sexta-feira, 10 de julho de 2026

10 de julho - Santo Antônio Percierskij

Santo Antônio Percierskij
983-1073

Antônio, que antes se chamava Antipas, nasceu na Ucrânia no ano de 983. Percierskij, na realidade, não é o seu sobrenome, mas sim um apelido e tem um significado: "da gruta". Trata-se de uma referência à cela, escavada por ele mesmo, no vale de Dnjepr, próximo a Kiev, que deu origem à vida monástica russa. 

Antônio "da gruta", desde a adolescência, sempre buscou a solidão das cavernas, típicas de sua região, para suas orações contemplativas. Depois viveu, até os quarenta e cinco anos de idade, peregrinando solitário pelos inúmeros mosteiros do monte Athos, na Grécia. Os registros indicam que ele permaneceu alguns anos no mosteiro de Esphigmenon, quando decidiu continuar a vida de penitência e oração na sua pátria. Foi assim que escavou a primeira gruta em Kiev. 

Logo surgiram muitos seguidores, e curiosos, que se sentiam atraídos pelos ensinamentos e pela fama de santidade daquele homem de oração e penitência. Todos queriam aprender com o monge sábio e justo, que nunca se mostrava irritado. Era um homem manso e silencioso, pleno de misericórdia com todos. Essa sua personalidade foi muito bem retratada pelo fiel discípulo Nestor, ao escrever "Histórias dos tempos passados". 

Contudo Antônio insistia em viver solitário, enquanto os seus seguidores formavam uma comunidade. Com sua permissão, foram construindo várias celas pela região e, depois, uma primeira igreja. Assim, em 1051, surgiu o "Mosteiro das Grutas", cuja arquitetura foi projetada integrando as grutas escavadas por esses monges primitivos. 

Esse mosteiro se tornou um dos centros religiosos mais importantes de toda a Rússia. A sua comunidade se tornou famosa pela caridade, instrução, prestígio cultural e pelo esplendor da liturgia ortodoxa cristã. Além das belas igrejas que iam surgindo, consideradas verdadeiras obras de arte da arquitetura eslava. Antônio não desejava dirigir todo esse movimento, mas tinha noção exata do que ocorria. Por isso manteve-se como o exemplo da comunidade e a direção ele confiou ao seu discípulo Teodósio, que sedimentou e estabeleceu as regras da vida monástica. 

Por perseguição política, Antônio foi obrigado a abandonar Kiev em 1055. Foi refugiar-se próximo a Cernigov, onde criou um outro mosteiro, conservando a regras de vida do anterior, imprimindo a sua marca pelo exemplo na oração, penitência e caridade. Mas no mosteiro de Kiev, haviam permanecido alguns religiosos, guiados pelo discípulo Teodósio, que é considerado co-fundador do mosteiro. Por isso Antônio conseguiu retornar clandestinamente e lá permaneceu recluso até a sua morte, no dia 10 de julho de 1073. 

Do Mosteiro da Gruta de Kiev original restou uma parte não muito grande, pois nos anos de 1299 e 1316 foi quase destruído pelas invasões dos tártaros. Em1926, foi fechado pelo regime comunista. Só em 1988 ele foi reaberto definitivamente. Hoje, ele faz parte do patrimônio da humanidade, como um monumento tombado e conservado pela Unesco.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

9 de julho - Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus

  Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus-1865-1942
Fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição


Amábile Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, província de Trento, no norte da Itália. Foi a segunda filha do casal Napoleão e Anna, que eram ótimos cristãos, mas muito pobres. 

Nessa época, começava a emigração dos italianos, movida pela doença e carestia que assolava a região. Foi o caso da família de Amábile, que em setembro de 1875 escolheu o Brasil e o local onde muitos outros trentinos já haviam se estabelecido no estado de Santa Catarina, em Nova Trento, na pequena localidade de Vigolo. 

Assim que chegou, Amábile conheceu Virgínia Rosa Nicolodi e tornaram-se grandes amigas. As duas se confessam apaixonadas pelo Senhor Jesus e não era raro encontrá-las, juntas, rezando fervorosamente. Fizeram a primeira comunhão no mesmo dia, quando Amábile já tinha completado doze anos de idade. 

Logo em seguida, o padre Servanzi a iniciou no apostolado paroquial, encarregando-a da catequese das crianças, da assistência aos doentes e da limpeza da capela de seu vilarejo, Vigolo, dedicada a são Jorge. Mas mal sabia o padre que estaria confirmando a vocação da jovem Amábile para o serviço do Senhor. 

Amábile incluía, sempre, Virgínia nas atividades para ampliar o campo de ação. Dedicava-se de corpo e alma à caridade, servia consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crianças. As obras já eram reconhecidas e notadas por todos, embora não soubesse que já se consagrava a Deus. 

Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um barão, próximo à capela, para lá rezar, cuidar dos doentes, instruir as crianças. A primeira paciente foi uma mulher portadora de câncer terminal, a qual não tinha quem lhe cuidasse. Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iniciou com Amábile e Virgínia atuando como enfermeiras. 

Essa também foi a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro, tendo sido aprovada pelo bispo de Curitiba, em agosto 1895. Quatro meses depois, Amábile, Virgínia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Também foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina. 

A santidade e a vida apostólica de madre Paulina e de suas irmãzinhas atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Além do cuidado dos doentes, das crianças órfãs, dos trabalhos da paróquia, trabalhavam também na pequena indústria da seda para poderem sobreviver. 

Em 1903, com o reconhecimento de sua obra, madre Paulina foi convidada a transferir-se para São Paulo. Fixando-se junto a uma capela no bairro do Ipiranga, iniciou a obra da "Sagrada Família" para abrigar os ex-escravos e seus filhos depois da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Em 1918, madre Paulina foi chamada à Casa-geral, em São Paulo, com o reconhecimento de suas virtudes, para servir de exemplo às jovens vocações da sua congregação. Nesse período, destacou-se pela oração constante e pela caridosa e contínua assistência às irmãzinhas doentes. 

Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento, iniciando com a amputação do braço direito, até a cegueira total. Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo. 


Ela foi beatificada pelo papa João Paulo II em 1991, quando o papa visitou, oficialmente, o Brasil. Depois, o mesmo pontífice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.



9 de julho - Dia de Agostinho Zhao Rong e 119 Companheiros


Agostinho Zhao Rong
e 119 Companheiros
Mártires da China
Bem-aventurados
1630-1930

A Igreja Católica levou a luz do Evangelho ao povo chinês a partir do século V. No seguinte, já existia a primeira igreja católica e a primeira sede episcopal, na cidade de Beijin. A adaptação da liturgia católica foi possível porque o cristianismo era visto, naquele período, como uma realidade que enriquecia e não se opunha aos mais altos valores das tradições do povo chinês. Para o qual o sentimento de natural religiosidade é uma das características mais profundas da história de sua nação, em todos os séculos. 

A Igreja Católica deu um novo impulso na evangelização da China após a divulgação de vários decretos imperiais, os quais concediam liberdade religiosa para todos os súditos e autorizavam os missionários a evangelizar em seus vastos domínios. Mas a questão dos "rituais católicos chineses" começou a irritar o imperador, que, influenciado pela perseguição aos cristãos no Japão, resolveu promover a sua também. 

No início, a perseguição ocorreu disfarçada e veladamente. Os massacres sangrentos dos cristãos só começaram em 1648. Na época, todos os decretos foram cancelados e as execuções autorizadas, apenas os que renegassem a fé seriam poupados. Do século XVII até a metade do século XIX, muitos missionários e fiéis leigos foram mortos, inclusive monsenhor João Gabriel Taurin Dufresse, das Missões Exteriores de Paris, e que depois também foi beatificado. 

Agostinho Zhao Rong foi um soldado chinês que escoltou monsenhor Dufresse até a cidade de Beijin e o acompanhou até sua execução por decapitação. Ele ficou muito impressionado com a serenidade e a força espiritual de Dufresse, que, apesar de torturado, não renegou a fé em Cristo. Foi assim que Agostinho se viu tocado pela luz da fé e rogou para que Dufresse o convertesse. Depois, foi batizado e enviado ao seminário, de onde saiu ordenado sacerdote diocesano. Quando foi reconhecido como cristão, ele também sofreu terríveis suplícios carnais antes de morrer decapitado, em 1815. Entretanto, jamais renegou sua fé em Cristo. 

No início de 1900, ocorreu a revolução comunista chinesa, provocada por motivos políticos reprimidos há anos, com novas ondas de perseguições aos cristãos. Porém o motivo foi exclusivamente religioso, como comprovaram os documentos históricos. Desde então, uma sangrenta exterminação aconteceu, matando um número infindável de catequistas leigos, chineses convertidos, sacerdotes chineses e igrejas. Todos os nomes não puderam ser localizados, porque a destruição e os incêndios continuaram ao longo do novo regime político chinês. A última execução em massa de cristãos na China, de que se tem notícia, aconteceu em 25 de fevereiro de 1930. 

No ano do Jubileu de 2000, o papa João Paulo II proclamou bem-aventurados Agostinho Zhao Rong e 119 companheiros mártires da China. Eles passarão a ser venerados e homenageados no dia 9 de julho, pois constituem um exemplo de coragem e de coerência para todos cristãos do mundo.

09 de julho - Dia de Santa Verônica Giuliani



FILME SEDE SANTOS 2 
VIDA DE SANTA VERÔNICA GIULIANI
SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ


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 Santa Verônica Giuliani

Grande mística, participou dos sofrimentos de Nosso Senhor na Paixão, tendo os cinco estigmas de Cristo sido impressos em seu corpo.

Verônica nasceu no dia 27 de dezembro de 1660 em Mercatelo, pequena cidade do ducado de Urbino, nos antigos Estados pontifícios, hoje território da Itália. Seu pai foi Francisco Giuliani e sua mãe, Benta Mancini, senhora de rara piedade. Sétima filha do casal, Verônica recebeu no batismo o nome de Úrsula.

Quando Benta esperava por essa filha, foi cumulada com graças de saúde, piedade, paz e confiança em Deus, que pressagiavam o futuro excepcional destinado à criança. Com efeito, nos partos anteriores Benta sempre se sentira fraca, sem coragem e lânguida. Neste, foi tudo ao contrário.

Com um ano e meio Úrsula pronunciou suas primeiras palavras. Foi quando, levada por uma empregada à mercearia, vendo que o vendedor roubava no peso da mercadoria, disse-lhe com voz forte e clara:
 “Sê justo, pois Deus te vê”.1

Aos três anos de idade, Úrsula já tinha comunicações familiares com Jesus e Maria. Colocava seu almoço num pequeno altar diante de uma imagem da Madona, e convidava o Infante Jesus a dele participar. Comprazida com essa inocência e simplicidade, Nossa Senhora animava sua imagem, e o Menino Jesus descia de seus braços para tomar o alimento com sua pequena serva.

Ao morrer precocemente, Benta legou às suas cinco filhas, como testamento espiritual, as cinco chagas de Nosso Senhor. A Úrsula coube a chaga do lado. Embora ela tivesse somente quatro anos de idade, essa chaga seria objeto especial de sua devoção e fonte de graças e virtudes.

Imperfeições de caráter

Estátua da santa na cidade de Mercatelo, onde nasceu

Quando sua mãe faleceu, Úrsula passou aos cuidados de um tio. A menina era extremamente caridosa para com os pobres, dando-lhes até parte de seu vestuário quando nada mais tinha. Uma vez deu seus sapatos a uma pequena pedinte, e viu-os depois, engrandecidos, nos pés de Nossa Senhora.

Aos 16 anos, manifestou-se nela uma imperfeição de caráter que precisava ser corrigida. Em seu zelo excessivo, repreendia e até maltratava a quem visse cometendo alguma falta. Assim, deu uma bofetada numa criada a quem viu agindo mal. Quando as pessoas não queriam participar de suas práticas religiosas, ela se tornava ditatorial. Nosso Senhor mostrou-lhe então que seu coração parecia feito de aço. Úrsula também se acusa em seus escritos de ter tido má complacência com o teor mais elevado de vida que passou a ter quando seu pai, nomeado superintendente da fazenda em Placência, levou consigo as filhas.

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Francisco Giuliani sonhava para a filha caçula um muito bom casamento. E pretendentes não faltaram. Mas havia muito tempo que Úrsula decidira entregar-se inteiramente a Deus. Depois de muita insistência, obteve licença do pai e entrou no convento das monjas capuchinhas de Città di Castello, onde foi recebida com o nome de Verônica. Tinha ela 17 anos.

Na cerimônia de recepção, presidida pelo bispo, este disse à abadessa do convento: “Eu recomendo esta nova filha ao vosso especial cuidado, porque ela será um dia uma grande santa”. Nunca ele foi tão grande profeta!

Modelo de obediência e humildade
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O noviciado da Irmã Verônica foi muito difícil devido aos esforços do demônio para desencorajá-la. As paredes do convento pareciam-lhe muito austeras, do mesmo modo que os rostos das freiras. Nenhuma delas atraía sua simpatia. Mas ela venceu todas essas repugnâncias, fazendo sua profissão religiosa no ano seguinte.

Nos bons tempos, em quase todos os conventos, a noviça era designada para os afazeres mais modestos, a fim de praticar as virtudes da obediência e da humildade. Assim ocorreu com Verônica. Foi sucessivamente faxineira, cozinheira, enfermeira, porteira e sacristã, trabalhando sempre com espírito sobrenatural e unida à Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. De tal maneira ela conquistou as outras religiosas, que foi depois escolhida para a delicada função de Mestra de Noviças. Durante os 22 anos em que exerceu esse cargo, Verônica formou muitas religiosas que chegaram a altos graus de perfeição. Foi então escolhida como Abadessa, cargo que exerceu durante os últimos 11 anos de sua vida.

Às voltas com o Santo Ofício




"Parecia que o Senhor plantava sua cruz em meu coração e que assim me fazia compreender o preço dos sofrimentos"

Desde o tempo do noviciado, a união de Verônica com a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo crescia a cada dia. De tal modo ela começou a participar da Paixão, que a si mesma chamava “Filha da Cruz”. Ela descreve a experiência mística que teve nesse tempo: “Pareceu-me ver Nosso Senhor que levava a Cruz sobre os ombros, e me convidava a partilhar com Ele essa carga preciosa. Experimentei ardente desejo de sofrer, e parecia que o Senhor plantava sua cruz em meu coração e que assim me fazia compreender o preço dos sofrimentos”.2

Tais sofrimentos foram terríveis. Dolorosas e intermináveis enfermidades, tentações violentas, aridezes e desolações interiores. Santa Verônica afirmou então que a cruz e os instrumentos da Paixão foram impressos de maneira sensível em seu coração. E desenhou num cartão em forma de coração o lugar em que estava cada um. Quando, depois de sua morte, na presença do bispo, do governador da cidade, de professores de medicina e de sete outras testemunhas dignas de fé, abriram o seu coração, constatou-se com estupor que nele estavam desenhados os símbolos da Paixão tal e qual ela havia descrito.

Related imageUm dia Verônica pediu a Nosso Senhor para participar de sua coroa de espinhos. O Divino Mestre a colocou em sua cabeça. Verônica experimentou uma tão inaudita dor, como jamais tinha sentido. E essa coroa permaneceu em sua cabeça até o fim de sua vida. Ao intervirem, os médicos aumentaram ainda mais seus padecimentos, aplicando um bastão de fogo na sua cabeça e furando-lhe a pele do pescoço com uma agulha incandescida. Nada conseguindo, foram obrigados a reconhecer que aquela “enfermidade” lhes era desconhecida.

Verônica recebeu também os estigmas, os quais eram visíveis às outras irmãs. Seu confessor ficou assustado. Tantos fenômenos místicos o deixavam desnorteado. Foi falar com o bispo. Este consultou então o Santo Ofício, que o encarregou de pôr à prova a obediência, a humildade e a resignação de Verônica, pois estas constituem a base de toda santidade.

Começaram por destituí-la do cargo de Mestra de Noviças. Ela foi também separada da comunidade e encerrada num quarto da enfermaria com a proibição de ir ao coro, exceto nos dias de preceito para ouvir missa. Não podia ir ao locutório nem escrever cartas, a não ser para suas irmãs também religiosas. Pior ainda, foi designada uma irmã conversa para dirigi-la, com ordem de tratá-la com toda severidade. E o que mais a fez sofrer: proibiram-na de receber a Sagrada Comunhão.

Pode-se dizer que no caso de Verônica Giuliani todas as precauções inspiradas pela prudência humana para bem conhecer a verdade foram então empregadas pelo bispo de Città di Castello orientado pelo Santo Ofício.

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Depois de um período de prova, o bispo, D. Lucas Antonio Eustachi, escreveu ao Santo Ofício, em carta de 26 de setembro de 1697: “A Irmã Verônica continua praticando uma exata obediência, profunda humildade e abstinência surpreendente, sem dar o menor sinal de tristeza. Pelo contrário, aparece com uma paz e uma tranqüilidade inalteráveis. É objeto da admiração de suas companheiras, as quais, incapazes de ocultar a grata impressão que lhes produz, falam disso a outras pessoas. Apesar de eu impor penitência às que mais falam, para que não alimentem a curiosidade do povo, que em suas conversações não tratam de outra coisa, custa-me grande trabalho lograr uma moderação”.3

Mística dotada de muito senso prático
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Santa Verônica tinha uma caridade ardorosa pela conversão dos pecadores e libertação das almas do purgatório. Foi-lhe revelado que, por suas penitências e orações, ela converteu ao bom caminho inúmeros pecadores e libertou muitas almas das chamas do Purgatório, as quais lhe apareciam para agradecer por essa caridade.

Tendo passado por todas essas provas, Santa Verônica foi eleita abadessa do mosteiro em 1716, começando então para esse setor religioso uma época de grande prosperidade. Pois, apesar de acentuadamente mística e espiritual, Santa Verônica possuía um senso prático muito desenvolvido, a exemplo de outra grande mística, Santa Teresa de Ávila. Mandou fazer todo um sistema de encanamentos para que o convento tivesse água própria, construiu um grande dormitório e uma capela interior, e procurou para a comunidade todas as comodidades compatíveis com o espírito de sua Regra.

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Santa Verônica Giuliani faleceu aos 67 anos de idade, no dia 9 de julho de 1727.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

8 de julho - Bem-Aventurado Pedro Vigne



Pedro Vigne
Bem-aventurado
1670-1740

Fundou a Congregação das Religiosas do Santíssimo Sacramento
Irmãs Sacramentinas

Pierre, ou Pedro, Vigne nasceu no dia 20 de agosto de 1670 na França, em Privas, uma pequena cidade ainda sob as seqüelas de lutas religiosas entre católicos e protestantes no século anterior. Seus pais, Pedro e Francisca, eram protestantes, mas batizaram os cinco filhos também na paróquia católica de Privas. Era assim que os protestantes agiam, tentando resguardar os filhos de uma possível discriminação religiosa. Duas meninas morreram cedo. Ele e seus dois irmãos mais velhos tiveram uma vida confortável. 

Até os dezesseis anos, Pedro recebeu formação cristã católica e teve uma instrução de bom nível. No final da adolescência, entretanto, parecia ter reabsorvido a fé da família e pretendia tornar-se pastor protestante, estudando na Suíça. Foi então que sua vida teve uma transformação súbita, pela tomada de consciência da presença de Jesus Cristo na eucaristia. 

Pedro viajava a cavalo quando passou por ele um sacerdote católico levando o viático a um enfermo. Nesse instante, como são Paulo Apóstolo, seu cavalo refugou seguir adiante, três vezes. Essa experiência o orientou definitivamente para o Salvador. Pouco tempo depois, ingressou no Seminário de São Sulpício de Viviers. Em 1694, foi ordenado sacerdote e seguiu, como vigário, a Saint-Agrève. 

Nessa época, sente que o Senhor o quer como missionário no meio do povo simples. Assim, em 1770, ingressou na Congregação dos Padres Lazaristas, em Lyon, onde recebeu uma sólida formação voltada à pobreza e para as chamadas "missões populares". Logo começou a evangelizar a população mais distante e esquecida. Em 1706, com aprovação dos seus superiores, deixou os lazaristas para ser um missionário itinerante, utilizando seu próprio método pastoral. 

Durante mais de trinta anos, padre Vigne percorreu, a pé ou a cavalo, longas distâncias. Incansável, celebrava a missa, expunha o Santíssimo Sacramento e ensinava os fiéis a adorá-lo. A Mãe de Deus também ocupou um lugar de predileção nos seus ensinamentos e orações. Em 1712, chegou à cidade de Boucieu le Roi, onde fixou sua residência. Lá, a paisagem permitiu-lhe erigir uma Via-Sacra. Com a ajuda da população, construiu trinta e nove estações, entre a aldeia e o campo, que ensinam aos cristãos a seguir Jesus, da ceia à Páscoa e a Pentecostes. 

Mas padre Vigne queria, também, promover o culto à eucaristia. Para isso, em 1715, fundou a Congregação das Religiosas do Santíssimo Sacramento. Às Irmãs Sacramentinas ele recomendou com insistência a caridade, a vida oculta, o silêncio, a oração: tudo que lhes permitisse ser missionárias fervorosas, a serviço da Igreja e de seus irmãos mais pobres. Preocupado com a formação cristã e instrução das crianças, o fundador criou escolas e um seminário de professoras de classe. 

Apesar da vida intensa, padre Vigne nunca deixou de procurar seus antigos mestres do Seminário de São Sulpício, em Lyon. Com relativa freqüência ia se encontrar com seu confessor e seu diretor espiritual. Atraído pela espiritualidade eucarística dos Padres do Santíssimo Sacramento, entrou nessa sociedade sacerdotal em 1724, em Valença. 

Ao notar sua jovem Congregação consistente, passou a dedicar-se a escrever livros de regulamentos de vida, obras de espiritualidade. Mas continuou, também, com as viagens apostólicas. Aos setenta anos, padre Vigne ressentiu-se dos efeitos da fadiga. Durante uma missão em Rencurel, passou mal e morreu, em 8 de julho de 1740. Seu corpo foi transportado para a cidade de Boucieu, e sepultado na igrejinha. 

A Congregação das Religiosas do Santíssimo Sacramento, nesses quase trezentos anos, superou grandes dificuldades. A aprovação canônica ocorreu em 1869. A Casa-mãe e noviciado foram estabelecidos em Valença. 

Atualmente, as Irmãs Sacramentinas estão presentes na Itália, Inglaterra, Irlanda e principalmente no Brasil, com várias Casas. 

O papa João Paulo II, em 2004, beatificou o fundador e marcou sua celebração para o dia de sua morte.

8 de julho - Dia de Eugênio III

Eugênio III
Bem-aventurado
Papa
+1153

O papa Eugênio III nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi batizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal. 

Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com o religioso Bernardo de Claraval, fundador da Ordem dos Monges Cistercienses e hoje um santo da Igreja. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense. 

Através da convivência com Bernardo de Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo papa Inocêncio II. Quando esse papa morreu, o abade Píer Bernardo foi eleito sucessor. 

Isto ocorreu não por acaso, ele era o homem adequado para enfrentar a difícil e delicada situação que persistia na época. Roma estava agitada e às voltas com graves transtornos provocados, especialmente, pelo líder político Arnaldo de Bréscia e outros republicanos que exigiam que fosse eleito um papa que forçasse a entrega do poder político ao seu partido. Muitas casas de bispos e cardeais já tinham sido saqueadas. Por isso os cardeais resolveram escolher o abade Píer Bernardo, justamente porque ele estava fora do colégio cardinalício, portanto isento das pressões dos republicanos. 

Ele assumiu o pontificado com o nome de papa Eugênio III. Mas teve de fugir de Roma à noite, horas após sua eleição, para ser coroado no mosteiro de Farfa, em Viterbo. Era o dia 18 de fevereiro de 1145. Como a situação da cidade não era segura, o novo papa e seus cardeais decidiram mudar para Viterbo. Quando a população romana foi informada, correu para pedir sua volta. Foi assim, apoiado pelo povo, que o papa Eugênio III retornou para Roma e assumiu o controle da cidade, impondo a paz. Infelizmente, durou pouco. 

Em 1146, Arnaldo passou a exigir a destruição total de Trívoli. Novamente o papa Eugênio III teve de fugir. Como se recusou a comandar o massacre, ele corria risco de morte. Teve de atravessar os Alpes para ingressar na França, onde permaneceu exilado por três anos. 

Os conflitos não paravam, o povo estava sempre nas ruas, liderado por Arnaldo, e o papa teve de ser duro com os insubordinados da Igreja que se aproveitavam da situação. Nesse período, convocou quatro concílios para impor disciplina. Também depôs os arcebispos de York e Mainz; promoveu uma séria reforma na Igreja e na Cúria Romana em defesa da ortodoxia nos estudos eclesiásticos. Enviou o cardeal Breakspear, o futuro papa Adriano IV, para divulgá-la na Escandinávia, enquanto ele próprio ainda o fazia percorrendo o norte da Itália. 

Só retornou a Roma depois de receber ajuda do imperador alemão Frederico Barba-Roxa, contra os republicanos de Arnaldo. Ainda pôde defender a Igreja contra os invasores turcos e iniciar a construção do palácio pontifício. Morreu no dia 8 de julho de 1153, depois de governar a Igreja por oito anos e cinco meses, num período tão complicado e violento da história. O papa Eugênio III foi beatificado em 1872.

terça-feira, 7 de julho de 2026

7 de julho - Dia de São Vilibaldo



São Vilibaldo
700-787

Vilibaldo nasceu em 22 de outubro de 700, na cidade de Wessel, na Inglaterra. Pertencia à casa real dos Kents, seu pai era o rei Ricardo I e os irmãos eram Vunibaldo e Valburga. Todos eles, mais tarde, inscritos no livro dos santos da Igreja. 

Ainda criança, ele foi confiado aos monges beneditinos da Abadia de Waltham, que cuidaram se sua formação intelectual e religiosa. Foi ali, entre eles, que decidiu ser também um monge. Mas, em 720, saiu do mosteiro e da Inglaterra, antes de fazer os votos definitivos, e nunca mais voltou para sua pátria. Na companhia de seu pai e seu irmão, seguiu para uma longa peregrinação, cuja meta final era Jerusalém. A viagem foi interrompida em 722, quando seu pai, o rei, morreu na Itália. Assim, ele e o irmão resolveram ficar em Roma. 

Dois anos depois, sem Vunibaldo, continuou a peregrinação percorrendo toda a Palestina, que estava sob o domínio árabe. Os peregrinos, em geral, eram bem acolhidos, entretanto, por causa das tensões políticas com o Império do Oriente, Vilibaldo e outros peregrinos quase foram presos, mas puderam prosseguir o caminho em paz. Cinco anos depois, em 729, retornou para Roma. 

Nesse mesmo ano, o papa Gregório II o enviou para o Mosteiro de Montecassino, que havia sido reerguido das ruínas e carecia de um novo quadro de monges. Vilibaldo deu, então, novo fôlego a esse celeiro de homens dedicados à santificação, restabelecendo as regras beneditinas, de acordo com o Livro do fundador, que permanecera a salvo em Roma. Assim, este "quase-monge" inglês, que ainda continuava sem os votos definitivos, recebeu a relíquia do papa e com ela organizou e formou uma nova geração de monges, dentro da verdadeira tradição e do estilo de vida espiritual instituído pelo fundador. A essa obra dedicou outros dez anos de sua vida. 

Novamente foi a Roma, para encontrar-se com o papa sucessor, Gregório III, que lhe pediu ajuda para a evangelização da Germânia. Assim, Vilibaldo tornou a partir, viajando por todos os recantos da Europa. Até ser requisitado por seu tio, o arcebispo da Alemanha, que alicerçava uma estrutura diocesana na região e precisava do seu auxilio. Só em 740 Vilibaldo recebeu a ordem sacerdotal definitiva, para ser consagrado bispo de Eichestat, pelo próprio tio, Bonifácio, hoje santo e chamado "apóstolo da Alemanha". 

O bispo Vilibaldo construiu sua catedral, fundou um mosteiro e, sobretudo, controlou rigorosamente todos os outros que ali existiam, por determinação de Bonifácio. A partir de então, iniciou uma experiência nova: a de evangelizador itinerante, colocando-se frente a frente com os fiéis que aos poucos iam se convertendo ao cristianismo. 

À obra dedicou-se até morrer, no dia 7 de julho de 787, no seu mosteiro de Eichestat, na Alemanha. Com fama de santidade ainda em vida, logo passou a ser venerado num culto espontâneo e vigoroso, muito antes do seu reconhecimento canônico, em 1256.

7 de julho - Bem-Aventurado Bento XI

Bem-aventurado
Papa
1240-1304

Nicolau Boccasini nasceu numa família muito pobre e cristã, em Treviso, no norte da Itália, em 1240. Sua mãe era uma humilde lavadeira num convento dominicano, por isso muito cedo a vocação para a vida religiosa se acendeu no seu peito. E ele soube muito bem reconhecer o chamado para a fé. 

Aos dezessete anos, Nicolau ingressou na Ordem Dominicana e vestiu o hábito. Assim, pôde completar os estudos em Milão, onde se ordenou padre antes de voltar a sua terra natal. Com a mesma rapidez sua carreira foi trilhando o caminho que o levaria à história, como pacificador de poderosos reinos em guerra e à cátedra de Pedro. Em 1286, já era superior provincial da região lombarda, e dez anos depois sucedia Estêvão de Besançon no cargo de geral da Ordem de São Domingos. 

Foi nessa posição que realizou uma das tarefas mais difíceis de sua vida. Conseguiu uma trégua que parecia impossível entre os reis da Inglaterra, Eduardo I, e da França, Felipe, o Belo. Com essa missão de paz totalmente coroada de êxito, Nicolau foi consagrado cardeal pelo papa Bonifácio VIII. Ao dar tal honraria a um dominicano, homenageou toda aquela Ordem, por sua fidelidade ao papa em todos os momentos difíceis por que ele passara. Era um período de inúmeros conflitos espalhados pelo mundo todo, assim Bonifácio resolveu manter ao seu lado o cardeal Nicolau, já considerado um dos melhores especialistas em negociações diplomáticas com reis e imperadores. 

Nicolau estava ao lado do papa Bonifácio VIII quando ocorreu o célebre episódio da bofetada. Enviado pelo rei da França, Guilherme de Nogaret desferiu um humilhante tapa no rosto do papa, como um recado de Felipe, o Belo. Logo em seguida o papa Bonifácio VIII veio a falecer. Por seu talento conciliador, Nicolau foi eleito seu sucessor em 22 de outubro de 1303, com o nome de Bento XI. E de fato, em pouco tempo as desavenças entre Roma e França dissiparam-se. Ele absolveu Felipe, o Belo, das censuras que pesavam sobre o monarca, entretanto foi duro com o mensageiro que desferiu o tapa contra o rosto do papa morto. Guilherme Nogaret foi excomungado definitivamente da Igreja. 

Todavia o papa Bento XI teve um pontificado muito curto, durou apenas até o dia 7 de julho de 1304, quando morreu de repente. Ele preferiu residir em Perugia em vez de permanecer em Roma, para evitar a convivência com os perigosos inimigos da Igreja. Mas dizem que mesmo assim foi atingido mortalmente por eles. Contam os escritos que, ao comer um figo, o papa Bento XI começou a sentir-se mal e desconfiou que tinha sido envenenado. Por isso pediu para abrirem as portas de sua residência e chamou todos os fiéis para uma última audiência e bênção. Como supôs, morreu algumas horas depois. 

Conciliador quando necessário, o papa Bento XI não descuidou dos preceitos da fé. Foi ele que instituiu o decreto que obriga todo cristão a confessar-se pelo menos uma vez por ano.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

6 de julho - Dia de Santa Maria Goretti

Santa Maria Goretti
1890-1902
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SANTA MARIA GORETTI - PROTETORA DAS VÍTIMAS DE ESTUPRO , DA CASTIDADE - 06 DE JULHO


Santa Maria Goretti-Virgem e mártir

Nascimento 16 de Outubro de 1890 em Corinaldo

Falecimento 6 de Julho de 1902 (11 anos) em Nettuno

Canonização 24 de junho de 1950, Vaticano por: Papa Pio XII

Festa litúrgica 6 de Julho
Maria Goretti (Corinaldo, 16 de Outubro de 1890 — Nettuno, 6 de Julho de 1902) foi uma jovem católica italiana, declarada santa, com festa comemorada no mesmo dia de sua morte.

É uma das mais jovens santas reconhecidas pela Igreja Católica.

Morreu como consequencia dos ferimentos infligidos durante uma tentativa de estupro, ao escolher o martírio.


Índice

1 Biografia

2 Prisão e arrependimento de Serenelli

3 Beatificação e canonização

4 Representações e homenagens

Pintura baseada na descrição feita pela mãe de Maria Goretti

Biografia

Seu nome de batismo era Maria Resa Goretti, nasceu em 16 de Outubro de 1890, em Corinaldo, Província de Ancona, Itália, filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini.

Era a terceira de seis filhos. Suas irmãs chamavam-se Teresa e Ersilia; seus irmãos eram Angelo, Sandrino e Mariano.

Devido à pobreza da família, provavelmente era analfabeta.

Quando tinha seis anos, sua família tornou-se tão pobre que foram forçados a deixar sua fazenda e trabalhar para outros fazendeiros.

O pai de Maria, Luigi contraiu malária e morreu quando ela tinha apenas nove anos. Enquanto seus irmãos, mãe e irmãs mais velhas trabalhavam nos campos, Maria cozinhava, limpava a casa e cuidava de sua irmã menor.

Maria Goretti numa foto ampliada

Era uma vida dificil, mas a família estava sempre próxima, compartilhando um profundo amor por Deus e sua fé.

Após algum tempo, em 1899, se mudaram para Le Ferriere, próximo a atual Latina e Nettuno, em Lazio, onde viviam em prédio conhecido como "La Cascina Antica", compartilhada com a família Serenelli, incluindo seu filho Alessandro.

Casa onde morou Maria Goretti 

Em 5 de Julho de 1902, Alessandro Serenelli, um jovem de 20 anos, encontrou a menina de 11 anos costurando, sozinha em casa.

Ele entrou e a ameaçou de morte se ela não fizesse o que ele mandava.

A intenção do rapaz era estuprá-la, porém, ela não se submeteu, ajoelhou-se, protestando que seria um pecado mortal e avisando Alessandro que poderia ir para o Inferno.

Ela desesperadamente lutou para evitar o estupro, gritava "Não! É um pecado! Deus não precisa disto!".

Alessandro primeiro tentou controlá-la, mas como ela insistia que preferia morrer, ele a apunhalou 11 vezes.

Ferida, Maria tentou alcançar a porta, mas ele a agarrou e deu mais três punhaladas, antes de fugir.

 
Local em que foi esfaqueada e deixada ensanguentada. 

A irmã menor de Maria acordou com o barulho e começou a chorar.

Quando o pai de Alessandro e a sua mãe chegaram, encontraram Maria sangrando.

Levaram-na para o hospital em Netuno. Ela foi operada, sem anestesia, mas os ferimentos estavam além da capacidade dos médicos.

Durante a cirurgia, Maria recobrou os sentidos e insistiu que preferia ficar acordada.

O farmacêutico do hospital respondeu: "Maria, quando estiveres no céu, pense em mim"

Ela olhou para o homem e disse: "Mas quem sabe qual de nós chegará primeiro ao céu?"

Ele respondeu "Você, Maria".

- "Então ficarei feliz em pensar em você".
ou que gostaria de encontrá-lo no Céu.

Morreu vinte horas após o ataque enquanto olhava uma bela pintura da Virgem Maria.

Local onde ficava a cama em que morreu

O esqueleto coberto da nova santa, Maria Goretti, encontra-se em uma igreja em Nettuno, Itália, próximo à sua casa, a cabeça é uma reprodução em cera.


Inspirada em suas mestras Santa Cecília e Santa Inês, aceitou o martírio piedosamente.

Escrito em 2002, baseado em entrevistas de Alessandro Serenelli e da irmã Ersilia, feitas em 1952, o jornalista Noel Cruz adiciona novos detalhes: Em 5 de Julho de 1902, às 15:00 horas, Serenelli que insistentemente pedia favores sexuais à menina, aproximou-se.

Ela estava cuidando de sua irmã menor, na casa da família. Ele a ameaçou com uma adaga de quase 30 centímetros. Quando Maria recusou, como sempre fazia, ele a apunhalou 14 vezes.

Os ferimentos atingiram a garganta, coração, pulmões e diafragma. Os cirurgiões no hospital ficaram surpresos que ela ainda estivesse viva.

Na presença do chefe de polícia, Maria disse a sua mãe que Alessandro já havia tentado estuprá-la duas vezes. Como ele a ameaçava de morte, ela não contou para ninguém.

Prisão e arrependimento de Serenelli

(AO LADO)Alessandro , o assassino, já idoso. 

Alessandro Serenelli foi capturado logo após a morte de Maria. Inicialmente, seria condenado à prisão perpétua, mas como era menor, a sentença foi comutada para 30 anos na prisão.

Ele manteve-se isolado do mundo por três anos, sem demonstrar arrependimento.

Até o bispo local, Monsenhor Giovanni Blandini visitá-lo na cadeia.

(ABAIXO)Alessandro e Assunta, mãe de Maria Goretti.
Serenelli escreveu uma nota de agradecimento ao bispo, pedindo que o incluísse em suas orações e contando sobre um sonho que tivera, onde a santa lhe alcançava flores, que se queimavam imediatamente em suas mãos.

Após sair da prisão, visitou a mãe de Maria, Assunta, e implorou seu perdão.

Ela respondeu que se a filha lhe havia perdoado em seu leito de morte, ela não poderia fazer diferente.

No seguinte, ambos foram juntos a Santa Missa, recebendo a Eucaristia lado a lado.

Ele foi aceito na Ordem Menor dos Frades Capuchinhos, vivendo em um monastério e trabalhando como recepcionista e jardineiro até morrer tranquilamente em 1970.

Referia-se a Maria como "sua pequena santa" e esteve presente na sua canonização.

Beatificação e canonização


Em 27 de Abril de 1947, o Papa Pio XII celebrou a cerimonia de beatificação na Basílica de São Pedro.

Ao final da celebração, o Papa caminhou até Assunta, a mãe de Maria.

"Quando eu vi o Papa vindo na minha direção, eu rezei, Nossa Senhora, por favor me ajude. Ele colocou sua mão na minha cabeça e disse, abençoada mãe, feliz mãe, mãe de uma abençoada por Deus. "

Ambos tinham lágrimas nos olhos.

Três anos após, em 24 de Junho de 1950, o Papa Pio XII canonizou Goretti como santa, a "Santa Agnes do século XX".

Assunta estava presente na cerimonia, junto com os quatro irmãos e irmãs ainda vivos.

Segundo algumas fontes, ela foi a primeira mãe a estar presente na canonização de seu filho. Mas, talvez, seja a segunda, pois a mãe de São Luiz Gonzaga talvez tenha estado presente na sua canonização.

Alessandro Serenelli também estava presente na celebração.

A celebração foi realizada na Praça São Pedro, em frente à Basílica.


Uma multidão de 500.000 pessoas assistiu à celebração, na sua maioria jovens, vindos de vários países do mundo.

O Papa perguntou a eles: "Jovens, prazer ao olhos de Jesus, vocês estão determiandos a resistir a todos os ataques à castidade com a ajuda da graça de Deus?"

A resposta foi um grande "sim".

Os três irmãos contaram que Santa maria Goretti interveio miraculosamente nas suas vidas.

Angelo ouviu sua voz orientando-o a emigrar para a América.

Sandrino recebeu uma quantia de dinheiro para pagar sua viagem aos EUA, de maneira inesperada. Faleceu em 1917, ao lado do irmão Angelo.

Este, por sua vez, faleceu em 1964, quando retornou para a Itália.

O terceiro irmão, Mariano, enquanto lutava na I Grande Guerra, recebeu ordens de abandonar a trincheira e atacar. Neste momento, teve uma visão de Santa Maria Goretti dizendo-lhe para desobedecer e permanecer na trincheira. De todo batalhão, ele foi o único a salvar-se.

Seu corpo é mantido em uma cripta na Basilica de Santa Maria delle Grazie e Santa Maria Goretti, em Nettuno, ao sul de Roma.

Representações e homenagens


A Festa de Santa Goretti é celebrada em 6 de Julho.

Maria é a santa da castidade, vítimas de estupro, juventude, pobreza, pureza e perdão.

É representada como uma menina da cabelo ondulados, em roupas simples, carregando lírios, tradicional sinal de pureza na iconografia católica. Também pode estar trajando vestes brancas.

Há várias igrejas, capelas e paróquias dedicadas à santa. Sua devoção se espalhou quase que instantaneamente após a canonização.

Na América, a primeira igreja dedicada a ela é a Capela de Santa Maria Goretti, em Currais Novos (Rio Grande do Norte, Brasil), fundada em 1952.

Como outras Capelas pelo Brasil, também foi fundada em setembro de 1992 em São José do Rio Preto SP, a Capela Santa Maria Goretti, hoje sobre a orientação espiritual do Padre Leonildo I. Pierim.



Capela no quarto do hospital em que morreu


Corpo de Maria Goretti



Local do martírio

Cena do filme Santa Maria Goretti




Corpo de Maria Goretti



Capela onde foi martirizada


Local em que foi esfaqueada


Interior da casa de Maria


Hospital onde morreu

Escada onde estava sentada alguns minutos antes de ser esfaqueada


Sala do Hospital, transformada em capela , onde morreu



Oração a Santa Maria Goretti

Ó Deus, que pela inocência e fortaleza de Maria Goretti transformastes o coração do assassino Alexandre, fazei que Santa Maria Goretti atinja os corações de todos aqueles que são tentados pela paixão desordenada da impureza; e pela intercessão da Santa tenham a força e a graça de vencer a tentação impura.
Ó Deus, fazei também que todas as jovens se inspirem no exemplo de pureza e de fortaleza de Santa Maria Goretti.
Isto vos pedimos por Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém. 





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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."