segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

9 de fevereiro - Dia de Santa Apolônia


HORA DOS SANTOS DE DEUS Nº 13 - MENSAGEM DE SANTA APOLÔNIA
PARA SER REZADA TODAS AS QUARTAS-FEIRAS AS 21:00HS


Jacareí, 14 de setembro de 2008
MENSAGEM DE SANTA APOLÔNIA COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA

"-Amados irmãos... Eu, Apolônia serva de JESUS e da VIRGEM MARIA, vos dou a paz e vos abençôo novamente hoje.

Vede... Quanto é grande o amor do SENHOR, que vos chamou aqui aos pés d'Ele, que vos cumulou de tantas luzes e benefícios e vos transformou em verdadeiros filhos de Sua Luz e de Sua Graça!

Sede, verdadeiros filhos do SENHOR e de MARIA IMACULADA... vivendo segundo os desejos d'Eles, numa profunda e total Consagração de vós mesmos ao Seu Amor, para que em vossa vida e nas vidas dos vossos próximos; se faça a santa vontade de DEUS e o SENHOR veja Seus desígnios cumpridos e realizados em vós!

Sede vós, verdadeiros filhos do SENHOR e de MARIA IMACULADA... procurando ter em vós os mesmos sentimentos que Eles tem, os mesmos desejos, os mesmos amores, as mesmas intenções... Para que então, em perfeita comunhão com Eles a vossa vida seja um contínuo ato de glorificação a DEUS e à Sua MÃE e também um perfeito testemunho e prova do Amor d'Eles por todos os homens.

Procurai chegar a esta comunhão de sentimentos, de desejo e de amor com DEUS e com a Sua MÃE SANTÍSSIMA; por meio de uma vida de profunda oração, meditação, reflexão e conformidade vossa vontade à vontade d'Eles.

Se vós, seguirdes por esta estrada que vos indico, chegareis à Perfeita União Sobrenatural com DEUS e então, vós e DEUS, sereis uma só coisa no amor, sereis um só no Amor Sobrenatural ... Quando o fogo do Amor Divino se acende numa alma que a recebe bem, este fogo se alastra por todo o seu ser e a transforma numa verdadeira chama viva de amor... E esta alma como uma tocha incandescente de caridade, bondade e santidade acende este fogo do SENHOR nas outras almas, e então; aquele incêndio alastra-se cada vez mais até tomar o mundo todo, fazendo-o arder nas flamas da caridade da Divina Bondade!

Sede vós, os verdadeiros filhos do SENHOR e de MARIA IMACULADA... procurando em todos os momentos e em todas as coisas lançar a luz mística e sobrenatural do SENHOR, que deseja por meio de vós refletir-se e expandir-se para o mundo todo; até que todas as almas vejam a luz, conheçam a verdade, libertem-se e salvem-se!

Se vós fordes os verdadeiros transmissores da Luz de DEUS, da luz de MARIA IMACULADA, de Sua Graça, da verdade e da bondade d'Eles a toda a humanidade... vós verdadeiramente vereis este imenso deserto de egoísmo, de violência, de maldade e de pecado transformar-se... num viçoso e perfumado jardim de bondade, de amor, de santidade, de felicidade, de caridade e de paz!

Se vós fordes os verdadeiros filhos de DEUS e de MARIA IMACULADA, sereis reconhecidos entre os ANJOS de DEUS como tais, como Seus verdadeiros filhos e Seus dignos herdeiros, e então; vós reinareis com eles por toda a eternidade, na perpétua felicidade que jamais terminará!

Sede portanto, os verdadeiros filhos de DEUS e de MARIA IMACULADA... para que em vossas almas a luz sempre triunfe das trevas; o bem sempre triunfe do mal; a paz sempre triunfe do ódio e da violência; o amor sempre triunfe do egoísmo e da maldade...

Assim os vossos corações já antegozarão o Céu na terra e então a vossa passagem será uma suave... uma suave subida e mudança para um Lugar muito mais belo, que vos espera, onde sereis felizes por toda a eternidade!...

Eu fui uma verdadeira filha de DEUS e de MARIA IMACULADA e por isso posso ajudar-vos muito, porque Eu sei como chegar até esta perfeição de santidade.

Eu já trilhei este caminho e sei como fazer-vos chegar até ele, sei como conduzir-vos até DEUS e até a sua MÃE SANTÍSSIMA sem erro, sem queda nem cansaço.

Vinde, pois, a Mim! E Eu vos darei todas as graças necessárias para que vós possais chegar a essa eminente santidade a qual sois chamados!

Deixai-vos conduzir por Mim, aceitando todas as boas graças e auxílios que Eu quero vos dar, por meio da Oração profunda. Se Me amardes e se verdadeiramente vos dispuserdes a Me seguir, sentireis a Minha presença, a Minha visita na oração dando-vos bons e santos propósitos; boas idéias; boas moções, que vos levarão a seguir com acerto e sem erro o caminho da perfeição e da santidade.

Amo-vos muito e rezo por vós no Céu, sem cessar...

Abençôo-vos agora a todos e deixo sobre vós o Meu Manto para vos cobrir, para vos guardar e defender sempre!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...

A Paz Marcos... Até breve!... Em breve voltarei... Amo-te, predileto Meu..."

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Santa Apolônia
Século III
Ficheiro:Francisco de Zurbarán 035.jpg
Os seis anos de 243 a 249, durante os quais o rumo do Império Romano ficou sob a direção de Felipe o Árabe, foram considerados: um intervalo de trégua do regime do anticristianismo. No último ano, porém, houve um episódio que comprovou que a aversão aos cristãos, pelo menos na província africana, não havia desaparecido. 
O ocorrido era narrado por Dionísio, o bispo da Alexandria no Egito, em uma carta que enviou ao bispo Fabio da diocese de Antioquia, em 249. Na carta ele escreveu que: "No dia 9 de fevereiro, um charlatão alexandrino, "maligno adivinho e falso profeta", que insuflava a população pagã, sempre pronta a se agitar, provocou uma terrível revolta. As casas dos cristãos foram invadidas. Os pagãos saquearam os vizinhos católicos ou aqueles que estivessem mais próximos, levando as jóias e objetos preciosos. Os móveis e as roupas foram levados para uma praça, onde ergueram uma grande fogueira. Os cristãos, mesmo os velhos e as crianças, foram arrastados pelas ruas, espancados, escorraçados e, condenados a morte, caso não renegassem a fé em voz alta. A cidade parecia que tinha sido tomada por uma multidão de demônios enfurecidos". 


"Os pagãos prenderam também a bondosa virgem Apolônia, que tinha idade avançada. Foi espancada violentamente no rosto porque se recusava a repetir as blasfêmias contra a Igreja, por isto teve os dentes arrancados. 

Além disso, foi arrastada até a grande fogueira, que ardia no centro da cidade. No meio da multidão enlouquecida, disseram que seria queimada viva se não repetisse, em voz alta, uma declaração pagã renunciando a fé em Cristo. Neste instante, ela pediu para ser solta por um momento, sendo atendida ela saltou rapidamente na fogueira, sendo consumida pelo fogo."

 

O martírio da virgem Apolônia, que terminou aparentemente em suicídio, causou, exatamente por isto, um grande questionamento dentro da Igreja, que passou a avaliar se era correto e lícito, se entregar voluntariamente à morte para não renegar a fé. Esta dúvida encontrou eco também no livro " A cidade de Deus" de Santo Agostinho, que também não apresentou uma posição definida. 



Contudo, o gesto da mártir Apolônia, a sua vida reclusa dedicada à caridade cristã, provocou grande emoção e devoção na província africana inteira, onde ela consumou o seu sacrifício. Passou a ser venerada, porque foi justamente o seu apostolado desenvolvido entre os pobres da comunidade que a colocou na mira do ódio e da perseguição dos pagãos, e o seu culto se difundiu pelas dioceses no Oriente e no Ocidente. 

Em várias cidades européias surgiram igrejas dedicadas a ela. Em Roma foi erguida uma igreja, hoje desaparecida, próxima de Santa Maria em Trasteve, Itália. 



Sobre a sua vida não se teve outro registro, senão que seus devotos a elegeram, no decorrer dos tempos, como protetora contra as doenças da boca e das dores dos dentes. Mas restou seu exemplo de generosa e incondicional oferta a Cristo. 

A Igreja a canonizou e oficializou seu culto conforme a data citada na carta do bispo Dionísio.

SANTA APOLÔNIA A PADROEIRA DOS DENTISTAS

Santa Apolônia e Santa Margarida

9 de fevereiro - Dia de Santo Miguel Febres Cordero Munhoz

1854-1910

Miguel Febres Cordero Munhoz nasceu em Cuenca, Equador, em 7 de novembro de 1854, foi filho de um professor universitário e seu avô foi um general do exército, venerado como herói nacional. Aos cinco anos de idade, Nossa Senhora lhe apareceu durante um sonho e desde então decidiu que seria um sacerdote. Três anos depois, sentiu novamente a presença da Virgem Maria quando foi protegido milagrosamente de ser morto por um touro selvagem. 

Aos nove anos ingressou no colégio da congregação dos Irmãos da Escola Cristãs de la Sale, que chegara recentemente ao Equador. Quatro anos mais tarde, se juntou aos irmãos iniciando seu noviciado, com a benção dos seus pais, que de imediato fizeram oposição. Tornou-se um sacerdote educador famoso, dotado de notável inteligência. Aos dezessete anos publicou seu primeiro livro pedagógico, que acabou sendo adotado pelo governo. Esta função considerada a mais nobre e rendosa missão para a Igreja e para a pátria, ele exerceu durante trinta e dois anos, na cidade de Quito. 

Padre Miguel se firmou no meio intelectual como filósofo, pedagogo, teólogo e escritor de vários livros de gramática, manuais de geografia, história, religião e literatura. Foi eleito em 1892, membro da Academia Equatoriana da Língua, em seguida foi agraciado também pelas Academias da Espanha, França e Venezuela, chegando a trabalhar em Paris, Bélgica e Espanha. 

Entre 1901 e 1904 foi diretor dos noviços de sua congregação, quando foi transferido para a Europa, onde trabalhou como tradutor para os Lassaristas em Paris e Bélgica. A partir de 1908, já com a saúde fragilizada por uma persistente pneumonia, foi enviado para uma escola perto de Barcelona, na Espanha. Continuou trabalhando, mas lentamente e cada vez mais debilitado acabou falecendo no dia 9 de fevereiro de 1910, na cidade Superior Del Estragar onde foi sepultado. 

A fama de eminente santidade o acompanhou durante toda a vida e perdurou depois da sua morte. Vinte anos depois, durante a Revolução Espanhola, seus restos mortais foram transladados para o Equador, onde seu corpo incorrupto foi recebido com honras de herói nacional . Amado pelo povo, como tal, mas principalmente como modelo de religioso a ser seguido, foi enterrado em Quito, cidade em que passou maior parte de sua vida. 

O seu culto se espalhou rapidamente e seu túmulo se tornou meta de peregrinação. Ele foi beatificado em 1977 e, mais tarde, canonizado pelo papa João Paulo II em 1984. O padre Miguel Febres Cordero Munhoz se tornou o primeiro Santo equatoriano.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

08.02.2026🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí


 

30 de setembro Santa Sônia ou Sofia







HISTÓRIA DE SANTA SÔNIA OU SOFIA.

Protetora das viúvas e das mães.

Santa Sônia viveu por volta do ano 130. Ela é venerada juntamente com suas três filhas, virgens e mártires, chamadas Fé, Esperança e Caridade.

Origens.

Sonia é uma variante na língua russa do grego “Sofia”. Por isso, Santa Sonia é a mesma Santa Sofia. Seu nome significa “aquela que possui a sabedoria”. Santa Sonia fez jus ao significado de seu nome, educando suas filhas na fé cristã e transmitindo a elas a sabedoria do Reino dos Céus. Quando ficou viúva, Sonia mudou-se para a cidade de Roma com suas três filhas. À época, as filhas tinham 8, 10 e 11 anos.

Vida em Roma.

Em Roma, Santa Sonia passou a frequentar assiduamente as comunidades cristãs. Logo ela se tornou conhecida de todos por seu exemplo de fé e amor, e pela sabedoria com que educava suas filhas. Sabe-se que Santa Sonia também fez amizade com várias matronas (mães de família) romanas, das quais muitas se converteram ao cristianismo ao verem o testemunho de vida de Santa Sofia. Esse testemunho, porém, seria a causa do maior sofrimento de sua vida.

Sofrimento.

Os frutos da santidade de Sonia foram denunciados ao imperador Adriano como feitiçaria e desobediência às ordens do imperador. Mas Adriano, a princípio, quis conhecer a tal família que praticava a bondade, antes de condená-la. Quando viu as três filhas de Sonia, ficou encantado com a beleza das meninas e quis adotá-las como filhas. Porém, tanto Sonia quanto as filhas recusaram veementemente. Adriano viu nesse gesto uma ofensa grave contra a pessoa do imperador e mandou que as meninas fossem torturadas em presença da mãe.Cabazes de oferta

Testemunho e milagres em meio às torturas contra a filha mais velha.

Vários soldados romanos foram encarregados de torturar a menina Fé, a mais velha. Primeiro, ela foi açoitada diante de uma multidão. Como resistisse bravamente, para espanto de todos, os soldados dilaceraram lhe os seios. Então, aconteceu que, nas feridas de seu corpo, ao invés de sangue, brotava leite. E, nas feridas de seus seios, ao invés de leite, brotava sangue. O povo, vendo este milagre, se voltou contra o imperador e compreendeu que seu proceder era injusto. Fé, por sua vez, sentia-se feliz por poder sofrer tudo aquilo por Jesus. O imperador, furioso, mandou colocarem-na sobre uma grade de ferro incandescente. O fogo, porém, não a queimou. Em seguida, a menina foi jogada num caldeirão cheio de óleo e cera fervendo. Mais uma vez, ela sobreviveu milagrosamente. Então, Adriano mandou que ela fosse decapitada e assim ela faleceu.

As filhas esperança e Caridade também sofrem torturas.

Logo após ter visto Fé sendo torturada e morta, Santa Sonia viu ainda suas duas filhas mais novas passarem pelos mesmos tormentos. Esperança, mesmo na iminência de ser torturada e morta, permaneceu firme na fé e não dobrou seus joelhos diante dos ídolos romanos, como o imperador exigia que ela fizesse. Por isso, ela foi jogada também no caldeirão de óleo fervendo. Como nada lhe acontecera, Adriano ordenou que ela fosse decapitada. Santa Sonia permaneceu firme dando forças à filha mais nova, Caridade. E chegou a vez desta. E, mesmo sendo tendo apenas 8 anos, ela não se dobrou diante das exigências do imperador. Assim, ela também foi terrivelmente torturada. Também ela, para espanto de todos, saiu ilesa de todas as torturas. Então, ela foi decapitada. Santa Sonia, ao presenciar tudo isso, tendo seu coração partido de forma incomensurável, e passando pelo pior de todos os sofrimentos, bendisse a Deus. O imperador ordenou que ela ficasse viva, sofrendo a morte das filhas.

Morte de Santa Sonia

Com a ajuda de cristãos da comunidade de Roma, Santa Sonia sepultou suas filhas. E ali, diante da sepultura, ela exclamou do fundo de seu coração: “Filhas minhas muito amadas, o que eu mais quero agora é estar com vocês!” Passados alguns dias Santa Sonia também veio a falecer na paz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os cristãos sepultaram seu corpo na mesma sepultura em que estavam suas filhas.

Mártir sem morrer pela fé

Santa Sonia é considerada mártir na Igreja, apesar de não ter dado “fisicamente” sua vida por causa de Cristo. Suas entranhas maternais, contudo, sofreram um terrível martírio ao ver suas filhas sendo torturadas e mortas por causa de Cristo. Em meio a tal sofrimento, dilacerante para uma mãe, ela ainda teve a capacidade de fortalecer a fé das meninas para que elas não renegassem a preciosa fé em Jesus Cristo. Adriano, por sua vez, encerrou sua vida corroído pelo remorso e pela podridão. Ele reconheceu que havia sido tremendamente injusto para com aquelas santas meninas e cruel ao extremo para com os seguidores de Jesus.


Oremos:

“Ó Deus, que destes a Santa Sonia a graça de permanecer firme na fé diante dos mais terríveis sofrimentos impostos às suas filhas, dai também a nós a graça da perseverança na fé até o fim. Por intercessão de Santa Sonia, dai as mães a graça de formar os filhos na fé e no amor, conforme vossa vontade; dai às viúvas a graça de reconstruírem suas vidas com base na sabedoria e no amor. Por Cristo, nosso Senhor, amém. Santa Sonia, rogai por nós.”


Data principal (Igreja Católica)
30 de setembro
Memória de Santa Sofia de Roma e de suas filhas:
Fé (Pistis)
Esperança (Elpis)
Caridade (Ágape)
Segundo a tradição, elas foram martirizadas em Roma durante o século II.

Tradição Ortodoxa
Também celebrada em 30 de setembro (calendário gregoriano), embora algumas Igrejas que seguem o calendário juliano comemorem em 17 de setembro (equivalente a 30 de setembro no calendário atual).

Observação sobre o nome
Sônia é um diminutivo ou forma popular de Sofia, muito usado em países eslavos (Rússia, Ucrânia, etc.), por isso a devoção pode aparecer com os dois nomes.

07.02.2026🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz e Santa Sonia a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí 35º Aniversário das Aparições de Jacareí


 

8 de fevereiro - Dia de Santa Josefina Bakhita

Santa Josefina Bakhita-1869-1947 
Religiosa sudanesa da Congregação das Filhas da Caridade-Canossianas

SANTA JOSEFINA BAKHITA, ROGAI POR NÓS!

Bakhita, a escrava: "Se tivesse hoje a oportunidade de encontrar os mercadores de escravos que me capturaram e até mesmo aqueles que me torturaram, eu ajoelharia e beijaria suas mãos, pois se isto não tivesse acontecido, eu, hoje, não seria cristã e religiosa." 

A Escravidão

- Bakhita nasceu no Sudão, região de Dafur na África, no ano de 1869 e através de suas poucas informações sabemos que sua aldeia natal é Olgossa, cuja pronúncia é “algoz”, que em árabe significa “Dunas de Areia”.- De família abastada, seu pai possuía terras, plantações e gado; ele era irmão do chefe da aldeia.
- Sua família era composta pelos pais e sete filhos, sendo muito unidos e afeiçoados.
- Não devemos nos esquecer de que, apesar de possuírem terras, gado, etc., viviam numa aldeia onde as cabanas eram de barro com telhado de palha. Todos nas aldeias estavam sujeitos ao grande perigo que eram os bandos negreiros que 'raptavam' homens, mulheres e crianças para negociarem no mercado de escravos.
- No ano de 1874, sua irmã mais velha foi raptada. A dor dilacerou o coração daquela família tão unida e feliz.

- “Bakhita” não foi o nome que recebera dos pais quando nasceu. No ano de 1876, com mais ou menos 7 anos de idade, foi raptada e arrancada do seio de sua família.
- A pequena menina tomada de pavor, foi levada brutalmente por dois árabes e foram eles que impuseram o nome de “Bakhita”, que significa: “afortunada”.
- Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes.
- A terrível experiência e o susto, provado naquele dia, causaram profundos danos na sua memória, inclusive o esquecimento do próprio nome.

EXEMPLO: Apenas uma amostra do sofrimento que Santa Josefina Bakhita passou nas mãos de seus senhores, segundo seu próprio relato:
"Uma mulher habilidosa nesta arte cruel (tatuagem) veio à casa principal... nossa patroa colocou-se atrás de nós, com o chicote nas mãos. A mulher trazia uma vasilha com farinha branca, uma vasilha com sal e uma navalha. 

Quando terminou de desenhar com a farinha, a mulher pegou da navalha e começou a fazer cortes seguindo o padrão desenhado. O sal foi aplicado em cada ferida... Meu rosto foi poupado, mas 6 desenhos foram feitos em meus seios, e mais 60 em minha barriga e braços. Pensei que fosse morrer, principalmente quando o sal era aplicado nas feridas... foi por milagre de Deus que não morri. 

Ele havia me destinado para coisas melhores."O CORTE DA NAVALHA eram esfregados com sal para que as marcas ficassem bem abertas

- A pequena escrava, depois de um mês de prisão, foi vendida a um mercador de escravos. Na ânsia de voltar para casa, Bakhita se arma de coragem e tenta fugir. Porém, foi capturada por um pastor e revendida a outro árabe, homem feroz e cruel, que, por sua vez, revendeu-a a outro mercador de escravos.
- Novamente ela é vendida a um general turco, cuja esposa era mulher terrivelmente má. Desejou marcar suas escravas e Bakhita estava entre elas. Chamou então uma tatuadoura que, com uma navalha, ia marcando os corpos das meninas que se contorciam de dores, mergulhadas numa poça de sangue.


- No ano de 1882, na capital do Sudão, o general turco vendeu Bakhita ao agente consular italiano Calisto Legnani que seria, para ela, seu anjo bom e que depois a levou consigo para a Itália.
- Na casa do cônsul, Bakhita conheceu a serenidade, o afeto e os momentos de alegria, lembranças dos momentos felizes na casa dos pais. 
- Durante a viagem, este entregou-a à família de um amigo, o sr. Augusto Michieli, que residia em Veneza, e cuja esposa se lhe tinha afeiçoado.
- EM VENEZA com seu 7º “patrão”, o rico comerciante Michieli, foi para vila Zianino de Mirano Veneto onde Bakhita se tornou babá de Mimina, a filhinha do casal. Com o nascimento da filha do casal, Bakhita tornou-se a sua ama e amiga. Apesar de serem pessoas boas e honestas, não eram praticantes de religião. Como sempre, Deus tem seus caminhos e acabou colocando no caminho de Bakhita, o administrador dos Michieli, Iluminato Chechini.


- Os negócios desta família, na África, exigiam que retornassem. Mas, aconselhado pelo administrador, o casal confiou as duas às irmãs da congregação de Santa Madalena de Canossa, em Schio, também em Veneza. Ali, Bakhita, conheceu o Evangelho.


Iluminato era um homem muito religioso e logo se preocupou com a formação religiosa de Bakhita; e ao dar um crucifixo a ela, disse em seu coração: “Jesus, eu a confio a Ti”.

Bakhita, filha de Deus

- Quando os Michieli tiveram de voltar para Suakin, na África, por motivos de negócios, Bakhita e a pequena Mimina ficaram aos cuidados das Irmãs Canossianas, em Veneza, e isto graças ao sr. Iluminato.

- Bakhita iniciou o catecumenato (catequese para receber os sacramentos iniciais), no Instituto das Irmãs. Ao final de nove meses, a sra. Maria Turina voltou à Itália para buscar sua filhinha Mimina e aquela que considerava sua escrava, pois retornariam à África.

- Naquele instante, Bakhira já toda apaixonada por Jesus, prestes a receber os sacramentos, recusa-se a voltar para a África, apesar do afeto que nutria pela família Michieli e principalmente pela pequena.

- Sentia em seu coração um desejo inexplicável de abraçar a fé e vivê-la para sempre.
- Apesar dos apelos e até ameaças da sra. Michieli, nossa jovem africana não cedeu em sua minima resolução. Bakhita estava livre, na Itália não havia escravidão.

- Sua patroa retornou à África com sua filha e Bakhita prosseguiu com sua catequese, feliz mesmo sabendo que seria a última chance de rever seus familiares na África.

- No dia 09 de janeiro de 1890, , tendo ela vinte e um anos, Bakhita é batizada, crismada e recebe a 1° comunhão das mãos do Patriarca de Veneza, Cardeal Agostini. No batismo recebe o nome de Josefina Margarida Bakhita. Ela descreveria este dia como mais feliz de sua vida: sentir-se filha de Deus era-lhe uma emoção inigualável, assim como receber Jesus na eucaristia era o Céu na Terra.

- Queria tornar-se irmã canossiana, para servir a Deus que lhe havia dado tantas provas do seu amor.
- Depois de sentir com muita clareza o chamamento para a vida religiosa, em 1896, Josefina Bakhita consagrou-se para sempre a Deus, a quem ela chamava com carinho "o meu Patrão!":

- (***Irmã Bakhita, em sua infância na África, mesmo sem saber nada de Deus, pensava em seu coração inocente e puro, quando olhava a lua e as estrelas: “Quem será o patrão de todas estas coisas?”. Oh! Bakhita, Deus já estava te preparando para Ele!***) 

- Josefina Bakhita foi aceita na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, servas dos pobres e, depois de três anos de noviciado, no dia 08 de dezembro de 1896 pronunciou os votos de: Castidade Pobreza e Obediência.

- Depois da profissão religiosa, nossa Irmã Bakhita foi transferida para a cidade de Schio, em outra obra da Congregação, e lá permaneceu por 45 anos, onde passou a ser conhecida como a“Madre Morena”.

- Irmã Bakhita era atenciosa com todos, sem distinção, desde as crianças do colégio, seus pais, sacerdotes, com suas irmãs religiosas, etc., sempre levando a todos palavras de conforto, consolo e amor incondicional a Deus Pai.

- Em todas as funções que exerceu, sempre colocou seu coração doce e sincero na Igreja, na Sacristia, na portaria ou na cozinha, era tudo para todos, com seu sorriso de anjo. As irmãs estimavam-na pela generosidade, bondade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido.

- "Sede boas, amem a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!".

- Bakhita sonhava com a conversão do povo africano e, no dia de sua profissão religiosa, rezou:
............“Ó Senhor, se eu pudesse voar lá longe, entre a minha gente e proclamar a todos, em voz alta, a tua bondade. Oh! Quantas almas eu poderia conquistar para Ti! Entre os primeiros, a minha mãe e o meu pai, os meus irmãos, a minha irmã ainda escrava... e todos, todos os pobres negros da África. Faça, ó Jesus, que também eles te conheçam e te amem!”.


SUDÃO - ÁFRICA 
O Sudão, o maior país da África tendo, somente em Darfur, cerca de 5 milhões de pessoas e três tribos predominando: os fur, os masalit e os zaghawa, que são em sua maioria negros muçulmanos.
- A sua humildade, a sua simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de toda população. Com a idade, chegou a doença longa e dolorosa.
- Ela continuou a oferecer o seu testemunho de fé, expressando com estas simples palavras, escondidas detrás de um sorriso, a odisseia da sua vida:
_"Vou devagar, passo a passo, porque levo duas grandes malas: numa vão os meus pecados, e na outra, muito mais pesada, os méritos infinitos de Jesus. Quando chegar ao céu abrirei as malas e direi a Deus: Pai eterno, agora podes julgar. E a São Pedro: Fecha a porta, porque fico".

- Na agonia reviveu os terríveis anos de escravidão e foi a Santa Virgem que a libertou dos sofrimentos. As suas últimas palavras foram: "Nossa Senhora!"
.

Corpo Incorrupto de Santa Josefina Bakhita: No ano de 1947 Bakhita adoeceu, já quase sem forças, em cadeira de rodas, passava horas em oração, em adoração e contemplação. Era o dia 08 de fevereiro de 1947, nossa Irmã Morena murmurava: “Como estou contente! Nossa Senhora! Nossa Senhora!”. 


Em seus derradeiros dias suas recordações se voltaram para os anos de escravidão e, em delírio, ela gritava: “Por favor, afrouxem os grilhões… eles são tão pesados”. Josephine morreu no dia 8 de fevereiro de 1947. 

- Durante três dias seu corpo ficou exposto e milhares de pessoas foram prestar-lhe a última homenagem.


- Às 20 horas, irmã Bakhita entrega sua alma a Deus. O povo em grande multidão quer dar o último adeus à Madre Morena, sua fama de santidade se espalhou rapidamente e todos recorriam ao seu túmulo pedindo sua intercessão.

- Em 17 de maio de 1992 foi beatificada e, em 1º de outubro de 2000, foi elevada à honra dos altares, declarada “Santa” pelo nosso Santo Padre, o Papa João II, sendo que o milagre que a levou a ser reconhecida como Santa, aconteceu em Santos, no Brasil.

Josephine Bakhita, Instituto das Filhas da Caridade de Canossa
Nascida em 1869, Olgossa, Darfur, Sudan
Falecida em 8 de fevereiro de 1947, Itália
Venerada na Igreja Católica Apostólica
Beatificada 17 de maio de 1992 pelo Papa João Paulo II
Canonizada 1o outubro 2000, Basílica de São Pedro, Roma, pelo Papa João Paulo II
Festa 8 de fevereiro
Padroeira Sudão

8 de fevereiro - Dia de Santo Jerônimo Emiliano

Santo Jerônimo Emiliano
1486-1537

Fundou a Sociedade
dos Clérigos Regulares

A Providência serviu-se do extraordinário espírito de penitência de um pecador para fazer germinar prodigiosa obra de amparo aos pobres, órfãos e doentes, bem como recuperação de mulheres de má vida

*****
Para opor-se às nefastas influências do Renascimento e do protestantismo no século XVI, a Providência suscitou uma plêiade de grandes Santos que agiram nos mais variados campos da atividade humana. Um deles foi São Jerônimo Emiliano, do patriciado de Veneza, senador da República, militar brilhante e valoroso, que tudo deixou para amparar e dar formação cristã aos órfãos das inúmeras guerras e pestes do tempo. 
Sua festa comemora-se a 8 de fevereiro.

Oriundo de uma família nobre que havia já dado ilustres membros à Igreja, ao Senado e às armas da Sereníssima República de Veneza, Jerônimo nasceu naquela cidade marítima em 1481. Seu pai, senador, tinha pouco tempo para dedicar à sua educação, que foi entregue à sua mãe. Piedosa e meiga, Dona Eleonora soube incutir no coração do menino profundas sementes de Religião, que mais tarde dariam fruto.

Mas foi o nobre amor às armas, herdado de seus antepassados, que teve a preferência do pequeno Jerônimo, de tal sorte que já aos 15 anos, pouco depois de perder o pai, ele se alistava no exército da República veneziana.

Participando de várias batalhas, foi sempre notado por seu valor e brio militar. Mas infelizmente sofreu a má influência da vida licenciosa, já então comum em quartéis e acampamentos. Más amizades ajudaram-no a deslizar insensivelmente pela rampa do vício, e Jerónimo entregou-se a muitos excessos. Um deles era o da ira, que chegava facilmente a verdadeiro furor. Se ele não caiu mais baixo, foi porque, aspirando aos mais altos cargos em Veneza, necessitava ter uma conduta honrosa.

O contínuo apelo às armas não lhe permitiu formar um lar. Ou melhor, Deus não o permitiu, porque tinha desígnios sobre ele.
No cárcere, ouve a voz de Deus

Contava Jerônimo 28 anos quando, em 1508, os venezianos levantaram-se em armas contra a Liga de Cambray, formada pelo Papa e pelos Reis Luís XII da França, Maximiliano da Alemanha e Fernando o Católico, da Espanha. A ele foi confiada a difícil defesa de Castelnuovo. Vendo a desproporção entre os dois exércitos, o governador da cidade fugiu, deixando-o com todo o ônus da defesa. Jerônimo negou-se a render-se, e lutou até que a praça fosse arrasada.

Em seguida, segundo o costume do tempo, ele foi preso numa torre, carregado de correntes no pescoço, braços e pés. O pior, porém, era a perspectiva da morte e o lento passar do tempo.


Nas intermináveis horas em que jazia no cárcere, a graça foi produzindo seus frutos em sua alma, e ele começou a lembrar-se dos ensinamentos de piedade e virtude recebidos em criança, e do bom exemplo dos irmãos e da mãe. Considerou a vida desordenada que levava, tão afastado de Deus, e acabou por julgar que era um merecido castigo aquele que lhe fora infligido. Pediu a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora de Treviso, que o aceitasse como expiação e lhe desse uma oportunidade de reparar condignamente a vida passada.
Auxiliado por Nossa Senhora, foge da prisão


Apareceu-lhe então Nossa Senhora, que lhe deu as chaves de suas correntes e do calabouço. Auxiliou-o a sair da prisão sem ser visto e a atravessar o campo inimigo, para chegar a Treviso. Lá, no altar da Virgem, Jerônimo depôs as correntes e as chaves que lhe tinham sido milagrosamente entregues. Quis que esse ato fosse registrado por um notário público, e depois pintado por um dos famosos pintores de Veneza.

Começou para Jerônimo Emiliani uma guerra muito mais árdua e sem quartel do que todas as outras: a luta contra seus próprios defeitos. Em busca de auxílio, procurou um piedoso sacerdote como diretor espiritual e recorreu com frequência aos Sacramentos. Prostrava-se diante de um Crucifixo e suplicava: “Ó Jesus, não sejais um Juiz para mim, sede antes o meu Salvador”. Ou, como Santo Agostinho: “Senhor, sede para mim verdadeiramente Jesus! Vós só podeis ser meu Salvador”.

Aos poucos foi controlando suas paixões, sobretudo a ira, pelo exercício da docilidade e paciência. Adquiriu assim a verdadeira humildade e mansidão de coração, tornando-se o homem mais afável e pacífico de Veneza.

O Senado da Rainha do Adriático – como era conhecida Veneza ―, para recompensá-lo por seu valor na defesa de Castelnuovo, nomeou-o governador dessa cidade. Mas ele teve pouco tempo para exercer esse cargo, pois necessitou tomar sobre si a tutela dos sobrinhos, que o repentino falecimento de seu irmão deixara órfãos. Tendo-lhes assegurado uma boa educação e um rendimento de acordo com sua alta categoria, ele ficou livre para cumprir então o que havia prometido.

Jerônimo Emiliani já não era o mesmo. Renunciara a todos os cargos e comodidades da vida, mesmo as mais legítimas, às belas roupas, e afligia seu corpo com jejuns e penitências extraordinários, passando longas horas em oração e empregando o tempo livre em socorrer os pobres e doentes.

Em 1528 uma grande carestia assolou a Itália, com fome geral. Todos os dias a morte ceifava inúmeras vítimas. Para socorrê-las, Emiliani vendeu até os seus próprios móveis, transformando sua casa em hospital.

À fome sucedeu uma moléstia contagiosa, que fez muito mais vítimas. Jerônimo foi atingido tão fortemente, que chegou a receber os últimos Sacramentos. Mas pediu a Deus saúde para poder, por uma penitência mais longa, reparar a vida passada. Foi ouvido, e redobrou de zelo no amor a Deus e ao próximo.
Orfanato: obra precursora de uma família religiosa


A fome e a peste haviam deixado grande número de órfãos, que vagavam pelas ruas reduzidos à mendicidade e exposto aos piores vícios. O Santo começou a recolhê-los em uma casa que comprara para isso; procurou mestres para ensinar-lhes alguns ofícios, e proveu sobretudo à saúde de suas almas. 


Fazia com eles as orações da manhã e da noite. Levava-os a assistir à Missa diariamente e a alternar o trabalho manual com momentos de silêncio, o cântico de ladainhas e outras orações. Fazia-os confessarem-se uma vez por mês, e nos dias de festa levava-os, todos vestidos de branco, a visitar os principais santuários de Veneza, cantando ladainhas pelas ruas e praças. Toda a cidade via emocionada aquele que fora um cavaleiro tão brilhante, agora transformado no pai dos órfãos.

A caridade de Jerônimo Emiliani não se circunscreveu a Veneza, mas logo atingiu também Bérgamo, Bréscia, Como e Somasca. Já nesse tempo havia recebido a ordenação sacerdotal, e a ele tinham se reunido mais dois santos sacerdotes, que, a seu exemplo, distribuíram aos pobres tudo o que possuíam, para abraçar a pobreza voluntária.
Congregação e depois Ordem de amparo à pobreza

Jerónimo pensou logo em fundar uma Congregação regular para dar mais estabilidade à sua obra. Escolheu para isso Somasca, entre Milão e Bérgamo, para estabelecer a casa-mãe e o seminário. Daí veio o nome pelo qual ficaram conhecidos, Clérigos Regulares de Somasca. O Santo escreveu os primeiros regulamentos para essa Congregação, a base dos quais era a santa pobreza, que deveria manifestar-se em todas as coisas, desde o hábito até o mobiliário da casa. 


Os alimentos mais requintados foram abolidos de sua mesa, devendo eles contentar-se com a comida comum dos camponeses. Durante as refeições haveria leitura espiritual. Observariam o silêncio e as mortificações da regra. Empregariam parte da noite em oração, e durante o dia, se não estivessem atendendo os órfãos ou os doentes, deveriam entreter-se com algum trabalho manual. A finalidade principal dos Clérigos Regulares era a instrução das crianças e de jovens eclesiásticos.

São Jerônimo Emiliani apresenta as crianças para 
a Madonna e o Menino Jesus


Em Bérgamo, o Santo procurou também reconduzir para o bom caminho mulheres perdidas, que ele havia convertido. Obteve que fossem fechadas as casas que serviam para sua libertinagem. Aumentando o número das arrependidas, reuniu-as em uma casa especial, com uma regra de vida, para que perseverassem nos bons propósitos.
Um Papa e um Santo defendem Jerônimo Emiliani


Sua Congregação foi aprovada como Ordem religiosa pelo Papa Paulo III, grande amigo de Jerônimo. Esse Pontífice, juntamente com São Caetano de Tienne, era um de seus mais ardorosos defensores e benfeitores.

Vendo o bem que o Santo fazia, o Senado de Veneza ofereceu-lhe a direção do hospital dos incuráveis, que Jerônimo aceitou pela oportunidade que tinha de dar assistência a muitos doentes terminais. Quando via-se sem recursos materiais para acudir a tantas iniciativas, escolhia quatro de seus orfãozinhos com menos de oito anos de idade, portanto mais inocentes, para fazer ao Céu violência com suas orações.

Entrementes, a fama de santidade de Jerônimo atraía-lhe muitos doadores e novos membros para sua Congregação.
Morte: último ato de caridade numa epidemia


Embora contasse pouco mais de 55 anos, Jerônimo teve certa premonição de que seu fim estava próximo. Procurou então consolidar sua obra, visitando todas as casas da Ordem. Ia sempre a pé e não tomava outro alimento senão pão e água.

Uma terrível peste afligiu Bérgamo, fazendo inúmeras vítimas. Para lá acorreu Jerônimo Emiliani com o mesmo ardor de sempre. Contraiu também a peste e viu que seus dias estavam contados. Alegre, repetia com São Paulo: “Quero a morte, para viver com Cristo”. Reuniu seus discípulos para os últimos conselhos. 


Os benditos nomes de Jesus e de Maria não lhe saíam dos lábios.

Enfim, no dia 8 de fevereiro de 1537, tendo recebido os últimos Sacramentos, entregou sua alma a Deus, na idade de 56 anos.


Pio XI o proclamou patrono universal dos meninos órfãos e abandonados.
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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."