sexta-feira, 12 de junho de 2026

12 de junho - Dia de Santo Onofre

Santo Onofre
Século IV e V
Onofre foi um eremita que viveu no Egito no final do século IV e início do século V. Ele foi encontrado por um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas a alguns eremitas na região de Tebaida, esse abade empreendeu sua peregrinação a fim de descobrir se também seria chamado a vivê-la. 

Pafúncio perambulou no deserto durante vinte e um dias, quando, totalmente exausto e sem forças, caiu ao chão. Nesse instante, viu aparecer uma figura que o fez estremecer: era um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pêlos tal qual um animal, usando uma tanga de folhas. 

Era comum os eremitas serem encontrados com tal aspecto, pois viviam sozinhos no isolamento do deserto e eram vistos apenas pelos anjos. No final, ficavam despidos porque qualquer vestimenta era difícil de ser encontrada e reposta. 

No primeiro instante, Pafúncio pôs-se a correr, assustado, com aquela figura. Porém, minutos depois, essa figura o chamou dizendo que nada temesse, pois também era um ser humano e servo de Deus. 

O abade retornou ao local e os dois passaram a conversar. Onofre disse a Pafúncio o seu nome e explicou-lhe a sua verdadeira história. Era monge em um mosteiro, mas sentira-se chamado à vida solitária. Resolveu seguir para o deserto e levar a vida de eremita, a exemplo de são João Batista e do profeta Elias, vivendo apenas de ervas e do pouco alimento que encontrasse. 

Onofre falou sobre a fome e a sede que sentira e também sobre o conforto que Deus lhe dera alimentando-o com os frutos de uma tamareira que ficava próxima da gruta que era sua moradia. Em seguida, conduziu Pafúncio à tal gruta, onde conversaram sobre as coisas celestes até o pôr-do-sol, quando apareceu, repentinamente, diante dos dois, um pouco de pão e água que os revigorou. 

Pafúncio falou a ele sobre seu desejo de tornar-se um eremita. Mas Onofre disse que não era essa a vontade de Deus, que o tinha enviado para assistir-lhe a morte. Depois, deveria retornar e contar a todos sua vida e o que presenciara. Pafúncio ficou, e assistiu quando um anjo deu a eucaristia a Onofre antes da morte, no dia 12 de junho. 

Retornando à cidade, escreveu a história de santo Onofre e a divulgou por toda a Ásia. A devoção a este santo era muito grande no Oriente e passou para o Ocidente no tempo das cruzadas. O dia 12 de junho foi mantido pela Igreja, tendo em vista a época em que Pafúncio viveu e escreveu o livro da vida de santo Onofre, que buscou de todas as maneiras os ensinamentos de Deus.
SANTO ONOFRE - 12 DE JUNHO- PATRONO DA FORTUNA ( SORTE) E CONTRA O ALCOOLISMO


Santo Onofre, Confessor (em grego: Ονούφριος, onouphrios), considerado Santo pela Igreja Católica e Venerável pela Igreja Ortodoxa, foi um eremita que viveu no deserto da Tebaida no Alto Egipto, em fins do século IV da Era Cristã.

(O seu nome grego pode ser mesmo uma corruptela do termo egípcio Uen-nefer - «o que está sempre feliz, satisfeito» - um epíteto tradicionalmente guardado para o antigo deus egípcio Osíris; de resto, a dificuldade da sua transcrição em outras línguas levou-o, por exemplo, a ser venerado sob o nome de Humphrey, na Inglaterra).

O relato de um seu discípulo, Pafnútio, que o encontrou no deserto egípcio, constitui a nossa única fonte para o conhecimento da vida de Santo Onofre: monge num cenóbio nas proximidades de Tebas, abandonou-o para viver uma vida de eremita; durante 60 a 70 anos, Onofre viveu sozinho no deserto, usando apenas, para proteger as partes pudentas, folhas e/ou o seu longo cabelo e barbas.


No rito ortodoxo, reza a lenda que o Venerável Onofre teria sido uma virtuosa rapariga que, para preservar a sua virgindade de um feroz perseguidor, rezou a Deus para que o transformasse num homem, o que lhe foi concedido pela intervenção providencial; só depois terá fugido para o deserto, tornando-se então eremita.

Onofre tornou-se bastante representado na arte medieval, sobretudo nas representações de homens selvagens e dos Padres do Deserto.

Tanto a Igreja Católica como a Igreja Ortodoxa o celebram no dia 12 de Junho.

É considerado o patrono da fortuna (sorte).

As vezes chamado também de Santo Honofre e São Onouphrius .

A vida de Santo Onofre só é conhecida pelo que conta um de seus discípulos, São Paphuntius, (no Brasil é chamado de São Pafûncio),o qual o encontrou no deserto no Egito.


Onouphrius viveu no século IV e tornou-se um monge em um monastério perto de Tebas de onde ele saiu para viver uma vida de eremita e contemplação.


Por 60 a 70 anos Onofre viveu só no deserto e usava como vestimenta apenas o seu cabelo e uma espécie de calça feita de folhas.

Não obstante ele foi e ainda é um assunto muito popular na arte Medieval.

É muito festejado na Espanha e vários são os milagres a ele atribuídos.

Quando o então Abade Pafûncio estava decidindo o que representaria para ele uma vida de eremita, conheceu no deserto a Onofre que já era um eremita por 70 anos.

Onofre contou a ele que havia sido um monge em um austero monastério em Thebas, mas teve uma visão chamando-o a imitar São João Batista e assim foi levado a viver a sua vida de eremita.

Ele lutou por muitos anos contra tentações as mais terríveis, mas com perseverança conseguiu vencer a todas.

São Pafûncio ficou maravilhado quando a comida milagrosamente apareceu para a refeição da noite (Diz a tradição que foi um anjo que trouxe a comida de ambos).

O Abade passou a noite com o eremita.

Na manhã seguinte, Onofre disse a Pafûncio que o Senhor havia dito, que ele iria morrer em breve e que havia enviado Pafûncio para enterra-lo.


E algum tempo depois, Onofre realmente faleceu e São Pafûncio o enterrou em um buraco em uma montanha e o lugar imediatamente desapareceu, como para dizer ao Abade que seus restos não eram para ficar alí.

A historia foi colocada em escritos por São Pafûncio e já era popular no sexto século.

Durante a idade media ele foi muito popular no Leste e Oeste principalmente na Rússia, onde é venerado juntamente com Saint Peter of Athos.


Na liturgia da igreja católica ele é mostrado como um velho eremita vestido apenas com um longo cabelo e uma folha cobrindo sua cintura.

Algumas vezes ele é mostrado com um anjo trazendo o pão da Eucaristia com uma coroa a seus pés.


Ele é o padroeiro dos tecelões, talvez porque as vezes tecia sua própria peça de roupa com fios de plantas encontradas no deserto.

É protetor do alcólatras. Diz a lenda que teria no início de sua vida vencido esse terrível vicio, mas nada foi provado nesse sentido. Não obstante ele é invocado para a cura do alcoolismo.

Sua festa é celebrada no dia 12 de junho.

Santo Onofre à esquerda.


Tebaida, segundo Fra Angélico

Entre 200 e 260 houve diversas perseguições romanas aos cristãos e daí terem surgido os primeiros eremitas em fuga dessas perseguições e ter-se criado na zona de Tebas a célebre Tebaida(area de localização dos primeiros eremitérios) .

Oração poderosa de Santo Onofre

Meu glorioso Santo Onofre, que pela Divina Providência fostes vós santificado e hoje estais no circulo da Providência Divina, confessor das verdades, consolador dos aflitos.

Vós, às portas de Roma, viestes encontrar-vos com o nosso Senhor Jesus Cristo e a graça pedistes para que não pecásseis. Assim como Lhe pedistes e recebestes a graça, eu vos peço a minha.

Meu glorioso Santo Onofre, peço-vos que me façais esta esmola para eu bem passar; vós que fostes pai dos solteiros, sede também para mim. Vós que fostes pai dos casados, sede também para mim. Vós que fostes pai dos viúvos, também sede para mim, meu glorioso Santo Onofre, por meu Senhor Jesus Cristo, por sua mãe Santíssima, pelas cinco Chagas de Jesus, pelas sete dores de Nossa Santissima Mãe Maria, pelas almas Santas Benditas, por todos os anjos e Santos do Céu e da terra. Peço-vos que me concedais a graça de... (cite a graça desejada).

Meu glorioso Santo Onofre, pela Sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela Santa Cruz em que morreu, pelo Sangue vertido na Cruz, peço-vos que impetreis essa graça de que tanto necessito e espero ser atendído(a) num tempo menor que 40 dias, conforme o que vós dissestes com a vossa sagrada boca. Amém, em nome de Jesus.

(A oração deve ser repetida ao longo desses quarenta dias de espera.)

Oração de Santo Onofre para superar o vício do álcool

Santo Onofre, que vencestes o vício do álcool, através da penitência e da oração, olhai para todas as nossas famílias, que sofrem por causa desta doença. Afastai delas as terríveis conseqüências deste mal, que têm causado a destruição de muitos lares. Livrai também meus amigos e tota a juventude dos males de. ndsso tempo: álcool, drogas, mas companhias, diversões permissivas. Volte a reinar a paz e a alegria, a fim de que alcancemos todos, um dia, o Reino eterno. Amém.

Há uma oração (uma delas) em que quase resume a crença popular:

Oração a Santo Onofre para negócios, dinheiro.
“Santo Onofre que, no Monte Tabor, de erva verde vestido, pela Santíssima Trindade bradaste e Jesus Cristo vos apareceu e vos disse:

- Que quereis, servo meu?

- Quero casa para morar, pão para comer e dinheiro para dar a todos os que de mim se lembrarem.” 
Dái-me a gaça que vos peço... ( faz o pedido). Que assim seja. Amém.

(Diz a crença popular, que o devoto que sempre deixar umas moedas junto à imagem de Santo Onofre e rezar pedindo sua intercessão, nunca faltará dinheiro para ele.).

12 de junho - Dia de São Gaspar Bertoni


São Gaspar Bertoni - 1777 - 1853 

Fundou a Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo
"Estigmatinos".

Nascido em Verona (Itália), em 9 de outubro de 1777, viveu num tempo em que a cidade era disputada entre franceses e austríacos. O povo sofria a fome, feridos lotavam os hospitais, crianças sem escola, juventude desorientada, o próprio clero sofria. 

Gaspar cresceu nesse ambiente, enfrentando também problemas familiares: morte da irmã, separação dos pais. Entrou no Seminário e ordenou-se sacerdote, com 23 anos de idade, em 20 de setembro de 1800. Ainda seminarista, dedicava-se ao cuidado dos doentes, ao trabalho com a juventude, sendo reconhecido como "Apóstolo dos jovens". 

A pedido do Bispo, resgatou a dignidade do clero, e o Seminário tornou-se exemplo de ordem e disciplina. Colaborou na páróquia de San Fermo, como excelente pregador, o que lhe valeu o título de "Missionário Apostólico". 
Mas, aos poucos, Deus o foi chamando para a fundação de uma Congregação religiosa, numa época em que as Congregações eram perseguidas e até suprimidas, consideradas grupos de rebeldia contra franceses e austríacos. 

Inspirado em Santo Inácio de Loyola, ele, com alguns companheiros, iniciaram uma escola anexa à Igreja dos Estigmas, lembra as chagas ou estigmas de São Francisco de Assis. Aí nascia uma Ordem Religiosa que, após a morte de São Gaspar, recebeu o nome de: "Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo" os Estigmatinos. 

Em reconhecimento à autoridade e ao apoio dos bispos, denominam-se: "Missionários Apostólicos em Auxílio aos Bispos". Padre Gaspar procurava fazer tudo segundo a vontade de Deus. Desde os 35 anos, enfrentou sérios problemas de saúde, suportou terríveis sofrimentos, sem nem mesmo uma queixa. Fez de suas enfermidades motivos de redenção e de louvor a Deus. Chamava-as "Escola de Deus", que ensina o perdão e a confiança nele. 



Padre Gaspar morreu, com quase 76 anos, em 12 de junho de 1853 e foi canonizado por João Paulo II, em 1 de novembro de 1989. Celebra-se sua festa litúrgica dia 12 de junho.


Pensamentos de São Gaspar Bertoni


Pe. Gaspar Bertoni foi notável conselheiro, atendia os doentes, cuidava dos meninos pobres sem escola, dos seminaristas e até do próprio Clero... Dedicou a sua vida a realizar, em tudo, a vontade de Deus. Por isso, a Igreja o tem como Santo, e consequentemente ele é para nós, além de um modelo de vida, um intercessor no céu.
Mesmo preso ao leito, sofrendo com terríveis enfermidades, Pe. Gaspar atendia a todos para um aconselhamento. Por sua humildade, nunca dizia que aquela inspiração havia partido dele, mas que tinha lido em algum livro, ou ouvido de alguém.
Nós, na nossa vida, também precisamos de aconselhamento, precisamos ser atendidos quando estamos doentes, precisamos encontrar um ponto de apoio em um momento difícil. Precisamos, enfim, de ajuda, para vivermos na graça e na paz de Deus, e podermos também servir aos nossos irmãos.
Podemos aprender mais sobre o exemplo de vida de Pe. Gaspar, bem como sobre seus ensinamentos, nos livros existentes sobre ele, dentre os quais alguns se encontram disponíveis em nossa Biblioteca Eletrônica. Com base nesses livros, reunimos aqui alguns pensamentos.


ATITUDES:
Fazer a vontade de Deus
"Devemos desacostumar-nos de fazer a nossa própria vontade e tudo realizar como que movidos pela vontade de Deus, a fim de agradar-lhe e honrá-lo."
"Nossa alma será pura quando estiver desapegada dos afetos às coisas terrenas. Tornar-se-á mais pura ainda à medida em que se aproximar das coisas celestes, isto é, quanto mais unir-se a Deus."
Ensinar sem nada atribuir a si mesmo
"Os Ministros de Deus devem ensinar não só pela ciência, mas também pela experiência, e nada atribuir a si mesmos."
"O passado já foi. O futuro está por vir. Só o presente existe e está em nosso poder. Viver dia a dia, de manhã ao meio dia, do meio dia à noite, realizando tudo com o maior empenho. Talvez não nos será dado outro tempo para glorificar a Deus."
"Na escalada da perfeição, onde há verdadeira vocação divina, é preciso agarrar o convite no momento certo. "Eles, deixando imediatamente as redes, o seguiram." (Mt 4,20)"
"Deus não manda coisas impossíveis, mas, quando manda, aconselha que se faça o que se pode e se peça a Ele ajuda para fazer o que não se consegue com as próprias forças."
"Nas dificuldades, devemos procurar somente a Deus e nada mais, nem consolações, nem condescendência'."
"Jamais te antecipes ao Senhor; pelo contrário, deves segui-Lo, pois ele te ilumina e te sugerirá, mediante tua súplica, os meios para progredires e corresponderes a Ele."
"Deus não nos julgará segundo as máximas do mundo, nem segundo a opinião de alguns teólogos mais benignos, mas segundo o Evangelho."
Não faltar com a confiança em Deus
"Meus filhos, tomai  muito cuidado com o que fazeis quando faltais com a confiança em Deus; porque muito mais o ofendeis com a desconfiança do que  com o pecado."
"Pouquíssimos são os que compreendem o quanto Deus neles realizaria se Ele não encontrasse obstáculos aos seus desígnios."
"Se as nossas faltas pessoais fossem reveladas nos bairros e nas cidades, como revelamos as dos outros, veríamos o quanto as nossas são bem mais graves, principalmente depois de tantas graças e tantas luzes. Se estas graças fossem dadas aos outros, eles seriam santos."


CUIDADOS:
Cuidado com os "pequenos" pecados
"Os pequenos pecados são como os "pivetes" que entram pelas janelas para abrir as portas aos ladrões profissionais."
Cuidado com os prazeres do mundo
"Ai de vós, se começais a saborear os gostos do mundo, as riquezas, as honras, os prazeres. Seria sinal de que as delícias do céu vos desagradam. Quando os hebreus começaram a saborear os frutos da terra, o maná desapareceu."
"Tudo se resume em servir a Deus, custe o que custar. É necessário, pois, precaver-se das veleidades. A veleidade diferencia-se da vontade no seu efeito; a primeira começa a ceder diante das dificuldades, e faz a gente desencorajar; a segunda insiste, firma-se e se fortalece."
"Meus filhos, tomai muito cuidado com o orgulho, pois, enquanto os outros vícios se alimentam dos próprios vícios, o orgulho se nutre das principais virtudes, sobretudo as mais altas."
"Um propósito ineficaz é semelhante a um soldado ou a um caçador estampados numa pintura: nunca ferem ou matam, embora estejam sempre ameaçando."
"Devemos cuidar para não faltarmos nós a Nosso Senhor, que da Sua parte Ele não faltará conosco. Isto posto, se, de fato estivermos com Deus, o que poderá prejudicar ou impedir nossos trabalhos?"


RECOMENDAÇÕES:
"Para fazer o exame de consciência é necessário escolher um Santo da mesma vocação como exemplo. Tudo o que estiver faltando para imitar a perfeição dele é defeito."
"Para salvar-se é preciso fazer o que se faz nas tempestades:
  1. Descarregar a consciência;
  2. Rezar, trabalhar, obedecer.
"Quem almeja um recolhimento interior deve buscá-lo na modéstia interna, não distraindo-se com olhares, nem movimentando-se inconvenientemente."


REFLEXÕES:
"Um homem de oração nada mais faz do que acatar os acontecimentos, conforme Deus os encaminha, de acordo com a sua Providência. Não previne, nem precede; tudo nele está em ordem, tudo tranqüilo. Não é precipitado, nem apressado. Espera o tempo, as circunstâncias. Em tudo segue as pistas de Deus."
"Todos os bons princípios das grandes coisas devem começar pela humildade, porquanto só se formos humildes Deus se servirá de nós para fazer grandes coisas para a sua glória".
"A palavra de Deus na Bíblia deve ser a regra do nosso pensamento, da nossa ação, se quisermos conhecer a verdade, chegar à salvação; não as filosofias estranhas, que sempre variam e que se encontram esparsas nos perniciosos livros do nosso século".
"O sofrimento é um invejável quinhão que Deus reserva aos seus queridos. Não é petisco para todos."
"As tentações costumam voltar quando já caímos uma vez; isto porque Deus quer nos dar a oportunidade de conseguir o mérito que perdemos na primeira vez."
Oração a São Gaspar Bertoni 

São Gaspar Bertoni, 
que vivestes numa consagração generosa a Deus, 
fazendo sempre Sua vontade 
através do serviço ao povo, 
à juventude e ao clero, 
intercedei por nós junto ao Senhor.

Através da escola do sofrimento 
soubestes imitar a Cristo, 
que sofreu, morreu e ressuscitou por nós. 
Pedi a Nosso Senhor 
para que também nós saibamos nos doar aos irmãos, 
unindo nossos esforços e sofrimentos 
na oferta generosa 
para implantarmos o amor e a justiça 
na nossa família, na comunidade e na sociedade.

Alcançai-nos de Deus a graça ... 
e, especialmente, a de atingirmos o objetivo 
de nossa caminhada com Cristo. 
Amém.

12 de junho - Dia de São João de Sahagun

São João de Sahagun
1430-1479 

João de Sahagún foi sacerdote antes de ter se tornado um frei agostiniano.

Sincero e humilde, ele foi um dos maiores pregadores que a Espanha já conheceu. Promotor da paz e defensor da justiça na sociedade, sua defesa dos direitos dos trabalhadores é outro fato marcante em sua vida. A devoção à Eucaristia marcou todos os aspectos da vida de São João de Sahagún.
Ele nasceu por volta de 1430 em São Fagondez, hoje Sahagún, de uma família distinta. Desde bem jovem ele deu sinais de santidade.

João foi fruto de ardentes orações de seus pais depois de 16 anos de infertilidade. Deus ainda abençoou o casal com mais sete crianças. Seu pai se chamava John Gonzalez de Castrillo e sua mãe Sancia Martinez.
Sua educação inicial foi confiada aos Beneditinos do mosteiro de São Fagondez, sua cidade natal.
Ainda jovem, seu pai (de acordo com o costume da época) procurou e conseguiu para ele um benefício eclesiástico que lhe garantiria uma renda substancial. Isto não estava em seus planos e era contrário às suas convicções. João renunciou a essa posição confortável e lucrativa pois ele considerava o benefício como uma oposição aos desígnios de Deus. Sua família ficou muito desapontada.

Levando em conta seu ideal, ele foi apresentado e colocado à serviço do bondoso Bispo de Burgos, Afonso de Cartagena, que, impressionado pelas suas qualidades, continuou a educação de João de Sahagún em sua própria residência e o ordenou sacerdote em 1445.

O que se seguiu foi um trabalho administrativo na cúria e uma promessa de uma indicação para cônego. Novamente, João recusou tais perspectivas de carreira e ficou somente com o trabalho em uma capela, servindo zelosamente pela salvação das almas. Mas a vida de sacerdote não trouxe total satisfação ao seu ideal. Nem sequer a promessa de ser cônego o reteve. Ele buscava serviços que preenchessem melhor todos os seus ideais.

Assim, desejando uma entrega mais completa a Deus e acreditando que uma melhor compreensão de teologia seria benéfico, obteve permissão de seu bispo e foi estudar teologia em Salamanca. Ao mesmo tempo em que prosseguia nos estudos - que durou quatro anos -, dedicou-se à pregação. Ele exerceu seu ministério sagrado na capela da Faculdade de São Bartolomeu, na paróquia são Sebastião, onde trabalhou por nove anos.

O jovem padre já era visto como um Santo, tão ardente era sua devoção à Santa Missa. Ainda não satisfeito, ele escolheu entrar na Ordem dos Agostinianos e seguiu o caminho da santidade através de um profundo amor pela Eucaristia, por meio da pregação e, principalmente, um incansável promotor e realizador da paz e defensor dos direitos dos trabalhadores. 
Foi em 1463 que ele fez o pedido de admissão e ingressou no dia 18 de junho do mesmo ano na Ordem de Santo Agostinho, logo depois de ter doado para um pobre homem metade de suas roupas. Na noite seguinte experimentou tão grande aumento no amor de Deus que ele se refere a esse fato como sua conversão. Ele emitiu seus votos no dia 28 de agosto de 1464.


O frei João de Sahagún foi um modelo de religioso e logo lhe foi confiado importantes cargos na Ordem: mestre de noviços e prior do convento da cidade de Salamanca, entre outros. João de Sahagún comandava bem pois sabia obedecer como ninguém. Quando ele observava em si mesmo um pequenino defeito em sua obediência, ele reparava o erro com penitências extraordinárias. 
Cheio de humildade e sinceridade, infatigável pregador, prosseguiu promovendo a paz, a convivência social, defendendo os direitos dos humildes e trabalhadores.

Profundamente devoto da Eucaristia, freqüentemente quando oferecia o adorável Sacrifício com tenra piedade, ele se deliciava com a visão de Jesus na glória e teve doces colóquios com Ele. O inefável êxtase desses momentos lhe fez passar muito mais tempo celebrando a Eucaristia do que os outros padres e todos estavam reclamando. Seu Superior então o proibiu de atrasar as missas daquela maneira.

Como ele tinha o dom de penetrar nos segredos da consciência, não era fácil enganá-lo. Assim, quem o procurava invariavelmente acabava por fazer uma boa confissão, que era o primeiro passo para começar a corrigir os erros e pecados da vida.

Em seus sermões, assim como aconteceu com são João Batista, ele pregava sem medo a palavra de Deus e denunciava crimes e erros, mesmo que isso ofendesse poderosos. Isso fez com que ele colecionasse muitos inimigos. 
O poder de sua santidade pessoal estava estampado na sua pregação, o que produziu uma reforma completa na moral em Salamanca. Ele tinha um dom especial para reconciliar diferenças e foi capaz de terminar com lutas e disputas entre nobres, na época realidade muito comum e fatal. A coragem mostrada por São João em reprovar os erros colocou sua vida em perigo.

Um dos contemporâneos dá testemunho do caráter de João de Sahagún: 
Se você me perguntar sobre as ações de frei João em relação ao pobre e ao afligido, viúvas e crianças exploradas, necessitados e doentes, eu diria que ele era naturalmente compelido a ajudá-los com palavras e ações. Ele era particularmente interessado em liderar a paz e a harmonia e colocar fim às hostilidades. Morando em Salamanca, onde a cidade inteira estava dividida em facções, ele teve sucesso em evitar muito derramamento de sangue.

Devido às constantes iniciativas de paz, os nobres de Salamanca que eram inimigos entre si assinaram um tratado solene e perpétuo de paz em 1476.
Certa ocasião, um poderoso nobre, tendo sido corrigido por João por oprimir os que para ele trabalhavam, enviou dois assassinos para matá-lo. Mas o aspecto reconhecidamente santo de João, resultado da constante paz que reinava em sua alma, refletiu em respeito e admiração neles e eles não puderam executar a ordem dada e humildemente pediram seu perdão. O próprio mandante, o nobre poderoso, ficou doente, mas, arrependido, recuperou a saúde por meio de orações do Santo que ele havia desejado matar. 
São João foi também muito zeloso em denunciar os erros da impureza e foi em defesa da santa pureza que ele encontrou sua morte. Uma senhora de nascimento nobre mas vida desregrada, cujo companheiro de cama o santo havia convertido, preparou a administração de uma dose fatal de veneno para o santo. Depois de meses de sofrimento terrível, suportado com paciência exemplar, São João partiu para a casa do Pai no dia 11 de junho de 1479, em Salamanca.

Nos 16 anos como agostiniano ele ganhou a reputação de grande santidade. Um número grande de milagres se seguiu em sua tumba e outros lugares, mesmo pela simples evocação de seu nome.

Seu processo de beatificação começou em 1525 e já em 1601 ele foi declarado beato. Ele foi canonizado em 16 de outubro de 1690 pelo Papa Alexandre VIII. Em arte, ele é representado segurando um cálice com a Hóstia Sagrada envolta em raios de luz.

A morte dolorosa e a razão pela qual ele sofreu fizeram com que vários historiadores afirmassem que ele conquistou a coroa do martírio. 
Suas relíquias conservam-se na catedral nova de Salamanca, cidade cheia de lugares cujos nomes recordam as obras do santo em vida e depois de morto. Com sua morte, João deixou a cidade completamente transformada e a vida espiritual de seus habitantes renovada de maneira admirável. São João é honrado como o patrono da cidade e da diocese de Salamanca.

Oração: Deus, autor da paz e fonte da caridade, que destes a São João de Sahagún a graça maravilhosa de pacificar os ânimos; fazei que nós, a seu exemplo, permaneçamos firmes na caridade e jamais nos separemos do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Urna con las reliquias del Santo conservada en su capilla de la catedral de Burgos, España.
URNA COM RELÍQUIAS DE SÃO JOÃO DE SAHAGUN NA CAPELA DA CATEDRAL DE BURGOS-ESPANHA



12 de junho - Dia de São Bernardo de Menton (de Aosta)



São Bernardo de Menton (de Aosta+1081)



Bernardo viveu no século IX. Pouco se sabe sobre sua origem, não é certo, mas parece que pertencia à família dos barões de Menton, da corte francesa. Entretanto documentos da época confirmam que, na Itália, Bernardo era o arcedecano da catedral de Aosta, conhecido pela oratória nas pregações. 

Ele será sempre lembrado como reconstrutor de um dos pontos mais destruídos da Europa: a passagem de Monte Giove, atualmente chamada de Grande São Bernardo, onde também havia um mosteiro. Essa região de vales era uma rota importante que ligava Londres, na Inglaterra, a Perugia, na Itália, permitindo o trânsito de mercadorias, pessoas e idéias. 

Desde o final do século IX, esses vales e colinas passaram a viver um inferno. Os exércitos árabes dominaram a região, achacando a população, provocando seqüestros, matanças, incendiando mosteiros, igrejas e aldeias inteiras. 
Até que Guilherme da Provença colocou um ponto final nessa situação. Destruiu a base armada dos árabes, provocando a retirada de todos, mas, em conseqüência, a região ficou completamente destruída. 

Foi nesse contexto que apareceu Bernardo. Ele recuperou o mosteiro lá existente, criando uma nova comunidade religiosa, que, sob a sua direção, com determinação e competência, reorganizou a população e reconstruiu as aldeias e vales. Assim, o paraíso voltou a reinar, pouco a pouco, com os habitantes fixando-se na região. 

Depois, os novos religiosos, com o tempo, converteram-se em cônegos regulares e chegaram a formar uma congregação, a qual se dedicou a evangelizar as regiões montanhosas da Ásia Central. Eles se tornaram também famosos por utilizarem cães auxiliadores, conhecidos pelo nome de "São Bernardo", pois se originaram nesse mosteiro, e que tanto serviços prestaram para resgatar os alpinistas perdidos. 

Este foi o outro Bernardo atuando, aquele evangelizador. Talvez a parte menos comentada de sua vida. Em sintonia com a reforma interna da Igreja, Bernardo era contra a ignorância religiosa, os maus costumes do clero, o abandono dos fiéis e o comércio das coisas espirituais. 

Pois foi trabalhando nessa causa que a morte o levou, em 12 de junho de 1081, no Convento de Novara. A Europa conseguiu reerguer-se, após mil anos de invasões de árabes, normandos, eslavos e húngaros, graças a homens como Bernardo de Aosta. Seu corpo foi sepultado na catedral de Novara, na Itália. 

Inscrito no Martirológio Romano em 1681, são Bernardo de Aosta foi proclamado pelo papa Pio XI, em 1923, padroeiro dos povos dos Alpes, dos alpinistas e dos esquiadores.



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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."