – da perseguição nazista aos judeus. As medidas legais de restrição, exclusão e expulsão dos judeus da sociedade alemã, eram paulatinamente tomadas com ousadia, prepotência e crueldade, por parte dos representantes do Reich. Mas foi após a chamada “Noite dos Cristais”, que Edith e seus superiores, tomaram plena consciência dos perigos reais que ela corria na Alemanha. Por este motivo, foi obtida para Edith uma transferência para o Carmelo de Echt, na Holanda.

No Carmelo De Echt

Edith sentiu profundo pesar e tristeza, em ter que abandonar suas irmãs de hábito do Carmelo de Colônia, onde havia tido uma adaptação e convívio excelentes. Mas sua acolhida no Carmelo de Echt foi bastante calorosa e amiga. Edith por sua vez, se sentiria novamente em casa e muito bem adaptada ao novo lar, logo vindo a aprender o idioma holandês – o sétimo dentre aqueles que já dominava.

Ainda em 1939, a irmã de Edith – Rosa , viria a seu encontro no Carmelo, juntando-se a ela em sua vida religiosa..Rosa fora o único membro da família Stein , a não esfriar seu relacionamento com Edith em função de sua conversão e entrada na vida religiosa católica, pois ela mesma – desde a época da conversão da irmã, aspirava por ser católica, e em 1936 com o conhecimento e regozijo de Edith e logo após a morte da mãe, Rosa se faria batizar no seio da Igreja. Assim sendo, Rosa assumiu os serviços de portaria no Carmelo de Echt, permanecendo como irmã leiga carmelita, não chegando a se tornar noviça nem a professar os votos religiosos, porque os superiores do Carmelo, acharam uma temeridade, diante da situação política instável e francamente desfavorável aos judeus, admitirem quase de uma só vez, duas judias e irmãs de sangue à vida religiosa.

A Segunda Guerra Mundial se iniciara, com a invasão alemã na Polônia – o que seria apenas o início da expansão nazista pela Europa e pelo mundo e a Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941.

A propria família de Edith dispersera-se, uma parte emigrou para os Estados Unidos e a outra acabou por desaparecer nos guetos e nos campos de concentração.

No Carmelo de Echt, começaram a ser multiplicadas as instâncias para a transferência de Edith e de sua irmã Rosa, para um Carmelo suíço, onde elas estariam realmente a salvo. Por parte das autoridades religiosas locais, as coisas correram muito bem e as duas já estavam aceitas, mas com as autoridades civis suíças, os procedimentos burocráticos se arrastavam indefinidamente.

O Comissário Schmidt do governo holandês e representante do poder nazista alemão naquele país, havia garantido que os judeus convertidos ao cristianismo – protestante ou católico, não seriam importunados e seriam tratados como cidadãos comuns. Isso deixou a comunidade do Carmelo de Echt provisoriamente mais tranqüila e sem tanta pressa de transferir Edith e Rosa, mas como muitas outras afirmações e promessas feitas pelos nazistas em diversas ocasiões,esta se revelaria em breve mais uma mentira de ocasião.

A 26 de julho de 1942, os bispos holandeses tomaram uma posição formal contra as crueldades e barbáries praticadas pelos nazistas em seu país e na Europa em geral – redigido e fazendo ler em todas as paróquias da Holanda, uma Carta Pastoral de condenação expressa do Regime e em particular das deportações em massa perpetradas contra os judeus. Para Hitler e seus sequazes, isso seria encarado como uma verdadeira declaração de guerra da Igreja Católica local contra eles e que por sua vez, dariam um tipo de resposta à qual já estavam bastante habituados.

A prisão e a morte.

Em 2 de agosto de 1942, dois oficiais da S.S se apresentaram ao Carmelo de Echt, com ordens de levar Edith e Rosa – que foram levadas de lá meia hora depois, carregando alguns pertences básicos, em meio à benção de sua amorosa Madre, das orações aflitas de toda a comunidade e da indignação geral de um grande grupo de holandeses que se juntara à porta do convento. Neste dia, 242 judeus católicos foram deportados para campos de concentração, como represália do Regime Nazista à mensagem dos bispos holandeses. Edith e Rosa foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda no campo de Westerbork.

Segundo testemunhas de sobreviventes, Edith apesar de abatida e profundamente consternada com sua situação, se diferenciava bastante dos outros prisioneiros que se entregavam ao desespero, lamentações ou prostração total. Edith Stein , com todo seu sofrimento contido, andava de um lado para o outro, procurando consolar os mais aflitos e levantar o ânimo dos abatidos. Além disso, ela se mostrou particularmente solícita e atenciosa com as inúmeras crianças que perambulavam pelo campo sozinhas e confusas – fosse pelo pela separação física de seus pais e parentes, enviados a outros campos aleatoriamente, ou mesmo pelo abandono de atenção e cuidados daqueles que apesar de estarem ali, já haviam se entregue ao desespero e mesmo à loucura, esquecendo-se totalmente dos seus. Ainda de acordo com testemunhas oculares, era muito comum ver “aquela freira alemã”, banhando, penteando e alimentando um sem-número de crianças, quase ao mesmo tempo. Assim Edith viveu alguns dias, suportando com paciência, doçura e conformidade à Vontade de Deus, seu intenso sofrimento pessoal e daqueles que a cercavam.

No dia 7 de agosto de 1942 – Edith, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças, subiram a bordo do trem que os levaria ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau , ao qual chegariam dois dias depois.

Apesar de muitas incertezas a respeito, com a avaliação de depoimentos e narrações posteriores ao final da Guerra, com grande probabilidade – Edith e Rosa foram mortas na câmara de gás, poucas horas depois de chegarem. Seus corpos, como os de milhões de outras pessoas, após o macabro “banho de gás” ao qual eram submetidos, foram queimados.

Uma Santa de Nosso Tempo

A 4 de janeiro de 1962 na cidade de Colônia, seria iniciado o Processo de Beatificação da Irmã Carmelita Teresa Benedita da Cruz, que chegaria a seu termo a 1° de maio de 1987, quando S.S. o Papa João Paulo II, celebraria a cerimônia de beatificação de Edith Stein na mesma cidade de Colônia.
No dia 11 de outubro de 1998, o Sumo Pontíficie coroou a vida de Teresa Benedita da Cruz – Edith Stein, com sua canonização em Roma, instituindo oficialmente no Calendário Litúrgico, a data de 9 de agosto – como o Dia especialmente dedicado ao culto de Santa Edith Stein .

Naquela solene celebração, estavam presentes entre milhares de pessoas, paroquianos da cidade de Colônia, da cidade de Wrocslau (Breslau) e da cidade de Echt, autoridades civis e religiosas da Alemanha, Polônia e Holanda, representantes de Associações Católicas desses tres países – fundadas sob a inspiração de Edith Stein, superiores da Ordem do Carmelo e representantes dos dois conventos por onde Edith passou, bem como vários membros da família Stein.



    
St. Teresa Benedict of the Cross / St. Maximilian Mary Kolbe




9 de agosto - Dia de São Fermo e São Rústico

Século III 

Fermo e Rústico foram dois mártires da África do Norte. O primeiro teria morrido em Cartago, no tempo do imperador Décio, que empreendeu uma grande e dura perseguição aos cristãos nos anos de 249 até 251. O segundo teria sido morto, junto com outros, na região da Argélia, durante o império de Valeriano. 

As suas relíquias encontram-se na igreja de São Fermo e São Rústico, em Verona, na Itália. Trata-se de um conjunto arquitetônico muito exótico, formado por duas igrejas, construídas uma sobre a outra, em momentos diferentes. Uma teria sido construída durante o século XIII e a outra pelo século XIV. A magnífica igreja superior guarda as urnas de Fermo e Rústico, os quais possuem uma história muito interessante, envolta de longínquas tradições cristãs do Oriente e do Ocidente. 

Segundo elas, Fermo e Rústico não eram africanos, mas veronenses de origem. Teriam sido mortos decapitados por não renegarem a fé em Jesus Cristo no tempo do imperador Maximiano, entre 286 e 310. Depois disso, seus corpos teriam sido enviados a Cartago, no norte da África, para serem sepultados. 

Porém suas relíquias tiveram novamente o rumo da Itália, entre 757 e 774, devido à aclamação do povo. O retorno foi patrocinado pelo bispo de Verona, Annone, que custeou o traslado das relíquias de volta à sua terra natal. Os dois mártires foram acolhidos com grande solenidade, quando os corpos foram depositados nas igrejas, que há muito tempo já haviam sido erguidas em honra de seus nomes. 

Essa história está registrada em dois documentos: no "Translatio ss. Firmi et Rustici", da segunda metade do século VII, e no "Il ritmo pipiniano", escrito entre os séculos VIII e IX. Naquela época, o norte da África estava sob domínio dos vândalos de Genserico. Isso provocou uma emigração de cidadãos romanos, fugitivos, de volta à Itália. 

Verona era a província que mais acolhia esses fugitivos. Ela teve, mesmo, como bispo, o norte-africano Zeno, também um fugitivo, que hoje é festejado como Padroeiro da cidade. Ele é um bom exemplo de como o povo veronense tinha grande veneração pelos mártires africanos. Assim, é bem possível que tenham adotando, também, os santos Fermo e Rústico, muito celebrados como padroeiros de Verona.

9 de agosto - Santos Fermo e Rústico (mártires)

Fermo e Rústico foram dois mártires da África do Norte. O primeiro teria morrido em Cartago, no tempo do imperador Décio, que empreendeu uma grande e dura perseguição aos cristãos nos anos de 249 até 251. O segundo teria sido morto, junto com outros, na região da Argélia, durante o império de Valeriano. 
As suas relíquias encontram-se na igreja de São Fermo e São Rústico, em Verona, na Itália. Trata-se de um conjunto arquitetônico muito exótico, formado por duas igrejas construídas uma sobre a outra, em momentos diferentes. Uma teria sido construída durante o século XIII e a outra pelo século XIV. A magnífica igreja superior guarda as urnas de Fermo e Rústico, os quais possuem uma história muito interessante, envolta de longínquas tradições cristãs do Oriente e do Ocidente. Segundo elas, Fermo e Rústico não eram africanos, mas veronenses de origem. Teriam sido mortos decapitados por não renegarem a fé em Jesus Cristo no tempo do imperador Maximiano, entre 286 e 310. Depois disso, seus corpos teriam sido enviados a Cartago, no norte da África, para serem sepultados.
Filippo Juvara - séc. XVIII
Altar de São Fermo e São Rústico
Catedral de Bérgamo, Itália

Porém suas relíquias tiveram novamente o rumo da Itália, entre 757 e 774, devido à aclamação do povo. O retorno foi patrocinado pelo bispo de Verona, Annone, que custeou o traslado das relíquias de volta à sua terra natal. Os dois mártires foram acolhidos com grande solenidade, quando os corpos foram depositados nas igrejas, que há muito tempo já haviam sido erguidas em honra de seus nomes. 

Essa história está registrada em dois documentos: no "Translatio ss. Firmi et Rustici", da segunda metade do século VII, e no "Il ritmo pipiniano", escrito entre os séculos VIII e IX. Naquela época, o norte da África estava sob domínio dos vândalos de Genserico. Isso provocou uma emigração de cidadãos romanos, fugitivos, de volta à Itália. 

Sebastiano Ricci
São Prócolo sentado ladeado pelos Santos Fermo e Rústico

Verona era a província que mais acolhia esses fugitivos. Ela teve, mesmo, como bispo, o norte africano Zeno, também um fugitivo, que hoje é festejado como Padroeiro da cidade. Ele é um bom exemplo de como o povo veronense tinha grande veneração pelos mártires africanos. Assim, é bem possível que tenham adotando, também, os santos Fermo e Rústico, muito celebrados como padroeiros de Verona.

sábado, 8 de agosto de 2026

8 de agosto - Dia de São Domingos de Gusmão

São Domingos de Gusmão:
O santo que recebeu das mãos de Nossa Senhora o Santo Rosário


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JACAREÍ, 07 DE AGOSTO DE 2016 - MENSAGEM DE NOSSA SENHORA E SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO


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Jacareí, 07 de Outubro de 2007 
Mensagens de Nossa Senhora e São Domingos de Gusmão

Festa de Nossa Senhora do Sacratíssimo Rosário

Mensagem de Maria Santíssima
“ -FILHOS CARÍSSIMOS, EU SOU A SENHORA DO SACRATÍSSIMO ROSÁRIO. 

Hoje, quando comemorais a Minha vitória na batalha de Lepanto, novamente Eu vos digo: 

SOU A SENHORA MAIS BRILHANTE DO QUE O SOL. SOU O GRANDE SINAL QUE SURGIU NO CÉU..., TERRÍVEL COMO UM EXERCITO EM ORDEM DE BATALHA E QUE EM BREVE TRAREI PARA O MUNDO TODO, A VITÓRIA DE CRISTO, O REINO DO AMOR, O REINO DE CRISTO COM O MAIOR TRIUNFO DO Meu CORAÇÃO IMACULADO.

O que Eu disse ontem aqui, torno a repetir: A alma que Rezar o Meu Rosário todos os dias com amor, Eu mesma, a levarei e a colocarei na primeira fila, mais próxima, junto do trono da Santíssima Trindade no Céu para aí receber uma maior fruição e uma maior participação da felicidade infinita que os bem-aventurados têm no Céu. 
A alma que rezar e amar o Meu Rosário verdadeiramente, Eu a levarei e a colocarei no lugar que os anjos maus deixaram vazio ao se rebelarem contra Deus e caírem do Céu. Sim, os Meus filhos que mais amarem o Meu Rosário, Eu os colocarei no lugar dos anjos decaídos para preencherem aquelas moradas que aqueles anjos malvados deixaram ‘vazio’.

Esses Meus filhos que rezarem o Meu Rosário e o amarem ternamente, esses Meus filhos, Eu mesma, os colocarei o mais junto possível do Meu trono no Céu onde Eu lhes darei um trago singular do conhecimento dos Meus mistérios, dos mistérios divinos, e do Meu amor que não darei às outras almas que não forem tão devotas do Meu Rosário. 

Eu vos digo Meus filhos, o desdém..., o desprezo pelo Santo Rosário, é um sinal certo de condenação eterna. Enquanto, que o amor..., a devoção ao Meu Sacratíssimo Rosário, é sinal certo de salvação eterna. A devoção ao Meu Rosário, o Senhor só a dá..., e só a conserva naqueles a quem Ele quer salvar e a quem Ele ama com um amor de predileção!!!

Por meio do Meu Rosário Eu triunfarei!!! Em breve, Eu vou acorrentar o grande dragão com o Meu Rosário e lançá-lo com os seus sequazes no lago de fogo e enxofre de onde nunca mais sairá para perder a terra, e com eles, também serão precipitados, todos aqueles que não estiverem em graça de Deus.

Rezai o rosário!!!, O Rosário é a oração mais poderosa para conseguirdes a graça Divina, para conservá-la e aumentá-la em vós. O Rosário é a Minha oração predileta. É por meio dele que Eu salvarei o mundo. O Meu Divino Filho deu ao Rosário todo o poder no Céu e na Terra e é por isso que é por meio dele que Ele deseja que as almas cheguem ao Seu Sagrado Coração no Céu. Ao Rosário, o Meu Divino Filho deu o poder de apressar os tempos e fazer chegar o mais rápido possível o Triunfo do Seu amor misericordioso. 
Estais no advento da vinda do reino de cristo. Preparai-vos para recebê-lo com o santo Rosário na mão.

Propagai o Meu Rosário porque o mundo só sobrevive graças a oração do Rosário. 
Propagai o Meu Rosário Meditado que o Meu Marcos faz e dá para vocês porque é por meio deste Rosário que as almas se converterão e o Meu Coração Imaculado triunfará no mundo e na sociedade. A Paz... Meu filho Marcos... Abençôo-te com todos os que vieram sinceramente rezar contigo na Minha festa...”



Mensagem de São Domingos de Gusmão 

“-Marcos, Eu DOMINGOS de GUSMÃO, servo da Rainha do Sacratíssimo Rosário, vidente e mensageiro, e escravo da Sacratíssima Rainha do Rosário, te abençôo hoje com todos os que estão aqui rezando contigo há tantas horas!
Sede todos os dias fiéis ao Sacratíssimo Rosário da VIRGEM MARIA! Eu Me salvei pelo Rosário, por ele também vos salvareis!

Com o Rosário conseguireis a conversão de grandes pecadores, de muitos hereges!... Com a oração do Rosário conseguireis a Paz para as vossas vidas!... Com a oração do Rosário podeis influir e mesmo alterar os acontecimentos mundiais... Com o Rosário podeis afastar as guerras, podeis afastar as pestes, a fome...

Com o Rosário podeis afastar de vós o demônio, com suas tentações...

Com o Rosário podeis triunfar do pecado! Com o Rosário podeis alcançar a graça da Sabedoria Divina, para compreenderdes a vontade de DEUS, os planos de DEUS, o amor de DEUS sobre vós e mesmo chegareis a um alto grau de conhecimento dos Mistérios Divinos!

Com o Santo Rosário vós podeis assegurar para vós mesmos e para os outros, a salvação!...

Rezai! Fugi do pecado! Obedecei as Mensagens da Mãe de DEUS... Cumpri a palavra de DEUS e vos salvareis certamente!

Sede bons! Amai a MARIA SANTÍSSIMA, pois enquanto Eu vivi na terra, amei-A com todas as forças do Meu Coração! E se no Meu Coração houvesse uma fibra que não fosse de Maria, Eu certamente pediria ao SENHOR que a arrancasse, e se Ele não a tirasse Eu mesmo meteria a mão dentro do Meu peito para arrancá-la do Meu Coração!...

O meu coração foi todo dEla!

Ela foi o Meu grande e Santo Amor! E o Santo Rosário foi o grande tesouro, o legado que dEla recebi, dei e deixei ao mundo.

Amai-A, obedecei-A, sede totalmente dEla, porque assim sereis totalmente de CRISTO. Entregai-vos totalmente a Ela e sereis totalmente de Cristo!

É por Ela não ser conhecida que CRISTO não é conhecido!...

É por Ela não ser amada, que CRISTO não é amado!...

É por Ela não ser servida, que CRISTO não é servido...

É porque o Rosário não é conhecido e rezado, que o mal tantas vezes triunfa neste mundo!
Rezai o Rosário! E estejais certos de que o bem sempre vencerá o mal!... E no fim o triunfo será do bem, será do SENHOR, será de MARIA SANTÍSSIMA e será de todos os fiéis devotos do Seu Rosário...

Lede as Mensagens dEla... Oh tempo venturoso em que vos viveis! Quando tendes tantas Aparições dEla diárias na Terra! 
Este é o tempo mais mal da história da humanidade é verdade... Onde o pecado, a violência, a maldade graçam como lucro! Mas é também o tempo mais visitado na história da humanidade pela Sacratíssima Senhora do Rosário!

Que ventura vós tendes! Que benção mais rica vós tendes de tê-La todos os dias com os seus Anjos na terra comunicando Mensagens ao mundo!

Honrai-A! respeitai-A Valorizai-A! Entregai-vos totalmente à Ela e não vos arrependereis!...

Agora vós decidireis o vosso destino eterno:

Ou amais a Senhora e a obedeceis e vos salvais;

Ou a desobedeceis e vos condenais para sempre!

Estendei a mão para o que quiserdes o Céu e o inferno estão diante de vós, o bem e o mal; a obediência e a desobediência... Estendei a mão para o que quiserdes...

Aproveitai este tempo de graças infinitas, que vós tendes agora com as visitas diárias da Mãe de DEUS na Terra e até mesmo do próprio Senhor JESUS!

Amai estas Mensagens! Propagai-as para que mais pessoas as conheçam, convertam-se e salvem!

Eu estou convosco todos os dias! Vos protejo e vos ajudarei... No vosso Rosário chamai por Mim! Pedi a Minha proteção nos negócios de vossa vida e tereis o Meu socorro! Eu quero participar de vossa vida, ajudar-vos, ampara-vos!...

Chamai-Me e Eu DOMINGOS de GUSMÃO, DOMINGOS do ROSÁRIO vos ajudarei sempre! Contai Comigo! Eu conto Convosco para fazer a Oração do Rosário triunfar na Terra!

A Paz Marcos! Abençôo-te com todos os que sinceramente crêem nestas Aparições e vieram rezar contigo..."

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JACAREÍ, 08 DE AGOSTO DE 2010-FESTA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA


MENSAGEM DE NOSSA SENHORA E SÃO DOMINGOS 
COMUNICADAS AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA

(Marcos): “-Querida Senhora parabéns pelo vosso Aniversário. Parabéns em meu nome e em nome de todos que estão Aqui!” (Pausa) Muito obrigada Senhora.”

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA

"-Queridos filhos, hoje quando ainda comemorais o Meu Aniversário, Eu vos convido cada vez mais a vos abrirdes ao Meu Amor e a deixardes a luz do Meu Nascimento inundar os vossos corações com a Graça e o Amor de Deus.

Deixai a luz do Meu Nascimento inundar os vossos corações da beatitude celeste. De forma, que vós vivais sempre mais para as coisas celestes, preocupados em viver continuamente unidos com o Senhor, Comigo, com os Santos e Anjos do Céu já saboreando um pouco daquela vida, daquela felicidade, daquela alegria e daquela união celestial na qual vivemos lá no Paraíso junto de Deus, junto do Trono da Trindade.

Deixai a luz do Meu Nascimento encher as vossas almas de alegria nesses dias tristes e difíceis da grande tribulação, na qual vós já viveis. Que satanás não possa mergulhar-vos na tristeza, que o mundo não possa fazer-vos afogar-vos no mar da tristeza, no oceano da tristeza e da amargura.

Que a luz do Meu Nascimento encha as vossas almas de santa alegria, de júbilo celestial. E nessa alegria e nesse júbilo sigais a cada dia mais no amor, na oração e na esperança certos de que a vossa Mãe recém nascida já derrotou as forças infernais, já decretou o momento certo da ruína de satanás, de suas obras, de seu exército maligno e de suas hostes (exércitos) presentes no mundo. E que a vossa Mãe nascida para a vossa salvação é o sinal certo da vitória que vos espera em breve.

Deixai a luz do Meu Nascimento encher os vossos corações de santos amores por Deus, por Mim, por tudo o que é do Senhor, por tudo o que é santo, pela palavra Dele, pela Minha palavra.

Que o Meu Nascimento encha os vossos corações de santo amor pela vida virtuosa, pela meditação, pelo cumprimento contínuo dos Mandamentos de Deus, nestes tempos em que os Mandamentos do Senhor são tão violados e constantemente calcados aos pés dos homens. Desta forma, vivereis imersos na luz do Meu Coração Imaculado, que desde o primeiro instante do Meu Nascimento proclamou sem cessar: a Glória do Senhor, a vitória de Sua lei, a vitória do bem sobre o mal, o triunfo de Cristo sobre o inferno.

Deixai a luz do Meu Nascimento inundar as vossas vidas com a Minha Paz, com a Minha Graça Materna, que vos preserva de todo o mal, que vos livra de todo o engano de satanás e que vos faz caminhar sempre mais seguramente, firmemente e velozmente no caminho da salvação, da santidade, da inocência e da graça a exemplo da vossa Mãe recém nascida.

A vossa Mãe Celeste recém nascida para vós é o sinal certo do imenso Amor do Senhor por todos, pois, neste dia do Meu Nascimento Ele Me deu a vós como Aurora da Redenção, Aurora da Salvação e sinal certo de que a noite das trevas infernais, jamais... jamais vencerão a luz vivíssima e potentíssima do Senhor e de Sua Graça.

Neste momento com Amor, peço a todos quer perseverem na Oração do Rosário e em todas as Orações que Eu vos dei Aqui, que perseverem na obediência e na divulgação das Minhas Mensagens, pois o Meu Coração Imaculado ainda vai resgatar muitas e muitas almas que estão dominadas por satanás e pelo pecado por meio de vós.

Espero em todos vós, Meus filhos, coloco a Minha esperança que vós não traireis o Meu Amor Aqui, que não decepcionareis, que não defraudareis a Minha tão grande esperança!

Ide em frente, caminhai! Andai! Falai! Levai os Meus Tesouros, as Minhas Graças, as Minhas Mensagens deste Lugar a todo o vosso país e ao mundo todo!

Perseverai na Cruzada do Rosário, na Oração das Mil Ave Marias, porque muitas Nações serão salvas por estas Orações, inclusive a vossa Nação tão iníqua e dominada pelo pecado e por satanás.

A todos neste momento abençôo de Lourdes, de La Salette e de Jacareí.

A Paz Marcos! Que a Paz fique com todos os Meus filhos.”

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(Marcos): “Como eu Me alegro por revê-Lo hoje de novo, depois de tantos anos!”

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MENSAGEM DE SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO

“-Amados irmãos Meus! Eu, DOMINGOS DE GUSMÃO, servo do Rosário, apóstolo do Rosário de Maria Santíssima, pregador da santa Palavra do Senhor, alegro-Me por poder voltar a falar-vos Aqui, depois de tanto tempo da Minha primeira Mensagem.

Amai o Rosário de Maria Santíssima, pois por meio desta Oração chegareis seguramente ao Céu, vencereis todas as tentações, alcançareis todas as virtudes, curareis todas as vossas misérias espirituais e até as temporais e vossa vida será repleta da graça e da mercê do Senhor.

Amai o Rosário de Maria Santíssima, pois através dele vos serão revelados os divinos Mistérios, aquilo que o Senhor escondeu durante tantos milênios dos sábios e entendidos deste mundo, segredos estes que Ele revela somente aos puros e aos humildes de coração. Compreendereis a beleza do Senhor, a vontade Dele ao vosso respeito, o modo mais perfeito de cumprir a Sua vontade e de realizar o desejo e o desígnio do Senhor sobre vós. Por meio do Rosário vos será manifestada a magnificência, a glória do Senhor e os vossos corações conhecerão coisas, conhecerão verdades eternas que mesmo que vós tivésseis estudado a doutrina Católica mil anos, ainda assim, não conseguiríeis compreender tais verdades, tais tesouros, tais coisas maravilhosas!

Amai o Rosário da Bem-Aventurada Virgem Maria e a vossa alma conhecerá como nunca quanto Deus vos amou, quanto Deus fez por vós, quanto Ele vos favoreceu com a força de Seu Braço e de Sua Misericórdia, quanto Ele foi generoso e bondoso convosco mandando-vos Aqui: a Mãe de Deus, São José, Nós os Santos e os Anjos e Ele próprio vindo Aqui para vos dar estas Mensagens por esse Vinte Anos já.

Amai o Rosário, rezai-O com o Coração, meditando bem o que ele vos ensina, o que ele vos transmite, o que ele vos proporciona e oferece e vós, verdadeiramente, então chegareis à grande sabedoria e à grande ciência do alto. Eu aprendi mais pelo Rosário que a Santíssima Virgem Me deu na Aparição que Ela Me fez em Toulouse, do que pelos muitos anos de estudo que Eu passei antes de sair pregando ao mundo as verdades eternas de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pelo Rosário compreendereis a fealdade do pecado, pelo Rosário compreendereis o quanto o pecado é um mal horripilante aos olhos do Senhor e de Maria Santíssima, o quanto ele provoca em vossas almas a morte a morte espiritual e o quanto é feia, o quanto é terrível, má e eterna esta morte. Por meio do Rosário, compreendereis o quanto deveis fugir do pecado e o quanto deveis procurar a Graça Divina, a Graça do Senhor, para viverdes sempre mais: no Seu Amor, na Sua Amizade, no convívio com os Santos e os Anjos do Céu, no convívio com o Espírito Santo que habita em vossas almas e que vos tornou templos Dele, onde Ele quer coabitar convosco dia e noite, enchendo-vos da sua Graça santificante e conduzindo-vos sempre mais a uma maior sabedoria, a um maior entendimento e a um maior amor pelas coisas celestes por Deus mesmo.

Eu prometo ajudar-vos com as Minhas Orações, com a Minha proteção, com a Minha ação poderosa junto de vós. Protejo, guardo, sigo, acompanho, defendo todos os devotos do Rosário, todos aqueles que amam o Rosário da Santíssima Virgem como Eu amei, como o Marcos ama, como os Videntes da Senhora amam. E todos estes também terão parte na Minha proteção como o Marcos tem, como os Videntes da Senhora tem.

Se amardes o Rosário, se vos deixardes formar, conduzir, guiar pela Mãe de Deus por meio do Rosário vós chegareis a uma iminente santidade, semelhante àquela à qual Eu cheguei pela virtude do Rosário da Mãe de Deus.



Não há... não há problema, não há mal do inferno, não há injustiça ou pecado do mundo, não há dificuldade ou sofrimento que seja mais forte que o Rosário da Mãe de Deus, onde está contida a Ave Maria, fundamento do Novo Testamento e início da Encarnação, onde está o Pai Nosso, Oração que brotou do Coração de Jesus e o Glória ao Pai, oração com a qual a virgem Maria concluiu o mais lindo, o mais belo louvor que uma criatura santa poderia elevar ao Seu Deus Criador. Nos 15 Mistérios do Rosário estão contidos os méritos de Cristo e da Virgem Maria, estão contidos a virtude da Cruz, do Sangue de Cristo, das Lágrimas e das Dores de Maria Santíssima e São José e os Seus merecimentos. Nos Mistérios do Rosário está a graça santificante do Espírito Santo e o Rosário é a realização de todos os Mistérios, de todas as Promessas que Deus revelou desde a origem do mundo aos Seus Santos e Profetas e ali naqueles Mistérios do Rosário tudo se cumpriu, tudo se cumpre, tudo se realiza, tudo foi realizaado e se realiza. E ainda hoje a partir dali, Deus segue realizando as maiores Obras de Graça e Misericórdia em favor dos Seus filhos no mundo inteiro!
Por isso, amai o Rosário, vivei Nele, com Ele e por Ele e vos digo: No Céu ao Meu lado chegareis certamente...

A todos neste momento, abençôo generosamente e especialmente a ti Marcos, que continuas a Obra que Eu comecei. Tu, que ao longo destes vinte anos lutaste ao máximo para incutir nos corações o amor ao Rosário da Santíssima Virgem Maria, mesmo antes de compreenderes toda a grandeza Dele, já o amaste. É grande portanto o Seu merecimento. Por isso, neste momento, ponho no teu pescoço um Rosário Místico e assim ficamos ligados Eu e tu, por toda a eternidade. A Paz!

(Grande Pausa)

A todos abençôo generosamente neste momento. Ide em Paz. Ficai em Paz.”

(Marcos): “Até breve.”

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 São Domingos de Gusmão: O santo que recebeu das mãos de Nossa Senhora o Santo Rosário
Domingos nasceu na Espanha, em Caleruega, perto de Burgos e da abadia de Silos, em 1170. Era filho de Félix de Guzman e de Joana de Aza, mulher que se distinguiu pela grande piedade.


A Domingos, o que o fez santo, foi a educação cristã que recebeu. Instruído primeiramente na piedade, pela bem-aventurada Joana, e depois pelo preceptor, deu-se ao estudo, com afinco, à oração, com calor, às leituras piedosas, com carinho, e às obras de caridade, com afã.
Por espírito de penitência privava-se dos divertimentos permitidos à idade. Assim, enquanto os jovens da cidade, em bandos ruidosos, buscavam o espairecimento, Domingos, recolhido, procurava a Deus.

Estudando nas escolas públicas, vigiavam, com a maior atenção, o coração e os sentidos. Sempre ocupado com as coisas de Deus, falava pouco e, quando a isto era levado, fazia-o com moderação. Conversar, conversava somente com pessoas virtuosas. Era, então, circunspecto e doce ao mesmo tempo.

Os exemplos da mãe inspiraram-lhe grande devoção a Nossa Senhora e um amor pelos pobres fora do comum. Pelos desprotegidos privava-se de tudo o que possuía. Desfazia-se de dinheiro, de livros, de roupas, para ajudar os infelizes. Destarte, aos vinte anos, já despertava, na cidade em que nasceu, a caridade dos condiscípulos e de todos os habitantes daquela Calaruega de 1190.

A todos os filhos, Joana propiciou sólida educação cristã, imprimindo-lhes o selo de Deus, tanto assim que os três filhos que teve se tornaram religiosos: Domingos seria aquele decantado Domingos que atravessaria os séculos; o mais velho professaria na ordem de São Tiago; e o caçula na ordem dos Irmãos Pregadores, fundada pelo grande irmão.

Joana de Aza, quando o trazia ainda em gestação, sonhou, certa feita, que carregava, no ventre, um cão em cuja boca se prendia, e bem preso entre os dentes, um archote de vivo fogo, fogo esse que se destinava a abrasar o mundo.

Que significava tão estranho sonho? Era um símbolo: na Idade Média, o cão designava os pregadores.


Também a madrinha de Domingos teve um presságio quanto à futura posição do afilhado: viu, uma vez, sobre a cabeça do menino, uma estrela, que dava a entender "que um dia o pequeno seria a luz das nações, e que havia de esclarecer os que jaziam nas trevas e à sombra da morte."

É a estrela que aparece nos quadros do Angélico.


Educado, pois, primeiramente pela mãe, Domingos, depois aos cuidados dum tio, que era arcipreste na vizinhança de Calaruega, aos catorze anos, foi enviado a Palência. Ali estudou com ardor, principalmente teologia, distinguindo-se pela vivacidade, amor ao trabalho e virtudes. A caridade, sobretudo, pairava acima das demais qualidades que o adornavam.

O rumor daquele mérito não tardou a chegar aos ouvidos do bispo de Osma. Assim apenas conheceu o jovem Domingos, agregou-o, sem hesitar, ao seu capítulo.
Depois do ano de 1194, terminados com sucesso os estudos, o predestinado jovem de Calaruega foi residir em Osma, onde se tornou um dos suportes da reforma introduzida pelo bispo.

Por nove anos, o Pai dos pregadores levou vida de claustro. Desta fase da vida de São Domingos nada sabemos, senão que foi para todos os que com ele privavam modelo de piedade e regularidade. Giordano da Saxônia, autor de Libellus de pincipiis ord. Praed., conta-nos que o Santo "vivia confinado ao mosteiro", donde saiu para, com Diego de Acebes, então bispo de Osma, cumprir uma nova missão delicada: pedir para o filho de Afonso IX de Castela, a mão duma princesa das Marcas.

Tudo correu maravilhosamente, e ambos tornaram à Espanha a dar conta do sucesso. O rei, satisfeito, fez com que os dois se incumbissem de trazer a princesa, de modo que o bispo e Domingos, de novo, demandaram as Marcas, para, muito tristemente, constatarem que a jovem que iria desposar o príncipe falecera repentinamente. Ao invés de buscar Castela, Diego enviou mensageiro a Afonso IX, para pô-lo ao par do acontecido, e, com Domingos, rumou para Roma.
O objetivo de Diego de Acebes, em Roma, era tratar com o Papa uma questão que, de há muito vinha acalentando: ver-se livre do bispado, porque queria dar-se todo inteiro à evangelização das tribos nômades e idólatras dos Cumanos, na região do Don e do Volga, desejo que o bom bispo não viu satisfeito, em vista das heresias que então devastavam a cristandade: Inocêncio III, simplesmente, recusara-se tratar do caso de Diego de Acebes, já que outros campos de ação se ofereciam ao zelo do bispo e do companheiro.

Em Languedoc, por exemplo, uma nova heresia surgira que devia ser combatida - a albigense.

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Apenas estabeleceu-se a religião cristã, surgiram-lhe no seio diversas heresias.

Os primeiros séculos da Igreja foram os que produziram maior número de sectários, a cuja frente se encontravam, quase sempre, bispos e arcebispos.

Naqueles tempos apareceram sucessivamente os gnósticos, que ensinavam que bastava a fé sem as boas obras, e cujos adeptos se arrogavam um conhecimento sublime da natureza e dos atributos divinos; os nicolaítas, que defendiam que as mulheres deviam ser comuns; os arianos, que negavam a consubstancialidade, ou seja, a igualdade de substância do Filho e do Pai na Trindade... (...)

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Do século XII para o século XIII, vivia tranquila e pacificamente entre o Garona e a margem esquerda do Ródano uma população composta de homens simples, sensatos e valorosos, que a história, mais tarde, designaria com o nome de albigenses, homens que, contaminando por pregações apaixonadas que ameaçavam a Igreja, tornaram-se heréticos, rejeitando a autoridade papal e não admitindo a maior parte dos sacramentos. Pelo ano de 1200, estes hereges de Albi, achavam-se espalhados por quase toda a Europa, mas em maior número e, pois, mais perigosamente, ao longo do curso inferior do Danúbio, no norte da Itália e ao sul da França.

A doutrina filosófica da seita calcava-se num velho princípio pagão: a existência de duas divindades, uma boa, que criara as almas, e outra má, que criara o mundo dos corpos. E, ensinando que os homens deviam resguardar-se de tudo aquilo que fosse corpóreo, acabavam os seus adeptos, a rejeitar o matrimônio, a vida de família, tudo aquilo, enfim, que julgavam fosse de encontro com a pura espiritualidade.

Destarte, os mais ardorosos, os mais zelosos, passavam, muitas vezes, a desejar a morte.

Tanto pela filosofia como pelo modus vivendi, tais hereges eram, pois, naturais inimigos da Igreja Católica.

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O Papa Lúcio III, alarmado com a consistência que tomavam os albigenses, os valdenses, restauradores do donatismo, e outras heresias, reuniu, em 1184, um grande concílio em Verona, do qual participou, espontaneamente, o imperador Frederico I.

Aquele concílio de Verona tomou as mais severas disposições contra os hereges: decretou que os condes, barões e outros senhores jurassem ajudar, e de mão armada, a Igreja, para descobrir e castigar os hereges, sob pena de serem excomungados e perder bens e direitos.

Os demais, que prometessem, também debaixo de juramento, denunciar ao bispo ou aos delegados, todas as pessoas que se suspeitasse viviam, na heresia ou formavam sociedade secretas.

A disciplina canônica, decretada pelo concílio de Verona daquele ano de 1184, faz crer que o estabelecimento da Inquisição datava daquela época.

O advento de Inocêncio III ao pontificado, em 1198, marcou a fase memorável da história da Inquisição. Este Papa, ao ver que a heresia dos albigenses triunfava das bulas apostólicas, insatisfeito com a maneira com que os bispos e delegados executavam as medidas decretadas pelo concílio de Verona, acabou por optar pela adoção de comissários que seriam encarregados de reparar o mal que os prelados não haviam extirpado. E, se não se atreveu, prontamente, a privá-lo da intervenção nos assuntos relativos aos hereges, achou meios de fazer com que a autoridade episcopal se tornasse quase nula.

Em 1203, Inocêncio III encarregou Pedro de Castelnau e a um Raul, ambos monges de Cister, de pregar contra os albigenses. Tais pregações tiveram êxito. Assim, pareceu ao Papa ser favorável o momento para introduzir na Igreja inquisidores dependentes dos bispos, que tivessem o direito de perseguir os hereges.

Diego de Acebes e Domingos de Gusmão, tornaram-se famosos perseguindo hereges com calorosíssimas pregações.

Em 1208, na França, sob o reinado de Filipe II e sob o pontificado de Inocêncio III, teve lugar o definitivo estabelecimento da Inquisição.

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Alguns meses antes da morte de Inocêncio III, São Domingos, cujo zelo em agir contra os hereges tornara-o estimadíssimo do Santo Padre, apresentou-se à corte romana com o fito de obter a autorização para fundar uma ordem destinada a pregar contra as heresias.

O Papa acolheu a ideia com grande satisfação, não escondendo a alegria que lhe ia na alma.

Dada a autorização, Domingos, imediatamente, pôs mão à obra: organizou o instituto e impôs-lhe a regra de Santo Agostinho, porque o concílio Lateranense de 1215 proibia novas Regras para ordens religiosas.

Em vista das novas Ordens, diz Joergensen que, numerosas haviam surgido em torno do ano de 1200, e para por fim à confusão que daí derivava, o concílio formalmente decretara que, no futuro, nenhuma ordem nova seria aprovada pela Igreja, e que nem quer que quisesse fundar uma nova orem, ou construir um novo convento, seria obrigado a aceitar uma das antigas Regras, já aprovadas.
E continua, falando de São Domingos:

Entre os primeiros fundadores atingidos por este decreto estava São Domingos. E, em nota ao seu Livro III, diz Joergensen:

Este fato bastaria para destruir a asserção do escritor dinamarquês Bierfreund, segundo o qual Domingos, ao contrário de Francisco, teria sido sempre o favorito do Papa e da corte romana, e dele teria sempre obtido os privilégios pedidos. E continua o texto:
Segundo Giordano da Saxônia, o Concílio de Latrão reconheceu tanto os frades dominicanos como os frades menores: mas nem uns nem outros puderam obter a aprovação pontifícia de sua Regra. O próprio Domingos, foi expressamente convidado a voltar para casa, e a deliberar com os seus frades sobre a escolha de uma regra a ase impor, entre as de ordens já existentes.

Como é sabido, os dominicanos escolheram a regra de Santo Agostinho; e Honório aprovou a escolha deles, declarando, de modo bastante explícito, que os dominicanos eram "uma ordem de cônegos segundo a Regra de Santo Agostinho".

Morto Inocêncio III, Honório III subiu ao trono imperecível de São Pedro.

Satisfeito com a conduta de Domingos e dos companheiros, o novo pontífice autorizou a propagação da ordem em toda a Cristandade, de modo que, em pouco tempo, a Espanha e a Itália sentiam os seus efeitos.

Os dominicanos, pois, associados com a Inquisição, foram apóstolos da cruzada contra os albigenses, que o conde de Tolosa, senhor deudal, protegia, conde que chegou ao extremo de, em 1208, assassinar o delegado da Santa Sé, Pedro de Castelnau.

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Um dos meios mais eficazes que São Domingos empregou para obter de Deus a conversão dos hereges, ao mesmo tempo, instruir os fiéis, foi a prática e a instituição do Santo Rosário, prática que consiste em se recitar quinze Pai-Nossos, e depois de cada Pai-Nosso, uma dezena de Ave-Marias, para honrar os quinze principais mistérios da vida de Jesus e de sua Santa Mãe. O terço é a sua terça parte. Rezá-lo bem é unir a oração do coração à oração vocal.

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Sixto V aprovou o antigo costume de recitar o Rosário. Gregório XIII instituiu a festa do Rosário. Clemente VIII introduziu-a no Martirológio. Clemente XI estendeu-a a toda a Igreja. Benedito XIII inseriu-a depois no Breviário Romano.

Leão XIII, na Encíclica Diuturni temporis, de 1891, falando sobre a festa do Rosário, diz:

Nós, em perene testemunho de nosso apreço por esta forma de piedade, além de havermos decretados que dita festa eu seu Ofício sejam celebrados em toda a Igreja, co rito duplo de segunda classe, também quisemos que o mês de outubro inteiro fosse consagrado a esta devoção. Enfim, prescrevemos que nas Ladainhas Lauretanas, se acrescentasse a invocação: "Rainha do sacratíssimo Rosário, como augúrio de vitória na presente luta".

O Papa Leão XIII, sobre o Rosário de Nossa Senhora, deixou-nos várias Encíclicas. Na sua Octobri Mense, entre outras coisas, sobre a excelência do Rosário, origem e glórias, escreve:

Ora, como quer que, entre as diversas formas e maneiras de honrar a divina Mãe, são de preferir aquelas que por si mesmas são julgadas mais excelentes e a ela mais agradáveis, apraz-nos expressamente apontar e vivamente recomendar o santo Rosário.

A este modo de orar doi dado, na linguagem comum, o nome de coroa, porque ela também recorda, num feliz enredo, os grandes mistérios de Jesus e de Maria: as suas alegrias, as suas dores e os seus triunfos.

Se os fiéis meditarem e contemplarem devotamente, na ordem devida, estes augustos mistérios, haurirão deles um admirável auxílio, quer em alimentar a sua fé e em preservá-la da ignorância e do contágio dos erros, quer em elevar e fortalecer o vigor do seu espírito. Com efeito, por esse modo o pensamento e a memória de quem reza são, à luz da fé, atraídos com suavíssimo ardor para esses mistérios. Neles concentrados e imersos, nunca se cansarão de admirar a obra inenarrável da Redenção humana, levada a efeito a tão caro preço e com uma sucessão de tão grandes acontecimentos. E, diante destas provas da divina caridade, a alma se inflamará de amor e de ingratidão, consolidará e aumentará a sua esperança, e avidamente visará à recompensa celeste, preparada por Cristo para aqueles que se Lhe houverem unido pela imitação dos seus exemplos e pela participação das suas dores.

E enquanto isso, com os lábios se pronunciam as orações ensinadas pelo próprio Cristo, pelo Arcanjo Gabriel e pela Igreja. Orações tão cheias de louvores e de salutares aspirações não poderão ser repetidas, sem produzirem sempre novos e suaves frutos de piedade.

Que, pois, a própria Rainha do Céu haja ligado a esta oração uma grande eficácia, demonstra-o o fato de haver ela sido instituída e propagada pelo ínclito São Domingos, por impulso e inspiração dela, em tempos especialmente tristes para a causa católica, e bem diferentes dos nossos, e instituída como um instrumento de guerra eficacíssimo para combater os inimigos da fé.
Com efeito, a seita herética dos albigenses, ora sorrateira, ora abertamente, invadira numerosas regiões, espantosa descendência dos maniqueus, repetia ela os monstruosos erros destes, e renovada as suas hostilidades, as suas violências e o seu ódio profundo contra a Igreja.

Contra essa turba tão perniciosa e arrogante, já agora pouco ou nada se podia contar com os auxílios humanos, quando o socorro manifestamente de Deus, por meio do Rosário de Maria.

Assim, graças à Virgem, gloriosa e debeladora de todas as heresias, as forças dos ímpios foram abatidas e quebradas, e a fé de muitíssimos ficou salva e intacta. E pode dizer-se que semelhantes fatos se verificaram no seio de todos os povos. Quantos perigos conjurados! Quantos benefícios alcançados! A história antiga e moderna aí está para o demonstrar com os mais luminosos testemunhos."

(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 94 à 114)
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São Domingos de Gusmão
1170-1221
Fundou a Ordem dos frades
Predicadores ou Dominicanos
"Irmãos Pregadores"

Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d'Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. 

Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. 

Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno "fundo" e com ele alimentar os pobres e doentes. 

Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. 
Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. 
Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. Os biógrafos narram que foi na igreja desse convento que Nossa Senhora apareceu para Domingos e disse-lhe para difundir a devoção do rosário, como princípio da conversão dos hereges e para a salvação dos fiéis. Por isso os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos. 

A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado "Irmãos Pregadores", do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. 

Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. 

Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da "carta magna" da Ordem. 

No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.

São Domingos de Gusmão

São Domingos de Gusmão nasceu em Caleruega, em Castela, a Velha (Espanha), em 24 de junho de 1170. Seus pais, de ilustre nascimento, foram Félix de Gusmão e Joana de Aza, que deram origem a uma família de santos. Além de Domingos, os dois outros filhos do casal morreram em odor de santidade. O primeiro foi Antônio de Gusmão, sacerdote que, distribuindo todos seus bens aos pobres, retirou-se a um hospital para servir Nosso Senhor Jesus Cristo em seus membros sofredores. Manes, o segundo, entrou depois para a Ordem dominicana, tornando-se grande pregador e exemplar religioso. Foi beatificado, juntamente com sua mãe, por Gregório XVI. Não admira que, numa tal família, o menino Domingos se sentisse atraído para a virtude desde o berço. Conta a tradição que, antes de ele nascer, sua mãe fez uma novena no santuário de São Domingos de Silos, e que no sétimo dia, o santo abade apareceu-lhe rodeado de glória, para anunciar-lhe que o filho que trazia no ventre seria a luz do mundo e a consolação de toda a Igreja. Pouco depois ela viu em sonhos que dava à luz um pequeno que tinha uma tocha na boca e com ela começou a incendiar o mundo.

Maturi dade precoce, exemplo de virtude


Diz-se que o pequeno Domingos, tão sério e maduro, era já dotado da sabedoria dos anciãos. Ele foi sempre modesto, recolhido, humilde, devoto, temperante e obediente. Aos sete anos foi aprender as primeiras letras com seu tio, arcipreste em Gumiel d’Yzan, e aos catorze ingressou na universidade de Castela, em Palência. Durante 10 anos brilhou nos bancos escolares e deu exemplo de virtude.
“As verdades que compreendia graças à facilidade de seu espírito — diz seu primeiro biógrafo — regava-as com o orvalho dos afetos piedosos, a fim de que germinassem os frutos da salvação. Sua memória se enchia, como um silo, da abundância das riquezas divinas, e suas ações exprimiam no exterior o tesouro sagrado que enchia seu peito”.(1) Os pobres, órfãos e viúvas encontravam nele um amparo e auxílio. Os sacerdotes que tinham dificuldades sobre a teologia, casos de consciência ou dúvida sobre pontos da Escritura acorriam às suas luzes. Nessa época ele dava lições públicas de Sagrada Escritura na Universidade de Palência.

Dedicação heróica à salvação das almas

O bispo de Osma, tendo conseguido reformar sua diocese, induziu os cônegos da catedral a viverem em comunidade, observando a regra de Santo Agostinho. Obteve que Domingos fosse para aquela cidade e vestisse o hábito de cônego regular. Pouco depois ele foi nomeado vice-prior dos cônegos, que era o mais alto posto, visto que o de prior o bispo acumulava com seu cargo episcopal. Domingos passou nove anos numa vida de contemplação e de união com Deus como cônego regular, dificilmente ultrapassando os limites da casa canonical. Entretanto, ele estremecia ao saber que tantos se perdiam por falta de pregadores e implorava a Nosso Senhor Jesus Cristo que lhe proporcionasse um meio de consagrar-se por inteiro à salvação das almas. Eis que ele é ouvido inopinadamente. “Tinha já trinta e três anos. Sua formação física, intelectual e moral estava terminada. Sem dar-se conta, Deus tinha ido temperando sua natureza heróica com um caráter essencialmente combativo. Tem uma ampla educação eclesiástica e universitária; a cátedra deu solidez a seus conhecimentos; a vida regular do cabido o iniciou nas vias da perfeição religiosa, e seu cargo à frente dos cônegos abriu-lhe as perspectivas da administração temporal e do regime das almas”.(2) Estava ele pronto para a grande odisséia espiritual de sua vida.

Heresia albigense incentivou seu zelo apostólico Nossa Senhora guia São Domingos à vitória contra os albigenses . No ano 1203 o Rei de Castela, Afonso VIII, pediu ao novo bispo de Osma, D. Diego de Acevedo, que fosse à corte da Dinamarca para negociar o casamento de um dos filhos do rei com uma princesa daquela terra, cuja formosura tinha sido celebrada na corte pelos trovadores. Com ele iria Domingos de Gusmão. Era um longo caminho. Tinham que atravessar os Pireneus e entrar no sul da França. Passaram por Toulouse, que era a capital dos hereges cátaros, uma seita maniqueísta que estava fazendo muitos prosélitos, inclusive atraindo os condes de Toulouse. A vista dessa região devastada pela heresia impressionou sensivelmente os dois viajantes. Como diz um dos biógrafos de Domingos, ele sentia o cheiro dos inimigos da Fé, como Santa Catarina de Siena sentia o dos pecadores. Foi aí que Domingos deu-se conta da necessidade de uma congregação de pregadores apostólicos para se opor às heresias. 
Continuaram sua viagem, mas foi esta do ponto de vista humano infrutífera, pois a princesa de quem iam pedir a mão falecera pouco antes. Os dois apóstolos ouviram falar então de umas tribos selvagens na Alemanha, que até então ninguém tinha conseguido evangelizar. Tomaram a resolução de ir a Roma pedir ao Sumo Pontífice permissão para ir evangelizar aqueles povos, o que incluía a resignação de D. Acevedo ao episcopado. Mas Inocêncio III, que conhecia os méritos do bispo, e que julgava muito mais importante para a Igreja, no momento, combater a seita dos cátaros, não aceitou a resignação e apenas permitiu ao bispo que dedicasse dois anos à conversão dos cátaros antes de voltar à sua diocese.
Juntaram-se eles a alguns monges de Cister, que já estavam pregando entre os hereges, e se entregaram à difícil tarefa de reconduzir a Deus almas extraviadas pela perniciosa heresia.

Durante a pregação, estupendos milagres

Muitos milagres marcaram a evangelização de São Domingos de Gusmão entre os cátaros. Um dos mais famosos ocorreu em Fangeux, na diocese de Carcassona. Os líderes cátaros apareceram em grande número, trazendo o livro que continha todas suas heresias. São Domingos levava um caderno no qual havia refutado a maioria desses erros. Como não chegavam a nenhum acordo, decidiram apelar para a prova do fogo. O escrito que permanecesse incólume numa fogueira seria o verdadeiro. Fizeram uma grande fogueira e nela jogaram o livro dos cátaros. Pouco depois estava este reduzido a cinzas. Lançaram então ao fogo o escrito de Domingos. Este voou ao ar sem se queimar e foi pousar numa viga do teto, onde deixou uma marca de fogo. Por três vezes os hereges repetiram o ato, com o mesmo resultado. Mas nem mesmo esse milagre converteu aqueles corações empedernidos.

Santo Rosário: antídoto eficaz contra a heresia 


Em 1207, em Prouille, São Domingos preocupou-se com a sorte de 
várias donzelas que seus pais não podiam sustentar, por causa da carestia que assolava a região, e reuniu-as no primeiro mosteiro dominicano da Ordem Segunda, a das monjas. Narram alguns dos biógrafos do Santo que foi na capela desse convento que Nossa Senhora apareceu a São Domingos e lhe disse que, “como a saudação angélica tinha sido o princípio da redenção do mundo, era necessário também que essa saudação fosse o princípio da conversão dos hereges; que assim, pregando o Rosário que contém cento e cinqüenta Ave Marias, ele veria um sucesso maravilhoso em seus trabalhos e os mais empedernidos sectários se converterem aos milhares”.(3)

A santidade de Domingos, seu rigoroso ascetismo, seu zelo inflamado, sua inalterável doçura, sua convincente eloqüência, começaram a produzir frutos esplêndidos. Muitas conversões se operaram, e em torno dele foi se juntando um grupo de jovens para receber sua direção e imitar seu exemplo. Esse foi o núcleo inicial do que seria depois a Ordem dos Predicadores ou Dominicanos.

Ordem dominicana: pregadores-cavaleiros de Cristo

São Domingos tinha 45 anos, em 1215, quando reuniu os seis primeiros discípulos em uma casa de Toulouse e lhes deu o hábito branco com a capa e capuz de lã negra dos cônegos regulares de Osma, que ele continuava vestindo. Entre estes seis primeiros estava seu irmão, o Beato Manes. Deviam formar eles um corpo de homens sábios, pobres e austeros, sendo que a ciência e a piedade deveriam ser os traços essenciais desses cavaleiros de Cristo. O trabalho manual ficava suprimido, o estudo prolongado, a oração litúrgica diminuída e os exercícios de penitência subordinados às exigências da pregação. São Domingos queria que seus discípulos fundassem casas nas principais cidades universitárias da Europa, a fim de atrair a juventude acadêmica para suas fileiras.

Inocêncio III concedeu sua primeira aprovação à Ordem nascente em 1215 e propôs no Concílio de Latrão, a todas as igrejas, aquele programa de renovação cristã e vida apostólica. Seu sucessor, Honório III, foi um protetor e amigo de Domingos e seus discípulos.
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Encontro de dois santos exponenciais

Numa das viagens de Domingos a Roma, encontrou-se por acaso com Francisco de Assis, que para lá tinha ido a fim de obter a aprovação de sua obra. Sem se conhecerem anteriormente, eles dirigiram-se um ao outro e abraçaram-se, enquanto dizia Domingos: “Somos companheiros e criados de um mesmo Senhor; os mesmos negócios tratamos; os mesmos são nossos intentos; caminhemos como se fôssemos um só, e não haverá força infernal que nos desbarate”.

São Domingos de Gusmão faleceu aos 51 anos de idade, em 1221, e foi canonizado por Gregório IX em 1234. Notas:

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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."