A obra de são Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Mas para fazer justiça, como ele sempre pregou, temos de acrescentar mais uma, sem dúvida a mais importante: humildade.
Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para posicionar-se na frente, ao lado e até abaixo dos pobres, doentes e, principalmente, das crianças.
Nasceu no castelo da família em Arona, próximo de Milão, em 2 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era Margarida de Médicis, da mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja.
Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir a Deus, como era hábito na época. Com vocação religiosa acentuada, penitente, piedoso e caridoso como os pobres.
Levou a sério os estudos diplomando-se em direito canônico, aos vinte e um anos de idade. Um ano depois, fundou uma Academia para estudos religiosos, com total aprovação de Roma. Sobrinho de Pio IV, aos vinte e quatro anos já era sacerdote e bispo de Milão.
Na sua breve trajetória, deixou-se guiar apenas pela fé, atuando tanto na burocracia interna da Igreja quanto na evangelização, sem fazer distinção para uma ou para a outra. Talvez tenha sido o primeiro secretário de Estado no sentido moderno da expressão. Formado pela Universidade de Pávia, liderou uma reforma radical na organização administrativa da Igreja, que naquele período era alicerçada no nepotismo, abusos de influências e sintomas graves de corrupção e decadência moral.
Para isso conquistou a colaboração de instituições, das escolas, dos jesuítas, dos capuchinhos e de muitos outros. Foi um dos maiores fundadores que a Igreja já teve. Criou seminários e vários institutos de utilidade pública para dar atendimento e abrigo aos pobres e doentes, o que lhe proporcionou o título de "pai dos pobres".
Orientou muitas Ordens e algumas que surgiram depois de sua morte o escolheram para padroeiro, dando continuidade à grandiosa obra de amparo aos mais pobres que nos deixou.
Contudo tudo foi muito difícil, porque encontrou muita resistência de Ordens conservadoras. Aliás, foi até vítima de um covarde atentado enquanto rezava na capela. Mas saiu ileso e humildemente perdoou seu agressor.
Chegou 1576 e com ele a peste. Milão foi duramente assolada e mais de cem padres pagaram com a própria vida as lágrimas que enxugaram de casa em casa.
Um dos mais ativos era Carlos Borromeu. Visitava os contaminados, levando-lhes o sacramento e consolo sem limites nem precauções, num trabalho incansável que lhe consumiu as energias. Chegou a flagelar-se em procissões públicas, pedindo perdão a Deus em nome de seu povo.
Até que um dia foi apanhado, finalmente, pela febre, que minou seu organismo lentamente. Morreu anos depois, dizendo-se feliz por ter seguido os ensinamentos de Cristo e poder encontrar-se com ele de coração puro.
Tinha apenas quarenta e seis anos de idade, quando isso aconteceu no dia 4 de novembro de 1584, na sua sede episcopal, na Itália.
O papa Paulo V canonizou-o em 1610 e designou a festa em homenagem à memória de são Carlos Borromeu para o dia de sua morte.
Santa Ida de Toggenburg (Suíça) - Festejada 3 de novembro
A antiga Abadia de Fischingen se erguia em um vale da Suíça. Nela havia uma cela de pequenas dimensões, construída ao lado da mesa de comunhão, com uma janela estreita, que era a única comunicação com o exterior. Dentro da cela vivia uma mulher, consumida pelos anos e pelas penitências. Era Ida, outrora Condessa de Toggenburg. Salva milagrosamente ao cair num abismo, viveu algum tempo numa gruta no meio da floresta, purificando sua alma e destruindo a formosura de seu corpo. Ali a encontrou seu marido num dia de caça.
- Volte para o castelo - lhe disse. Tenho chorado muito por tua causa. Já sei que és inocente e que Deus te salvou com um milagre.
A penitente recusou atendê-lo e como ela estivesse muito mudada, o conde não insistiu. Ida então se retirou em Fischingen (¹). Na cela junto à igreja da Abadia ela continuou rezando, quando certo dia uns homens levaram o cadáver de seu esposo e o enterraram em frente ao local onde ela vivia. De sua janelinha podia ver o sarcófago de mármore do Conde de Toggenburg.
Em sua reclusão, Ida orava, tecia, fabricava as hóstias do altar e lia. Ela passava a maior parte da noite rezando o Saltério. O ‘inimigo’ às vezes ficava aborrecido com o fervor de sua oração, e vinha apagar a sua candeia. Então acontecia uma coisa estranha: o sepulcro se abria, ouvia-se o estalar de ossos, e um esqueleto muito galante saia, com a espada na cintura de prata, ia até a lamparina que iluminava o tabernáculo e a levava à janelinha de Ida. A reclusa acendia sua candeia com aquela lamparina. Feito isto, o esqueleto, fazendo uma profunda reverência, colocava a lamparina de volta no altar e se recolhia no seu frio leito… O Conde de Toggenburg interrompia o sono da morte para servir a esposa amável que ele não soubera compreender em vida.
E a condessa bendizia sua reclusão pensando nos enganos da vida, nas mentiras do amor e na inconsistência daquela felicidade que um tempo havia embriagado sua alma. Diante daquele esqueleto galante e obsequioso, baixava os olhos pensando: Tudo é mentira, menos servir e amar a Deus.
*
Santa Ida nasceu em Kirchber, em 1156 e faleceu em Fischingen em 1226. Era filha do Conde de Kirchberg, e casou-se com o Conde de Toggenburg.
Segundo a legenda, o anel nupcial de Ida foi roubado e encontrado por um caçador. Quando o conde viu o anel na mão deste último, acusou a esposa de infidelidade. E, irado, mandou matar o caçador e lançou a esposa de uma janela. Graças a sua inocência, ao cair ela foi milagrosamente salva. Após viver em uma ermida, instalou-se em uma cela de clausura junto a Abadia de Fischingen, onde morreu em odor de santidade.
Uma obra escrita por Sebastian Brant, em língua alemão, foi publicada em 1510 com o título Der Heiligen Leben, editada por Williams-Krapp emZeitschrift für die Geschichte des Oberrheins (Revista das histórias do Alto Reno) 1982, S. 71-80.
Em 1974/75, Bruno Meyer pode constatar que no século XII houve em Fischingen uma certa Ida, viúva, que fora casada com um Diethelm von Toggenburg. Consta ter ela se casado em segundas núpcias com Gottfried von Marstetten; pode ter sido esta dama que com sua vida santa tenha constituído a base para a tradição do culto de Santa Ida.
A veneração a Santa Ida limitava-se a Fischingen e as vizinhanças até 1600, tendo se estendido depois a Kirchberg. Santa Ida é patrona da capela de Bauen, no lago dos Quatro Cantões, que foi documentada pela primeira vez, em 1561, como Capela de Santa Ida.
Em 1704, a legenda de Santa Ida foi escrita pelo abade de Fischingen, Franz Troger, com dados locais (lago dos Quatro Cantões).
O Papa Bento XIII aprovou seu culto para a Diocese de Constança em 1724. Na Diocese de Basiléia é ainda hoje venerada como protetora para gado fugitivo.
Toggenburg - Suíça
Entre a cordilheira Churfirsten e o Säntis - a montanha mais alta do leste da Suíça, com 2.501m - a região de Toggenburg fica a uma hora de Zurich. Nada se compara a fauna e a flora desta região em sua diversidade.
(¹) A Abadia de Fischingen
Esta abadia foi fundada em 1138 por Ulrico II, Bispo de Constança, como a intenção de abrigar e hospedar peregrinos em seu caminho de Constança a Abadia de Einsiedeln.
O eremita Gebino foi designado 1º abade. Em apenas seis anos ele havia construído a torre do sino, acomodação para monges e monjas, e para hóspedes. No seu auge, cerca do ano 1210, Fischingen tinha 150 monges e 120 monjas. O senhorio de proteção da abadia pertencia aos Condes de Toggenburg. Santa Ida, que viveu numa cela da abadia por volta de 1200, está sepultada em uma capela fora da igreja da abadia.
A partir de 1460, a abadia ficou sob a autoridade da administração de Thurgau da Antiga Confederação Suíça.
Abadia de Fischingen
Durante a pseudo-reforma, a abadia foi dissolvida por muitos anos quando, em 1526, o abade e quatro monges se tornaram protestantes. A abadia foi aberta novamente por iniciativa da Igreja Católica.
Nos séculos 17 e 18, as instalações foram restauradas nos estilos Barroco e Rococó. Entre 1685 e 1687 uma nova igreja foi construída, e em 1705 uma capela dedicada a Santa Ida.
A Abadia foi dissolvida em 27 de junho de 1848, pelo Grande Conselho de Thurgau.
Em 1852, as instalações foram vendidas a uma fábrica têxtil. Depois, uma escola funcionou ali. Em 1879, foi adquirida pela sociedade católica de voluntários "Verein St. Iddazell", que estabeleceu ali o Orfanato de Santa Ida.
De acordo com a constituição suíça, ficara proibida a abertura de novos mosteiros e a restauração de antigos. Com a retirada desta cláusula em 1973, a Abadia de Fischingen foi reaberta como um priorado independente em 1977.
Dia 3 e Novembro, Festa Litúrgica de Santo Huberto.
É ainda invocado pelos matilheiros, arqueiros, guardas florestais, matemáticos, fundidores, peleiros, para os cães, pelos bispos que tem que governar regiões muito problemáticas, pela cidade de Liége e ainda para curar as mordeduras de cães e a raiva.
Santo Huberto viveu no período medieval, entre 656 e 728. Era filho do Duque Bertrand da Aquitania e neto do rei Chariberto, de Toulouse.
Desde jovem que era adepto da caça e muito valente a lutar com as feras. Um dia, num bosque, o seu pai foi atacado por um urso furioso que o ia matar, mas o jovem Huberto chegou a tempo e arremeteu tão fortemente para a fera que esta teve que soltar o Duque Bertrand, assim salvando a sua vida.
Foi enviado para estudar no palácio do rei de Neustria (Bélgica) mas ele tinha fracos costumes e fugiu.
Foi então para o palácio do Conde de Austrasia, onde recebeu uma boa educação e casou-se com uma filha do conde Dagoberto, Floribane, da qual teve um filho a que chamou Floriberto.
Huberto esqueceu os sábios conselhos da sua santa mãe e dedicou-se unicamente a festas e desportos, deixando de ir à missa. E uma certa Sexta-feira Santa, em vez de assistir às cerimonias religiosas, foi à caça.
Lenda de St. Huberto.
Aconteceu então que, diz a lenda[2], perseguindo um veado em pleno bosque, ele se deteve repentinamente o que fez parar os cães e os cavalos. Entre os cornos do veado apareceu uma cruz luminosa e Huberto ouviu uma voz que lhe dizia: “Se não voltares para Deus cairás no Inferno”.
O jovem príncipe rapidamente foi procurar o Bispo S. Lambert, perante o qual pediu, de joelhos, perdão pelos seus pecados. O santo bispo concedeu-lhe o perdão e dedicou-se a instrui-lo esmeradamente na religião. Pouco tempo depois morria e esposa do príncipe que pode assim dedicar-se totalmente à vida espiritual.
Renunciou ao direito de ser herdeiro do trono, repartiu os seus bens pelos pobres e foi ordenado sacerdote. Entrou então para o convento dos Padres Beneditinos e dedicou-se à oração, à leitura e meditação, enquanto se ocupava com trabalhos humildes como lavrador e pastor de ovelhas.
Desejava ir a Roma ver o túmulo dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e ouvir o Sumo Pontífice. E assim partiu, a pé, escalando montanhas cobertas de gelo e atravessando em pequenos barcos rios de caudais fortíssimos, até que conseguiu chegar, depois de mil perigos, à Cidade Eterna.
Estando um belo dia numa igreja de Roma, orando devotamente, quando foi mandado chamar pelo Sumo Pontífice Sérgio. Este contou-lhe que o bispo Lambert tinha sido assassinado pelos inimigos da fé e que era de opinião que a melhor pessoa para substituir o bispo morto era ele, o monge Huberto. Apesar do medo em aceitar tal cargo, uma visão sobrenatural convenceu-o que devia aceitar, tendo sido consagrado bispo da Igreja Católica.
Santo Huberto foi bispo de Tongres, de Maestricht e de Liège, Bélgica.
O território que competiu governar a S. Huberto era povoado por gentes que adoravam ídolos e eram muito cruéis. Ele percorreu todas as regiões ensinado a verdadeira religião e afastando das gentes as falsa crenças e as maléficas superstições.
Deus concedeu-lhe o dom de fazer milagres. Os que tinham maus espíritos, ao encontrarem-se com o santo recuperavam a paz, sendo abandonados pelos maus espíritos. Os que antes adoravam ídolos e deuses falsos, ao ouvi-lo falar tão harmoniosamente de Deus dos Céus, que fez a terra, e tudo quanto existe, exclamavam “Não nos haviam falado assim” e convertiam-se e faziam-se baptizar.
Por rios tormentosos, cruzando selvas tenebrosas, fazendo viagens muito cansativas e percorrendo os campos em procissão, cantando e rezando, visitou todo o território da sua diocese, oferecendo os sacrifícios da sua viagem para a conversão dos pecadores, e Deus respondeu-lhe concedendo-lhe que milhares se convertessem à verdadeira fé.
Um dia viu a casinha de uma mulher pobre em chamas. Pôs-se a rezar com toda a sua fé e o incêndio apagou-se milagrosamente.
Construiu um templo a S. Lamberto, o santo bispo assassinado, e para lá levou as relíquias do mártir (ao abrir-se o túmulo, depois de vários anos, o corpo estava incorrupto, como se tivesse sido acabado de sepultar). À passagem do corpo do santo vários paralíticos ficaram sarados e começaram a andar e vários cegos recuperaram a vista.
Um dia, enquanto S. Huberto celebrava a missa, entrou na igreja um homem louco, que tinha sido mordido por um cachorro com hidrofobia (ou raiva). Toda a gente saiu a correr da praça, mas o santo deu uma bênção ao louco e este ficou instantaneamente sarado e saiu da praça gritando “Voltem tranquilos ao templo que o santo bispo me curou com a sua bênção”. Por isso muita gente invoca S. Huberto contra as mordeduras de cães raivosos.
Outro dia aproximou-se do mar e viu que uma terrível tempestade afundava uma barca cheia de pessoas, e que todos os passageiros caíam entre as ondas embravecidas. O santo ajoelhou-se e orou por eles e milagrosamente os náufragos saíram sãos e salvos. Por isso mesmo os marinheiros têm muita fé a S. Huberto.
No ano 727 Deus anunciou-lhe que estava prestes a morrer, pelo que ao terminar a missa deixou os seus fiéis. “Já não voltarei a a beber deste cálice entre vocês”. Pouco depois adoeceu e morreu santamente, deixando entre as gentes a recordação de uma vida dedicada totalmente ao bem dos demais.
Santo Huberto morreu no dia 30 de Maio de 727.
Santo Huberto foi canonizado em 743.
O seu corpo foi exumado da igreja de S. Pedro, em Liége, em 825; embora morto há muitos anos o seu corpo estava em bom
Sílvia era italiana, nascida em Roma em torno de 520, numa família de origem siciliana de cristãos praticantes e caridosos. Os dados sobre sua infância não são conhecidos. Porém a sua adolescência coincidiu com um difícil e turbulento período histórico, o declínio do Império Romanoe a tomada do mesmo pelos bárbaros góticos.
Ela entrou para a família dos Anici em 538, quando se casou com o senador Jordão. Essa família romana era muito rica e influente, e muitos nomes forneceu para a história do senado italiano. Sílvia foi residir na casa do marido, um palácio que ficava nas colinas do monte Célio, onde ele vivia com suas duas irmãs, Tarsila e Emiliana.
O casal logo teve dois filhos. O primeiro foi Gregório, nascido em 540, e o segundo, que o próprio irmão citava com freqüência, nunca teve citado o nome. As cunhadas Tarsila e Emiliana tornaram-se santas, incluídas no calendário da Igreja, E seu primogênito foi o grande papa Gregório Magno, santo, doutor da Igreja e a glória de Roma do século VI.
Sílvia soube conduzir essa família de verdadeiros cristãos e romanos autênticos. Não permitiu que a o ambiente da Corte que freqüentavam impedisse a santificação pela fé, mantendo sempre a pureza dos costumes separada da notoriedade pública.
As cunhadas são um exemplo da figura de Sílvia, mãe providente e benfeitora, que soube conciliar as exigências de uma família de político atuante, como era o marido Jordão, com o desejo de perfeição espiritual representado pelas duas cunhadas.
Por falta de notícias precisas, a santidade de Sílvia aparece refletida através daquela de seu filho.
Sem dúvida, sobre são Gregório Magno o exemplo e o ensinamento da mãe foi um peso que não se pode ignorar. Embora ele tenha escrito muito pouco sobre a mãe e as tias, nas pregações costumava citar-lhes o exemplo.
Dados encontrados sobre a vida de Silvia relatam que, quando o senador Jordão morreu em 573, ela tratou de uma doença grave do filho Gregório, que já adulto atuava no clero, levando pessoalmente as refeições até sua pronta recuperação. Depois disso, entregou o palácio onde residia para que o filho o transformasse num mosteiro.
Quando Gregório não precisou mais da sua ajuda e nem de sua orientação, Sílvia retirou-se para a vida religiosa num dos mosteiros existentes fora dos muros de Roma. No qual, com idade avançada, ela morreu serenamente, num ano incerto, mas depois de 594.
O Martirológio Romano indica o dia 3 de novembro para o culto litúrgico em lembrança da memória de santa Sílvia. Em 1604, suas relíquias foram levadas para a igreja de santos André e Gregório, construída no antigo mosteiro e palácio de monte Célio, onde o papa São Gregório Magno nasceu e santa Sílvia viveu com as duas cunhadas santas.
Martinho de Lima, ou melhor, Marinho de Porres, conviveu com a injustiça social desde que nasceu, em 9 de dezembro de 1579, em Lima, no Peru. Filho de Juan de Porres, um cavaleiro espanhol, e de uma ex-escrava negra do Panamá, foi rejeitado pelo pai e pelos parentes por ser negro.
Tanto que na sua certidão de batismo constou "pai ignorado". O mesmo aconteceu com sua irmãzinha, filha do mesmo pai. Mas depois Juan de Porres regularizou a situação e viveu ainda algum tempo com os filhos, no Equador. Quando foi transferido para o Panamá como governador, deixou a menina aos cuidados de um parente e Martinho com a própria mãe, além de meios de sustento e para que estudasse um pouco.
Aos oito anos de idade, Martinho tornou-se aprendiz de barbeiro-cirurgião, duas profissões de respeito na época, aprendendo numa farmácia algumas noções de medicina. Assim, estava garantido o seu futuro e dando a volta por cima na vida.
Mas não demorou muito e a vocação religiosa falou-lhe mais alto. E ele, novamente por ser negro, só a muito custo conseguiu entrar como oblato num convento dos dominicanos. Tanto se esforçou que professou como irmão leigo e, finalmente, vestiu o hábito dominicano. Encarregava-se dos mais humildes trabalhos do convento e era barbeiro e enfermeiro dos seus irmãos de hábito.
Conhecedor profundo de ervas e remédios, devido à aprendizagem que tivera, socorria todos os doentes pobres da região, principalmente os negros como ele.
A santidade estava impregnada nele, que além do talento especial para a medicina foi agraciado com dons místicos. Possuía muitos dons, como da profecia, da inteligência infusa, da cura, do poder sobre os animais e de estar em vários lugares ao mesmo tempo.
Segundo a tradição, embora nunca tenha saído de Lima, há relatos de ter sido visto aconselhando e ajudando missionários na África, no Japão e até na China. Como são Francisco de Assis, dominava, influenciava e comandava os animais de todas as espécies, mesmo os ratos, que o seguiam a um simples chamado.
A fama de sua santidade ganhou tanta força que as pessoas passaram a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois uma peste epidêmica atingiu a comunidade e muitos padres caíram doentes. Então, Martinho associou às ervas a fé, e com o toque das mãos curou cada um deles.
Verdadeira face de São Martinho de Porres
Pintura anônima do séc. XVII.
Mosteiro de Santa Rosa de las Monjas de Lima, Peru
Morreu aos sessenta anos, no dia 3 de novembro de 1639, após contrair uma grave febre. Porém o padre negro dos milagres, como era chamado pelo povo pobre, deixou sua marca e semente, além da vida inteira dedicada aos desamparados. Com as esmolas recebidas, fundou, em Lima, um colégio só para o ensino das crianças pobres, o primeiro do Novo Mundo.
O papa Gregório XVI beatificou-o em 1837, tendo sido canonizado em 1962, por João XXIII, que confirmou sua festa no dia 3 de novembro. Em 1966, Paulo VI proclamou são Martinho de Porres padroeiro dos barbeiros. Mas os devotos também invocam sua intercessão nas causas que envolvem justiça social.
“Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício” (SI 141, 8)
CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ/SP
MENSAGEM DE SANTA CATARINA DE BOLONHA
COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU
(Marcos) “Bela princesa do Céu, quem sois vós?”
SANTA CATARINA DE BOLONHA
“- Marcos predileto, Eu Sou CATARINA DE BOLONHA!... Sou CATARINA, que tu bem conheces e que bem sabes quanto amor tive Eu por Nosso SENHOR, pela VIRGEM SANTÍSSIMA sobre a Terra, e também quanta caridade e piedade tive pelas Santas Almas do Purgatório...
Hoje, quando vós comemorais o dia de todos aqueles que foram fiéis ao SENHOR e já partiram para a Eternidade. Convido-vos também a vos lembrardes daquelas almas que foram fiéis ao SENHOR, que O amaram com o amor abrasador, que O serviram, que amaram a VIRGEM SANTÍSSIMA com todas as suas forças; mas ainda estão em via de purificação no Purgatório... Por causa, de pequenas faltazinhas, de pequenas culpas veniais, estão purificando-se naquele fogo; que é tão terrível e devorador quanto o do inferno. Mas, que é limitado e que tem o tempo de ser apagado para aquelas Almas Santas.
Mas, enquanto estão lá, quanto sofrem!... quanto gemem!... quanto aspiram estar com DEUS e com a VIRGEM SANTÍSSIMA, com os ANJOS e Conosco, os SANTOS Bem Aventurados na Glória Eterna! Eles nos vêem, ouvem os Cânticos da Glória que entoamos no Paraíso. Já pressentem para si os gozos eternos da felicidade e da plena posse de DEUS, da participação na sua felicidade infinita. E por causa disso, são consumidas por dores atrozes, por arrependimentos atrozes por não terem sido estritamente perfeitas; como os Mandamentos da Lei de DEUS exigiam que elas tivessem sido. Como as obrigações de seu estado de vida na Terra, exigia que tivessem sido... Como a Graça de DEUS e o número de favores e luzes celestes, que receberam em sua vida na Terra, exigiam que eles correspondessem... com o amor, com uma dedicação, com uma servidão perfeitíssima e sem mácula alguma de amor próprio, relaxamento ou mesmo imperfeição...
Aquelas almas esperam vossas orações... para que possam sair daquela triste prisão e possam alcançar a eterna bem aventurança no Céu!
REZAI POR ELAS!
E estareis fazendo a maior obra de caridade, que se pode fazer ao próximo, pois; se tirar uma pessoa terrena, das chamas que a queimam é ato louvável de grande caridade e de heroísmo... muito maior é ainda tirar aquelas Santas Almas: boas, santas, perfeitas; que amaram ao SENHOR com todas as suas forças e foram muito dignas de serem ajudadas e amadas, daquelas chamas terríveis que as consomem...
Fazei isto e estareis fazendo ato de grande merecimento diante do SENHOR.E sereis recompensados por ELE, com divinas bênçãos que vos conduzirão seguramente à felicidade do Céu, sem precisardes vós, passar por aquelas chamas terríveis, que consomem as SANTAS ALMAS DO PURGATÓRIO...
CONVIDO-VOS TAMBÉM A PENSARDES NA ETERNIDADE...
ESTULTICE... é viver como se sempre houvesse amanhã!...
ESTULTICE... é viver como se o homem pudesse voltar a esta Terra uma segunda vez, para ter uma segunda vida, para ter uma segunda chance de reparar o mal que fez e o bem que não fez!...
O HOMEM PASSA POR ESTA TERRA SOMENTE UMA VEZ...
E SE ELE NÃO APRENDER A AMAR O SENHOR ENQUANTO FOR VIADOR NESTE MUNDO... NO OUTRO NÃO PODERÁ MAIS FAZÊ-LO. E POR ISSO SERÁ PRECIPITADO NAS CHAMAS ETERNAS DO INFERNO, PORQUE TERÁ FINDO O TEMPO DA MISERICÓRDIA E DA GRAÇA PARA ELE...
IGUALMENTE TRISTE E GRANDE ESTULTICE... é passar a vida toda amando apenas as criaturas e não procurando amar a DEUS. Ou então, contentar-se de amá-Lo pouco, porque estas almas que poderiam ser verdadeiras 'águias' voando bem alto no Céu do Amor de DEUS, preferem no entanto; serem como que pequenas galinhas, pequenas gazelas, que só caminham na terra e ciscam na terra!
Oh! Meus amados irmãos!
Não fostes chamados para amar pouco a DEUS!
Fostes chamados para amar muito a DEUS! Para O amar... com todas as forças do vosso coração... de todo o vosso ser...
Sois chamados a amar a DEUS, como ninguém jamais O amou!
Sois chamados, a amar a VIRGEM SANTÍSSIMA, como ninguém nunca A amou até agora!
Sois chamados, a verdadeiramente desaparecerdes, como uma gota de água que seca quando cai no deserto!
Para que assim, a vossa alma, possa subir até as maiores alturas da Graça e possa então viver perfeitamente no Céu do Amor de DEUS...
Vós deveis desaparecer completamente, para que o Amor de DEUS apareça em vós!
Vós deveis esvaziar-vos completamente, para que o Amor de DEUS possa encher as vossas almas até transbordar, para que outras almas vendo o Amor de DEUS em vós, também conheçam, possam beber d’ELE e possam também saciar sua sede: de Verdade, de Amor Divino, de Santidade, de Graça e Paz!...
Vós sois chamados a seguirdes pela mesma estrada, pela qual Eu segui:
- O caminho do Amor;
- O caminho das virtudes;
- O caminho do perfeito abandono e entrega confiante nas Mãos de DEUS!
Tal como Eu amei o SENHOR, com todas as Minhas forças, a ponto de mesmo ELE transpassar o Meu Coração com a Lança do Seu Ardente e Divino Amor...
Vós também sois chamados a terdes este Amor, que vos faz morrer a todo o momento para vós mesmos e servirdes com generosidade a Este SENHOR, que vos amou com Amor de predileção! Pois se tal não fosse, não estaríeis aqui. Pois aqui, são chamados a vir apenas aqueles sobre os quais, DEUS tem Planos especiais de salvação, que ELE reserva para o conhecimento único d’ELE mesmo! Mas que são Planos e Desígnios que irão render-Lhe muita Glória e também a salvação de muitas almas...
O ‘REINO de DEUS’ já está entre vós! Ele está Aqui... É vos oferecido NESTAS APARIÇÕES todos os dias! Vós só deveis aceitá-Lo, levá-Lo para a vossa vida... Buscá-Lo antes que todas as coisas!...Buscá-Lo em primeiro lugar! E todas as coisas vos serão dadas, ou seja; todas as Graças necessárias para a vossa santificação e aperfeiçoamento espiritual, vos serão dadas em acréscimo.
Eu estou convosco! E prometo guiar-vos, ajudar-vos no caminho deste aperfeiçoamento espiritual...
Confiai em Mim! Rezai-Me! Pois Eu estou atenta, sempre à voz das vossas orações...
AMEMOS O NOSSO AMADO!!!
PROCUREMOS O NOSSO AMADO!!!
QUE O NOSSO ÚNICO DELEITE, SEJA ESTAR NOS BRAÇOS DE NOSSO ESPOSO, DE NOSSO AMADO JESUS, O AMOR DE NOSSAS ALMAS!
E nunca saiamos de Seus Braços amorosíssimos, por nada, por nenhum chamamento mentiroso e enganador do demônio e do mundo, que nos queira fazer sair de JESUS!
Permaneçamos em JESUS sempre! E JESUS sempre permanecerá em Nós!
Permaneçamos na VIRGEM MARIA sempre! E ELA sempre permanecerá em Nós!
Permaneçamos no ESPÍRITO SANTO sempre! E ELE sempre permanecerá em Nós!
Vós que ainda estais no estado de via andantes neste mundo, permaneceis sempre no Amor de DEUS e ELE sempre permanecerá em vós!
Eu estou convosco! Sou a favor da vossa salvação e quero trabalhar, para consegui-la para todos vós...
A todos abençôo, abundantemente neste momento...”
Obs.: Hoje, o Vidente Marcos Tadeu Meditou sobre "Os Novíssimos do Homem" por Santo Afonso de Ligório, segue os link abaixo, para nossa meditação e divulgação para salvação das almas.
(JACAREÍ, 21/07/2007-Sábado)
MENSAGEM DE DO AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ
“-...Eu José, vos abençôo e digo-vos: continuai a fazer a Minha hora todos os domingos as nove da noite. Durante a Minha hora Santa, Eu visito o purgatório e liberto muitas almas daquele fogo devorador e conduzo-as comigo até o trono da Santíssima Trindade. Também percorro a Terra tocando diversos corações para que eles se abram e acolham o Nosso amor. Dai pressa à divulgação de nossas Mensagens, à divulgação de Nossas Aparições. Sobretudo, rezai mais intensamente durante este mês de Julho o TERÇO DAS LÁGRIMAS DE SANGUE suplicando que as lágrimas benditas de Maria caiam sobre as almas e suscitem novos propagadores das Suas Mensagens , novos instrumentos e apóstolos para o seu Imaculado Coração. A todos vos abençôo. A Paz.”
Visão do purgatório
de Santa Catarina de Gênova A voz de Jesus se faz sentir no íntimo da minha alma com extrema clareza:
Quero que se ore por estas santas almas do Purgatório, porque o meu Coração divino arde de amor por elas. Desejo vivamente a liberação delas, para uni-las totalmente a mim.
E as penas por quanto terríveis possam ser, são sempre incomparavelmente leves em comparaçao à ofensa infinita que constitui o pecado.
O Purgatório é como uma prisão de luz e de fogo, constituído da Misericórdia divina: a alma deve purgar-se da pena do seu pecado para poder entrar na beatitude eterna. Visão do Grande purgatório:
Vi com os olhos da alma um fogo que causava horror sem limite nem forma, que queimava sem nunca variar, em um silencio absoluto… Vi neste fogo milhões de pobres almas estreitas uma contra as outras, mas sem que pudessem se comunicar, senão aquele mesmo fogo.
Este grande Purgatório é como o inferno, tirando-se a eternidade das penas e o ódio perante Deus e das outras almas, e a desesperação.
Se não me engano, vi que elas neste estado eram mais purificadas que consoladas, mais queimadas que iluminadas: é um estado terrível.
Visão do Médio Purgatório: Vi, com os olhos da alma, um mar de fogo abrir-se na minha frente. Ele fazia rumor, imensas chamas claríssimas se reproduzem e se desfazem incessantemente.
E aqui, milhões de almas estendem as mãos, submersas no fogo e nas chamas que se levantam com um força impetuosa.
É como um movimento da alma, um início de caminho através do Céu, mas sem o mínimo desejo pessoal; é como um lançar interior que a leva ou a empurra à Deus. Veem certamente purificadas, através de muito sofrimento, mas também iluminadas, assim as consola e permite a elas de glorificar Deus não somente abandonando-se ao seu Puro Querer, mas assumindo uma quase iniciativa de agradecimento.
Frequentemente, depois do juízo particular, a alma vai no Grande Purgatório; ela fica como tonta e sem forças, porque para ela é a descoberta do pecado, da sua gravidade, dos seus efeitos, das suas implicações.
Neste período a alma é como se fosse paralisada: imóvel, ela contempla seja a justiça de Deus que se exercita nela, seja a Misericórdia de Deus que valeu a faze-la salva.
Depois ela se coloca em movimento em direção a Deus, que a atrai, que a transporta através do seu amor infinito; é aqui que ela passa no Médio Purgatório.
No Médio Purgatorio, a alma se afronta com o Amor, mas contempla este Amor infinito que a atrai. No Médio Purgatorio, a alma sai de si mesma e descobre tudo aquilo que significa a sua participação à Igreja.
Visão da Entrada do Céu: É como o alto do Purgatório, um mundo de luz ardente e de paz. É o sofrimento do amor levado ao seu paroxismo, um padecimento de amor, o júbilo total, mais suave, unido ao sofrimento pior, o mais devastador.
É o reino do puro amor e do nu sofrimento; as almas seguem através da Jerusalém celeste, se apresentam na frente do Rei.
Elas ficam mais ou menos um longo tempo, mas nunca como no Grande e Médio Purgatório, porque a intensidade dos langores de amor da Entrada constitui uma rápida e ulterior purificação.
Escutei as almas cantarem: Me liberais da morte. Conservais os meus pés do tombo, para que eu caminhe à tua presença na luz dos viventes, oh Deus.
Texto do Tratado sobre o Purgatório,
Santa Catarina de Gênova
TERÇO DAS ALMAS
Breve Histórico e Origem
Não se sabe ao certo a quem foi revelado este Terço, embora muitos o atribuam a Santa Catarina de Bolonha, que era uma grande devota das ALMAS DO PURGATÓRIO.
Contudo, sua eficácia em aliviar as almas do purgatório é muito grande, e Nossa Senhora, em JACAREÍ, pediu que todos o rezassem diariamente, para ajudar a libertar o maior número de almas possível das chamas do PURGATÓRIO, e muitas vezes mostrou ao vidente Marcos Tadeu uma multidão de almas subindo ao Céu, depois de ele o haver rezado.
Nas contas grandes:
Meu Jesus Misericordioso, meu DEUS, creio em vós, porque sois a mesma VERDADE, espero em VÓS, porque soia infinitamente BOM e AMÁVEL!...
Nas contas pequenas:
Doce Coração de maria, sede a nossa salvação!...
Nas 3 últimas contas:
Meu Bom JESUS, não me deixeis morrer sem os últimos Sacramentos...
Oração final:
Eterno pai, eu VOS ofereço o Preciosíssimo SANGUE, as Santas Chagas, e todos os Méritos da Paixão e Morte de Jesus, e as Lágrimas e as Dores de nossa Querida Mãe Santíssima, pedindo-VOS alívio e libertação para as almas do Purgatório...
Nossa Senhora do Carmo, rogai por elas!...
São José, rogai por elas!...
E vós, almas santas e benditas, ide perante DEUS apresentar a minha súplica...
AMÉM
***
SALVE RAINHA PELAS ALMAS
Salve rainha, Mãe de misericórdia, VIDA, Doçura, Esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, mas ainda no lugar da nossa expiação, SALVE!
A vós clamamos, Consoladora dos aflitos, a Vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no purgatório.
Esses Vossos Olhos Misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa, e mostrai-lhes JESUS, bendito fruto do Vosso Ventre.
Isto Vos rogamos encarecidamente, ó Clemente, ó Piedosa, Ó Doce Sempre Virgem Maria!
Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de DEUS,
Para que entrem no gozo das promessas de Cristo! Amém.
Obs: No mês de novembro, que é dedicado às almas, pode-se rezar estas orações diariamente com 5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias em honra de Nossa Senhora das Dores e terminar com a seguinte oração:
Ó Bom e Dulcíssimo Jesus, prostrado aos Vossos Pés, eu VOS peço e VOS rogo, com todo o fervor da minha alma, de imprimir no meu coração os mais vivos sentimentos de Fé, Esperança e Caridade, um verdadeiro arrependimento dos meus pecados e o firme propósito de emendar-me; enquanto considero e contemplo em espírito, com grande dor as Vossas CINCO CHAGAS, tendo diante dos olhos estas palavras que o profeta Davi já punha em Vossa Boca, ó Bom Jesus: "Eles transpassaram as Minhas Mãos e os Meus Pés, e contaram os Meus Ossos!"
Pai Nosso das Almas do Purgatório - Santa Matilde
O Pai Nosso de Santa Matilde
Um dia em que Santa Matilde havia acabado de comungar e oferecer a Deus a Hóstia Preciosíssima a fim de que Ela servisse para a libertação das Almas do Purgatório, com a remissão dos seus pecados e a reparação de suas negligências, ouviu o Senhor dizer-lhe: “Reze por elas um Pai Nosso em união com a intenção que Eu tive, ao tirá-lo do Meu Coração, a fim de ensiná-lo aos homens”. Ao mesmo tempo, a inspiração Divina desvendou a Santa Matilde as intenções do Pai Nosso Pelas Almas. E quando Santa Matilde acabou de rezar o Pai Nosso nessas intenções, ela viu uma grande multidão de Almas, rendendo graças a Deus pela sua libertação do Purgatório, numa alegria extrema. A cada vez que a Santa rezava essa oração, via uma legião de Almas subindo para o Céu. Socorramos as pobres Almas do Purgatório, que nada podem para si mesmas, a não ser sofrer, esperando pelos nossos sufrágios, rezar por nós e serem gratas.
PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU
Peço-Vos humildemente: Pai Eterno, Benevolente e Misericordioso,
que perdoeis às Almas do Purgatório, por não Vos terem amado nem prestado toda a honra que Vos é devida, a Vós, Seu Senhor e Pai, que por pura graça as adoptastes como Vossas filhas. Pelo contrário, por causa dos pecados, fecharam os seus corações onde Vós queríeis habitar para sempre.
Em reparação destas faltas, ofereço-Vos o amor e a veneração que o Vosso Filho Encarnado Vos testemunhou ao longo da Sua Vida terrestre e ofereço-Vos todos os actos de penitência e de reparação que Ele cumpriu e pelos quais apagou e expiou os pecados dos homens.
SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME
Peço-Vos humildemente, Pai Eterno, Benevolente e Misericordioso, perdoai às Almas do Purgatório, por não terem honrado dignamente o Vosso Santo Nome: elas pronunciaram-No muitas vezes distraidamente e tornaram-se indignas do nome de cristãos pela sua vida de pecado.
Em reparação das faltas que cometeram, ofereço-Vos toda a honra que o Vosso Filho Bem-Amado rendeu ao Vosso Nome, por palavras e actos ao longo de toda a Sua Vida terrestre.
VENHA A NÓS O VOSSO REINO
Peço-Vos humildemente, Pai Eterno, Benevolente e Misericordioso, perdoai às Almas do Purgatório porque não procuraram nem desejaram o Vosso Reino, com intenso fervor e empenho, este Reino que é o único lugar onde reina o verdadeiro repouso e a paz eterna.
Em reparação pela indiferença em fazer o bem, ofereço-Vos o desejo do Vosso Divino Filho através do qual Ele quis ardentemente torná-las, a elas também, herdeiras do Seu Reino.
SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
Peço-Vos humildemente, Pai Eterno, Benevolente e Misericordioso, perdoai às Almas do Purgatório por não se terem sempre submetido com devoção à Vossa Vontade. Elas não procuraram cumprir a Vossa Vontade em todas as coisas e muitas vezes cederam a agiram fazendo unicamente a sua própria vontade.
Em reparação da sua desobediência, ofereço-Vos a perfeita conformidade do Coração cheio de Amor do Vosso Filho à Vossa Santa Vontade e a submissão total que Ele Vos testemunhou obedecendo-Vos até à Sua Morte na Cruz.
O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE
Peço-Vos humildemente, Pai Eterno, Benevolente e Misericordioso, perdoai às Almas do Purgatório por não terem recebido sempre o Santo Sacramento da Eucaristia com intenso desejo. Receberam-No muitas vezes sem recolhimento , sem amor, ou indignamente ou mesmo negligenciando recebê-Lo.
Em reparação de todas estas faltas que cometeram, ofereço-Vos a plena santidade e o grande recolhimento de Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Divino Filho, bem como o ardente amor, através dos quais nos ofereceu este dom incomparável.
PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO
Peço-Vos humildemente, Pai Eterno, Benevolente e Misericordioso, perdoai às Almas do Purgatório todas as faltas de que se tornaram culpadas sucumbindo aos sete pecados capitais e também quando não quiseram amar, nem perdoar aos seus inimigos.
Em reparação de todos estes pecados, ofereço-Vos a Oração cheia de Amor que o Vosso Divino Filho Vos dirigiu em favor dos seus inimigos quando estava na Cruz.
E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO
Peço-Vos humildemente, Pai Eterno, Benevolente e Misericordioso, perdoai às Almas do Purgatório, porque muitas vezes não resistiram às tentações e paixões, mas seguiram o Inimigo de todo o bem e abandonaram-se às fraquezas da carne.
Em reparação de todos estes pecados em múltiplas formas, dos quais se reconhecem culpadas, ofereço-Vos a gloriosa Vitória que Nosso Senhor Jesus Cristo trouxe ao mundo assim como a Sua Vida Santíssima, o Seu trabalho e penas, o Seu sofrimento e a Sua Morte crudelíssima.
MAS LIVRAI-NOS DO MAL
Peço-Vos humildemente, Pai Eterno, Benevolente e Misericordioso, livrai-nos de todos os flagelos, pelos méritos do Vosso Filho Bem-Amado e conduzi-nos, bem como às Almas do Purgatório, ao Vosso Reino de Glória eterna, que se identifica conVosco.
Amen
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SÃO NICOLAU DE TOLENTINO PATRONO DAS ALMAS DO PURGATÓRIO
São Nicolau de Tolentino viu, em um sonho, que um grande número de almas do Purgatório lhe suplicavam que oferecesse orações e missas por elas.
Desde então dedicou-se a oferecer muitas Santas Missas pelo descanso das benditas almas.
São Nicolau de Tolentino também preocupava-se muito com o socorro às almas do purgatório.
Fez-se o Protetor do Purgatório e advogado das almas.
Em sua vida narra-se que foi ao Purgatório levado pela alma de um irmão religioso pedindo orações e com suas preces conseguiu livrar muitas almas das penas da purificação.
S. Nicolau Tolentino teve uma visão de um imenso vale onde multidões de almas se retorciam de dor num braseiro imenso e gemiam de cortar o coração.
Ao perceberem o Santo, bradavam suplicantes, estendendo os braços e pedindo misericórdia e socorro.
Padre Nicolau, tem piedade de nós!
Se celebrares a Santa Missa por nós,
quase todas seremos libertadas de nossos dolorosos tormentos.
São Nicolau celebrou sete missas em sufrágio dessas almas. Durante a última Missa apareceu-Ihe uma multidão de almas resplandecentes de glória que subiam ao céu.
A Santa Missa rezada com amor, fé e verdadeiro desejo de se unir com Cristo e Sua Mãe Santíssima, tanto dos que dela participam e também daquele que a celebra, salva almas do purgatório
É UMA PENA QUE OS PADRES HOJE EM DIA EM ESPECIAL AQUI NO BRASIL, NÃO CREEM MAIS NO SANTO SACRIFÍCIO QUE DEUS CONFIOU A ELES, PARA MINISTRAR EM SEU SACERDÓCIO, POR ISSO AS ALMAS ESTÃO SEM PASTOR, E AS ALMAS DO PURGATÓRIO FICARAM SEM ESSE PODEROSO AUXÍLIO EM SUFRÁGIO DELAS!
A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do Calvário, que salvou o gênero humano. Na Missa colocou a Igreja a memória dos mortos, e isso no momento mais solene, em que a divina Vítima está presente sobre o altar. É a melhor, a mais eficaz, a mais rápida maneira de aliviar e libertar as almas dos nossos queridos mortos.
Certa feita, celebrando a Missa em uma igreja de Roma, São Bernardo caiu em êxtase e viu uma escada que ia da terra ao céu, pela qual os anjos conduziam as almas libertadas do purgatório em virtude do santo sacrifício. Nessa Igreja – Santa Maria Escada do Céu – há um quadro que representa essa visão.
Não há maior socorro às almas, diz Guerranger, que a Santa Missa: A Missa é a esperança e a riqueza das almas.
Podemos duvidar do valor de nossas orações; mas da eficácia do Santo Sacrifício, no qual se oferece o Sangue de Jesus pelas almas, que dúvida podemos ter?
Ao Beato João D’Avila, nos últimos instantes de vida, Perguntaram o que mais desejaria depois da morte. Missas! Missas!
Ao Beato Henrique Suzo apareceu depois da morte um amigo íntimo gemendo de dor e a se queixar: “Ai, já te esqueceste de mim”.
- Não, meu amigo, responde Henrique, não cesso de rezar pela tua alma, desde que morreste.
- Ó, mas isto não me basta, não basta! Falta-me para apagar as chamas que me abrasam o Sangue de Jesus Cristo.
Henrique mandou celebrar inúmeras Missas pelo amigo. Este lhe apareceu então já glorificado e lhe diz: “Meu querido amigo, mil vezes agradecido. Graças ao Sangue de Jesus Cristo Salvador, estou livre das chamas expiadoras. Subo ao céu e lá nunca te esquecerei”.
A cada missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. E não sofrem tormento algum durante a Missa que lhes é aplicadas.
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São Vicente Ferrer tinha uma irmã frívola e vaidosa. Vindo a falecer, apareceu-Ihe em meio de chamas e sofrendo penas horríveis. “Ai de mim, meu irmão, fui condenada a estes suplícios até o dia do JuIzo. Mas tu poderás ajudar-me. É de grande valia a virtude do santo sacrifício. Oferece por mim trinta missas”.
Mais que depressa, pôs-se o santo a celebrá-las. No 30° dia, apareceu-Ihe a irmã cercada de anjos a caminho do céu.
“Graças à valia da Santa Missa ficou reduzida a 30 dias uma expiação que deveria durar séculos”.
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Certo homem de negócios juntava a todos os meses o montante de suas despesas a soma necessária para mandar celebrar, todos os dias; missas pelas almas. Eis como dizia ele: – Fui recompensado: Desde que coloquei em minha casa um cofre destinado a estas esmolas, essas almas trabalham por mim.
Depois da Missa… A Comunhão
Não há sufrágio mais poderoso, depois da Santa Missa, para socorrer as almas, que a santa comunhão, diz São Boaventura.
A Eucaristia é um sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. Eco mesmo afirmam S. Cirilo e S. João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos.
E célebre a sentença do Papa Alexandre VI: “Todo que reza, e muito mais ainda quem comunga pelas almas, com o desejo de ajudá-Ias, as obriga a gratidão e remuneração”.
O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes.
O Venerável Luiz Blois tendo feito uma comunhão muito fervorosa por um amigo que sofria no purgatório, recebeu a sua visita, com estas palavras: “Graças, mil graças, meu amigo. Vou contemplar a face de meu Deus para sempre”.
SÃO JOÃO BOSCO E DOMINGOS SÁVIO - FILME SEDE SANTOS 7
Vida de São João Bosco, São Domingos Sávio e Mama Marguerita(Santa Mãe de São João Bosco)
SÃO GERALDO MAJELA FILME SEDE SANTOS 8
SANTA FILOMENA FILME SEDE SANTOS 9
SÃO BENEDITO FILME SEDE SANTOS 10
SÃO GABRIEL DAS DORES FILME SEDE SANTOS 11
SANTA HELENA
1ª PEREGRINA DO MUNDO
IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE
Vidente de Nossa Senhora das Lágrimas
BEATA LAURA VICUÑA
SÃO DOMINGOS SÁVIO
"Antes morrer do que pecar"
DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI
DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ
(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS) NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA
"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.
Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?
Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.
Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).
Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus. A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.
Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).
Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.
Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.
No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."