terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

3 de fevereiro - Dia de São Brás

São Brás
Século III

Bênção 
Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livra-te Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença. 
Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

A vida e os feitos de São Brás atingem aquele ápice de alguns poucos, que atraem a profunda fé e a admiração popular. Ele é venerado no Oriente e Ocidente com a mesma intensidade ao logo de séculos, e até hoje, mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho engasga ou apresenta problemas de garganta. A bênção de São Brás, procurada principalmente por quem tem problemas nesta parte do corpo, onde é ministrada nesta data em muitas igrejas do mundo cristão. 

O prodígio atribuído à ele quando era levado preso, para depois ser torturado, é dos mais conhecidos por pessoas de todo o planeta. Consta que uma mãe aflita jogou-se aos seus pés pedindo que socorresse o filho, que agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta. O santo rezou, fez o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou milagrosa, e imediatamente como se nada lhe tivesse acontecido. 


Brás nasceu na Armênia, era médico, sacerdote e muito benevolente com os pobres e cristãos perseguidos e por essas virtudes foi nomeado bispo de Sebaste , isto no século três. Também sabemos que, apesar de aqueles anos marcarem os finais das grandes perseguições aos cristãos, muitos ainda torturados e mortos na mão dos poderosos pagãos. Brás abandonou o bispado e se protegeu na caverna de uma montanha isolada e mesmo assim, depois de descoberto e capturado, morreu em testemunho de sua fé sob as ordens do imperador Licínio, em 316. 


Muitas tradições envolvem seus prodígios, graças e seu suplício. Segundo elas, fama de sua santidade rodou o mundo ainda enquanto vivia e sua morte foi impressionante. 



O bispo Brás teria sido terrivelmente flagelado e torturado, sendo por fim pendurado em um andaime para morrer. 

Como isso não acontecia, primeiro lhe descarnaram os ossos com pentes de ferro. Depois tentaram afogá-lo duas vezes e, frustrados, o degolaram para ter certeza de sua morte. 

O corpo do santo mártir ficou guardado na sua catedral de Sebaste da Armênia, mas no ano 732 uma parte de suas relíquias foram embarcadas por alguns cristãos armênios que seguiam para Roma.

Nessa ocasião uma repentina tempestade interrompe a viagem na altura da cidade de Maratea, em Potenza; e alí os fieis acolhem as relíquias do santo numa pequena igreja, que depois se tornaria sua atual basílica e a localidade receberia o nome de Monte São Brás.

 

Mais recentemente, em 1983 no local da igrejinha inicial foi erguida uma estátua de São Brás, com a altura de vinte e um metros. Como dissemos, do Oriente ao Ocidente, todo mundo cristão se curva à devoção de São Brás nomeando ainda hoje cidades e locais, para render-lhes homenagem e veneração.


Suas relíquias estão atualmente, em Brusswick, Mainz, Lubeck, Trier e Cologne na Alemanha. Na França em Paray-le-Monial. Em Dubrovnik na antiga Iugoslávia e em Roma, Taranto e Milão na Itália.

O costume de abençoar as gargantas no seu dia continua até hoje, sendo usadas velas nas cerimônias comemorativas. São utilizadas para lembrar o fato da mãe do menino curado por São Brás, ter levado a ele velas na prisão. Muitos eventos miraculosos são mencionados nos estudos sobre São Brás e é muito venerado na França e Espanha.


Na liturgia da Igreja Católica São Brás é mostrado com velas nas mãos e em frente a ele, uma mãe carregando uma a criança com mão na garganta, como pedindo para ele cura-la.O menino agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta. O santo rezou, fez o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou milagrosa, imediatamente como se nada lhe tivesse acontecido. Daí se originou a benção da garganta no seu dia.

ALGUNS MILAGRES DE SÃO BRÁS


Aos pés de uma montanha, numa gruta, nos campos de Sebaste, na Armênia, morava um homem puro e ino­cente, doce e modesto. O povo da ci­dade, movido pelas virtudes do Santo Varão, inspirado pelo Espírito Santo, o escolheu como Bispo. Os habitantes da cidade, e até os animais, iam procurá-lo, para obter alívio de seus males.

Um dia, os soldados de Agrícola, governador da Capadócia, procuravam feras nos campos de Sebaste, para martirizar os cristãos na arena, quando depararam com muitos animais ferozes de todas as espécies, leões, ursos, tigres, hienas, lobos e gorilas convivendo na maior harmonia. Olhando-se estupefatos e bo­quiabertos, perguntavam-se o que acontecia, quan­do da negra gruta surge, da escuridão para a luz, um homem caminhando entre as feras, levantando a mão, como que abençoando-as. Tranqüilas e em ordem voltaram para suas covas e desertos de onde vieram.


Um enorme leão de juba ruiva permaneceu. Os soldados, mortos de medo, viram-no levantar a pata e logo após, Brás aproximou-se dele para extrair-lhe uma farpa que lá se cravara. O animal, tranqüilo, foi-se embora.

Sabendo do fato, o governador Agrícola mandou prender o homem da caverna. Brás foi preso sem a menor resistência.

Não conseguindo vergar o santo ancião, que se recusou a adorar os ídolos pagãos, Agrícola mandou que o açoitassem e depois o prendessem na mais negra e úmida das masmorras.

Muitos iam procurar o Santo Bispo, que os aben­çoava e curava. Uma pobre mulher o buscou, aflita, com seu filho nos braços, quase estrangulado por uma espinha de peixe que lhe atravessava a garganta. Comovido com a fé daquela pobre mãe, São Brás passou a mão na cabeça da criança, ergueu os olhos, rezou por um instante, fez o sinal da cruz na garganta do menino e pediu a Deus que o acudisse. Pouco depois a criança ficou livre da espinha que a maltra­tava.

Por várias vezes o santo foi levado à presença de Agrícola, mas sempre perseverava na fé de Jesus Cristo. Em revide era supliciado. Movido por sua fidelidade e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, São Brás curava e abençoava. Sete mulheres que cui­da­ram de suas fe­ridas, provocadas pelos suplícios de Agrícola, fo­ram também castigadas. Depois o governador foi informado que elas haviam atirado seus ídolos no fundo de um lago próximo, e mandou matá-las.

São Brás chorou por elas e Agrícola, enfurecido, con­denou-o à morte, decretando que o lançassem no lago. Brás fez o sinal da cruz sobre as águas e avançou sem afundar. As águas pareciam uma estrada sob seus pés. No meio do lago parou e desafiou os soldados:

- Venham! Venham e ponham à prova o poder de seus deuses!



Vários aceitaram o desafio. Entraram no lago e afundaram no mesmo instante.

Um anjo do Senhor apareceu ao bom Bispo e ordenou que voltasse à terra firme para ser martirizado. O governador o condenou à decapitação. Antes de apresentar a cabeça ao carrasco, São Brás suplicou a Deus por todos aqueles que o haviam assistido no sofrimento, e também por aqueles que lhe pedissem socorro, após ter ele entrado na glória dos céus.

Naquele instante, Jesus lhe apareceu e prometeu conceder-lhe o que pedia. Morreu São Brás em plena época de ascensão do Cristianismo, em Sebaste, a 3 de fevereiro. Era natural da Armênia.

Brás, brasa, chama do amor de Deus, da fé, do amor ao próximo. A vida heróica de São Brás é um estímulo para que mantenhamos também acesa em nossas almas a brasa da fé, que em meio às trevas sempre arda de zelo, fidelidade e intrepidez a favor do bem.


Dentre os milagres que cercaram a vida deste grande santo, há um que chama particularmente a atenção: seu domínio sobre os animais ferozes, que, na companhia do santo, se tornavam mansos como cordeiros. Qual o sentido de tal fato?

No Paraíso Terrestre, antes do pecado original, Adão e Eva tinham poder sobre os animais, que vi­viam em harmonia com o homem, e o serviam. Como castigo do primeiro pecado, que foi uma revolta contra Deus, a natureza se insurgiu contra o violador da ordem, e os animais passaram a hostilizar o homem.

Pelo apaziguamento que São Brás operava sobre os animais selvagens, quis Deus mostrar aos peca­dores o poder da virtude, que ordena até a natureza indomável das feras.

Hoje em dia, a humanidade geme sob o peso do caos, provocado pelo pecado. E os homens praticam atos de ferocidade nunca vistos. Procuremos a so­lução para a desordem do mundo na Lei de Deus. Pela força da virtude, não só os homens, mas também a própria natureza entrará em ordem. E então que belezas não surgirão de uma sociedade, onde todos pratiquem o bem e amem a verdade? 

RELÍQUIA DO PÉ DE SÃO BRÁS


Bebê é salvo da morte pela fé dos pais em São Brás.


Em 1953, uma criança de 5 ou 6 anos, filho único do Pastor José, sargento da Guardia de Finanza, contraiu uma grave doença da garganta.

O precário estado de saúde tornou-se de modo a induzir o médico dr. Louis Walker ao desespero pela vida da criança.

Esta grave situação continuou durante vários dias, até que o médico assistente, na noite de 02 de fevereiro daquele ano, entrou na casa do paciente para comunicar aos pais que, apesar de seus esforços, não podia fazer nada para livrar-lhe da morte.

O brigadeiro e sua esposa não desanimaram e decidiram contatar o pároco Don Ernesto Valiani, para que deixasse a relíquia de São Brás em sua casa toda a noite, esperando por uma graça do Santo.

O padre consentiu em seu pedido e ainda na manhã seguinte a criança estava nas mesmas condições.

A relíquia foi levada para a igreja porque seria usada na procissão realizada mais tarde.

Quando a procissão passou pelo Rio, onde vivem os pais do menino, o pai infeliz se inclinou sobre o balcão e renovou o pedido da graça com orações para o seu filho tão caro a eles.

Após a procissão, o sacerdote queria visitar os doentes para certificar-se da sua condição e com grande espanto, mas com grande alegria, ele percebeu que o garoto sentado na cama tinha a intenção de tomar uma xícara de caldo quente. 

Aquela criança, escapou da morte certa e hoje é um homem feliz no casamento, que demonstra sua devoção a cada ano e que pelos pais ausentes, celebra uma missa em honra de São Brás.

3 de fevereiro - Dia de Santo Oscar (Anscário)

800-865

Oscar, desde pequeno conviveu com os monges beneditinos da cidade de Corbiè, onde nasceu em 800, na França. Na infância, estudou no colégio do mosteiro, onde regressou, mais tarde, para se tornar um monge e professor interno. Aos vinte e três anos, foi exercer esta função na Saxônia. Nesta região era conhecido como Anscário. 

Começou a se destacar quando o novo rei da Dinamarca, em 826, o convidou a instalar uma missão evangelizadora, para conversão dos seus súditos, quase todos pagãos. Ele aproveitou bem esta oportunidade, obtendo sucesso no início. Mas, o rei, um ano depois, foi deposto e exilado. Oscar o seguiu e abandonou a Dinamarca. 

Em 829, foi enviado como missionário para a Suécia, junto com o monge Vitimaro. Nesta corte, Oscar converteu e batizou o rei, que os autorizou pregar livremente o Evangelho aos raros cristãos do lugar. Após um ano e meio de trabalho os resultados pareciam mostrar boas bases. Por isto, o papa Gregório IV, o designou como seu delegado na Alemanha, onde o imperador Ludovico, o Pio, que era filho e sucessor de Carlos Magno, desejava criar na diocese de Hamburgo uma nova estrutura eclesiástica. 

Oscar aceitou a excelente chance de ampliar as fronteiras da evangelização e em 831, foi consagrado o arcebispo de Hamburgo. Assim, pode dar maior estabilidade à missão na Suécia, consagrando seu companheiro, monge Vitimaro, o bispo daquela diocese. Contudo, sem deixar de acompanhar a evolução da atividade missionária na Dinamarca. 

Em 840, com a morte de Ludovico, o Pio, a aliança do império franco-alemão ficou enfraquecida e as invasões dos bárbaros normandos começaram a devastar toda a Europa setentrional. Esta reviravolta política, desintegrou toda a estrutura organizada por Oscar, começando pela Dinamarca, depois Suécia e finalmente Hamburgo, em 845. Nesta ocasião, Oscar teve tempo apenas de salvar as relíquias da sua igreja. 

Mas ele não renunciou. Depois de alguns anos no mosteiro alemão de Brema, Oscar decidiu recomeçar a partir da Suécia, para onde ele voltou, até porque não havia mais ninguém para enviar. O então rei Olavo autorizou a evangelização cristã, que ele organizou sozinho, primeiro formando bons missionários, depois indicando a região onde iriam atuar. Assim, Oscar vivia em constante peregrinação, fortalecendo com sua presença as novas bases iniciadas, inclusive na Dinamarca, agora com relações estáveis com a Alemanha. 

Oscar sempre soube que sua obra missionária estaria sujeita aos interesses destes reis do Norte, minados pelas inúmeras alianças políticas e religiosas e por vários fatores externos, mas nunca desistiu. Nos seus últimos anos, sentiu que as raízes para um cristianismo profundo no Norte estavam nascendo, embora semeadas em meio aos temporais, como resultado de sua obstinada esperança e fé inabalável. 

Morreu no dia 3 de fevereiro de 865 no mosteiro de Brema, Alemanha. A Igreja, por justa razão, o proclamou "apóstolo dos povos escandinavos" e o venera nesse dia como Santo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

02 de fevereiro - FESTA DA CHAMA DE AMOR

“Mãe de Deus, derramai sobre a humanidade inteira as graças eficazes da Vossa Chama de Amor, agora e na hora da nossa morte. Amém.”


Nossa Senhora confiou esta mensagem a uma alma na Hungria (Elisabeth Kindelmann)
“Entrego nas vossas mãos um raio de luz: a Chama de Amor do meu Coração. Eu sou a vossa Mãe amorosa e cheia de bondade e, unida a vós, quero salvar-vos.
Ofereço-vos um novo meio de salvação. Aceitai-o e procurai compreendê-lo bem porque Eu olho-vos do Céu com o coração aflito!”
“Esta chama cheia de graças, que do meu Imaculado Coração vos dou, deve propagar-se de coração a coração. Este será o grande milagre, cuja luz cegará Satanás. Ela é o fogo de Amor e de União, e nós iremos apagar o fogo com o fogo: o fogo do ódio com o fogo do Amor! Alcancei-vos esta graça do Pai Eterno, pelas Cinco Chagas do meu divino Filho.”


TERÇO DA CHAMA DE AMOR DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA - GRAVAÇÃO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA NO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ - SP - BRASIL

ROSÁRIO DA CHAMA DE AMOR DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Início:
Fazer 5 vezes o Sinal da Cruz (em honra das 5 Chagas de Nosso Senhor)
Nas contas grandes
Coração Doloroso e imaculado de Maria,
Rogai por nós que recorremos a VÓS!

Nas contas pequenas
Mãe salvai-nos pela CHAMA DE AMOR, do Vosso Coração Imaculado...

No fim do terço (rezar 3 vezes)
Glória ao Pai... Mãe de DEUS, derramai sobre a humanidade inteira, as Graças eficazes da vossa CHAMA DE AMOR, agora e na hora da nossa morte. AMÉM
.....

TERÇO DA CHAMA DE AMOR 

DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA



Breve Histórico e Origem:
Elisabeth Kindelmann



Este terço foi ensinado nas Aparições de Eisemberg, à Elisabeth Kindelmann, viúva, mãe de seis filhos, e falecida na Hungria em 1985. Ela, desde 1956, teve muitas Aparições da mãe de DEUS e de Nosso Senhor Jesus Cristo, que prometeram que todos aqueles que espalhassem a Chama de AMOR do Imaculado Coração de Maria Santíssima no mundo, teriam impresso um ‘selo’ no coração. Os marcados com este ‘selo’ serão salvos, e povoarão os Novos Céus e a Nova Terra.
Ajudai-Me, dizia Nossa Senhora, para que muitos conheçam a Minha CHAMA DE AMOR!...”

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2 de fevereiro - Dia de Nossa Senhora das Candeias

2 de fevereiro - Dia de Nossa Senhora das Candeias 

Origem da devoção a Nossa Senhora das Candeias

Pode-se dizer que a devoção a Nossa Senhora das Candeias, ou Nossa Senhora da Candelária, ou Nossa Senhora da Luz, tenha duas origens, uma baseada em uma lenda das Ilhas Tenerife (Canárias) e outra pela devoção popular .

Origem pela Lenda: Conta-se que por volta de 1440, dois pastores guardavam seus animais perto de uma caverna na ilha de Tenerife, nas Canárias, e observaram, certo dia, que o gado se recusava a entrar na caverna, apesar de seus esforços. Os pastores entraram então na gruta e descobriram a imagem de uma Senhora com o filho no colo. 



Estranhando o ocorrido, foram relatar ao povo. Acudindo a população, inclusive o rei do país, ao local, observaram maravilhados a existência de numerosas candeias (velas) sustentadas por seres invisíveis que, com seus cânticos, ensinavam a maneira de render culto a Deus e a Virgem Maria . Começaram os nativos a honrar Aquela que amavam sem conhecer, até que um cristão espanhol, casualmente, ali desembarcou nos fins do século XV e explicou-lhes o mistério. Pouco depois, foram as ilhas conquistadas pelos castelhanos e, quando os Padres Jesuítas chegaram, não tiveram trabalho em converter aquele povo já tão devoto de Maria, a quem deram o título de Candelária, por causa das candeias que iluminavam a imagem. No inicio do século XVII, Antônio Martins Palma, natural da Ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, e sua mulher, navegando em direção às Índias Espanholas (América latina), foram surpreendidos por terrível tempestade, que pôs em perigo o navio do qual ele era capitão, e a vida de todos os passageiros. Recorreram, então, a Nossa Senhora da Candelária, venerada em sua pátria, e prometeram perpetuar a memória de sua proteção edificando-lhe um templo na primeira terra onde aportassem sãos e salvos. Esta terra foi o Rio de Janeiro, e os quase náufragos, ao desembarcarem, deram graças a Deus e à Virgem Maria.

Origem pela Devoção Popular: A origem da devoção à Senhora das Candeias tem os seus começos no que é narrado por São Lucas no capítulo segundo de seu Evangelho, sobre apresentação do Menino Jesus no Templo e da purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o seu nascimento (sendo celebrada, portanto, no dia 2 de Fevereiro, 40 dias após o Natal do Senhor). De acordo com a tradição de Lei de Moisés, as mulheres, após darem à luz, ficavam impuras, devendo não ir ao Templo até quarenta dias após o parto. Nessa data, deviam apresentar-se diante do chefe dos sacerdote, a fim de apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e assim purificar-se. Desta forma, José e Maria apresentaram-se diante de Simeão para cumprir o seu dever, e este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do Filho que ali lhe traziam, teria-lhes dito: «Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar as nações, e glória de Israel, vosso povo» (Lucas, 2, 29-33).

Com base na Apresentação de Jesus e Purificação da Virgem, nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação e do cântico de Simeão, que promete que Jesus será a luz que irá iluminar todos os povos, nasce a devoção a Nossa Senhora das Candeias, da Luz ou da Candelária, cujas festas eram geralmente celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o fato.

Nossa Senhora da Luz era tradicionalmente invocada pelos cegos (como afirma o Padre Antônio Vieira no seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus: «Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Luz [...]»), e tornou-se particularmente cultuada em Portugal a partir do início do século XV; segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, que descobriu uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, nos arredores de Lisboa. Aí se fundou de imediato um convento e igreja a ela dedicada, que conheceu grande incentivo devido à ação da jovem filha de D. Manuel I e sua terceira esposa, D. Leonor de Áustria. A partir daí, a devoção à Senhora da Luz cresceu, e com a expansão do Império Português, também se dilatou pelas regiões colonizadas. É a santa padroeira das ilhas Canárias, sob o nome de Nossa Senhora da Candelária. Mas especial destaque vem para o Brasil, onde é a santa padroeira da cidade de Curitiba, capital do Paraná, Guarabira, na Paraíba ou ainda de Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. A Bahia tem-se uma devoção especial por ela e em nossa Candeias, Minas Gerais. Aqui, a presença abundante da árvore de candeia, deve ter exercido uma influência marcante na escolha e na invocação de Maria entre nós como a Virgem das Candeias.

2 de fevereiro - Dia de Apresentação do Senhor - REVELAÇÕES DE MARIA SANTÍSSIMA A SÓROR MARIA DE ÁGREDA EM MISTICA CIDADE DE DEUS




REVELAÇÕES DE MARIA SANTÍSSIMA A SÓROR MARIA DE ÁGREDA EM MISTICA CIDADE DE DEUS CAPÍTULO 20 - SEGUNDO TOMO - QUARTO LIVRO

A APRESENTAÇÃO DO MENINO JESUS NO TEMPLO. 

Razões da apresentação de Jesus 

596. Pela razão de ser criada, a humanidade santíssima de Cristo era propriedade do eterno Pai, como as demais criaturas. Por especial modo e direito, pertencia-lhe também em virtude da união hipostática com a pessoa do Verbo, gerada de sua mesma substância, seu Filho unigênito, verdadeiro Deus de Deus verdadeiro. Apesar de tudo isto, determinou o Pai que seu Filho lhe fosse apresentado no templo, tanto pelo mistério como para cumprir sua santa lei, estabelecida em vista de Cristo nosso Senhor (Rom 10,4). 

Fora ordenado aos judeus a consagração dos primogênitos (Ex 13 , 2; Heb 1, 6), na expectativa daquele que seria o primogênito do Pai etemo e da Virgem Mãe. A nosso modo de entender, Deus procedeu como acontece entre os homens que gostam de repetir o que lhes agrada e compraz. Ainda que o Pai , com infinita sabedoria, tudo sabia e conhecia, sentia gosto na oferenda do Verbo humanado que, por tantos títulos, lhe pertencia. 

Oração de Maria 

597. A Mãe da vida, Maria Santíssima, conhecia esta vontade do etemo Pai, que era a mesma de seu Filho santíssimo, enquanto Deus igual ao Pai. Conhecia também a vontade da humanidade de seu Unigênito, cuja alma e operações via inteiramente conforme à vontade do Pai. Com esta ciência, a grande Princesa passou em divinos colóquios aquela noite em que chegaram em Jerusalém , ante s d a apresentação. Dirigindo-se ao Pai, dizia: Senhor e Deus altíssimo, Pai de meu Senhor, festivo será para o céu e a terra este dia, no qual vos ofereço, em vosso sagrado templo, a hóstia viva, o tesouro de vossa mesma divindade . Preciosa é a oblação, Senhor e Deus meu, e por ela bem podeis franquear vossas misericórdias ao gênero humano; perdoai aos pecadores que desviaram os retos caminhos; consolai aos tristes; socorrei os necessitados; enriquecei aos pobres; favorecei os desamparados; alumiai os cegos; guiai os transviados. É o que vos peço ao vos oferecer vosso Unigênito e também meu Filho, por vossa dignação e clemência. Vós mo destes Deus, eu vô-lo apresento Deus e Homem juntamente. A oferta é de valor infinito, e o que peço é de muito menor valor. Volto enriquecida a vosso templo santo, donde saí pobre. Minha alma vos exaltará eternamente, porque vossa destra divina se mostrou poderosa e liberal para comigo. 

Chegada ao templo 

598. Pela manhã, - para que o sol divino aparecesse ao mundo nos braços da puríssima aurora - a divina Senhora, tomando as rolinhas e duas velas, envolveu o infante Jesus, e com o Santo Esposo José saíram em direção ao templo. 

Ordenou-se a procissão dos Santos Anjos que tinham vindo de Belém, na mesma forma corpórea e belíssima, como disse acima. Desta vez, estes santos espíritos entoavam a o Menino Deus melodiosos cânticos, com suavíssima e harmoniosa música que só Maria ouvia. Além dos dez mil que iam nesta forma, desceram do céu outros inumeráveis. Unidos aos que levavam o dístico do santo nome de Jesus, acompanharam o Verbo divino feito homem em sua Apresentação. Estes anjos iam sem forma corpórea, em sua própria natureza espiritual, e só a divina Princesa os podia ver. 

Chegando à porta do templo, sentiu a feliz Mãe novos e altíssimos efeitos interiores de suave devoção. Prosseguiu até o lugar das outras mães. Inclinou-se (Jo 4, 23) e de joelhos adorou o Senhor, em espírito e verdade, em seu santo templo, apresentando-se com seu Filho nos braços, ante sua altíssima e magnífica Majestade. Logo se manifestou, em visão intelectual, a Santíssima Trindade. Ouviu a voz do Pai que dizia: Este é meu Filho bem-amado, em quem tenho minha complacência (Mt 17,5). Só Maria puríssima ouviu esta voz, mas o feliz São José sentiu suave influência do Espírito que o encheu de gozo e luz divina. 

Resultado de imagem para APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO
Cântico de Simeão 

599. O sumo sacerdote Simeão, conduzido também pelo Espírito Santo, como foi dito no capítulo precedente, entrou no templo (Lc 2,27). Dirigindo-se ao lugar onde se encontrava a Rainha com o infante Jesus nos braços, viu Filho e Mãe envoltos em resplendor e glória. Era este sacerdote avançado em anos e muito venerando. Igualmente a profetisa Ana que, como diz o Evangelho, veio ali à mesma hora (Lc 2,38), e viu a Mãe com o Filho banhados de admirável e divina luz. Cheios de alegria celeste, aproximaram se da Rainha do céu, e o sacerdote recebeu das mãos dela o Menino Jesus (Lc 2,28). Tendo-o nas suas , levantou os olhos ao céu, ofereceu-o ao etemo Pai e proferiu aquele cântico cheio de mistérios (Lc 2, 29- 32): Agora, Senhor , deixa teu servo partir em paz, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram aquele que é a tua salvação; aquele que enviaste diante de todos os povos; luz para revelação das nações e glória de Israel teu povo. Foi como se dissesse: Agora , Senhor , solta-me e deixa-me ir em paz, libertado das cadeias deste corpo mortal, onde me prendia a esperança de tua promessa e o desejo de ver teu Unigênito feito carne. Já gozo de paz segura e verdadeira, pois meus olhos viram a tua salvação, teu Filho unigênito feito homem . Vem unido à nossa natureza para dar-lhe a salvação eterna, decretada antes dos séculos no segredo de tua divina sabedoria e misericórdia infinita. Já, Senhor, o preparaste e o puseste diante dos mortais, à luz do mundo. Todos dele poderão gozar, se o quiserem, e receber d'Ele a salvação e a luz que iluminará todo homem no universo; porque Ele é a luz que se há de revelar às nações para glória de Israel, teu povo escolhido. 

Testemunho de Ana 

600. Maria Santíssima e José ouviram o cântico de Simeão, admirando-se do que dizia, e com tanto espírito. Nesta passagem o Evangelista (Lc 2, 33) chama-os pais do menino Deus, porque o fato sucedeu em público, e essa era a opinião do povo. Dirigindo-se atentamente à Mãe Santíssima do infante Jesus, prosseguiu Simeão: Adverti, Senhora, que este Menino foi posto para ruína e salvação de muitos em Israel, e como alvo de grandes contradições; vossa alma, toda d'Ele, será transpassada por uma espada, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações (Lc 2,33 - 34). 

Até aqui falou Simeão. Sendo sacerdote, abençoou os felizes Pais do Menino. A profetisa Ana também reconheceu o Verbo humanado (Lc 2,38), e com luz do Espírito Santo falou de seus mistérios aos que esperavam a redenção de Israel. Deste modo, os dois santos anciãos deram público testemunho da chegada do Messias para redimir seu povo. 

Os mistérios encerrados na profecia de Simeão 

601. Quando o sacerdote Simeão pronunciava a s palavra s proféticas da paixão e morte do Senhor, subentendidas nas expressões de "espada" e "sinal de contradição", o Menino inclinou a cabeça. Com esta reverência e muitos atos interiores de obediência, aceitou a profecia do sacerdote como sentença do eterno Pai, declarada por seu ministro. A amorosa Mãe tudo viu, e com a inteligência de tão dolorosos mistérios, começou desde já a sentir o cumprimento da profecia de Simeão. Desde aquele momento, seu coração já foi transpassado pela espada que a esperava no futuro. Viu como num espelho todos os mistérios encerrados na profecia: Seu Filho Santíssimo seria pedra de tropeço e ruína para os incrédulos (Is 8,14; 1 Ped 2,8), enquanto seria vida para os fiéis; a queda da Sinagoga e a formação da Igreja entre os gentios (Mt 21,43); a vitória de Cristo sobre os demônios e a morte (Col 2,15), à custa, porém, do sacrifício de sua vida nas ignomínias e dores da cruz; a contradição que o infante Jesus, pessoalmente (Jo 15 , 20) e em sua Igreja, teria de sofrer por parte da multidão dos precitos; por fim, viu também a excelência dos predestinados. 

A alma puríssima de Maria, entre o gozo e a dor deste conhecimento, foi elevada em operações perfeitíssimas sobre os mistérios encerrados na profecia de Simeão. Fez eminentes atos, e tudo lhe ficou gravado na memória, sem esquecer um só momento. A vista de seu Filho Santíssimo sempre lhe renovava a viva dor e amargura. Mãe, e Mãe de Filho Deus e homem,  só Ela sabia realmente sentir o que nós criaturas humanas, de coração ingrato, não o sabemos. O santo esposo José, ao ouvir estas profecias, também compreendeu muitos dos mistérios da redenção e sofrimentos do amável Jesus. Não lhe foram, porém, manifestados tão copiosa e expressamente como à sua divina Esposa. Diferentes razões havia, e o Santo não presenciaria tudo durante sua vida neste mundo. 

Visitas ao Templo 

602. Terminada a cerimônia, a grande Senhora beijou a mão do sacerdote e lhe pediu a bênção. O mesmo fez com Ana, sua antiga mestra. O fato de ser Mãe de Deus, dignidade sublime que jamais houve, nem haverá entre todas as mulheres, anjos e homens, não a impedia de fazer atos de profunda humildade. 

Voltaram à sua hospedaria com o mesmo acompanhamento dos catorze mil anjos. Como adiante direi, ficaram, por devoção, alguns dias em Jerusalém. Algumas vezes, Maria Santíssima. falou com Simeão sobre os mistérios da redenção e das profecias que o sacerdote anunciara. As palavras da prudentíssima Mãe eram poucas, medidas e graves. Ponderadas e cheias de sabedoria, deixaram o sacerdote admirado e com a alma repleta de altíssima e doce consolação. O mesmo aconteceu à santa profetisa Ana, e ambos morreram no Senhor dentro de pouco tempo. 

A hospedagem fora custeada pelo sacerdote, e durante aqueles dias, nossa Rainha frequentava o templo, nele recebendo novos favores para a consolar da mágoa que lhe causara a profecia do sacerdote. Para que as consolações fossem mais doces, uma vez falou-lhe seu Filho Santíssimo: - Mãe caríssima e pomba minha, enxugai vossas lágrimas e dilatai vosso cândido coração, pois é vontade de meu Pai que eu sofra a morte de cruz. Quer que sejais companheira em meus trabalhos e penas. Eu as quero padecer pelas almas, obras de minhas mãos (Ef 2 , 10 ; Gn 1 , 27), criadas à minha imagem e semelhança. Triunfando de meus inimigos (Col 2, 15) quero levá-las a meu reino, para viverem comigo eternamente (Rom 6 , 8). E tudo isto, vós o desejais também como Eu. 

Respondeu a Mãe: Oh! benigníssimo amor meu e filho de minhas entranhas, se eu vos acompanhasse, não só para vos assistir com minha presença e compaixão, mas para morrer convosco, sentiria maior alívio. Maior dor me será ficar vivendo, vendo-vos morrer. Nestes exercícios, amorosos e compassivo s sentimentos, passaram-se alguns dias, até que São José foi avisado para fugir ao Egito, como direi no capítulo seguinte. 

DOUTRINA QUE ME DEU A RAINHA MARIA SANTÍSSIMA. 

Aversão pelo sofrimento 

603. Minha filha, o exemplo e doutrina do que escreveste te ensina a constância e magnanimidade de coração, estando preparada para receber o próspero e o adverso, o doce e o amargo com igual semblante. Oh! caríssima, que estreito e mesquinho é o coração humano para aceitar o penoso e contrário a suas terrenas inclinações! Como se rebela com os trabalhos! Com que impaciência os recebe! Como julga insuportáve l tudo o que se opõe a seu gosto! E como se esquece que seu Mestre e Senhor os sofreu antes (1 Ped 2, 21) , os valorizou e santificou em Si mesmo! E grande vergonha e presunção terem os fiéis aversão ao sofrimento, depois que meu Filho padeceu por eles, pois antes de haver morrido, muitos santos, sem o terem visto , abraçaram a cruz só pela esperança de que nela padeceria o Cristo. Se em todos é tão feia esta falta de correspondência, pondera bem, caríssima, quanto o seria em ti. Tu te mostras ansiosa por alcançar a amizade e graça do Altíssimo e merecer o título de esposa e amiga sua, sendo toda para Ele e Ele para ti. Anelas também ser minha discípula e ter-me como tua mestra, seguindo-me e imitando-me como filha fiel à sua mãe (Mt 7,21). Este desejo não há de consistir só em afetos e palavras, dizendo muitas vezes: Senhor, Senhor, e ao chegar a ocasião de beber o cálice e carregar a cruz dos trabalhos, contristar-te, afligir-te e fugir das penas. São estas que provam a sinceridade do coração afeiçoado e amoroso. 

Fortaleza na adversidade 

604. Proceder assim, seria negar com as obras o que protestas com promessas, e desviar-te do caminho da vida eterna. Não podes seguir a Cristo se não abraças a cruz (Mc 8,34), e por outro caminho tampouco me acharás. Se as criaturas te faltam, se a tentação te ameaça, se a tribulação te aflige e as dores da morte (SI 17,5) te cercam, por nenhuma destas coisas te deves perturbar e se mostrar covarde. A meu Filho Santíssimo e a mim, muito desagrada que inutilizes sua poderosa graça para defender-te , desperdiçando-a e recebendo-a em vão. Além disto, darás grande triunfo ao demônio, que muito se gloria de perturbar e sujeitar a quem se diz discípula de Cristo e minha. Se começares a fraquejar no pouco, virá a te vencer no muito. Confia, pois, na proteção do Altíssimo e lembra-te que estás por minha conta. Com esta fé, quando chegar a tribulação, responde corajosamente: O Senhor é minha luz e salvação, a quem temerei? (SI 26,1). E meu protetor, porque andarei flutuando? Tenho Mãe , Mestra, Rainha e Senhora que me ampara e cuidará de minha aflição. 

Frutos do sacrifício 

605. Nesta segurança, procura conservar a paz interior e não me percas de vista, imitando meu proceder e seguindo minhas pegadas. Lembra a dor que transpassou meu coração nas profecias de Simeão. Nesta pena permaneci sem me alterar, apesar de que a alma e o coração foram transpassados de dor. Em tudo achava motivo para glorificar e reverenciar sua admirável sabedoria. Se com alegre e sereno coração se aceitam os trabalhos e penas transitórias, elas espiritualizam a criatura, elevam-na e lhe comunicam divina ciência da escola do Redentor, escondida aos habitantes da Babilônia, amadores da vaidade (Mt 11, 25). Quero também que me imites no respeito pelos sacerdotes e ministros do Senhor, pois agora são investidos de maior excelência e dignidade que na antiga lei, depois que o Verbo divino se uniu à natureza humana e se fez sacerdote etemo, segundo a ordem de Melquisedeque (SI 109, 4). Ouve sua doutrina e ensinamento, dimanados do Senhor em cujo lugar estão. Adverte o poder e autoridade que lhes confere o Evangelho, dizendo: Quem vos ouve a mim ouve, e quem vos obedece a mim obedece (Lc 10,16). Pratica o mais perfeito, como te ensinarão. Tua contínua memória seja meditar o que padeceu meu Filho santíssimo, de tal maneira que tua alma participe de suas dores e te causem tal desgosto e amargura pelas alegrias terrenas, que esqueças e afastes todas as coisas visíveis (M t 19 , 27), para seguir o Autor da vida eterna.



A data de hoje lembra o cumprimento, por Maria e José, de um preceito hebraico. Quarenta dias após dar à luz, a mãe deveria passar por um ritual de "purificação" e apresentar o filho ao Senhor, no templo. Desde o século quatro essa festa era chamada de "Purificação de Maria". 

Com a reforma litúrgica de 1960, passou-se a valorizar o sentido da "apresentação", oferta de Jesus ao Pai, para que seu destino se cumprisse, marcando em conseqüência a aceitação por parte de Maria do que o Pai preparara para o fruto de sua gestação. A data passou a ser lembrada então como a da "Apresentação do Senhor". 



No templo, a família foi recebida pelo profeta Simeão e pela profetiza Ana, num encontro descrito por São Lucas no seu evangelho, da seguinte maneira: 

"Assim que se completaram os dias da purificação conforme a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, segundo está escrito na Lei do Senhor, que "todo varão primogênito será consagrado ao Senhor" e para oferecerem em sacrifício, segundo o que está prescrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. 

Havia em Jerusalém um homem justo chamado Simeão, muito piedoso, que esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Pelo Espírito Santo foi-lhe revelado que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, veio ele ao templo e, ao entrarem os pais com o Menino Jesus, também ele tomou-o em seus braços, bendizendo a Deus, e disse: "Agora, Senhor, já podes deixar teu servo morrer em paz segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste ante a face de todos os povos, luz para iluminação das gentes e para a glória do teu povo, Israel". José e Maria estavam maravilhados com as coisas que se diziam de Jesus. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua Mãe: "Este Menino será um sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel; e uma espada atravessará a tua alma para que se descubram os pensamentos de muitos corações". (Lc 2,22-35). 



Ambos, Simeão e Ana, reconheceram em Jesus o esperado Messias e profetizaram o sofrimento e a glória que viriam para Ele e a família. É na tradição dessa profecia que se baseia também a outra festa comemorada nesta data, a de Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, ou ainda dos Navegantes.

2 de fevereiro - Dia da Bem-Aventurada Maria Domenica Mantovani

Maria Domenica Mantovani

(Madre Maria Josefina da Imaculada)
Bem aventurada
1862-1934
Fundou a Congregação das
Pequenas Irmãs da Sagrada Família

Maria Domenica, primogênita de quatro irmãos, nasceu em Castelletto de Brenzone, em Verona, no dia 12 de novembro de 1862. Teve nos seus pais João Batista Mantovani e Prudência Zamperini, e no seu avô, que vivia com eles, a influência profunda de uma família honesta e cristã de trabalhadores simples, piedosos e dignos. 

Freqüentou apenas a escola primária, por causa da pobreza da família. Mas a falta de cultura foi compensada pelos dotes de inteligência, vontade e grande senso prático. Desde criança mostrou sua vocação religiosa e incentivada pelo avô, dedicava-se à oração e a tudo o que se referia a Deus. Casa, escola e igreja foram os campos que forjaram o seu caráter. 

Maria Domenica tinha quinze anos, quando chegou o novo pároco Padre José Nascimbeni, mais tarde também beatificado. Desde então ele se tomou o seu diretor espiritual, que intuindo seu temperamento generoso, a forte vontade de prosseguir na vida da perfeição, conduziu-a seguro e lúcido, para as mais altas conquistas espirituais. Ela foi a sua primeira colaboradora nas muitas atividades paroquiais. Dedicava-se ao ensino do catecismo às crianças, visitava e assistia os doentes e os pobres. Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para suas companheiras. 

Assim, aos vinte e quatro anos no dia da Virgem Imaculada da Conceição, aos 8 de dezembro de 1886, na presença do pároco, emitiu os voto de perpétua virgindade, dedicando-se completamente à Deus e empenhando-se no auxílio ao pároco em todas as suas iniciativas pastorais. 

Quando o Padre Nascimbeni, depois de se aconselhar com o Bispo, decidiu fundar uma nova família religiosa, encontrou em Maria Domenica a sua principal colaboradora e que se tornou sua co-fundadora; junto com outras três jovens. As quatro fizeram um breve noviciado junto às Terciárias Franciscanas de Verona e em 1892, emitiram a profissão, iniciando em Castelletto o novo Instituto chamado " Pequenas Irmãs da Sagrada Família", cujo nome se tornou o indicativo da orientação apostólica e espiritual da nova congregação. 

Maria Domenica Mantovani mudou o nome para Maria Josefina da Imaculada e foi escolhida como primeira superiora da casa, cargo que exerceu até a morte. Ela contribuiu muito na elaboração das Constituições e na formação das Irmãs. Colaboração que foi determinante para o desenvolvimento e expansão do Instituto. Sua obra completou a do Fundador, de tal forma que se confundiam. A ação dele era intensa, forte, enérgica; a dela era delicada, escondida, embora também firme. Ambas se apoiavam em eloqüentes exemplos e pacientes esperas. 

Padre José Nascimbeni e Maria Domenica

Depois da morte do Fundador, em 1922, Maria Domenica continuou a guiar o Instituto, com ânimo, prudência, grande entrega a Deus e profundo senso de responsabilidade. E teve a graça de ver a aprovação canônica definitiva das Constituições e do Instituto, antes de morrer. Soube assim que a obra teria continuidade com as mil e duzentas Irmãs espalhadas por cento e cinqüenta casas filiais na Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, dedicadas às mais variadas atividades apostólicas e caritativas. 

Aos setenta e dois anos de idade Madre Maria Josefina da Imaculada faleceu depois de breve enfermidade, no dia 02 de fevereiro de 1934. Sepultada no cemitério de Castelletto de Brenzone; desde 1987 seu corpo incorrupto foi transladado para o mausoléu, já ocupado pelo Fundador, no interior da Casa-mãe do Instituto, naquela cidade. O Papa João Paulo II beatificou Maria Domenica Mantovani em 2003, destinando sua festa para o dia de seu transito.
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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."