quarta-feira, 10 de junho de 2026

10 DE JUNHO - SANTA OLÍVIA DE PALERMO - VIRGEM E MÁRTIR







Mensagem de Santa Olívia nas Aparições de Jacareí em 26 de outubro de 2025

“Queridos irmãos meus, eu, Olivia, venho hoje com a Mãe de Deus para abençoar e tocar nesses objetos religiosos, que onde quer que cheguem levarão a graça do Senhor, da Mãe de Deus e também a minha bênção. Realizarei muitas graças através deles!

Que vocês sigam firmemente no caminho do amor. O Céu é amor e somente aqueles que têm o amor, poderão habitar no Céu. 

Que a chama de amor do Coração Imaculado de Maria reine dentro de vocês. Por isso rezem, rezem, rezem o Rosário com o coração! Eu os ajudarei com a minha proteção, com a minha graça.”


Santa Olívia nasceu em Palermo, por volta do ano 448 depois de Cristo e faleceu no ano de 463, na Sicília, foi uma jovem que viveu decidiu viver intensamente a sua fé e por causa dessa sua decisão ela foi perseguida, sequestrada, vendida como escrava, e mesmo assim vimos que sua mensagem conseguia tocar até os corações mais endurecidos.

Santa Olívia de Palermo nasceu em 448 ou no século IX, mas não há consenso sobre a data exata. Algumas fontes indicam o ano de 448, enquanto outras apontam para o século IX, dependendo da interpretação da lenda sobre sua vida e morte.
Hipótese do ano de 448: De acordo com a tradição hagiográfica, ela nasceu por volta desse ano, em uma família nobre de Palermo, Sicília.
Hipótese do século IX: Outras fontes afirmam que a santa viveu no século IX, época em que foi martirizada. Nesse período, a Sicília foi invadida pelos sarracenos, e foi nessa época que ela teria sido levada para Tunes e sofrido martírio.


No século IX. Contava 13 anos quando Genserico, rei dos vândalos, invadiu a Sicília.



Feita prisioneira dos sarracenos, foi levada à Tunes.



Exilada, foi forçada a viver entre os mendigos, sofrendo fome, sede, frio, nudez; Com suas orações, curou dois aleijados e os batizou em nome da Santíssima Trindade. Quando começaram a testemunhar a sua fé publicamente, eles foram presos e mortos horrivelmente.


Colocada à disposição de Amira, governador da cidade. Por não se entregar a seus caprichos e paixões,


Amira mandou açoitá-la e abandoná-la em meio a densa floresta. Desejava que ela fosse devorada pelos animais selvagens.
Santa Olívia conseguiu sobreviver e construiu um refúgio contra as intempéries. Passou a viver ali, entregue à oração, à penitência e à meditação.

Certo dia, entretanto, foi descoberta por alguns caçadores. Estes, impressionados com sua força espiritual, converteram-se ao cristianismo.


Sentindo-se ameaçado pelas numerosas conversões operadas por Santa Olívia, Amira mandou prendê-la e lançá-la na prisão.



Padeceu várias crueldades e tortura, foi flagelada e mergulhada em um caldeirão de óleo fervente, mas saiu ilesa, sendo decapitada por fim. Todavia, seu sofrimento e sua morte por decapitação contribuíram ainda mais para mover os corações à conversão.


Em Tunis, há uma mesquita chamada em árabe de "Mesquita verde-oliva ", dedicada a santa: isso porque naquele lugar havia uma igreja a ela dedicada, então os muçulmanos adaptaram o nome de Santa Oliva. Sabe-se que, em 1402, o rei Martin I pediu ao Califa Abû Azir a Igreja de volta para os cristãos, mas ele se recusou. De acordo com uma venerável tradição, seu corpo foi roubado por alguns cristãos e levado para Palermo para ser enterrado religiosamente. Esse lugar foi identificado pelo historiador Agostino Inveges na igreja dedicada a ela desde 1310 ao lado da Igreja de São Francesco de Paula.

Imagem de Santa Olívia de sua Igreja em Palermo, Itália.


Santa Oliva não é mencionada no Martirológio Romano, no entanto, ela é lembrado no antigo Breviário Gallo-Siculo do século XII e no Breviario Cefaludese.
Em uma mesa antiga, guardada no Museu Diocesano de Palermo, há uma pintura de sua imagem com os Santos Elias, Rosalia e Veneranda. Eles também estão no martirológio do P. Ottavio Caietano SJ (1617) e no Martirológio de Palermo do Canon Antonio Mongitore (1742).



Ela foi inscrita no Calendário Palermitano do Cardeal Giannettino Doria em 1611 e celebrada pela Igreja PALERMITANA até 1980 como uma memória obrigatória; desde 1981 não foi incluída pelo calendário litúrgico Regional, mas na cidade de Palermo pode ser celebrada com a patente de memória opcional. Uma paróquia da cidade foi dedicada ao seu culto em 1940.

Imagem de Santa Olívia, patrona de Pettineo.


Sua devoção está viva em Pettineo (ME) e Raffadali (AG), Itália, onde ela é patrona principal e na Igreja da catedral de Tunis, desde 18 de maio de 1890.

Romanos 8,35-39:

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada? Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro (Sl 43,23). Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor.


ORAÇÃO
Deus eterno e onipotente,
vinde em auxílio da nossa fraqueza,
com o exemplo dos que deram a vida por Jesus,
e fazei que o seu testemunho glorioso
aumente o vigor da nossa fé.
Por Cristo Senhor nosso.







ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso,
vinde em auxílio do vosso povo suplicante
e, por intercessão da Santa mártir Olívia,
concedei-lhe as graças que Vos pede com fé.
(mentalizar o pedido)
Por Cristo Senhor nosso.


Foi canonizada em 1664, por Alexandre VII.




20.05.2025 Mensagem de Santa Olívia comunicada ao vidente Marcos Tadeu Teixeira - Jacareí - SP - Brasil
(Nossa Senhora apareceu mas não deu mensagem pública)

“Amados irmãos meus, eu, Olívia, serva do Senhor e da Mãe de Deus, venho hoje para dar-vos a minha mensagem. Como eu os amo! Como os amo amados irmãos meus! E como quero sempre e cada vez mais dar a todos vocês a paz, a benção, a graça de Deus. E venho do Céu para dizer a todos vocês:

Vivam pelo Céu a cada dia, procurando sempre mais viver para agradar a Deus, consolá-lo por tantos que o enchem de tristeza com seus pecados, desobediências e infidelidades ao amor deles. Vivendo para tudo fazer para glorificar o Senhor e mostrar ao mundo inteiro o quanto é grande o amor e a bondade dele para com todos os seus filhos.

Vivam pelo Céu, vivendo uma vida de oração intensa a cada dia, de meditação, de leitura das mensagens da Mãe de Deus, dos Anjos, dos Santos, do próprio Senhor, de meditação da vida dos Santos também. Para que possam imitar as virtudes dos Santos e assim tornarem-se semelhantes a eles e agradáveis ao Senhor.

Então, a vida de vocês verdadeiramente se tornará uma pedra preciosa e brilhante que agradará muitíssimo ao Senhor e dará a Ele: alegria, glória e satisfação.

Vivam pelo Céu desprezando sempre mais as coisas da terra e procurando, buscando unicamente as coisas celestes, as coisas do alto. Então, verdadeiramente na vida de vocês o Espírito Santo poderá derramar sempre mais sua graça, seu poder transformados, o influxo da correnteza dos seus dons. E através de vocês inundará o mundo inteiro com as águas de sua graça divinal transformando o imenso deserto deste mundo num jardim verdejante de santidade e amor para o Senhor.

Vivam pelo Céu dizendo sempre mais não a todas às tentações do inimigo e sim a tudo aquilo que o Senhor e a Mãe de Deus pedem a vocês.

Vivam pelo Céu fazendo o mesmo que eu fiz: desprezando todas as coisas terrenas e tendo-as como pó e cinza somente. E procurando tão somente os bens do alto, os bens do Céu para que possam ser ricos dele, e assim, alcançar a dignidade de serem admitidos no Paraíso.

Vivam pelo Céu, fazendo o mesmo que eu fiz: tendo uma fé corajosa e ardente e se for necessário derramar o sangue pelo Senhor, pela Mãe de Deus, pela defesa da fé e pela salvação da alma de vocês. Vocês deverão ter uma fé forte e capaz de fazer este ato de coragem e sacrifício de amor pelo Senhor. Devem preferir antes perder tudo até a própria vida do que perder a salvação da alma, do que perder o Céu.

Que a fé de vocês seja assim, forte, corajosa como a minha foi para que se tornem dignos do Senhor no Céu.

Nunca esqueçam o que Ele disse: ‘Aquele que se acovardar, que se envergonhar de mim e que me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está no Céu e dos Anjos. Por isso, tenham uma fé forte e corajosa, fiel até o fim.

Vivam pelo Céu, que escolheu cada um de vocês e trouxe cada um de vocês aqui nestas Aparições para cumular vocês com as riquezas dos tesouros, da sabedoria celestial. E revelar a vocês os mistérios do alto que são escondidos dos grandes, dos sábios deste mundo. Mas, que são dados e revelados aos pequeninos. E eles quando conhecem estes mistérios de amor do Senhor dão tudo, tudo para possuí-los e jamais perdê-los como a pedra preciosa do Evangelho, pela qual se vende tudo só para possuí-la.

Vivam pelo Céu, que escolheu cada um de vocês no ventre da Mãe, o Céu que esperou por vocês tantos anos enquanto vocês estavam no mundo, desperdiçando os melhores anos das vidas de vocês nas coisas mundanas, nos vícios e nos caminhos de perdição.

O Céu, que tolerou vocês por tantos anos!

O Céu, que tem aturado vocês com os defeitos de vocês esperando até agora o melhoramento, a transformação e a conversão.

O Céu, que aqui neste lugar se ofereceu inteiramente a vocês e não se cansa de cumular vocês com graças, bençãos, riquezas e dons.

Vivam só por esse Céu, prefiram somente este Céu e jamais traiam o amor deste Céu que os escolheu. Jamais traiam o amor do Amor que aqui se deixa encontrar por vocês!

Eu, Olívia, amo cada um de vocês e estou ao lado de vocês a cada dia para ajudá-los no caminho de vocês rumo ao Céu, nunca, nunca os deixo sozinhos, nunca os abandonarei. E nos momentos de maior sofrimento estarei mais pertinho de vocês, basta que vocês me chamem e eu virei consolá-los.

Eu dei a minha vida por Cristo, eu derramei o meu sangue por ele e pela Mãe Santíssima dele e mil vidas eu daria e derramaria o meu sangue, se isto fosse necessário. Ofereci a dor do meu martírio por cada um de vocês que foi escolhido pelo Céu nestas santas Aparições.

Com amor ofereci a minha vida por todos e seguirei cumulando vocês com as minhas graças e cobrindo-os com meu manto protetor.

Apressem a conversão de vocês, convertam-se, porque os Três Dias de Trevas estão muito próximos, e então, naqueles dias quando a Terra inteira tremerá de Norte a Sul, de Leste a Oeste…. Aqueles que não tiverem obedecido às mensagens da Mãe de Deus e que não tiverem o sinal da salvação, serão agarrados pelos demônios e levados para as profundezas infernais.

Ai daqueles que se deixaram marcar pela marca do inimigo, o número da besta, seguindo unicamente o caminho dos vícios e prazeres deste mundo, desprezando as mensagens de dor e de amor da Mãe de Deus. Porque para esses não há nada mais que possa ajudá-los, os demônios os reconhecerão pelo sinal da besta, os agarrarão e levarão para sempre para o fogo eterno.

Não sejam do número desses infelizes, empreendam, trabalhem pela conversão e transformação de vocês agora. Salvem a alma de vocês, porque não existe nada mais importante do que isso. Perdida a alma tudo está perdido, não desperdice nem um minuto mais com as coisas deste mundo que em breve não mais serão.

Dediquem o tempo somente àquele que É, que Era e que Será para sempre e aquilo É e que Será para sempre: o Céu!

Rezem o Rosário todos os dias! Nunca foi para o Inferno uma alma que tivesse rezado o Rosário com o coração e todos os que rezaram o Rosário com fé e amor perfeitos chegaram seguramente ao Paraíso.

Eu estarei ao lado de vocês presente quando vocês rezarem o Rosário.

A todos, Eu abençoo com amor, e especialmente a você meu amadíssimo Marcos você que me ama e reza a mim há tantos anos, estive ao seu lado nos momentos mais difíceis e sempre estarei. Depois do Senhor, da Mãe de Deus não há ninguém que te ame mais do que eu, seguirei rezando por você e seguirei implorando graças no Trono do Altíssimo para você.

E até que você seja curado não somente a Mãe de Deus, mas eu também direi sem cessar: Alegre-se, pois a sua missão foi cumprida, o que Deus mais queria de você que era que você tirasse as Aparições da Mãe de Deus, sobretudo, La Salette do esquecimento e desprezo da humanidade, você o fez.

Por isso, sua missão está completa, o Senhor procurou na Terra inteira uma alma que fizesse isso, que se importasse mais com a Mãe de Deus e as aparições dela do que consigo mesmo e não encontrou, porque todos o tempo todo só dedicaram as suas vidas e procuraram a satisfação dos seus desejos e a realização dos seus planos pessoais.

Só você esqueceu-se completamente de si para pensar só na Mãe de Deus, nas Lágrimas e nas Aparições dela, empregou todo o tempo da vida para tirá-las do esquecimento. Por isso, só você fez isso, só você tirou todas as aparições dela do desprezo da humanidade, só você as defendeu sobretudo La Salette.

Só você fez os filmes delas com integridade e sem censurar nada, por isso, o mérito é todo e inteiramente só seu. E assim, como não há ninguém que tenha amado a Mãe de Deus e as aparições dela como você, não há ninguém que ela ame tanto e eu também como você.

A você e a todos abençoo com amor agora e derramo sobre todos as graças do Senhor!”


10 de junho - Dia do Bem-aventurado João Dominici



João Dominici
Bem-aventurado
1376-1419 

João Dominici nasceu no ano 1355, em Florença, na Itália. De origem muito humilde, ele teve sérias dificuldades para estudar, além disso gaguejava. Com forte vocação religiosa, tentou ingressar no convento dos dominicanos, mas foi recusado pela falta de qualificação intelectual e o fato de ser gago também pesou. 

Apesar dessas desvantagens, João não desistiu: na segunda tentativa, aos dezessete anos, ingressou na Ordem Dominicana, no Convento de Santa Maria Novella. Surpreendeu a todos pelo caráter afável e generoso, pela inteligência e dedicação nos estudos, pelo destacado zelo às regras, às orações e pela austeridade de vida e duras penitências. 

A única coisa que o entristecia era a dificuldade encontrada na pregação dos vigorosos sermões que escrevia, mas que, ao serem pronunciados,pareciam ridículos. Em 1381, sua cura aconteceu, quando, prostrado e chorando, orou a santa Catarina de Siena, para que intercedesse por ele. E a santa de sua devoção o atendeu. Foi completar os estudos em Pisa e Paris, tornando-se um excelente teólogo e um eloqüente pregador. 

Ao destacado ministério da Palavra uniu sua talentosa eficácia de escritor, cujas obras alcançaram um alto valor catequético e pedagógico. Tornou-se estreito colaborador de Raimundo da Cápua, agora bem-aventurado, provincial daquela região, que à época se dedicava a restaurar as regras da estrita observância, tanto assim que foi considerado um segundo fundador da Ordem Dominicana. Esse provincial enviou João a Veneza, em 1394, para promover a reforma em todos os conventos e mosteiros. 

Lá foi eleito prior do Convento de Santa Maria Novella e em seguida começou a obra da restauração da estrita observância, pelo Convento de São Domingos de Veneza. Depois, foi de convento em convento preparando o grande reflorescimento da santidade e do apostolado, como o fundador da Ordem dos Pregadores, são Domingos, havia projetado. 

Fundou um convento feminino, chamado de Corpus Christi, e o Convento masculino de São Domingos de Fiesole, que foi celeiro de santos e de apóstolos, entre os quais se destacaram Antonino e Frà Angélico, ambos discípulos de João Dominici. Em 1406, ele foi nomeado, pelo papa Gregório XII, seu embaixador em Florença, que, dois anos depois, animado pelas virtudes de João, o consagrou arcebispo de Ragusa e cardeal do título de São Xisto. 

Participou, entre 1414 e 1418, do Concílio de Constança, conseguindo, com sua influência e autoridade de confessor particular e conselheiro pessoal do papa Gregório XII, que este renunciasse, colocando um fim no cisma que iniciara na Igreja do Ocidente. 

O novo papa, Martinho V, em 1418, nomeou-o delegado do seu governo para a Boêmia, Polônia e Hungria, onde novas heresias começavam a proliferar. Porém seu zeloso trabalho apostólico foi interrompido quando uma febre fulminante tolheu-lhe a vida, em 10 de junho de 1419, na cidade de Budapeste, na Hungria. 

O papa Gregório XVI beatificou João Dominici em 1832, confirmando para o dia de sua morte o culto litúrgico.


10 de junho - Dia do Bem-aventurado Eduardo Poppe

Bem-aventurado
1890-1924

Eduardo João Maria Poppe nasceu na cidade de Temsche, na Bélgica, no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. 

Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois foi estudar no colégio dos Irmãos da Caridade, onde completou o ensino básico. 

Aos quinze anos, entrou para o seminário de São Nicolau, na diocese de Gand, destacando-se como exemplo de caridade e piedade. Foi durante o serviço militar, prestado em 1910, que Eduardo percebeu sua vocação religiosa. 
Aos vinte e dois anos, ele ingressou no Seminário Filosófico Leão XIII, de Louvain. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi convocado a servir o exército, servindo junto à Cruz Vermelha como enfermeiro, atendendo as ambulâncias que chegavam com os feridos. 
Em 1915, foi transferido para Gand e, no ano seguinte, era ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete, naquela diocese, iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à eucaristia e à Virgem Maria. 


Preocupado em preparar as crianças para a primeira comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção eucarística. Logo esse trabalho tornou-se conhecido e instituído em outras paróquias da diocese. Assim, padre Eduardo elaborou e escreveu "O manual do catequista eucarístico", em 1917, idealizado segundo os decretos do papa são Pio X. Mas não criou apenas o "manual", ele instituiu a "Liga da Comunhão Freqüente", estendida aos operários também. 

O seu apostolado foi interrompido em 1918, quando foi nomeado diretor do Convento das Irmãs de São Vicente de Paulo, em Moerzeke-lez-Termonde. Lá, continuou com sua preocupação em manter acesa a chama da fé cristã nos jovens catequistas, todos filhos de famílias socialistas e anticlericais. Por isso publicou um semanário intitulado "Zonneland", que significa "País do Sol", direcionado à "Cruzada Eucarística Pio X" de toda a Bélgica. 

Mais tarde, os problemas de saúde agravaram-se. Padre Eduardo convivia desde a infância com uma doença congênita no coração. Por tal motivo foi obrigado a viver numa poltrona. E foi nesse período que ele escreveu sua extensa e notável bibliografia catequética com ênfase na eucaristia. Dela se destacaram as obras: "Direção espiritual dos jovens", de 1920; "Salvemos os operários", de 1923; "Apostolado eucarístico paroquial", de 1923; "O amigo dos jovens" e "O método educativo eucarístico", ambas de 1924. Há outras publicadas depois de sua morte também. 

Em 1921, o cardeal nomeou-o diretor espiritual do CIBI de Leopoldsburgo, reservado aos noviços que se destinavam ao serviço do altar. Lá também seu ministério floresceu. Porém, aos trinta e quatro anos de idade, padre Eduardo Poppe morreu repentinamente, no dia 10 de junho de 1924, no Convento de Moerzeke-lez-Termonde, durante o período das férias. 

A sua morte causou forte comoção popular e no meio do clero, sendo imediatamente venerado por sua santidade. Ele foi beatificado, em 1999, pelo papa João Paulo II, que o nomeou "Pedagogo da Eucaristia".

terça-feira, 9 de junho de 2026

9 de Junho - Dia de Santo Efrém

 Santo Efrém,
Confessor e Doutor da ⛪️ 
(Edessa, 373)
Ave, refúgio e receptáculo dos pecadores, no qual unicamente pode um
culpado achar proteção e salvamento (Santo Efrém)


Efrém nasceu no ano 306, bem no início do século IV, na cidade de Nisibi, atual Turquia. Cresceu em meio a graves conflitos de ordem religiosa, além das heresias que surgiam tentando abalar a unidade da Igreja.

Mas todos eles só serviram de fermento para que sua fé em Cristo e sua ardente devoção à Virgem Maria vigorassem e se firmassem. 

O pai de Efrém era sacerdote pagão, embora sua mãe, cristã, defendesse a liberdade religiosa educando o filho dentro dos preceitos da palavra de Cristo. Ele foi educado na infância entre a dualidade do paganismo do pai e do cristianismo da mãe, pois o Edito de Milão, autorizando a liberdade de culto, só entrou em vigor quando ele já tinha sete anos de idade.

Mas o patriarca da família jamais aceitou a fé professada pelo filho. Como não o venceu nem com a força, nem com argumentos, expulsou-o de casa. Efrém foi batizado aos dezoito anos e viveu do seu próprio sustento, trabalhando num balneário local. 

No ano 338, Nisibi foi invadida pelos persas. Efrém, então diácono, deslocou-se para a cidade de Edessa, também atual Turquia. Os poucos registros sobre sua vida contam-nos que era muito austero. Ele dirigiu e lecionou uma escola que pregava e defendia os princípios cristãos, escrevendo várias obras sobre o tema.

Como não sabia grego, sua obra ficou isenta da influência dos teólogos seus contemporâneos, inclinados à controvérsia da Trindade. Efrém foi um ardente defensor da genuína doutrina cristã antiga. 
Com veia poética, seus sermões atraiam multidões e sua escola era muito concorrida pelo conteúdo didático simples e exortativo, atingindo diretamente o povo mais humilde. Na sua época estava-se organizando o canto religioso alternado nas igrejas. Esse movimento foi iniciado pelos bispos Ambrósio de Milão e Diodoro da Antioquia. A colaboração do diácono Efrém de Nisibi foram poesias na língua nativa próprias para o canto coletivo, o que permitiu uma rápida divulgação. 

Por sua linguagem poética recebeu o apelido carinhoso de "Harpa do Espírito Santo". Somente a Nossa Senhora dedicou mais de vinte poemas, transformados em hinos. Suas poesias eram tão populares e empolgantes que da Síria espalharam-se e chegaram até o Oriente mediterrâneo, graças a uma cuidadosa e fiel tradução em grego. 

Efrém morreu no dia 9 de junho de 373, em Edessa, sem ter sido ordenado sacerdote.

Desde então, é venerado neste dia por sua santidade, tanto pelos católicos do Oriente como do Ocidente.

O papa Bento XV declarou-o doutor da Igreja em 1920.

9 de junho - São José de Anchieta

José de Anchieta
Bem-aventurado
1534-1597 


José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias, Espanha. Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua formação na Universidade de Coimbra, em Portugal. Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de "canarinho". 

Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se à oração e à contemplação. 

Certa vez, isolou-se na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a missão que o aguardava. Naquele mesmo instante, sentiu o chamado para dedicar sua vida ao serviço de Deus. Tinha dezessete anos e fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria. 

Ingressou na Companhia de Jesus e, quando se tornou jesuíta, seguiu para o Brasil, em 1553, como missionário. Chegou na Bahia junto com mais seis jesuítas, todos doentes, inclusive ele, que nunca mais se recuperou. Em 1554, chegou à capitania de São Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre Manoel da Nóbrega, fundou, no planalto de Piratininga, aquela que seria a cidade de São Paulo, a maior da América do Sul. No local foi instalado um colégio e seu trabalho missionário começou. 


José de Anchieta não apenas catequizava os índios. Dava condições para que se adaptassem à chegada dos colonizadores, fortalecendo, assim, a resistência cultural. Foi o primeiro a escrever uma "gramática tupi-guarani", mas, ao mesmo tempo, ensinava aos silvícolas noções de higiene, medicina, música e literatura. Por outro lado, fazia questão de aprender com eles, desenvolvendo diversos estudos da fauna, da flora e do idioma. 


Anchieta era também um poeta, além de escritor. É célebre o dia em que, estando sem papel e lápis à mão, escreveu nas areias da praia o célebre "Poema à Virgem", que decorou antes que o mar apagasse seus versos. A profundidade do seu trabalho missionário, de toda a sua vida dedicada ao bem do próximo aqui no Brasil, foi exclusivamente em favor do futuro e da sobrevivência dos índios, bem como para preservar sua influência na cultura geral de um novo povo. 

Com a morte do padre Manoel da Nóbrega em 1567, o cargo de provincial do Brasil passou a ser ocupado pelo padre José de Anchieta. Neste posto mais alto da Companhia de Jesus, viajou por todo o país orientando os trabalhos missionários. 

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o "Apóstolo do Brasil". Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980. A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.

9 de junho - Dia da Bem-aventurada Ana Maria Taigi

Ana Maria Taigi
Bem-aventurada

1769-1837 




Ana Maria Antonia Gesualda nasceu na bela cidade toscana de Siena, em 29 de maio de 1769, na Itália. Era filha única de um conceituado farmacêutico de Siena. A família foi obrigada a emigrar para Roma em busca de melhores condições de vida, quando os negócios pioraram. Ali, viveram na pobreza, com Ana Maria abandonando seus estudos para trabalhar e ajudar no sustento da casa. 
Mas a vida mundana de luxo fácil que a cidade eterna proporcionava chegou a tentar esta jovem que sonhou com tudo isto. Conseguiu passar ilesa porque se casou, aos vinte e um anos, com Domingos Taigi, servidor do palácio Chigi. Ele era um homem piedoso, mas de caráter difícil e grosseiro, que nunca compreendeu exatamente os dons especiais da esposa. Vivendo no ambiente da corte, o casal acabou buscando a felicidade fútil das festas, vaidades, diversões e fortuna. Depois de três anos ela viu o vazio de sua vida familiar e o quanto estava necessitada de Jesus. 

Foi à uma igreja e fez uma confissão profunda com um sacerdote que se tornou seu orientador espiritual. Foi nesse instante que ocorreu sua conversão. A partir de então iniciou uma nova vida, dedicada aos deveres cristãos, e a procura da santificação. Ana Maria quis entregar-se a duras penitências, mas o padre a fez compreender que seu sacrifício consistia no amor e fidelidade ao sacramento do casamento e no papel de mãe. 

A sua família foi crescendo com a chegada dos sete filhos, três dos quais morreram ainda pequenos, e dos seus velhos pais. Mas encontrava tempo para ajudar nas despesas da casa costurando sob encomenda. O pouco que tinha era sempre dividido com os pobres e doentes, que nunca deixou de ajudar. Mais tarde, quando a filha Sofia ficou viúva com seis filhos, foi Ana Maria que os acolheu e criou, dando-lhes a formação reta no seguimento de Jesus e na devoção a Maria. 

Em 1808, recebeu autorização e ingressou na Ordem Terceira secular da Santíssima Trindade. Favorecida com dons especiais da profecia, tornou-se conhecida por seus conselhos no meio do clero. Ana Maria tornou-se muito respeitada durante todos os quarenta e sete anos em que "um sol luminoso aparecia diante dos olhos, onde via os acontecimentos do mundo, os pensamentos e as almas das pessoas", como ela mesma descrevia. Foi conselheira espiritual de vários sacerdotes, hoje todos santos, como Vincente Pallotti, Gaspar Del Búfalo, Vicente Maria Strambi, de nobres e outras personalidades eclesiásticas ilustres. 
Ela faleceu em 9 de junho de 1837. O papa Bento XV beatificou-a em 1920, designou sua celebração para o dia de sua morte e declarou-a padroeira das mães de família. O corpo da bem-aventurada Ana Maria Taigi, que prodigiosamente se conservou incorrupto, está guardado na igreja de São Crisógono, em Roma, numa capela a ela dedicada.





REVELAÇÃO DOS TRES DIAS DE TREVAS 
Jesus a Santa Ana Maria Taiji (século XIX) :
Trevas extremamente espessas espalhar-se-ão pelo mundo inteiro, envolvendo a terra por três dias e três noites. Durante as trevas será impossível distinguir-se qualquer coisa. O ar ficará empestado pelos demônios, que aparecerão sob todas as formas, as mais asquerosas. Nesses dias será impossível a luz natural. Aquele que abrir a janela, olhar para fora ou sair pela porta morrerá. Durante esses dias devem ficar em casa rezando o terço e invocando a misericórdia de Deus. As velas bentas protegerão da morte, assim como a invocação de Maria e dos anjos.”



A Bem-aventurada Ana Maria Taigi e o Purgatório.



Deus lhe revelou muitas vezes a sorte das almas do Purgatório. Ela pedia continuamente pelas pobres almas, num misterioso sol que sempre lhe aparecia, foi uma grande mística do século XIX. Ela faleceu em 09 de junho de 1837. Em 30 de maio de 1920, O Papa bento XV declarava Bem-aventurada a humilde e pobre mãe de família, que durante tanto tempo chamou a admiração de Roma e do mundo com tantos prodígios sobrenaturais.  O corpo da Bem-aventurada Ana Maria Taigi, que prodigiosamente se conservou incorrupto, está guardado na igreja de São Crisógono em Roma numa capela a ela dedicada. A Beata Ana Taigi, romana de nascimento, via todos os acontecimentos futuros e a sorte dos mortos.
Um homem, conhecido de Ana, morreu, e ela o viu nas chamas do Purgatório, salvo do inferno pela Divina Misericórdia, porque socorreu um pobre que o importunava muito pedindo esmola. Viu um conde cuja vida se passou em delícias e divertimentos, mas que na hora da morte teve um grande arrependimento e se salvou, mas deveria sofrer no Purgatório tormentos incríveis tanto tempo quanto passou neste mundo sem se preocupar com a penitência e com a salvação eterna. Viu homens de grande virtude sofrendo porque se deixaram levar pela vaidade e amor próprio, muito apegados aos elogios e à amizades dos grandes da terra.
Um dia Nosso Senhor lhe disse: levanta-te e reza, meu vigário na terra está na hora de vir me prestar contas. Ana sufragou a alma do Papa e depois o viu como um rubi ainda não de todo brilhante, pois lhe faltava se purificar mais.
Faleceu em roma o Cardeal Dória, que deixou grande fortuna, e naturalmente celebraram-se por sua alma centenas de Missas. Foi revelado à Beata Ana Taigi que as Missas celebradas por alma do Cardeal eram aproveitadas para as almas dos pobrezinhos abandonados e que não tinham quem mandasse celebrar por eles.
Via-se assim a divina Justiça que não olha a riqueza, nem as possibilidade dos ricos em arranjar sufrágios, com descuido às vezes neste mundo da verdadeira penitência. Viu Ana no Purgatório um sacerdote muito estimado por suas virtudes e sobretudo pelas brilhantes pregações que fazia e o tornavam admirados de todos. Sofria muito este pobre padre. Foi revelado à Beata que expiava a falta de procurar com muito empenho a fama de bom pregador e um pouco de vaidade ao pregar a palavra de Deus, sobretudo nas complacências com os elogios. Viu dois religiosos muitos santos no Purgatório, em sofrimentos duros. Um deles expiava o seu apego ao próprio juízo e pouca submissão ao modo de ver de outros, e outro a dissipação, a falta de recolhimento e piedade no exercício do ministério sacerdotal. Enfim, a Beata Ana trouxe com sua bela e impressionante mensagem do sobrenatural no século XIX, muitas luzes sobre o Purgatório e impressionantes lições da Justiça de Deus, e também não há dúvida, da Infinita Misericórdia que salva tantas almas pelas chamas de expiação do Purgatório.  

Mãe de família, Patrona da Terceira Ordem Trinitária.

Nasceu em Sena no dia 29 de maio de 1769. Com seis anos de idade seguiu os seus pais que se transladaram para Roma por dificuldades econômicas. Na nova residência frequentou a escola das religiosas Filipinas durante dois anos. 
Ao deixar a escola, começou a trabalhar em diversos ofícios para ajudar economicamente os seus pais. 

Ainda muito jovem se casou com Domingos Taigi, bom cristão, mas de caráter violento. Durante os quarenta e nove anos que durou sua convivência matrimonial com Domingos, a Bem-aventurada teve ocasião de exercitar as virtudes da caridade, da paciência e da piedade para com seu marido e seus filhos. 

Seguiu sempre os princípios cristãos. Em seu lar Deus estava sempre em primeiro lugar. Apesar de possuir poucos recursos econômicos, não deixava de praticar, quando podia, as obras de misericórdia.

Teve sete filhos, sendo que três morreram ainda pequenos, dois filhos e duas filhas chegaram à idade madura, e foram por ela educados na fé cristã. 

Pessoalmente, levava uma vida de altíssima espiritualidade. Suas devoções preferidas eram a Santíssima Trindade, Jesus Sacramentado e a Virgem Maria.  

Ingressou na Terceira Ordem Trinitária na igreja de São Carlos às Quatro Fontes, em Roma, no dia 26 de dezembro de 1808.

Deus a favoreceu com muitos dons sobrenaturais. O mais conhecido deles é o do globo luminoso onde ela via os acontecimentos presentes e futuros. Muita gente, de todas as classes sociais, acudia a ela em busca de conselho. Por sua casa passavam bispos, cardeais, e até o Santo Padre solicitava seu conselho e oração. 

Faleceu no dia 09 de junho de 1837. Foi beatificada no dia 30 de maio de 1920. Suas veneráveis relíquias estão expostas, para veneração dos fiéis, na Basílica trinitária de São Crisógono, em Roma.

Tríduo a Bem-Aventurada Ana Maria Taigi 

Ó Bem-aventurada Ana Maria Taigi, que no humilde estado de esposa e de mãe, confiado a vós pela Providência, respondestes generosamente às inspirações da graça com a qual Deus vos convidava a adquirir a perfeição evangélica, e, na fidelidade constante ao esposo e na educação cristã dos filhos, soubestes entrelaçar a coroa da vossa santidade: nós admiramos aquele espírito de fé com o qual transformastes a vossa casa num santuário onde rezáveis e ensináveis a rezar aos vossos filhos; aquele amor ao recolhimento que vos manteve sempre unida a Deus; aquela heróica mortificação cristã através da qual vos imolastes pela conversão dos pecadores, pela exaltação da Santa Igreja e do Papa, pela humilhação de seus inimigos e pela salvação de Roma; e, enfim, aquele ardente desejo de honrar a Santíssima Trindade que vos impulsionou a abraçar a Terceira Ordem Trinitária e, como Terciária, na fervorosa e fiel observância dos votos de castidade e de obediência segundo o vosso estado, oferecer ao trono do Deus Uno e Trino um sacrifício vivo de louvor e de glória.

OU:
Ó Bem-aventurada Ana Maria, enquanto louvamos e bendizemos a Deus por todas as graças, os dons extraordinários e os carismas celestiais com os quais quis enriquecer-vos, suplicamos confiantemente a vossa intercessão pelas nossas necessidades espirituais e temporais. Suplicai para nós ao Senhor, sobretudo, a graça de santificar-nos no próprio estado e trabalharcom zelo para a glória de Deus e a salvação das almas, a fim de que, depois de ter vivido a serviço do Senhor, possamos contemplá-lo eternamente no paraíso. Amém.

   Pai nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. Rogai por nós Bem-aventurada Ana Maria Taigi.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: 
Ó Deus, grandeza dos humildes, que na Bem-aventurada Ana Maria Taigi deixastes às mães de família um sublime exemplo de caridade e paciência, fazei que, pelos seus méritos e sua intercessão levemos com alegria nossa cruz e, seguindo os seus exemplos e as suas virtudes, possamos sempre amar-vos de todo coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

***

V. Ora pro nobis, beata Anna Maria Taigi.
R. Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.

Visões da Beata Ana Maria Taigi confirmam La Salette



Beata Ana Maria Taigi
 Após apontar para a decadência moral e o progresso da Revolução anti-crista, no mundo em geral e do clero em particular, Nossa Senhora fez anunciou em La Salette grandes castigos purificadores da terra.

Esses anúncios não são exclusivos de La Salette.

No mesmo século XIX, poucas décadas antes do acontecimento de La Salette, Deus revelou à Beata Ana Maria Taigi esses mesmos castigos.

A comparação é especialmente sugestiva porque não houve contato de nenhuma espécie entre a Beata e os videntes de La Salette.

Uma das provas documentais mais sérias sobre as visões da Beata Ana Maria Taigi é o testemunho juramentado e entregue ao Vaticano pelo seu confessor e confidente. O documento faz parte do processo de beatificação da vidente romana.

Mons. Natali introduz a narração dizendo:

“Quase todas as almas heróicas que resplandeceram em Roma na primeira metade do século XIX, desde o Venerável Pallotti, até o Beato Del Bufalo, desde o Venerável Clausi até a Venerável Canori-Mora, profetizaram que depois da tempestade que no seu tempo se formava sobre a Igreja, depois das perseguições, que afligiam então ao Papado, teria chegado o triunfo do Catolicismo, triunfo luminoso, solene e completo.

Mons. Natali anotou as visões em milhares de folhas
Mas, quando haveria de se verificar esse triunfo? A qual época histórica está reservado saudar esse grandioso acontecimento que tantos fiéis da humanidade toda há muito tempo aguardam? Eis o misterioso enigma, sobre o qual a Beata Taigi veio deitar, se não me engano, um raio de luz que conforta e tranqüiliza.”

Eis quanto Mons. refere textualmente a respeito dessa profecia:

“Desde os tempos de S.S. o Papa Pio VII, quer dizer no ano 1818, a Serva de Deus descreveu para mim a revolução de Roma e tudo o que aconteceu, e a seguir falou-me muitas vezes, aliás, de um modo muito mais espantoso, dizendo que tinha sido mitigada pelas orações de muitas almas caras a Deus, que se ofereceram a Ele em satisfação da Justiça Divina.

“Porém, ela disse-me que a iniqüidade haveria de avançar triunfante e muitos que se acreditava serem bons teriam tirado a máscara, e que o Senhor queria descobrir a cizânia e que depois Ele teria sabido o que fazer dela.

“Que as coisas estariam de tal maneira convulsionadas que o homem já não seria capaz de as pôr em ordem, mas que Seu braço onipotente haveria de remediar tudo.

“Ela me disse que o flagelo da terra tinha sido mitigado, mas não o do céu que era horrível espantoso e universal.

“Que o Senhor não o tinha dado a conhecer nem às almas por Ele mais amadas nesta terra.

“Que teria chegado inesperadamente e que os ímpios teriam sido destruídos.

“Que antes desse flagelo todas as almas que na sua época tinham fama de santidade deveriam estar todas sepultadas.

“Que numerosos milhões de homens deveriam morrer por obra do ferro, uma parte nas guerras, outra parte em conflitos, e outros milhões de morte imprevista ‒ entenda-se que por todo o mundo.

“Que, em conseqüência, nações inteiras haveriam de voltar à unidade da Igreja Católica, muitos turcos, gentios e hebreus hão de se converter de um modo que surpreenderá aos cristãos que ficarão admirados pelo fervor e observância que mostrarão com sua vida.

“Numa palavra, ela disse-me que o Senhor queria purgar o mundo e Sua Igreja, e para isso ele preparava uma nova safra de almas que, desconhecidas, apareceriam para realizar obras grandes e milagres surpreendentes.

“Ela me disse que depois de que o Senhor tivesse varrido a terra com guerras, revoluções e outras calamidades, haveria de começar o céu e então teria lugar o fim de dito flagelo com uma convulsão geral de fenômenos meteorológicos os mais espantosos e com grande mortalidade.


Corpo admiravelmente conservado da Beata, igreja de S. Crisógono, Roma
“A Serva de Deus me disse várias vezes que o Senhor lhe fez ver no misterioso Sol o triunfo universal da nova Igreja de tal maneira grande e surpreendente que ela não podia descrevê-lo.”

E conclui Mons. Natali:

“Diante deste vaticínio a primeira vista fica-se perturbado: nele há sem dúvida pontos obscuros que só poderão ser esclarecidos pelos eventos futuros.

“Mas, nele discernem-se predições que, feitas desde o ano 1818, acabaram se realizando na história, fato que induz a prestar fé ao vaticínio na sua totalidade. Aqui se fala de dois castigos e flagelos, um vindo por parte da terra e um outro por parte do céu; mas, acrescenta-se logo que as orações das almas boas podem mitigá-lo”.

(Fonte: Testemunho de Mons. Raffaele Natali no processo de beatificação (Proc. Ord. fol. 695-696), apud Mons. Carlo Salotti, “La Beata Anna Maria Taigi secondo la storia e la critica”, Libreria Editrice Religiosa, Roma, 1922, 423 ps., pp. 340-342).

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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."