sábado, 20 de junho de 2026

20 de junho - Dia da Bem-Aventurada Margarida Ebner

Margarida Ebner
Bem-aventurada
1291-1351 

Margarida pertencia à família Ebner, muito rica e respeitada, da aristocracia alemã. Ela entrou no Mosteiro de Maria Santíssima em Medingen, da diocese de Augusta, e tinha apenas quinze anos de idade quando vestiu o hábito dominicano. 

Depois, de 1314 até 1326, sofreu diversas e graves enfermidades, as quais quase a levaram ao fim da vida. Mais tarde, por causa da guerra, a comunidade monástica dispersou-se e Margarida voltou para a casa paterna, na qual continuou a viver totalmente reclusa, dedicada à oração e à penitência. 

Quando tudo retornou ao normal, ela voltou para a clausura daquele mesmo mosteiro. Em 1332, conheceu o sacerdote Henrique Susso, hoje também santo, que logo se tornou o seu diretor espiritual. As duras provações físicas por que passou lhe proporcionaram adquirir os dons das revelações, das visões e das profecias. 

Tanto assim que ela escreveu em seu diário que no dia 1o de novembro de 1347 foi recebida em matrimonio espiritual por Jesus. 

Margarida Ebner foi, sem dúvida, a figura central do movimento espiritual alemão dos "amigos de Deus". A sua espiritualidade segue o ano litúrgico e concentra-se na pessoa de Jesus Cristo. 

O seu diário espiritual, escrito de 1312 até 1348, que chegou até os nossos dias, revela a vida humilde, devotada, caritativa e confiante em Deus de uma religiosa provada por muitas penas e doenças. 

Ela que viveu e morreu no amor de Deus, fiel na certeza de encontrar-se em plena comunhão com seu Filho Jesus, como sempre dizia: "Eu não posso separar-me de ti em coisa alguma".

A beleza dessa alma inocente foi toda interior. 

A santa humanidade de Jesus foi o divino objeto da sua constante e amorosa contemplação e nela reviveu os vários mistérios no exercício da virtude, no holocausto ininterrupto dela mesma, no sofrimento interno e externo, todo aceito e ofertado com Jesus, para Jesus e em Jesus. Margarida Ebner morreu no dia 20 de junho de 1351, no Mosteiro de Medingen, onde foi sepultada. 

Sem dúvida, entre os grandes místicos dominicanos do século XIV, brilha a suave figura desta religiosa de clausura que conquistou o apelido de "Imitadora Fiel da Humanidade de Jesus". 

Em 1979, o papa João Paulo II ratificou o seu culto com sua beatificação, cuja festa "ad imemorabili" o mundo católico reverencia no dia do seu trânsito.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

19 de junho - Dia de São Romualdo

São Romualdo
956-1027
Fundou a Ordem dos Camaldulenses
Romualdo era descendente dos duques de Orseoli e nasceu em Ravena, na Itália, no ano de 956. Sua família não tinha vínculo algum com a religião e por isso o rapaz teve uma vida de prazeres e diversões irresponsáveis até os vinte anos. De repente, ao atingir essa idade, tomou conhecimento de como é fácil desperdiçar uma vida por valores sem sentido. Tudo aconteceu por causa de uma luta mortal. 

Sérgio, o pai de Romualdo, travou um duelo com seu melhor amigo e obrigou o filho a assisti-lo. A cena de sangue, da qual seu pai saiu como vencedor e assassino, chocou Romualdo e o fez recolher-se a um convento. Depois de passar algum tempo na França, em contato com a espiritualidade da Abadia de Cluny, retornou à Itália. 
Repensou a existência e decidindo-se pela vida monástica, ingressou na Ordem de São Bento. Em pouco tempo, tornou-se um exemplo para todos, mas isso lhe atraiu algumas inimizades. Tanta era sua disciplina, tamanha era sua dedicação, que passou a sofrer oposição de seus irmãos de ordem. 

Deixou o convento, indo viver na companhia de Marinho, um eremita famoso. Aperfeiçoou-se tanto no trabalho espiritual que atraiu vários amigos para a vida religiosa. Até o próprio pai acabou se convertendo por causa dele, abandonando tudo para viver na reclusão de um mosteiro. Mais tarde, seu pai também foi canonizado, sendo celebrado como são Severo. 

Romualdo fundou vários conventos, sendo o mais famoso deles o de Campo Maldoli, na Toscana, que acabou dando origem à Ordem dos Camaldulenses, criada por ele. Mas sua grande obra foi a reforma da disciplina monástica, que fez os conventos recuperarem os verdadeiros valores cristãos em sua época. 
Introduziu uma nova característica na vida dos monges, que além da vida contemplativa consistia na participação ativa dos problemas do seu tempo, como as missões na Boêmia e na Polônia, as peregrinações à Terra Santa, a reforma do clero e muitos outros pontos vitais para a Igreja. Em suas peregrinações espirituais, reformou mosteiros e fundou outros novos em Verghereto, em Lemmo, Roma, Fontebuana, Vallombrosa e em Val de Castro, perto de Fabiano. 
Romualdo, pressentindo sua morte, despediu-se dos monges e quis morrer sozinho, o que aconteceu no dia 19 de junho de 1027 no Convento de Val de Castro. Seu túmulo foi local de muitos prodígios e, quando seu corpo foi exumado, cinco anos depois, foi encontrado incorrupto. Venerado pelos devotos, em 1569 o papa Clemente VIII canonizou-o e indicou o dia do seu trânsito para a festa de São Romualdo, o "pai dos monges camaldulenses".

19 de junho - Dia de Santa Juliana ( GIULIANA) Falconieri


JACAREÍ, 1º DE NOVEMBRO DE 2013 - MENSAGEM DE NOSSA SENHORA – SANTA INÊS – SANTA AGUEDA – SÃO PAULO DA CRUZ – SANTA GIULIANNA FALCONIERI

(Santa Giulianna Falconieri): ”Queridos irmãos Meus, Eu Giulianna Falconieri, vos abençoo hoje e vos digo: amai muito a Santíssima Virgem Maria, porque Ela foi e sempre será o secreto amor de todos os Santos. Quem a ama, quem a imita, quem a obedece ama a vida e terá a vida eterna. Quem a detesta, quem a aborrece, ama a morte, ama a condenação eterna. Feliz, feliz daquele que verdadeiramente der o seu coração à Maria Santíssima e onde ela reinar plenamente porque neste coração verdadeiramente a perfeição de todas as virtudes, a pureza interior, o amor sincero, verdadeiro e abrasado por Deus, a união perfeita com o Senhor, verdadeiramente presente ali e tudo isto, todo este tesouro crescerá dia a dia até atingir a sua plenitude no Céu.
Bem aventurada a alma que estiver muito bem unida à Maria Santíssima na graça de Deus, na amizade perfeita com Ela, porque esta alma verdadeiramente será o terror de satanás e com a Virgem Maria esmagará a cabeça da serpente infernal.

A todos neste momento, abençoo com amor e digo: Rezai o Rosário, rezai todas as Orações que a Mãe de Deus Aqui vos deu para que sejais Santos, para que sejais perfeitos como perfeito é vosso Pai Celeste.”


Santa Juliana Falconieri
1270-1341
Fundou a Congregação
Servas de Maria
Juliana nasceu em Florença no ano de 1270. Era filha única do já idoso casal Caríssimo e Ricordata, da riquíssima disnatia dos Falconieri. De grande tradição na aristocracia, bem como no clero, a família contribuiu ao longo do tempo com muitos santos venerados nos altares da Igreja. Ela era sobrinha de santo Aleixo Falconieri, um dos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria, e como ele também trilhou o caminho para a santidade. 

Ainda criança, vivia com o coração dedicado às virtudes, longe das ambições terrenas e das vaidades. Junto com algumas amigas, em vez das brincadeiras típicas da idade, preferia cantar e rezar para o Menino Jesus e a Virgem Maria. 

Aos quinze anos de idade, fez voto de castidade, ingressando na Ordem das Servitas, sob a orientação de Filipe Benício, hoje santo. Foi seguida por suas amigas aristocratas e, com o apoio de religiosas, passaram a visitar hospitais e a desenvolver dezenas de obras de caridade e assistenciais. Essas jovens se organizaram de tal forma que logo optaram por ter sua própria instituição. Com inspiração em regras escritas por Juliana, fundaram a Congregação das Servas de Maria, também chamadas de "Mantellate", numa referência ao hábito que vestem. Ordem que obteve a aprovação canônica em 1304. 
A dedicação de Juliana foi tão radical ao trabalho junto aos pobres e doente, às orações contemplativas e às severas penitências que acabou por adoecer. Mesmo assim, continuou dormindo no chão e fazendo os jejuns a que se tinha proposto. Por isso os problemas estomacais surgiram, passaram a ser freqüentes e depois se tornaram crônicos, padecendo de fortes dores. 

Apesar disso, não diminuiu as penitências, nem mesmo o trabalho com seus pobres e doentes abandonados. Aos setenta anos, o problema gástrico era tão grave que não conseguia manter nenhum alimento no estômago. Nem mesmo a hóstia. 
No dia 10 de junho de 1341, poucos momentos antes de morrer, Juliana pediu ao sacerdote que colocasse uma hóstia sobre seu peito e, pronunciando as palavras: "Meu doce Jesus", ingressou no Reino de Deus. 
Ao prepararem o corpo para ser sepultado, as irmãs constataram no seu peito uma mancha roxa, como se fosse uma hóstia impressa na sua carne, tendo no centro a imagem de Jesus crucificado. Em memória desse milagre, as irmãs "Mantellate" trazem sobre o lado esquerdo do escapulário a imagem de uma hóstia. 

Canonizada em 1737 pelo papa Clemente XII, santa Juliana Falconieri é celebrada no dia de sua morte.
SANTA JULIANA FALCONIERE - 19 DE JUNHO
 
Santa Giuliana ou Juliana Falconieri ( Firenze , 1270 circa - Florença , 1341 ) foi uma religiosa italiana pertencia a " Ordem dos Servos de Maria (OSM) , é santa pela Igreja Católica .

Biografia
Segundo a tradição, pertenceu à família Falconieri e estava ligada à Ordem dos Servos de Maria com seu tio paterno, entre Alex († 1310 ), pertenceu ao Grupo dos Sete Santos Fundadores que, no século XIII, estabeleceu a ordem religiosa dedicada a Virgem Maria Gloriosa, Mãe de Deus .

Juliana nasceu por volta da década de 70 das casas do século XIII e oficinas que Falconieri, comerciantes ricos, tinha perto de Santa Maria di Cafaggio ( 1250 ), a pequena capela que se tornou a Igreja da Santissima Annunziata, em Florença .

A exemplo de seu tio e talvez o conselho geral do santo antes das Servas, São Felipe Benizi († 1285 ), ela se mudou, desde a adolescência, a fim de dedicar toda a sua vida a Deus, mas somente na década de noventa Juliana atingiria a idade legal (14 anos) em que, ignorando os desejos dos pais, poderia escolher a sua própria vocação.

Apenas uma tradição oral, um funcionário de uma lenda nos fala sobre sua juventude perdida e sua vida.
Seu primeiro biógrafo, entre o humanista Paolo Attavanti († 1499 ), para falar um pouco da nossa santa em seu Dialogus para Petrum Cosmai , composta em 1465 . Aqui está a tradução:

" Nossa cidade tornou-se o pai de Julie, um espelho da virgindade e exemplo memorável para todas as mulheres, tanto que ela se tornou famosa pelo esplendor da sua santidade.

Na verdade, seguindo os ensinamentos sagrados, como foi testemunhado por seu comportamento, não é adornada com presentes vãos ou aprovação dos mortais pela sua beleza singular, mas a substância real das suas virtudes que muitas vezes reside na dignidade e glória do sucesso.

Entre outras coisas, abraçar a devoção da "viúva" da Santa Mãe ( Nossa Senhora das Dores ), eu peguei o hábito de salvação (que, de acordo com uma hipótese aceitável, teria recebido no curso normal em 1305 ). "

Certamente, ao longo dos anos tornou-se Julie cada vez mais consciente de que sua vida foi buscar alimento espiritual segura na devoção a Cristo - Cristo na Eucaristia.

Nessa cidade, ajudou a sua religiosidade.
Em Florença, na segunda metade do século XIII, era ainda viva a memória do Milagre Eucarístico ocorrido em 1230 na igreja de Santo Ambrósio , além disso, o Papa Urbano IV em 1264 , tinha proclamado a toda a Igreja a festa do Corpus Domini .

Para Florence, mais tarde tornou-se a Eucaristia e Giuliana assim representada por séculos a iconografia oficial.

Mas pelos Servos de Santa Maria também tinha recebido um sentitissima devoção a Nossa Senhora.

E como os Sete Pais, Julie praticou sua fé na ajuda concreta aos necessitados e doentes, que foram internados em hospitais diferentes em sua cidade.

A tradição fala da vida penitencial de Juliana: penitência física, como era característico dos santos medievais, mas não parece tão credível como o seu biógrafo diz-nos Attavanti em um sermão no final do século XV, que apresenta o santo como um exemplo de conversão meditação sobre o Juízo Final.

Apresentação iconografia amplamente explorado pelo símbolo da caveira - morte e do julgamento - mas não tem precedência sobre o símbolo da Eucaristia, o direito sagrado.

Outros títulos são frequentemente utilizados para Juliana a de fundadora, ou melhor, a inspiração de todas as mulheres do ramo - as monjas, freiras e Terceira Ordem dos Servos de Maria.
Ela viveu em contacto com os assuntos da sociedade de seu tempo, mas é certo que os Servos de Maria de Cafaggio também receberam o carisma da vida comunitária, razão pela qual, talvez, o primeiro mosteiro das Irmãs dos Servos foi inspirado por Juliana embora tenha sido projetado para doação de Melhor Resultado de Gerard em 26 de julho 1327 .

Os últimos momentos de sua vida foram dedicados a Jesus na Eucaristia .

Não sendo possível receber a hóstia consagrada, segundo o costume da época, recebeu em seu seio, e tomou sobre si mesmo.

Ele é retratado no episódio com a brancura do hospedeiro no momento antes de seu desaparecimento milagroso.

Culto
A festa de Santa Giuliana marca o 19 de junho o que refletiu em um epitáfio, encontrado em seu túmulo, publicado em 1521 .

Aqui está o texto traduzido do latim:

" Julian, famoso por milagres - ornamento de glória para a família dos Falconieri virginal, de Florença e da Religião dos Servos de Maria - ter imitado a santidade de seu tio Alexis - que foi um dos fundadores da Ordem - a ascensão da dupla Sun ( talvez o signo de Gêmeos e solstício de verão ao lado ) - de onde ela veio do céu, o sol se foi visto sorrindo o ano do Senhor de 1341 - o Annunziata, em Florença. em "

Não há falta de provas e através dos milagres atribuídos à sua intercessão, especialmente após os trabalhos de canonização pelo Papa Clemente XII em 16 junho 1737 .

 
Seu corpo é venerado na Basílica de SS. Anunciado sob o altar da capela Falconieri (agora o Santíssimo Sacramento).

Na pintura e escultura sua imagem é reconhecível porque a faísca de uma hóstia consagrada, no coração, no seu hábito religioso.

Sua estátua do fundador da Ordem está localizado na Basílica de São Pedro em Roma, e foi esculpida por Pietro Paulo Campi (secc. XVII-XVIII), de Carrara , um aluno de Pierre Legros .


Juliana nasceu em Florença no ano de 1270.

Era filha única do já idoso casal Caríssimo e Ricordata, da riquíssima disnatia dos Falconieri.

De grande tradição na aristocracia, bem como no clero, a família contribuiu ao longo do tempo com muitos santos venerados nos altares da Igreja.

Ela era sobrinha de santo Aleixo Falconieri, um dos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria, e como ele também trilhou o caminho para a santidade.

Ainda criança, vivia com o coração dedicado às virtudes, longe das ambições terrenas e das vaidades.
Junto com algumas amigas, em vez das brincadeiras típicas da idade, preferia cantar e rezar para o Menino Jesus e a Virgem Maria.

Aos quinze anos de idade, fez voto de castidade, ingressando na Ordem das Servitas, sob a orientação de Filipe Benício, hoje santo.

Foi seguida por suas amigas aristocratas e, com o apoio de religiosas, passaram a visitar hospitais e a desenvolver dezenas de obras de caridade e assistenciais.

Essas jovens se organizaram de tal forma que logo optaram por ter sua própria instituição.

Com inspiração em regras escritas por Juliana, fundaram a Congregação das Servas de Maria, também chamadas de "Mantellate", numa referência ao hábito que vestem.

Ordem que obteve a aprovação canônica em 1304.

A dedicação de Juliana foi tão radical ao trabalho junto aos pobres e doente, às orações contemplativas e às severas penitências que acabou por adoecer.

Mesmo assim, continuou dormindo no chão e fazendo os jejuns a que se tinha proposto.

Por isso os problemas estomacais surgiram, passaram a ser freqüentes e depois se tornaram crônicos, padecendo de fortes dores.

Apesar disso, não diminuiu as penitências, nem mesmo o trabalho com seus pobres e doentes abandonados.

Aos setenta anos, o problema gástrico era tão grave que não conseguia manter nenhum alimento no estômago.

Nem mesmo a hóstia.

No dia 10 de junho de 1341, poucos momentos antes de morrer, Juliana pediu ao sacerdote que colocasse uma hóstia sobre seu peito e, pronunciando as palavras: "Meu doce Jesus", ingressou no Reino de Deus.
Ao prepararem o corpo para ser sepultado, as irmãs constataram no seu peito uma mancha roxa, como se fosse uma hóstia impressa na sua carne, tendo no centro a imagem de Jesus crucificado. Em memória desse milagre, as irmãs "Mantellate" trazem sobre o lado esquerdo do escapulário a imagem de uma hóstia.
Canonizada em 1737 pelo papa Clemente XII, santa Juliana Falconieri é celebrada no dia de sua morte.
REFERÊNCIAS:

19 de junho - Dia de Santa Ema de Gurk

Santa Ema de Gurk
980-1070

A vida de Ema de Gurk teve de ser rastreada pela história com o raciocínio de um pesquisador: contando com poucos traços seguros e interpretando as mais diversas e seculares tradições austríacas. Os registros afirmam que seus pais eram nobres cristãos e que ela nasceu em 980, na cidade de Karnten, Áustria. Depois, só encontraremos informações de Ema quando já casada, na época do imperador Henrique II. 

Ela era esposa do conde de Sann, que pertencia à mais rica nobreza do ducado de Carantania, uma belíssima região das montanhas austríacas, e que tinha um filho chamado Guilherme. Era uma senhora refinada, discreta, generosa e muito religiosa. 

O marido faleceu em 1016. Vinte anos depois, seu filho também morreu. 

Assim, Ema viu-se sozinha com o imponente patrimônio de uma família que não existia mais. Com a orientação espiritual do bispo de sua cidade, direcionou sua vida para auxiliar os pobres e fundar mosteiros, que colocou sob as regras dos beneditinos. Primeiro fundou o Mosteiro feminino de Gurk e, mais tarde, o Mosteiro masculino de Admont. Feito isto, em 1043 ingressou para a vida religiosa em Gurk. 



Entretanto não existem informações precisas se ela se tornou abadessa como outras fundadoras, ou se permaneceu uma simples beneditina. Entrou em tal reclusão que se tornou impossível pesquisar sobre ela sem usar os textos da tradição cristã. Alguns deles contam que ela teria morrido em 27 de junho de 1045 Entretanto, em 1200, alguns registros foram descobertos indicando que Ema faleceu, bem idosa, em 1070, no Mosteiro de Gurk. 

Ela foi sepultada na igreja de Gurk, cuja construção havia patrocinado com a herança do marido. Depois de mais de um século, sempre nessa igreja, seu corpo foi transferido para o interior de uma cripta ladeada por imponentes colunas romanas. O calendário daquela diocese mostra que era venerada no dia 19 de junho. 



O fervor dos devotos pelas graças e prodígios alcançados por sua intercessão propagaram a divulgação de sua santidade. Assim, os bispos e os mosteiros iniciaram as providências para oficializar o seu culto. De fato, em 1287, a Igreja beatificou santa Ema de Gurk. 
A devoção a ela só aumento ao longo dos tempos, até que, cinco séculos depois, em 1938, o papa Pio XI decretou sua canonização. O culto foi mantido no dia 19 de junho, como os fiéis continuavam tributando-lhe, e esse pontífice também a proclamou Padroeira de Gurk. 

A generosidade de santa Ema de Gurk ainda continua viva e presente, por meio do vigor das obras assistenciais desenvolvidas pelos monges beneditinos daqueles mosteiros, e todos os outros espalhados nos cinco continentes que difundem seu exemplo de santidade cristã.

Imagem de Santa Ema de Gurk 
Santa Ema de Gurk

Santa Ema era membro de uma nobre família de Peilenstein, na República da Eslovênia, relatado pelos Liutpoldings da Bavária e também pelo imperador Henrique II. Ela nasceu da condessa de Zeltschach e foi trazida pela corte imperial até Bamberg pela imperatriz Santa Cunegunda. Ela casou-se com o conde Guilherme de Friesach e de Sanngau, de quem teve dois filhos, Hartwig e Guilherme. A condessa Ema usava de sua grande foruna para o benefício dos pobres e já era venerada como santa ainda durante sua vida.
À soma disso ela construiu dez igrejas. Ambos seus filhos e seu marido foram assassinados, provavelmente em 1036. Em 1043, ela fundou um duplo mosteiro beneditino em Gurk, na região da Caríntia, na Áustria, no qual ela permaneceu até seus últimos dias.
Após sua morte a Abadia de Gurk foi dissolvida pelo arcebispo de Salzburg, Gebhard, que usou os fundos para criar a diocese de Gurk-Klagenfurt em 1072. A Abadia de Admont, uma outra fundação beneditina na Áustria, foi fundada em 1074 pelo mesmo Gebhard, e também com os fundos da riqueza de Santa Ema. 
Desde 1174, Santa Ema está enterrada na cripta da Catedral de Gurk, da qual ela também é contada como a fundadora. Santa Ema foi beatificada em 21 de novembro de 1287 e canonizada em 5 de janeiro de 1938 pelo Papa Pio XI. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 29 de junho. 
Ela é a santa padroeira da diocese de Gurk-Klagenfurt bem como do estado austríaco de Caríntia, e sua intercessão é invocada para crianças com doenças nos olhos.

Cripta da Catedral de Gurk
Santuário de Santa Ema, na cripta da Catedral
Entrada do Santuário de Santa Ema

19 de junho - Dia dos Santos Gervásio e Protásio


Santos Gervásio e Protásio
Século II

Entre os muitos méritos de santo Ambrósio, o grande bispo de Milão, está a exaltação e devoção de alguns mártires que ele encontrou por toda sua diocese. Construída no século I, a pastoral de Ambrósio parecia, ainda, abrigar muitos corpos, ocultos, de mártires das perseguições dos séculos precedentes.

Muito célebre se tornou a exumação dos mártires Gervásio e Protásio, depois de uma visão que Ambrósio teve, na qual lhe foi indicado o lugar de suas sepulturas. Ambos foram encontrados em 18 de junho de 386, quando suas lembranças já estavam se perdendo entre os fiéis. 

Ambrósio contou, mesmo, com o crédito de seu contemporâneo amigo Agostinho, o bispo de Hipona, que naquele período estava em Milão. No seu livro "Confissões", Agostinho escreveu: "Citado bispo teve uma revelação em visão sobre o lugar onde jaziam os corpos dos mártires Protásio e Gervásio, os quais por muitos anos haviam estado repousando incorruptos, para se apresentarem na hora oportuna e refrear a raiva de uma senhora real". 

Ele se referia à imperatriz Justina, que, apoiada por quase toda a corte romana, pretendia transferir Ambrósio para entregar a diocese aos hereges arianos. Mas teve de desistir, pois a comoção popular foi imensa com o traslado das relíquias, no dia seguinte, feita pelo bispo em intenção litúrgica, a exemplo das cerimônias de traslado litúrgico orientais. 

O acontecimento foi inacreditável, arrebatando uma multidão de fiéis, ocorrendo inúmeros milagres e graças. Os dois santos tiveram logo uma notável popularidade. Até mesmo propiciou um grande impulso em todo o mundo cristão do Ocidente, assinalando uma reviravolta decisiva na história da veneração e do culto aos santos e às suas relíquias para toda a Igreja. 
São Vital, marido de Santa Valeria e pai de Santos Gervásio e Protásio

A tradição narra-nos que Gervásio e Protásio eram gêmeos e os únicos filhos de Vidal e Valéria, cidadãos da nobreza de Milão. Pais e filhos haviam sido convertidos pelo bispo são Caio. Em vista disso, mandaram construir a igreja de Milão, em 63. Mas depois Vidal e Valéria foram mortos testemunhando a fé, durante o governo do imperador Nero, em 68. 

Órfãos dos pais, os dois irmãos venderam todos os bens, entregaram o que arrecadaram ao bispo, para terminar a construção da igreja e distribuir aos pobres, e recolheram-se numa pequena casa afastada, onde passaram dez anos em orações e penitências. Denunciados como cristãos, foram torturados lentamente, e depois assassinados. Gervásio morreu sob os golpes dos chicotes e Protásio, além disso, foi decapitado. 

Os irmãos gêmeos Gervásio e Protásio, santos mártires, recebem a veneração litúrgica em 19 de junho, mesmo dia em que suas relíquias foram transferidas para a igreja de Milão, aquela construída por sua família. Em 1874, as relíquias de ambos foram transferidas e colocadas ao lado da sepultura de santo Ambrósio, na igreja a ele dedicada, também em Milão, Itália.

O marírio dos Santos Gervásio e Protásio num manuscrito do século XIV dC.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

18 de junho - Santa Marina

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Origens

Marina nasceu no Líbano, no século VI. Seu pai se chamava Eugênio e era um cristão fervoroso. Sua mãe faleceu quando Marina ainda era criança. Filha única, seu pai a educou na fé cristã. Os dois desenvolveram uma profunda ligação.


Mudança de planos

Certo dia, quando Marina já era jovem e podia cuidar de si, seu pai lhe falou do grande desejo que ele tinha de se tornar um monge. E, para isso, ele iria abrir mão de todos os seus bens e doá-los aos pobres. Tal decisão, porém, deixou Marina inconsolável, pois teria de se afastar definitivamente de seu pai que tanto amava, uma vez que, no mosteiro, mulheres não podem entrar.
Vestindo-se de homem

Vendo que seu pai estava irredutível e procurando uma maneira de permanecer perto do pai, Marina propôs ingressar também no mosteiro, porém, vestida como homem. Eugênio aceitou feliz a resolução da filha. Vendeu todos os bens que possuía e doou para os pobres. Marina cortou seus cabelos, disfarçou-se de homem jovem cujo nome passou a ser “Marino”. Ela prometeu ao pai guardar sua virgindade e oferece-la a Deus na vida religiosa. Assim, os dois ingressaram no mosteiro.
A vida monástica

Eugênio e “o jovem Marino” passaram a viver a vida monástica. "Marino" encontrou-se e fazia progressos na virtude e na vida de oração. Os monges nunca desconfiaram que "Marino" fosse mulher. Porém, estranhavam sua voz, a delicadeza (que ela procurava disfarçar) e as características masculinas que ela não tinha, como barba, corpo forte, etc. Eles atribuíam essas diferenças à rigorosa e austera vida religiosa que ela praticava, com jejuns e sacrifícios constantes.

Mudança dramática

Aconteceu que, pouco tempo depois, Eugênio veio a falecer. “Marino”, porém, decidiu continuar vivendo no mosteiro, continuando com suas práticas de oração, jejuns, sacrifícios e caridade. Todos o admiravam como “monge”. Havia uma regra no mosteiro segundo a qual uma vez por mês, quatro monges saiam para pedir esmolas e angariar fundos para a sobrevivência do mosteiro e de alguns eremitas que viviam isolados na região. Então, chegou a vez de “Marino” e outros três monges parirem para cumprirem esta missão. Aí começou outra grande mudança em sua vida.
Calúnia

No meio do caminho que eles tinham que percorrer, tinha hospedaria onde os monges costumavam ficar. Marino e os outros passaram lá uma noite e seguiram viagem. O dono da hospedaria tinha uma filha que tinha sido engravidada por um soldado. Este, não querendo assumir o filho, convenceu a moça a acusar “Marino”, o belo monge que tinha passado uma noite na hospedaria tempos atrás. O pai da moça, ao saber do fato, contou ao abade do mosteiro.
Sofrimento

“Marino” não se defendeu, mesmo sendo inocente. Ao contrário, preferiu calar-se, pois tinha prometido a seu pai nunca revelar que era mulher. Por isso, o abade o expulsou do mosteiro. A criança, depois de nascida, foi entregue a “ele” para que cuidasse dela. Pelo tempo de três anos “Marino” cuidou do bebê, criou-o e viveu às portas do mosteiro, implorando a Deus a misericórdia e vivendo da caridade dos outros.
De volta ao mosteiro e morte

Vendo o sofrimento e a retidão de "Marino", o abade admitiu-o novamente como monge no mosteiro e devolveu a criança para sua mãe. Porém, impôs a “Marino” os serviços mais pesados e humilhantes como forma de penitência pelo suposto “pecado” que ele cometera. Por causa do serviço pesado, das dificuldades e dos jejuns que ele praticara, já muito fraco, ele veio a falecer.
A revelação

Quando os monges foram preparar o corpo para o sepultamento descobriram, por fim, que “Marino” era mulher. Consequentemente, inocente. Choraram e se arrependeram por terem tratado injustamente a uma pessoa inocente. O corpo de Santa marino foi sepultado no próprio mosteiro, com hinos e salmos de louvor a Deus, agradecendo pela pureza e santidade da santa.
Milagres

Foram relatados vários milagres por intercessão de Santa Marina. No ano 1230 seus restos mortais foram trasladados para Veneza, onde são venerados até os dias de hoje na igreja Santa Marina Formosa. Santa Marina passou a ser invocada como poderosa intercessora nas grandes provações, nas doenças e nas calúnias.
Oração a Santa Marina

“Ó adorável e humilde Santa Marina, que abdicaste do conforto e te entregaste à humilhação pública por obediência ao projeto de Deus, rogo-te que mostres a mim o melhor caminho a seguir, para o serviço ao próximo e a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ajuda-me a ser sempre humilde e benevolente, como fostes tu. Afasta da minha vida a arrogância e o sentimento de superioridade que nos afastam do amor de Cristo. Intercede por mim junto ao pai, para que eu alcance a graça que fervorosamente desejo (fazer o pedido). Prometo que continuarei no caminho da fé e da humildade, não me esquecendo de ti e mantendo minha devoção nos tempos de bonança. Além disso, prometo levar tal devoção por toda a minha vida, permanecendo no projeto de Deus e na caridade para com os mais necessitados. Amém”

Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria, 1 Creio, 1 Salve Rainha, 1 Oração ao Espírito Santo e 1 Glória ao Pai

18 de Junho: Dia dos Santos Mártires Leôncio, Hipácio e Teódulo



Os santos mártires Leôncio, Hipácio e Teódulo, padeceram durante o império de Vespasiano (ano 70-79), na cidade de Trípoli, Fenícia. Leôncio era grego de nascimento, militar de alta patente do exército romano, inteligente e preparado por natureza, um perito em cultura literária, virtuoso, compassivo com os pobres e muito hospitaleiro.

Num certo dia, denunciaram ao governador que Leôncio orientava às pessoas a não venerar nem oferecer sacrifícios aos deuses pagãos. O governador ordenou ao tribuno Hipácio que, sob o seu comando, um esquadrão de soldados fossem ao encontro de Leôncio para detê-lo. Durante a viagem, Hipácio ficou gravemente enfermo, vendo a morte diante de si. Então, um anjo lhe apareceu e disse: «Se queres te curar, implora três três vezes ao céu junto com teus soldados: ‘Deus, que é adorado por Leôncio, ajuda-me!’» Todos fizeram como o anjo havia instruído e o Tribuno ficou prontamente restabelecido.

Já na cidade, Hipácio e o soldado Teódulo, encontraram uma pessoa que os convidou para a sua casa. Era o próprio Leôncio em pessoa que, então, os instruiu na fé cristã , batizando-os, mais tarde. Num certo dia o governador chegou à cidade e ficou sabendo do que tinha acontecido. Entregou então ao martírio os três, Leôncio, Hipácio e Teódulo. Os Santos Hipácio e Teódulo foram decapitados e, São Leôncio foi espancado até a morte. Os cristãos deram aos três mártires uma digna sepultura, próximo ao porto de Tripoli.
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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."