quarta-feira, 22 de julho de 2026

22 de julho Festa do dia de nascimento de Irmã Amália Aguirre a vidente de Nossa Senhora das Lágrimas uma das maiores misticas do nosso tempo

JACAREÍ, 22 DE JULHO DE 2012
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU
CENÁCULO EM COMEMORAÇÃO DA FESTA DO DIA DE NASCIMENTO DA SANTA IRMÃ AMÁLIA GUIRRE E DIA DE SANTA MARIA MADALENA REVELAÇÃO DA SANTA HORA DAS LÁGRIMAS 



CRONOLOGIA DA IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE


1901- Nasceu em Riós- Espanha, a 22 de Julho. Filha de Andrês Aguirre e Emerita Queija.
1901- Recebeu o Santo Batismo na Paróquia do lugar, oito dias após o nascimento.
1908- Primeira Comunhão e Crisma na Igreja da Imaculada Conceição.
1919-Chega ao Brasil.
1928-Iniciou vida comunitária como postulante e noviça, 20 de abril, na Casa Mãe em Campinas-SP.
1928-Tomada de hábito em 11 de maio. Manfestação de seus carismas.
1929-Fez votos simples em 2 de fevereiro.
1929- No dia 8 de novembro Jesus aparece pela primeira vez para a Irmã Amália, dando início ao ciclo das Aparições em Campinas.
1930- no dia 8 de março Nossa Senhora aparece à Irmã Amália e lhe revela o terço das Lágrimas e posteriormente lhe revela também a Medalha das Lágrimas, mandando-lhe divulgar para todos.
1931- Professou votos perpétuos em 8 de dezembro e foi enviada para a Casa Generalícia em Campinas, onde permaneceu 7 anos.
1942- Passou para a Casa de Nossa Senhora também em Campinas.
1953- Gravemente enferma. Enviada para Taubaté em companhia de Madre Vitalina Rezende, mestre das noviças desde a fundação da Ordem e amiga inseparável de Irmã Amália. Ajudou na construção da Casa de Nossa Senhora Aparecida.
1966- Começou o trabalho junto aos pobres e sonha com um lar onde possa abrigá-los.
1968- Funda um pequeno lactário- marco zero da futura obra.
1969- Começa a construir a primeira sede da Obra à Rua Fundação Ouro no 172 Vila São Geraldo- Taubaté.
1977- Faleceu em odor de Santidade na casa de Nossa Senhora Aparecida, em Taubaté, aos 18 de abril.


 IMAGEM DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS NO ALTAR
DA CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ-SP-BRASIL
ACESSEM E CONHEÇAM A BELÍSSIMA HISTÓRIA DESTAS MARAVILHOSAS APARIÇÕES DA MÃE DE DEUS A SENHORA DAS LÁGRIMAS A SUA AMADA FILHA IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE

22 de julho - Dia de Santa Maria Madalena

Santa Maria Madalena-Século I
 
Embora fosse apenas uma pecadora famosa de sua cidade, Maria Madalena, nascida em Magdala, na Galiléia, teve uma participação importantíssima na passagem de Jesus pela Terra. Ela foi perdoada publicamente por ele, que a tomou como exemplo de que seu Pai acolhia a todos, desde que chegassem ao arrependimento. Além disso, foi, ainda, a escolhida para ser a primeira testemunha da ressurreição. 

Madalena ouvira falar de Jesus, pois a fama dos milagres dele corria entre o povo. Ele já ressuscitara mortos, devolvera a visão a cegos, colocara voz na boca de mudos e audição nos ouvidos de surdos, além de fazer andar paralíticos e curar doentes de todos os tipos. Assim, no dia em que Jesus participava de um banquete na casa de Simão, o fariseu, Maria Madalena resolveu fazer uma confissão pública de arrependimento, porque o seu pecado era público, como diz a Sagrada Escritura. 



Invadindo o local da ceia, ela não ousou olhar para Jesus. Apenas ajoelhou-se na sua frente, banhou seus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos, num pedido de perdão mudo. Impressionados, os presentes imaginavam que ela fosse ser repudiada pelo Mestre, que, todavia, disse à mulher: "Foram-lhes perdoados os seus muitos pecados, porque você muito amou". Com o coração em paz, ela saiu dali ainda em prantos, mas feliz. A partir desse dia, tornou-se uma das mais fiéis seguidoras do Messias. 

Ela estava ao lado de Maria quando da crucificação do Senhor e, na madrugada da Páscoa, era tanta a saudade que sentia de Jesus que foi chorar à porta do sepulcro. De repente, ouviu a voz, que jamais esqueceria, chamar seu nome. Assim, as profecias cumpriram-se diante de seus olhos. Jesus ressuscitara! 
Está escrito: "No dia da Páscoa, Jesus apareceu a ela e a mandou ir anunciar a sua ressurreição aos discípulos". Depois disso, segundo uma antiga tradição grega, Maria Madalena teria ido viver em Éfeso, onde morreu. Lá, tinham ido morar também João, o apóstolo predileto de Jesus, e Maria, Mãe de Jesus. 







A liturgia bizantina celebra-a como "Apóstola dos Apóstolos", para que continue a sua missão de anunciar a ressurreição do Senhor no seu rito apostólico. Festejada no dia 22 de julho, santa Maria Madalena tornou-se a padroeira de muitas ordens religiosas, sendo venerada até mesmo pelos padres predicadores.





24/07/2006  Maria Madalena

Revelações - 20 Maria Madalena

MARIA MADALENA

Tirado do livro: 'Os Cadernos de 1944' escrito por Maria Valtorta

Grande exemplo do sofrer por amor a Jesus. Exemplo de que o martírio não precisa ser de sangue, quem sabe uma alavanca para os tempos que chegam.

Vejo uma caverna na rocha. Na caverna estão folhas esmagadas sobre uma espécie de padiola feita de ramos entrelaçados e amarrados com juncos. Deve ser uma cama 'cômoda' como um instrumento de tortura. Na gruta ou caverna está também uma grande pedra que faz de mesa e outra pedra menor que faz de assento. No lado mais interno há uma outra grande pedra, aliás, é um pedaço saliente da rocha como fosse prateleira. Não sei se é assim por natureza ou se foi obra humana. Sobre esta prateleira, que parece um rústico altar, está pousada uma Cruz feita com dois ramos, segurados juntos por vimes. Numa fenda terrosa há planta de hera. 

Quem a plantou cuidou que os ramos formassem um enfeite à Cruz quase como se abraçasse, enquanto em dois rústicos vasos, que parecem modelados na argila por mão inexperiente, estão flores silvestres, e próprio ao pé da Cruz, numa concha gigante, está uma pequena planta de jasmim selvagem com as pequenas folhas bem limpas e dois botões próximo a desabrochar. Aos pés deste altar está um feixe de ramos espinhosos e um flagelo de cordas nodosas. Na gruta há também uma rústica vasilha de barro, com água dentro. E nada mais. Da estreita e baixa abertura da gruta se vê ao longe uns montes. A abertura é quase completamente escondida pelos ramos pendentes das plantas de hera, de caprifoliáceas e de roseiras selvagens. Parece uma cortina toda rasgada com fio que pende e se agitam por qualquer sopro de vento.

Uma mulher magra, vestida de uma rústica veste escura sobre a qual está pousada uma pele de cabra como manto, entra na gruta afastando os ramos pendentes. Parece exausta. É difícil identificar a sua idade. Se se deve julgar pelos rosto ressequido deveria ter bem mais de sessenta anos. Se se devesse julgar pelos cabelos compridos, densos dourados, longo as costas curvas se diria que tem quarenta anos. Os cabelos pendem em duas tranças longa às costas curvas e magras. Os cabelos são a única coisa que resplandecem naquela esqualidez. A mulher certamente deve ter sido uma bela mulher porque a fronte é ainda alta e lisa. O nariz bem feito e oval, porquanto emagrecida pela penitência, é regular. 

Mas os olhos não tem mais fulgor. Estão muito afundados na órbita e assinalados por dois bistres quase azuis. Dois olhos que denunciam as muitas lágrimas derramadas. Duas rugas (quase duas cicatrizes) se gravaram do ângulo do olho passando ao longo do nariz, vão se perder naquela outra característica ruga de quem sofreu muito que das narinas desce como um acento circunflexo aos ângulos da boca. As Têmporas são como escavadas e as veias róseo palidíssimo. Um tempo deve ter sido uma bonita boca, agora é desflorada. A curva dos lábios é semelhante àquela de duas asas que pendem cortadas. Uma boca dolorosa. 

A mulher se arrasta até a pedra que faz de mesa e pousa sobre a mesa umas frutinhas de murtas e de moranguinhos selvagens. Depois vai até ao altar e se ajoelha. Mas está tão fraca que quase cai e deve se sustentar com uma mão à pedra. Reza olhando a Cruz e umas lágrimas descem pelo sulco da ruga até a boca que a bebe. Depois deixa cair a pele de cabra e permanece só com a rústica túnica. Pega os flagelos e os espinhos. Aperta os ramos espinhosos ao redor da cabeça e ao redor dos lombos e flagela-se com as cordas. Mas é demais fraca, para e os flagelos caem-lhe das mãos. 

Está para desmaiar. Com ambas as mãos se segura no altar apoiando também a cabeça. Diz: 'Não aguento mais Raboni! Não posso mais sofrer. Mais sofrer em memória dos teus sofrimentos!'

Pela voz a reconheço. É Maria de Mágdala. Estou na sua gruta de p
enitência. Maria de Mágdala chora. Chama por Jesus com amor. Não pode mais fazer penitência. Mas amar pode ainda. A sua carne triturada pela penitência não resiste mais à fadiga de flagelar-se mas o coração tem ainda pulsações de amor e se consome nas suas últimas forças amando. E ela ama, permanecendo com a cabeça coroada de espinhos e os lombos apertados pelos espinhos, ama falando com seu Mestre em uma contínua profissão de amor e em renovado ato de dor. 

Escorregou com a fronte por terra. A mesma posição que tinha no Calvário defronte à Jesus deposto sobre o seio de Maria, na mesma posição que tinha na casa do Cenáculo em Jerusalém quando a Verônica abriu o véu com a imagem de Jesus, a mesma posição que tinha no horto de José de Arimatéia quando Jesus a chamou depois da Ressurreição e ela o reconheceu e o adorou. Mas agora chora porque Jesus não está. 'A vida me foge Mestre meu. E deverei morrer sem te rever? Quando poderei alegrar-me por ver teu Rosto? Os meus pecados estão defronte a mim e me acusam. Tu me perdoaste e creio que o inferno não poderá me possuir. Mas quanta espera no Purgatório antes de vir a Ti! Oh! Mestre bom! Pelo amor que me deste, conforta a minha alma! A hora da morte chegou. Pelo teu morrer desolado na Cruz, conforta a tua criatura! Tu me geraste. Tu. Não minha mãe. Tu me ressuscitaste mais que a Lázaro, meu irmão. Porque ele era bom e a morte não podia senão ser uma espera no limbo. Mas eu era morta na alma, e morrer queria dizer morrer eternamente. Jesus nas tuas mãos recomendo meu espírito! É teu, porque Tu o remiste. Aceito por última expiação de conhecer a dureza do Teu morrer abandonado. Mas dá-me um sinal que a minha vida serviu para expiar os meus pecados'.

'Maria!' Jesus aparece. É belo. Parece que desceu da rústica Cruz. Mas não é ferido e nem morrente. É belo como na manhã da Ressurreição. Desce do altar e vai para a prostrada no chão. Se curva sobre ela. A chama ainda, e dado que ela parece crer que aquela voz é espiritual, e, com o rosto por terra como está não vê a luz que Cristo emana. Ele a toca com uma mão na cabeça e tomando-a por um cotovelo, como a Betânia, para levantá-la. Quando ela se sente tocar e reconhece pelo comprimento aquelas Mãos, há um grande grito. 

E levanta o rosto transfigurado pela alegria. E logo o abaixa para beijar os pés do seu Senhor. 'Levanta-te, Maria, sou Eu mesmo. A vida foge. É verdade. Mas Eu venho para dizer-te que o Cristo te espera. Não há espera no Purgatório para Maria. Tudo já é perdoado a ela. Desde o primeiro momento foi perdoado. Mas agora é mais que perdoado. O teu lugar já está pronto no meu Reino. Maria, vim para te dizer isto. Não dei ordem ao anjo de comunicar-te isto porque Eu dou o cêntuplo de quanto recebo, e Eu lembro quanto recebi de ti. Maria, revivamos juntos uma hora do passado. Lembra Betânia. Era noite depois do sábado. Faltavam seis dias para a minha morte. A tua casa, a lembras? Era toda bela na cintura florida do teu pomar. A água cantava nos tanques e as primeiras rosas cheiravam ao redor dos seus muros. Lázaro me havia convidado à Ceia e tu havia despojado o jardim das flores mais lindas para ornar a mesa onde teu Mestre haveria de consumar o seu alimento. Marta não te disse nada porque lembrava as minhas palavras e te olhava com uma doce inveja porque tu resplandecias de amor, andando e voltando nos preparativos. 

E quando Eu cheguei tu correstes mais rápido que uma gazela ao meu encontro, precedendo os servos, para abrir a porteira com teu grito costumeiro. Parecia sempre o grito de uma prisioneira libertada. De fato Eu era a tua libertação e tu eras uma prisioneira libertada. Os Apóstolos estavam comigo. Todos. Também aquele que já era como um membro podre do corpo apostólico. Mas estavas tu para tomar aquele lugar. E tu não sabias que Eu olhando a tua cabeça abaixada para me beijar os pés, Eu esquecia o desgosto de ter ao meu lado o traidor. Quis que tu estivesse no Calvário por este motivo. Porque ver-te era ser seguro que a Minha morte não era sem resultado. E mostrar-me a ti era 
agradecimento pelo teu fiel amor... 
Maria, tu bendita que nunca traíste, depois da conversão e que me confirmaste na esperança Minha de Redentor, em ti vi todos os salvos pelo Meu morrer. Aquela noite do convite enquanto todos comiam, tu adoravas. Me deste a água perfumada para os meus pés cansados e beijos castos e ardentes para as minhas mãos e, não contente ainda, quebraste o último precioso vaso de perfume teu para ungir-me a cabeça e me 'arrumaste' os cabelos como uma mãe e me ungistes as mãos e os pés para que o teu Mestre cheirasse como um rei consagrado... E Judas te odiava porque tu eras honesta...e te repreendeu...mas Eu te defendi porque tu fizeste tudo por amor. Um amor tão grande que a sua lembrança veio comigo na agonia da noite de quinta-feira até às quinze horas de sexta-feira... 

Ora, por este ato de amor que tu me deste antes da minha morte, Eu venho a ti, antes da tua morte. O teu morrer não é diferente daquele que derrama o seu sangue por mim. O que dá o mártir? Dá a sua vida por amor ao seu Deus. Que dá o penitente? Dá a sua vida por amor ao seu Deus. Que dá o amante? Dá a sua vida por amor ao seu Deus. Vês que não há diferença. Martírio, penitência e amor consomem o mesmo sacrifício e pela mesma finalidade. Em ti, então, penitente e amante, há o martírio como de quem morre nas arenas. Maria, Eu te precedo na glória. Beija-me a mão e morre em paz. Repousa em paz. Para ti chegou o tempo de repousar. Dá-me os teus espinhos. Agora é tempo de rosas. Chegou o tempo de repousar. Deita-te e espera mais um pouco. Te abençôo, bendita.' 

E Jesus a obriga a estender-se sobre aquela espécie de leito e desaparece. Ela, com lágrimas nos olhos, se estende. Pranto de êxtase e parece que está para dormir com as lágrimas nos olhos que continuam a descer, com as mãos cruzadas sobre o peito e um sorriso nos lábios. De repente uma luz vivíssima ilumina a gruta. Maria se levanta. É o Anjo que traz um Cálice e que pousa sobre o altar. O Anjo se ajoelha e adora. Maria também se ajoelha. O Anjo pega de novo o cálice e lhe dá a Comunhão. Depois o Anjo desaparece. Maria cai com o rosto sobre as folhas do seu leito e morre. 





 


 
 


 









terça-feira, 21 de julho de 2026

21 de julho - Dia da Irmã Dolores Baldi

Primeira missionária da Congregação das irmãs Paulinas
1910-1999
Fundadora das Irmãs Paulinas no Brasil

Ser missionária era seu sonho. E este sonho ela o realizou no Brasil. Em outubro de 1931, deixou a Itália e veio viver a aventura missionária em nosso país. 

Quero falar-lhes de irmã Dolores Baldi, primeira missionária da Congregação das Irmãs Paulinas. Ela não era, nem é ainda, muito conhecida, contudo foi o instrumento dócil e forte nas mãos de Deus e a mola propulsora que fez acontecer, no Brasil, a instituição e todas as obras das Irmãs Paulinas. 

A Congregação das Irmãs Paulinas foi fundada pelo padre Tiago Alberione com a colaboração de irmã Tecla Merlo, em 1915, na Itália, e teve, no Brasil, sua primeira expansão no exterior. E irmã Dolores Baldi foi a escolhida para iniciá-la. Quem foi irmã Dolores Baldi? Ela mesma nos conta sua história: 
"Não conheci minha mãe. Ela morreu dois meses depois de me haver dado a luz. Fui confiada aos cuidados de uma ama, que me amamentou, de meu pai e de minha irmã mais velha, então com quinze anos. Éramos cinco irmãos: três mulheres e dois homens. 

Cresci num ambiente familiar unido, cristão, sereno e alegre. Aos doze anos, porém, após breve tempo de doença, meu pai faleceu e, logo depois, minha irmã, vítima de uma epidemia. E como minha outra irmã já havia se casado coube a mim os deveres de uma dona-de-casa: comprar, vender e cuidar de meus dois irmãos. 

Aos quatorze anos, comecei a sentir o desejo de ser missionária, para dedicar-me à catequese. Aos dezessete anos, esse apelo se tornou mais forte. Falei com meu pároco e ele me aconselhou a pensar melhor e entregar o meu futuro nas mãos de Deus. Ele saberia abrir-me o caminho missionário. Com o casamento de meu irmão, pensei que estivesse livre, mas com a morte prematura de minha cunhada tive de cuidar de meus dois sobrinhos pequenos. 

Após um ano, a convite de meu pároco, participei de um retiro orientado pelo padre Tiago Alberione. Entusiasmei-me com a espiritualidade e missão da Família Paulina, conversei com padre Alberione, que me aconselhou a entrar na Congregação, ainda não aprovada, mas já em plena atividade. Ingressei, sempre, porém, com o desejo de ir às missões. Esperançosa de um dia ser missionária, como me prometiam, comecei o noviciado. E antes mesmo de professar os votos religiosos a superiora me chamou e disse que o fundador havia me destinado para a missão no Brasil. Apesar de algumas preocupações, vibrei de alegria. Tinha, então, vinte e um anos. Comigo iriam uma irmã das Discípulas do Divino Mestre e um seminarista dos Paulinos. 

No dia 6 de outubro de 1931, diante dos fundadores e de minha formadora, pronunciei a fórmula da profissão religiosa prometendo, com a ajuda divina, entregar-me a Deus e à missão conforme o carisma paulino. Foi então que recebi o nome de Dolores, pois o meu nome de batismo era Tersila. Entregando-me o livro do Evangelho, um crucifixo e um terço, o fundador deu-me as últimas recomendações: "Nossa Senhora das Dores, ao pé da cruz, colaborou para a salvação de todas as pessoas. Santifica-te e os brasileiros se santificarão. O arcebispo de São Paulo não quer as Paulinas. Vocês fiquem escondidas por algum tempo, vistam-se de branco ou de vermelho - isso não tem importância - e esperem". 

Esse foi o início de uma caminhada de mais de setenta anos no Brasil, vivendo e partilhando, na Igreja local, uma evangelização inculturada a serviço do Evangelho e com os meios de comunicação social. 

Em 1966, quando a Congregação das Irmãs Paulinas no Brasil já contava com duas centenas de membros, muitas obras iniciadas, muitas casas construídas, irmã Dolores foi chamada para a Itália e mais tarde para Portugal, deixando em todos os lugares sua marca de missionária exemplar. 

Em 1976, a pedido das irmãs brasileiras, ela voltou ao Brasil, dedicando-se, então, não mais à direção da província, mas às atividades comuns nas comunidades. Mais tarde, transferiu-se para a casa das irmãs idosas, dedicando-se a pequenas tarefas. Em todo lugar e sempre, irmã Dolores foi exemplo de oração, entusiasmo apostólico, humildade e acolhimento. Sempre atenta, participava e alegrava-se com os progressos na missão. 

Por ocasião dos sessenta anos de consagração a Deus, entre outras coisas dizia: 
"Os fundadores me entregaram o que tinham de mais precioso: o Evangelho, o crucifixo e o terço. Os fundamentos foram sólidos e minha tarefa era construir com simplicidade e aos poucos, com erros e falhas, mas sem desanimar, na obediência e com amor. A semente foi lançada no Brasil, brotou e cresceu pela sua força íntima que é Deus. 

Após breves dias hospitalizada, com oitenta e nove anos, no dia 21 de julho de 1999, transferiu-se para a casa do Pai Celeste a fim de continuar intercedendo por nós e apostando na eficácia da missão de anunciar o Evangelho com os meios de comunicação social. 
Irmã Dolores tinha um carisma pessoal, uma personalidade forte e caráter marcante. Seu modo de ser e de viver traçou o estilo de vida e de missão de muitas pessoas. Abriu caminhos novos, com fé e coragem, para uma geração que viria mais tarde. 
Um dos centros da missão das irmãs Paulinas traz com muita gratidão o nome "Casa Irmã Dolores Baldi". Ela está aí, apontando para todos sua norma de vida missionária: "Confiança absoluta em Deus e ir em frente com coragem".

21 de julho - Dia de São Lourenço de Brindisi



São Lourenço de Brindisi
1559-1619 




Geralmente, as chamadas "crianças superdotadas", aquelas que demonstram um dom excepcional para alguma especialidade, quando crescem, parecem "perder os poderes" e nivelam-se com as demais pessoas. São poucas as exceções que merecem ser recordadas. Mas, com certeza, uma delas foi Júlio César Russo, que nasceu no dia 22 de julho de 1559, em Brindisi, na Itália. 

Seu nome de batismo mostrava, claramente, a ambição dos pais, que esperavam para ele um futuro brilhante, como o do grande general romano. Realmente, anos depois, lá estava ele à frente das forças cristãs lutando contra a invasão dos turcos muçulmanos, que ameaçava chegar ao coração da Europa depois de ter dominado a Hungria. Só que não empunhava uma espada, mas sim uma cruz de madeira. Nessa ocasião, já vestia o hábito franciscano, respondia pelo nome de Lourenço e era o capelão da tropa, além de conselheiro do chefe do exército romano, Filipe Emanuel de Lorena. 

Vejamos como tudo aconteceu. Aos seis anos de idade, o então menino Júlio César encantava a todos com o extraordinário dom de memorizar as páginas de livros, em poucos minutos, para depois declamá-las em público. E cresceu assim, brilhante nos estudos. Quando ficou órfão, aos quatorze anos de idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza. Nessa megalópole, pôde desenvolver muito mais os seus talentos para os estudos. 

Mas a religião o atraia de forma irresistível. Dois anos após chegar a Veneza, ele atendeu ao chamado e ingressou na Ordem dos Frades Menores de São Francisco de Assis. Em seguida, juntou-se aos capuchinhos de Verona, onde recebeu a ordenação e assumiu o novo nome, em 1582. Depois, completou sua formação na Universidade de Pádua. Voltou para Veneza em 1586, como professor dos noviços da Ordem, sempre evidenciando os mesmos dotes da infância. 
Tornou-se especialista em línguas e sua erudição levou-o a ocupar altos postos em sua Ordem e também a serviço do sumo pontífice. Foi provincial em Toscana, Veneza, Gênova e Suíça e comissário no Tirol e na Baviera, pregando firmemente a ortodoxia católica contra a Reforma Protestante, além de animar as autoridades e o povo na luta contra a dominação dos turcos muçulmanos. Lourenço foi, mesmo, o superior-geral da sua própria Ordem e embaixador do papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em conflito. 

Lourenço de Brindisi morreu no dia do seu aniversário, em 1619, durante sua segunda viagem à Península Ibérica, na cidade de Lisboa, em Portugal. Foi canonizado em 1881 e recebeu o título de doutor da Igreja em 1959, outorgado pelo papa João XXIII. A sua festa é celebrada um dia antes do aniversário de sua morte, dia 21 de julho.


LOURENÇO DE BRINDISI
Capuchinho, Doutor da Igreja, Santo
1559-1621

Júlio César ― nome de baptismo do Santo – nasceu em Brindisi a 22 de julho de 1559, filho de Guilherme Russo e Isabel Masella, casal 
  
modelarmente religioso, que desde o berço lhe incutiu o temor e o amor de Deus.

Aos oito anos de idade perdeu o pai; pouco depois foi admitido na escola dos meninos oblatos, espécie de pequeno seminário dos frades franciscanos, onde sua inteligência invulgar, fidelíssima memória e aplicação ao estudo o fizeram notar por parte de mestres e condiscípulos.

Adolescente, foi morar com o tio paterno, Padre Rossi, em Veneza. Este dirigia uma escola privada para alunos que seguiam o curso na Universidade de São Marcos e logo descobriu no sobrinho o tesouro que lhe fora confiado. Não hesitou em incentivá-lo na via da santificação e no desejo de abraçar a vida religiosa.

Assim, Júlio César entrou para a Ordem dos Capuchinhos, em Veneza, tomando em religião o nome Lourenço, com o qual tornar-se-ia célebre.

Entregou-se ao estudo das línguas latina, hebraica e grega, além de aprofundar-se em História, Filosofia e Teologia. Sua memória era tão prodigiosa, que aprendeu a Bíblia de cor, confidenciando mesmo a um condiscípulo que, se por desgraça essa obra sagrada viesse a desaparecer, ele seria capaz de reconstituí-la.

Frei Lourenço foi incumbido de pregar mesmo antes de sua ordenação, obtendo muitas conversões, tanto nesse período quanto depois de tornar-se sacerdote.

Tendo o eco do sucesso de Frei Lourenço chegado aos ouvidos do Papa Clemente VIII, incumbiu-o este das pregações aos judeus de Roma. Além de grande teólogo, familiarizado com as Sagradas Escrituras, Frei Lourenço tinha a vantagem de falar correntemente o hebreu. Cumpriu sua missão com êxito extraordinário, o que levou alguns judeus influentes, com considerável número de seus correligionários, a solicitar serem instruídos na verdadeira Religião.
Aos 30 anos, Frei Lourenço foi eleito Guardião (Superior do Convento) de Bassano del Grappa. Três anos após, Vigário Provincial da Toscana e depois de Veneza. Em 1596 elegeram-no Definidor Geral da Ordem, um dos mais elevados cargos. Mais tarde, tornou-se Guardião de Veneza e Provincial da Suíça.
Bastião da Cristandade perseguida

Do Tirol e do Império Austro-Húngaro apelaram aos Capuchinhos para socorrer a fé ameaçada. Frei Lourenço foi escolhido para chefiar um grupo de 11 confrades e fundar Mosteiros em Praga e Viena.

O problema era delicado por causa da pusilanimidade e superstição do Imperador Rodolfo e da influência que exerciam vários de seus auxiliares protestantes ― inclusive o famoso astrónomo Tyco-Brahe ― os quais envenenavam as relações do monarca com os missionários. Foi necessário o apoio de influentes nobres católicos para a revogação de uma sentença de expulsão dos religiosos.

O intrépido missionário pôs-se então a pregar, "refutando com coragem e impetuosidade implacável" (*) os hereges. Começou a participar de reuniões, promovidas por damas da aristocracia, entre católicos e protestantes, para debater problemas religiosos; seus conhecimentos de Teologia e da Sagrada Escritura propiciavam-lhe sempre superioridade nas discussões.

Foi-lhe assim possível fundar três conventos no Império: em Praga, Viena e Gratz, cidade então governada pelo Arquiduque Ferdinando, futuro Imperador, que na época contava 21 anos.
Exímio cruzado, diplomata e mediador

Quando os turcos invadiram a Hungria e rumaram para Viena, dois capuchinhos foram solicitados para capelães das tropas imperiais. Frei Lourenço decidiu ser um deles.

No campo de combate de Alba Real, o Santo era visto em toda parte confessando e animando os soldados. No ardor da batalha, munido de um Crucifixo, foi adiante das tropas gritando: "Avancemos, avancemos!" Por mais que os inimigos se empenhassem em derrubá-lo, foi-lhes impossível. Uma como que mão invisível desviava de tal maneira todos os golpes assestados contra o capuchinho, que os soldados refugiavam-se atrás dele como da mais protectora muralha... Apesar da inferioridade de armas, os filhos da Cruz desbarataram as tropas de Mafoma, infligindo-lhes pesada derrota.

Cena semelhante repetiu-se quando Frei Lourenço exerceu missão diplomática na Espanha, propondo a Felipe III, da parte do Papa Paulo V, nova investida contra os mouros daquele país. Estes, reorganizando-se, já constituíam uma força ameaçadora. Sob o comando de Dom Pedro de Toledo, um reduzido número de cristãos, inflamados pelo zelo do santo capuchinho, expulsou então os mouros de suas melhores posições, apoderando-se de seus bastiões.

São Lourenço de Brindisi exerceu também papel-chave na formação de uma Liga Católica, idealizada pelo Duque Maximiliano da Baviera, a fim de opor-se à Liga Protestante.

Visitando os Príncipes católicos e obtendo sua adesão – sobretudo a do Rei da Espanha, então a mais poderosa nação católica da Europa – tornou ele realidade esse plano.

Com sua habilidade diplomática, apoiada sobretudo em sua fama de santidade, Frei Lourenço, a pedido do Papa, conseguiu várias vezes evitar guerras fratricidas entre os Príncipes católicos, tendo reconciliado também o Arquiduque Matias com seu irmão, o Imperador Rodolfo, pois o primeiro ameaçava abrir uma cisão no Império e iniciar um conflito. Do mesmo modo, conseguiu fazer cessar uma guerra entre o Rei Felipe III da Espanha e o Duque da Sabóia, bem como outra entre o Duque de Parma e o de Mântua.

Colocando a Fé católica acima de tudo, São Lourenço de Brindisi sempre foi um paladino contra os inimigos da Igreja e um arauto da paz entre os príncipes católicos.
Polemista extraordinário e taumaturgo
Frei Lourenço polemizou com o pastor luterano Policarpo Leyser, que escrevera contra ele e os jesuítas um panfleto cheio de injúrias, no qual os desafia a refutá-lo por escrito.

Nessa polémica, julgou melhor atacar directamente Lutero, cabeça da heresia, do que aquele Pastor, um de seus inexpressivos membros. Com seu profundo conhecimento da Escritura em seus originais grego e hebreu redigiu uma refutação "das mais originais e das mais geniais jamais concebidas". Isto é, um manual de"consulta rápida e de linhas-mestras claras e precisas", no qual vê-se a "habilidade e competência impressionantes do autor no emprego dos textos originais da Santa Escritura sobre os quais os protestantes pretendiam apoiar-se", partindo assim "para um ataque formidável contra Lutero". Para a redacção desse manual, o Santo "compulsa pessoal e escrupulosamente as próprias obras do heresiarca".

Suas actividades eram quase sempre apoiadas por estupendos milagres, narrados por seu primeiro biógrafo e contemporâneo, Frei Lourenço d’Aosta: cegos viam, paralíticos andavam, mudos agradeciam em alta voz. Em cada vilarejo que entrava, era recebido com uma verdadeira apoteose. Feliz época aquela, em que a virtude era popular!

Frei Lourenço ligou-se de santa amizade com o Duque da Baviera, Maximiliano, em quem via um grande zelo pela Religião. A pedido deste, obteve a cura da Duquesa, que sofria de histeria e esterilidade.

Vigário-Geral da Ordem

Em 1602, os padres capitulares elegeram Frei Lourenço para Vigário-Geral da Ordem. Ao mesmo tempo, confiaram-lhe o cuidado de visitar as províncias transalpinas da mesma.

Viajando a pé, às vezes percorrendo até 40 milhas por dia, tanto durante o tórrido verão quanto o frígido inverno, ou enfrentando chuvas torrenciais, visitou ele, em um ano, as Províncias da França, Países Baixos e Espanha.

Nessas visitas, algumas vezes Frei Lourenço ia à cozinha lavar a louça utilizada por seus confrades. Mas esse ato de humildade não o impedia de utilizar a energia, quando necessário. Assim, num convento que dispunha de muitas comodidades, ao lado de uma igreja mal cuidada, chamou a atenção do Guardião: "Deus antes, vós depois" disse-lhe. "Não tendes vergonha de estar todos em um convento aquecido e de mesa bem guarnecida ao lado de uma capela ameaçada de ruína, com a chuva inundando o santuário?"

Seu zelo pelo cumprimento das regras pode ser avaliado pelas Ordenações que deixou em diferentes lugares e os apelos contínuos, insistentes e enérgicos em prol da austeridade tradicional da Ordem, especialmente da mais estrita pobreza.
Os dois grandes amores de São Lourenço:

a Virgem Maria e a Sagrada Eucaristia 

A devoção que Frei Lourenço votava à Virgem Maria representa algo de inexprimível. Era uma devoção "impregnada de reconhecimento. Ninguém mais que ele foi tão convencido de tudo ter recebido de Maria e por intermédio de Maria". Entre outras graças insignes que o Santo Lhe atribui está a de nunca ter sido sujeito às tentações de sensualidade.

Do púlpito, dizia: "Todo dom, toda graça, todo benefício que temos e que recebemos continuamente, nós os recebemos por Maria. Se Maria não existisse, nós não existiríamos e não haveria o mundo". "Deus queira – insistia ele – que todos, todos, todos, e desde a infância, aprendessem bem depressa essa verdade: aquele que se confia a Maria, que se entrega a Maria, não será jamais abandonado, nem neste mundo nem no outro".

Ele transcreveu, numa obra intitulada Mariale, os sentimentos de seu coração: "É uma mobilização de toda a Escritura para defesa e exaltação da Mãe de Deus". 
"É o que se escreveu de melhor e de mais completo sobre a Virgem Mãe de Deus".

A outra grande devoção de São Lourenço de Brindisi foi à Sagrada Eucaristia. Ela se exprimia mais propriamente durante o Santo Sacrifício da Missa, que era "o centro não somente de sua vida espiritual, mas de toda sua existência". Para poder expandir seu coração nesse sublime mistério, ele obteve do Papa as dispensas e os indultos necessários, de modo que – coisa inusitada naquela época – podia celebrar a qualquer hora do dia ou da noite. O santo "prolongava a celebração [da Missa] durante seis, oito, 10 horas ou mais". Isso se explica pelos frequentes êxtases que o arrebatavam nas várias partes do Santo Sacrifício.
Última Missão e predição da morte

A última missão que exerceu foi junto a Felipe III, contra o Duque de Ossuna – homem valente, mas devasso e corrompido, que oprimia seus vassalos – acobertado na Corte por seu parente, o Duque de Uceda, favorito do Rei.

Embora o soberano estimasse muito Frei Lourenço, não queria descontentar o Duque de Uceda. Em vista disso, as coisas não iam para a frente. A Santa Sé também, temendo a cólera do Duque de Ossuna, Vice-rei de Nápoles, não ousava dizer uma palavra para fazê-lo cair.

Frei Lourenço, inflamado de zelo, para provar a santidade da causa que defendia, revelou que em breve morreria e que no prazo de dois anos o Soberano espanhol e o Papa o seguiriam ante o tribunal de Deus.

Poucos dias depois, após um ataque agudo de gota seguido de febre, Frei Lourenço entregava sua alma a Deus, quando cumpria 60 anos. O Papa Paulo V seguiu-o, em janeiro de 1621, e dois meses após, Felipe III. Três anos depois, era a vez do Duque de Ossuna, a quem Felipe IV mandara processar e prender no castelo de Almeida...
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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."