domingo, 8 de fevereiro de 2026

30 de setembro Santa Sônia ou Sofia







HISTÓRIA DE SANTA SÔNIA OU SOFIA.

Protetora das viúvas e das mães.

Santa Sônia viveu por volta do ano 130. Ela é venerada juntamente com suas três filhas, virgens e mártires, chamadas Fé, Esperança e Caridade.

Origens.

Sonia é uma variante na língua russa do grego “Sofia”. Por isso, Santa Sonia é a mesma Santa Sofia. Seu nome significa “aquela que possui a sabedoria”. Santa Sonia fez jus ao significado de seu nome, educando suas filhas na fé cristã e transmitindo a elas a sabedoria do Reino dos Céus. Quando ficou viúva, Sonia mudou-se para a cidade de Roma com suas três filhas. À época, as filhas tinham 8, 10 e 11 anos.

Vida em Roma.

Em Roma, Santa Sonia passou a frequentar assiduamente as comunidades cristãs. Logo ela se tornou conhecida de todos por seu exemplo de fé e amor, e pela sabedoria com que educava suas filhas. Sabe-se que Santa Sonia também fez amizade com várias matronas (mães de família) romanas, das quais muitas se converteram ao cristianismo ao verem o testemunho de vida de Santa Sofia. Esse testemunho, porém, seria a causa do maior sofrimento de sua vida.

Sofrimento.

Os frutos da santidade de Sonia foram denunciados ao imperador Adriano como feitiçaria e desobediência às ordens do imperador. Mas Adriano, a princípio, quis conhecer a tal família que praticava a bondade, antes de condená-la. Quando viu as três filhas de Sonia, ficou encantado com a beleza das meninas e quis adotá-las como filhas. Porém, tanto Sonia quanto as filhas recusaram veementemente. Adriano viu nesse gesto uma ofensa grave contra a pessoa do imperador e mandou que as meninas fossem torturadas em presença da mãe.Cabazes de oferta

Testemunho e milagres em meio às torturas contra a filha mais velha.

Vários soldados romanos foram encarregados de torturar a menina Fé, a mais velha. Primeiro, ela foi açoitada diante de uma multidão. Como resistisse bravamente, para espanto de todos, os soldados dilaceraram lhe os seios. Então, aconteceu que, nas feridas de seu corpo, ao invés de sangue, brotava leite. E, nas feridas de seus seios, ao invés de leite, brotava sangue. O povo, vendo este milagre, se voltou contra o imperador e compreendeu que seu proceder era injusto. Fé, por sua vez, sentia-se feliz por poder sofrer tudo aquilo por Jesus. O imperador, furioso, mandou colocarem-na sobre uma grade de ferro incandescente. O fogo, porém, não a queimou. Em seguida, a menina foi jogada num caldeirão cheio de óleo e cera fervendo. Mais uma vez, ela sobreviveu milagrosamente. Então, Adriano mandou que ela fosse decapitada e assim ela faleceu.

As filhas esperança e Caridade também sofrem torturas.

Logo após ter visto Fé sendo torturada e morta, Santa Sonia viu ainda suas duas filhas mais novas passarem pelos mesmos tormentos. Esperança, mesmo na iminência de ser torturada e morta, permaneceu firme na fé e não dobrou seus joelhos diante dos ídolos romanos, como o imperador exigia que ela fizesse. Por isso, ela foi jogada também no caldeirão de óleo fervendo. Como nada lhe acontecera, Adriano ordenou que ela fosse decapitada. Santa Sonia permaneceu firme dando forças à filha mais nova, Caridade. E chegou a vez desta. E, mesmo sendo tendo apenas 8 anos, ela não se dobrou diante das exigências do imperador. Assim, ela também foi terrivelmente torturada. Também ela, para espanto de todos, saiu ilesa de todas as torturas. Então, ela foi decapitada. Santa Sonia, ao presenciar tudo isso, tendo seu coração partido de forma incomensurável, e passando pelo pior de todos os sofrimentos, bendisse a Deus. O imperador ordenou que ela ficasse viva, sofrendo a morte das filhas.

Morte de Santa Sonia

Com a ajuda de cristãos da comunidade de Roma, Santa Sonia sepultou suas filhas. E ali, diante da sepultura, ela exclamou do fundo de seu coração: “Filhas minhas muito amadas, o que eu mais quero agora é estar com vocês!” Passados alguns dias Santa Sonia também veio a falecer na paz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os cristãos sepultaram seu corpo na mesma sepultura em que estavam suas filhas.

Mártir sem morrer pela fé

Santa Sonia é considerada mártir na Igreja, apesar de não ter dado “fisicamente” sua vida por causa de Cristo. Suas entranhas maternais, contudo, sofreram um terrível martírio ao ver suas filhas sendo torturadas e mortas por causa de Cristo. Em meio a tal sofrimento, dilacerante para uma mãe, ela ainda teve a capacidade de fortalecer a fé das meninas para que elas não renegassem a preciosa fé em Jesus Cristo. Adriano, por sua vez, encerrou sua vida corroído pelo remorso e pela podridão. Ele reconheceu que havia sido tremendamente injusto para com aquelas santas meninas e cruel ao extremo para com os seguidores de Jesus.


Oremos:

“Ó Deus, que destes a Santa Sonia a graça de permanecer firme na fé diante dos mais terríveis sofrimentos impostos às suas filhas, dai também a nós a graça da perseverança na fé até o fim. Por intercessão de Santa Sonia, dai as mães a graça de formar os filhos na fé e no amor, conforme vossa vontade; dai às viúvas a graça de reconstruírem suas vidas com base na sabedoria e no amor. Por Cristo, nosso Senhor, amém. Santa Sonia, rogai por nós.”


Data principal (Igreja Católica)
30 de setembro
Memória de Santa Sofia de Roma e de suas filhas:
Fé (Pistis)
Esperança (Elpis)
Caridade (Ágape)
Segundo a tradição, elas foram martirizadas em Roma durante o século II.

Tradição Ortodoxa
Também celebrada em 30 de setembro (calendário gregoriano), embora algumas Igrejas que seguem o calendário juliano comemorem em 17 de setembro (equivalente a 30 de setembro no calendário atual).

Observação sobre o nome
Sônia é um diminutivo ou forma popular de Sofia, muito usado em países eslavos (Rússia, Ucrânia, etc.), por isso a devoção pode aparecer com os dois nomes.

07.02.2026🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz e Santa Sonia a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí 35º Aniversário das Aparições de Jacareí


 

8 de fevereiro - Dia de Santa Josefina Bakhita

Santa Josefina Bakhita-1869-1947 
Religiosa sudanesa da Congregação das Filhas da Caridade-Canossianas

SANTA JOSEFINA BAKHITA, ROGAI POR NÓS!

Bakhita, a escrava: "Se tivesse hoje a oportunidade de encontrar os mercadores de escravos que me capturaram e até mesmo aqueles que me torturaram, eu ajoelharia e beijaria suas mãos, pois se isto não tivesse acontecido, eu, hoje, não seria cristã e religiosa." 

A Escravidão

- Bakhita nasceu no Sudão, região de Dafur na África, no ano de 1869 e através de suas poucas informações sabemos que sua aldeia natal é Olgossa, cuja pronúncia é “algoz”, que em árabe significa “Dunas de Areia”.- De família abastada, seu pai possuía terras, plantações e gado; ele era irmão do chefe da aldeia.
- Sua família era composta pelos pais e sete filhos, sendo muito unidos e afeiçoados.
- Não devemos nos esquecer de que, apesar de possuírem terras, gado, etc., viviam numa aldeia onde as cabanas eram de barro com telhado de palha. Todos nas aldeias estavam sujeitos ao grande perigo que eram os bandos negreiros que 'raptavam' homens, mulheres e crianças para negociarem no mercado de escravos.
- No ano de 1874, sua irmã mais velha foi raptada. A dor dilacerou o coração daquela família tão unida e feliz.

- “Bakhita” não foi o nome que recebera dos pais quando nasceu. No ano de 1876, com mais ou menos 7 anos de idade, foi raptada e arrancada do seio de sua família.
- A pequena menina tomada de pavor, foi levada brutalmente por dois árabes e foram eles que impuseram o nome de “Bakhita”, que significa: “afortunada”.
- Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes.
- A terrível experiência e o susto, provado naquele dia, causaram profundos danos na sua memória, inclusive o esquecimento do próprio nome.

EXEMPLO: Apenas uma amostra do sofrimento que Santa Josefina Bakhita passou nas mãos de seus senhores, segundo seu próprio relato:
"Uma mulher habilidosa nesta arte cruel (tatuagem) veio à casa principal... nossa patroa colocou-se atrás de nós, com o chicote nas mãos. A mulher trazia uma vasilha com farinha branca, uma vasilha com sal e uma navalha. 

Quando terminou de desenhar com a farinha, a mulher pegou da navalha e começou a fazer cortes seguindo o padrão desenhado. O sal foi aplicado em cada ferida... Meu rosto foi poupado, mas 6 desenhos foram feitos em meus seios, e mais 60 em minha barriga e braços. Pensei que fosse morrer, principalmente quando o sal era aplicado nas feridas... foi por milagre de Deus que não morri. 

Ele havia me destinado para coisas melhores."O CORTE DA NAVALHA eram esfregados com sal para que as marcas ficassem bem abertas

- A pequena escrava, depois de um mês de prisão, foi vendida a um mercador de escravos. Na ânsia de voltar para casa, Bakhita se arma de coragem e tenta fugir. Porém, foi capturada por um pastor e revendida a outro árabe, homem feroz e cruel, que, por sua vez, revendeu-a a outro mercador de escravos.
- Novamente ela é vendida a um general turco, cuja esposa era mulher terrivelmente má. Desejou marcar suas escravas e Bakhita estava entre elas. Chamou então uma tatuadoura que, com uma navalha, ia marcando os corpos das meninas que se contorciam de dores, mergulhadas numa poça de sangue.


- No ano de 1882, na capital do Sudão, o general turco vendeu Bakhita ao agente consular italiano Calisto Legnani que seria, para ela, seu anjo bom e que depois a levou consigo para a Itália.
- Na casa do cônsul, Bakhita conheceu a serenidade, o afeto e os momentos de alegria, lembranças dos momentos felizes na casa dos pais. 
- Durante a viagem, este entregou-a à família de um amigo, o sr. Augusto Michieli, que residia em Veneza, e cuja esposa se lhe tinha afeiçoado.
- EM VENEZA com seu 7º “patrão”, o rico comerciante Michieli, foi para vila Zianino de Mirano Veneto onde Bakhita se tornou babá de Mimina, a filhinha do casal. Com o nascimento da filha do casal, Bakhita tornou-se a sua ama e amiga. Apesar de serem pessoas boas e honestas, não eram praticantes de religião. Como sempre, Deus tem seus caminhos e acabou colocando no caminho de Bakhita, o administrador dos Michieli, Iluminato Chechini.


- Os negócios desta família, na África, exigiam que retornassem. Mas, aconselhado pelo administrador, o casal confiou as duas às irmãs da congregação de Santa Madalena de Canossa, em Schio, também em Veneza. Ali, Bakhita, conheceu o Evangelho.


Iluminato era um homem muito religioso e logo se preocupou com a formação religiosa de Bakhita; e ao dar um crucifixo a ela, disse em seu coração: “Jesus, eu a confio a Ti”.

Bakhita, filha de Deus

- Quando os Michieli tiveram de voltar para Suakin, na África, por motivos de negócios, Bakhita e a pequena Mimina ficaram aos cuidados das Irmãs Canossianas, em Veneza, e isto graças ao sr. Iluminato.

- Bakhita iniciou o catecumenato (catequese para receber os sacramentos iniciais), no Instituto das Irmãs. Ao final de nove meses, a sra. Maria Turina voltou à Itália para buscar sua filhinha Mimina e aquela que considerava sua escrava, pois retornariam à África.

- Naquele instante, Bakhira já toda apaixonada por Jesus, prestes a receber os sacramentos, recusa-se a voltar para a África, apesar do afeto que nutria pela família Michieli e principalmente pela pequena.

- Sentia em seu coração um desejo inexplicável de abraçar a fé e vivê-la para sempre.
- Apesar dos apelos e até ameaças da sra. Michieli, nossa jovem africana não cedeu em sua minima resolução. Bakhita estava livre, na Itália não havia escravidão.

- Sua patroa retornou à África com sua filha e Bakhita prosseguiu com sua catequese, feliz mesmo sabendo que seria a última chance de rever seus familiares na África.

- No dia 09 de janeiro de 1890, , tendo ela vinte e um anos, Bakhita é batizada, crismada e recebe a 1° comunhão das mãos do Patriarca de Veneza, Cardeal Agostini. No batismo recebe o nome de Josefina Margarida Bakhita. Ela descreveria este dia como mais feliz de sua vida: sentir-se filha de Deus era-lhe uma emoção inigualável, assim como receber Jesus na eucaristia era o Céu na Terra.

- Queria tornar-se irmã canossiana, para servir a Deus que lhe havia dado tantas provas do seu amor.
- Depois de sentir com muita clareza o chamamento para a vida religiosa, em 1896, Josefina Bakhita consagrou-se para sempre a Deus, a quem ela chamava com carinho "o meu Patrão!":

- (***Irmã Bakhita, em sua infância na África, mesmo sem saber nada de Deus, pensava em seu coração inocente e puro, quando olhava a lua e as estrelas: “Quem será o patrão de todas estas coisas?”. Oh! Bakhita, Deus já estava te preparando para Ele!***) 

- Josefina Bakhita foi aceita na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, servas dos pobres e, depois de três anos de noviciado, no dia 08 de dezembro de 1896 pronunciou os votos de: Castidade Pobreza e Obediência.

- Depois da profissão religiosa, nossa Irmã Bakhita foi transferida para a cidade de Schio, em outra obra da Congregação, e lá permaneceu por 45 anos, onde passou a ser conhecida como a“Madre Morena”.

- Irmã Bakhita era atenciosa com todos, sem distinção, desde as crianças do colégio, seus pais, sacerdotes, com suas irmãs religiosas, etc., sempre levando a todos palavras de conforto, consolo e amor incondicional a Deus Pai.

- Em todas as funções que exerceu, sempre colocou seu coração doce e sincero na Igreja, na Sacristia, na portaria ou na cozinha, era tudo para todos, com seu sorriso de anjo. As irmãs estimavam-na pela generosidade, bondade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido.

- "Sede boas, amem a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!".

- Bakhita sonhava com a conversão do povo africano e, no dia de sua profissão religiosa, rezou:
............“Ó Senhor, se eu pudesse voar lá longe, entre a minha gente e proclamar a todos, em voz alta, a tua bondade. Oh! Quantas almas eu poderia conquistar para Ti! Entre os primeiros, a minha mãe e o meu pai, os meus irmãos, a minha irmã ainda escrava... e todos, todos os pobres negros da África. Faça, ó Jesus, que também eles te conheçam e te amem!”.


SUDÃO - ÁFRICA 
O Sudão, o maior país da África tendo, somente em Darfur, cerca de 5 milhões de pessoas e três tribos predominando: os fur, os masalit e os zaghawa, que são em sua maioria negros muçulmanos.
- A sua humildade, a sua simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de toda população. Com a idade, chegou a doença longa e dolorosa.
- Ela continuou a oferecer o seu testemunho de fé, expressando com estas simples palavras, escondidas detrás de um sorriso, a odisseia da sua vida:
_"Vou devagar, passo a passo, porque levo duas grandes malas: numa vão os meus pecados, e na outra, muito mais pesada, os méritos infinitos de Jesus. Quando chegar ao céu abrirei as malas e direi a Deus: Pai eterno, agora podes julgar. E a São Pedro: Fecha a porta, porque fico".

- Na agonia reviveu os terríveis anos de escravidão e foi a Santa Virgem que a libertou dos sofrimentos. As suas últimas palavras foram: "Nossa Senhora!"
.

Corpo Incorrupto de Santa Josefina Bakhita: No ano de 1947 Bakhita adoeceu, já quase sem forças, em cadeira de rodas, passava horas em oração, em adoração e contemplação. Era o dia 08 de fevereiro de 1947, nossa Irmã Morena murmurava: “Como estou contente! Nossa Senhora! Nossa Senhora!”. 


Em seus derradeiros dias suas recordações se voltaram para os anos de escravidão e, em delírio, ela gritava: “Por favor, afrouxem os grilhões… eles são tão pesados”. Josephine morreu no dia 8 de fevereiro de 1947. 

- Durante três dias seu corpo ficou exposto e milhares de pessoas foram prestar-lhe a última homenagem.


- Às 20 horas, irmã Bakhita entrega sua alma a Deus. O povo em grande multidão quer dar o último adeus à Madre Morena, sua fama de santidade se espalhou rapidamente e todos recorriam ao seu túmulo pedindo sua intercessão.

- Em 17 de maio de 1992 foi beatificada e, em 1º de outubro de 2000, foi elevada à honra dos altares, declarada “Santa” pelo nosso Santo Padre, o Papa João II, sendo que o milagre que a levou a ser reconhecida como Santa, aconteceu em Santos, no Brasil.

Josephine Bakhita, Instituto das Filhas da Caridade de Canossa
Nascida em 1869, Olgossa, Darfur, Sudan
Falecida em 8 de fevereiro de 1947, Itália
Venerada na Igreja Católica Apostólica
Beatificada 17 de maio de 1992 pelo Papa João Paulo II
Canonizada 1o outubro 2000, Basílica de São Pedro, Roma, pelo Papa João Paulo II
Festa 8 de fevereiro
Padroeira Sudão

8 de fevereiro - Dia de Santo Jerônimo Emiliano

Santo Jerônimo Emiliano
1486-1537

Fundou a Sociedade
dos Clérigos Regulares

A Providência serviu-se do extraordinário espírito de penitência de um pecador para fazer germinar prodigiosa obra de amparo aos pobres, órfãos e doentes, bem como recuperação de mulheres de má vida

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Para opor-se às nefastas influências do Renascimento e do protestantismo no século XVI, a Providência suscitou uma plêiade de grandes Santos que agiram nos mais variados campos da atividade humana. Um deles foi São Jerônimo Emiliano, do patriciado de Veneza, senador da República, militar brilhante e valoroso, que tudo deixou para amparar e dar formação cristã aos órfãos das inúmeras guerras e pestes do tempo. 
Sua festa comemora-se a 8 de fevereiro.

Oriundo de uma família nobre que havia já dado ilustres membros à Igreja, ao Senado e às armas da Sereníssima República de Veneza, Jerônimo nasceu naquela cidade marítima em 1481. Seu pai, senador, tinha pouco tempo para dedicar à sua educação, que foi entregue à sua mãe. Piedosa e meiga, Dona Eleonora soube incutir no coração do menino profundas sementes de Religião, que mais tarde dariam fruto.

Mas foi o nobre amor às armas, herdado de seus antepassados, que teve a preferência do pequeno Jerônimo, de tal sorte que já aos 15 anos, pouco depois de perder o pai, ele se alistava no exército da República veneziana.

Participando de várias batalhas, foi sempre notado por seu valor e brio militar. Mas infelizmente sofreu a má influência da vida licenciosa, já então comum em quartéis e acampamentos. Más amizades ajudaram-no a deslizar insensivelmente pela rampa do vício, e Jerónimo entregou-se a muitos excessos. Um deles era o da ira, que chegava facilmente a verdadeiro furor. Se ele não caiu mais baixo, foi porque, aspirando aos mais altos cargos em Veneza, necessitava ter uma conduta honrosa.

O contínuo apelo às armas não lhe permitiu formar um lar. Ou melhor, Deus não o permitiu, porque tinha desígnios sobre ele.
No cárcere, ouve a voz de Deus

Contava Jerônimo 28 anos quando, em 1508, os venezianos levantaram-se em armas contra a Liga de Cambray, formada pelo Papa e pelos Reis Luís XII da França, Maximiliano da Alemanha e Fernando o Católico, da Espanha. A ele foi confiada a difícil defesa de Castelnuovo. Vendo a desproporção entre os dois exércitos, o governador da cidade fugiu, deixando-o com todo o ônus da defesa. Jerônimo negou-se a render-se, e lutou até que a praça fosse arrasada.

Em seguida, segundo o costume do tempo, ele foi preso numa torre, carregado de correntes no pescoço, braços e pés. O pior, porém, era a perspectiva da morte e o lento passar do tempo.


Nas intermináveis horas em que jazia no cárcere, a graça foi produzindo seus frutos em sua alma, e ele começou a lembrar-se dos ensinamentos de piedade e virtude recebidos em criança, e do bom exemplo dos irmãos e da mãe. Considerou a vida desordenada que levava, tão afastado de Deus, e acabou por julgar que era um merecido castigo aquele que lhe fora infligido. Pediu a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora de Treviso, que o aceitasse como expiação e lhe desse uma oportunidade de reparar condignamente a vida passada.
Auxiliado por Nossa Senhora, foge da prisão


Apareceu-lhe então Nossa Senhora, que lhe deu as chaves de suas correntes e do calabouço. Auxiliou-o a sair da prisão sem ser visto e a atravessar o campo inimigo, para chegar a Treviso. Lá, no altar da Virgem, Jerônimo depôs as correntes e as chaves que lhe tinham sido milagrosamente entregues. Quis que esse ato fosse registrado por um notário público, e depois pintado por um dos famosos pintores de Veneza.

Começou para Jerônimo Emiliani uma guerra muito mais árdua e sem quartel do que todas as outras: a luta contra seus próprios defeitos. Em busca de auxílio, procurou um piedoso sacerdote como diretor espiritual e recorreu com frequência aos Sacramentos. Prostrava-se diante de um Crucifixo e suplicava: “Ó Jesus, não sejais um Juiz para mim, sede antes o meu Salvador”. Ou, como Santo Agostinho: “Senhor, sede para mim verdadeiramente Jesus! Vós só podeis ser meu Salvador”.

Aos poucos foi controlando suas paixões, sobretudo a ira, pelo exercício da docilidade e paciência. Adquiriu assim a verdadeira humildade e mansidão de coração, tornando-se o homem mais afável e pacífico de Veneza.

O Senado da Rainha do Adriático – como era conhecida Veneza ―, para recompensá-lo por seu valor na defesa de Castelnuovo, nomeou-o governador dessa cidade. Mas ele teve pouco tempo para exercer esse cargo, pois necessitou tomar sobre si a tutela dos sobrinhos, que o repentino falecimento de seu irmão deixara órfãos. Tendo-lhes assegurado uma boa educação e um rendimento de acordo com sua alta categoria, ele ficou livre para cumprir então o que havia prometido.

Jerônimo Emiliani já não era o mesmo. Renunciara a todos os cargos e comodidades da vida, mesmo as mais legítimas, às belas roupas, e afligia seu corpo com jejuns e penitências extraordinários, passando longas horas em oração e empregando o tempo livre em socorrer os pobres e doentes.

Em 1528 uma grande carestia assolou a Itália, com fome geral. Todos os dias a morte ceifava inúmeras vítimas. Para socorrê-las, Emiliani vendeu até os seus próprios móveis, transformando sua casa em hospital.

À fome sucedeu uma moléstia contagiosa, que fez muito mais vítimas. Jerônimo foi atingido tão fortemente, que chegou a receber os últimos Sacramentos. Mas pediu a Deus saúde para poder, por uma penitência mais longa, reparar a vida passada. Foi ouvido, e redobrou de zelo no amor a Deus e ao próximo.
Orfanato: obra precursora de uma família religiosa


A fome e a peste haviam deixado grande número de órfãos, que vagavam pelas ruas reduzidos à mendicidade e exposto aos piores vícios. O Santo começou a recolhê-los em uma casa que comprara para isso; procurou mestres para ensinar-lhes alguns ofícios, e proveu sobretudo à saúde de suas almas. 


Fazia com eles as orações da manhã e da noite. Levava-os a assistir à Missa diariamente e a alternar o trabalho manual com momentos de silêncio, o cântico de ladainhas e outras orações. Fazia-os confessarem-se uma vez por mês, e nos dias de festa levava-os, todos vestidos de branco, a visitar os principais santuários de Veneza, cantando ladainhas pelas ruas e praças. Toda a cidade via emocionada aquele que fora um cavaleiro tão brilhante, agora transformado no pai dos órfãos.

A caridade de Jerônimo Emiliani não se circunscreveu a Veneza, mas logo atingiu também Bérgamo, Bréscia, Como e Somasca. Já nesse tempo havia recebido a ordenação sacerdotal, e a ele tinham se reunido mais dois santos sacerdotes, que, a seu exemplo, distribuíram aos pobres tudo o que possuíam, para abraçar a pobreza voluntária.
Congregação e depois Ordem de amparo à pobreza

Jerónimo pensou logo em fundar uma Congregação regular para dar mais estabilidade à sua obra. Escolheu para isso Somasca, entre Milão e Bérgamo, para estabelecer a casa-mãe e o seminário. Daí veio o nome pelo qual ficaram conhecidos, Clérigos Regulares de Somasca. O Santo escreveu os primeiros regulamentos para essa Congregação, a base dos quais era a santa pobreza, que deveria manifestar-se em todas as coisas, desde o hábito até o mobiliário da casa. 


Os alimentos mais requintados foram abolidos de sua mesa, devendo eles contentar-se com a comida comum dos camponeses. Durante as refeições haveria leitura espiritual. Observariam o silêncio e as mortificações da regra. Empregariam parte da noite em oração, e durante o dia, se não estivessem atendendo os órfãos ou os doentes, deveriam entreter-se com algum trabalho manual. A finalidade principal dos Clérigos Regulares era a instrução das crianças e de jovens eclesiásticos.

São Jerônimo Emiliani apresenta as crianças para 
a Madonna e o Menino Jesus


Em Bérgamo, o Santo procurou também reconduzir para o bom caminho mulheres perdidas, que ele havia convertido. Obteve que fossem fechadas as casas que serviam para sua libertinagem. Aumentando o número das arrependidas, reuniu-as em uma casa especial, com uma regra de vida, para que perseverassem nos bons propósitos.
Um Papa e um Santo defendem Jerônimo Emiliani


Sua Congregação foi aprovada como Ordem religiosa pelo Papa Paulo III, grande amigo de Jerônimo. Esse Pontífice, juntamente com São Caetano de Tienne, era um de seus mais ardorosos defensores e benfeitores.

Vendo o bem que o Santo fazia, o Senado de Veneza ofereceu-lhe a direção do hospital dos incuráveis, que Jerônimo aceitou pela oportunidade que tinha de dar assistência a muitos doentes terminais. Quando via-se sem recursos materiais para acudir a tantas iniciativas, escolhia quatro de seus orfãozinhos com menos de oito anos de idade, portanto mais inocentes, para fazer ao Céu violência com suas orações.

Entrementes, a fama de santidade de Jerônimo atraía-lhe muitos doadores e novos membros para sua Congregação.
Morte: último ato de caridade numa epidemia


Embora contasse pouco mais de 55 anos, Jerônimo teve certa premonição de que seu fim estava próximo. Procurou então consolidar sua obra, visitando todas as casas da Ordem. Ia sempre a pé e não tomava outro alimento senão pão e água.

Uma terrível peste afligiu Bérgamo, fazendo inúmeras vítimas. Para lá acorreu Jerônimo Emiliani com o mesmo ardor de sempre. Contraiu também a peste e viu que seus dias estavam contados. Alegre, repetia com São Paulo: “Quero a morte, para viver com Cristo”. Reuniu seus discípulos para os últimos conselhos. 


Os benditos nomes de Jesus e de Maria não lhe saíam dos lábios.

Enfim, no dia 8 de fevereiro de 1537, tendo recebido os últimos Sacramentos, entregou sua alma a Deus, na idade de 56 anos.


Pio XI o proclamou patrono universal dos meninos órfãos e abandonados.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

7 de fevereiro - Dia de São Ricardo


+720


No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga, que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três filhos e duas filhas, estas, a seu exemplo, fundaram mosteiros dedicando-se aos pobres e a Cristo. Também o caçula Winfrido, ou Bonifácio, deixou a vida da corte para ser monge beneditino, hoje venerado como o grande "Apóstolo da Alemanha". 

O primogênito Egberto I, assumiu o trono em 664, mas onze anos depois morreu, deixando o sucessor ainda muito pequeno. Foi assim que, o filho do meio, Hlother ou Ricardo I, se tornou rei da Inglaterra e guardião da coroa do sobrinho. Em 685, empossou o jovem rei Eadric I, que era o legítimo herdeiro da casa real dos Kents. 

Ricardo deixou o palácio com os filhos Vilibaldo, Vunibaldo e Valburga, indo morar no mosteiro de Waltham, onde viveram sob as regras dos beneditinos. A partir daí os dados de suas vidas são descritos pelos registros da Santa Sé. 

No ano de 720,conforme uma narração de um monge alemão, Ricardo e os dois filhos, então já monges, saíram da Inglaterra meridional, para empreenderem uma peregrinação de penitencia e devoção. A filha Valburga ficou no mosteiro, onde seguia a vida de religiosa. A meta, como sempre, era Roma, onde pretendiam venerar as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo. De lá queriam ir até a Terra Santa. 

Atravessaram toda a França, mas quando chegaram na cidade de Luca, a viagem teve de ser interrompida porque Ricardo ficou doente e acabou falecendo. Foi sepultado na igreja de são Frediano em 722. Os milagres foram acontecendo em seu túmulo e o local se tornou uma rota de devoção para os cristãos, que o chamavam de "rei, santo". Só Vilibaldo pôde completar o programa, porque Vunibaldo ficou estudando em Roma até 739. Depois os dois foram recrutados pelo tio Bonifácio, que acabara de ser elevado à condição de bispo, para a missão evangelizadora dos povos germânicos. Por fim, à eles se juntou a irmã Valburga, também a pedido do tio. 

Sobre Ricardo, lemos no Martirológio Romano: "Em Luca, na Toscana, a deposição de são Ricardo, rei da Inglaterra e pai de são Vilibaldo, bispo de Eichstat , de são Vunibaldo abade de Heidenheim e da santa Valburga, abadessa virgem." Seu culto se propagou graças as colaborações eficazes na obra de evangelização dos seus filhos e do irmão. 

Em Luca, uma das mais belas cidades medievais de Florença, ele costuma ser festejado com grande veneração pela legião de devotos que procuraram por sua intercessão e foram atendidos por este "santo, rei dos ingleses".

7 de fevereiro - Dia da Bem-Aventurada Eugênia Smet

1825-1871

Fundou a Congregação das
irmãs Auxiliadoras das Almas
do Purgatório

Beata Maria da Providência (Eugênia Smet) - Festejada 7 de fevereiro

Introdução:
Segundo a doutrina da Igreja Católica, o Purgatório não é um nível intermédio entre o Inferno e o Paraíso, mas um estado de purificação onde as almas dos que morreram em estado de graça (isto é, não estão manchados pelo pecado mortal e, portanto, já estão destinadas ao Paraíso), ainda precisam se purificar para ver a face de Deus no Céu. Isto se justifica pela existência nas almas de manchas originadas pelos pecados veniais (ou leves) e pelas penas temporais devidas ao pecado, pois que 'nada de impuro pode entrar no céu' (Ap.21,27).
A existência do Purgatório se baseia no testemunho da Sagrada Escritura e da Tradição. Vários Concílios o definiram como dogma; Santos Padres e Doutores da Igreja o atestam a uma voz. Há uma prisão da qual não se sairá senão quando tiver pago o último centavo. (Mat. 18, 23-35).
O menor sofrimento no Purgatório, como dizem os santos, ultrapassa todos os possíveis sofrimentos na terra. Está em nosso poder reduzi-los e ajudar as almas a alcançar a felicidade pela qual anseiam. Por isso o amor ao próximo deve ser o estímulo para lhes levar ajuda.
Santa Faustina, no seu diário, registrou muitas passagens referentes ao Purgatório. Eis uma delas:
“Vi o Anjo da Guarda que me mandou acompanhá-lo. Imediatamente encontrei-me num lugar enevoado, cheio de fogo, e, dentro deste, uma multidão de almas sofredoras. Essas almas rezavam com muito fervor, mas sem resultado para si mesmas; apenas nós podemos ajudá-las. As chamas que as queimavam não me tocavam. O meu Anjo da Guarda não se afastava de mim nem por um momento. E perguntei a essas almas qual era o seu maior sofrimento. Responderam-me, unânimes, que o maior sofrimento delas era a saudade de Deus. Vi Nossa Senhora que visitava as almas no Purgatório. As almas chamam a Maria “Estrela do Mar.” Ela lhes traz alívio. Queria conversar mais com elas, mas o meu Anjo da Guarda fez-me sinal para sair. Saímos pela porta dessa prisão de sofrimento. Ouvi então uma voz interior que me dizia: A Minha misericórdia não deseja isto, mas a justiça o exige. A partir desse momento, me encontro mais unida às almas sofredoras” (D.20).
Em vista de tudo o que foi acima exposto, se compreenderá a importância da fundação levada a cabo pela Beata Maria da Providência.

Eugênia Maria Josefina Smet nasceu no dia 25 de março de 1825, na cidade de Lille, França. Era a terceira de seis filhos de uma família abastada de origem flamenga. Estudou por dez anos junto às Irmãs do Sagrado Coração de Lille. Concluídos os estudos, desejava ingressar naquele instituto como religiosa, mas retornou à sua casa.
Embora tivesse inclinação para a vida religiosa, permaneceu em família e dedicou-se ao apostolado leigo. Comunicou ao seu confessor que havia feito o voto privado de castidade e depois começou a trabalhar nas obras de caridade.
Tornou-se membro da obra pela propagação da fé, fundada em Lion no ano de 1822 por Paulina Jaricot, ela também uma leiga, obra esta que vinha obtendo uma ampla difusão e influência; os sócios ajudavam as missões com a oração diária e com uma esmola semanal. Pequenos gestos somados produzem grandes resultados.
Nessas obras ninguém da paróquia tinha tanta dedicação quanto Eugênia. Distribuía diariamente alimentos aos carentes e aos enfermos. Sua participação ativa e objetiva aumentava cada vez mais os donativos para as obras missionárias, deixando os padres admirados com o seu senso de organização e carisma. "É necessário ajudar bem a Providência", dizia ela, justificando os crescentes donativos e pacotes de alimentos que conseguia.
Em novembro de 1853, aos 28 anos, decidiu promover uma associação de fieis empenhados em rezar pelas almas do Purgatório. Logo conseguiu adesões, mas as dificuldades que encontrou levaram-na a fundar, com o mesmo objetivo, uma congregação de religiosas.
Durante três anos pediu conselhos a muitos, inclusive ao próprio papa Beato Pio IX e ao Santo Cura d’Ars, que deram a ela todo apoio, e, finalmente, nos primeiros dias de 1856, ela está em Paris. Era a Paris triunfal de Napoleão III, da vitória da Crimeia, dos grandes congressos e projetos.
Com a orientação espiritual de um padre jesuíta e com mais cinco religiosas, iniciou a Congregação das Auxiliadoras das Almas do Purgatório, com a finalidade de rezar pelos defuntos.
Mas, Maria da Providência (nome que adotou na Congregação) conheceu o duríssimo “purgatório” que muitos passavam ainda em vida e por isso estabeleceu que as Irmãs Auxiliadoras deveriam interceder em duas frentes: pelas almas, com suas orações; pelos vivos carentes, alimentação, alfabetização e tratamento quando enfermos.


Assim, sempre confiante na Providência, seguiu avante serena e decidida, promovendo uma sólida ligação entre o terreno e o celeste: toda alegria doada neste mundo é convertida para os outros em esperança de maior beatitude no mundo invisível.
A regra e a espiritualidade de Santo Inácio foram adotadas em 1859, consolidando o Instituto, cuja expansão é lenta porque a fundadora não tem pressa: com sua praticidade flamenga ela quer primeiro “robustecer as raízes”. Uma casa foi aberta em Nantes em 1865 e dois anos depois nascia a casa missionária de Xangai, China.
No final do século XX as Auxiliadoras eram cerca de 1500 em sessenta casas espalhadas pelo mundo.
Nos últimos anos a fundadora dirigiu o Instituto em meio a sofrimentos físicos e a tragédia da guerra perdida contra a Prússia. Ela se extinguiu sob os tiros dos canhões inimigos. O sacerdote que a assistia, Pe. Pierre Olivaint, morreria nos massacres da Comuna de Paris alguns meses depois. A Fundadora faleceu no dia 7 de fevereiro de 1871 consumida por um câncer. Seu rosto crispado pelas dores voltou à serenidade após sua morte.
Pio XII a proclamou beata em 1957, com sua celebração litúrgica no dia 7 de fevereiro.

7 de fevereiro - Dia do Bem-Aventurado Pio IX

Bem-aventurado
Papa-1792-1878

O Papa Pio IX nasceu na Itália aos 13 de maio de 1792. Seus pais pertenciam à nobreza local e o batizaram com o nome de Giovanni (João) Maria Mastai Ferretti. Em 1809, transferiu-se para Roma a fim de continuar os estudos, sem ter se definido pelo sacerdócio. Sua saúde era muito débil, tanto que, devido a uma enfermidade, teve de abandonar os estudos em 1812, sendo também dispensado do serviço militar obrigatório. 

O jovem Mastai teve um encontro com São Vicente Pallotti em 1815, que lhe profetizou o pontificado. Nessa época, João fazia parte da Guarda nobre pontifícia, mas teve que deixá-la por motivo de saúde. A partir daí, a Virgem de Loreto o curou, gradual e definitivamente, da enfermidade. 

Mastai resolveu optar pelo estudo eclesiástico em 1816, sendo ordenado sacerdote em 1819. Celebrou sua primeira Missa na igreja de Santa Ana dos Carpinteiros, do Instituto Tata Giovanni, para o qual fora nomeado reitor, permanecendo na função até 1823. Acompanhou o núncio apostólico ao Chile, onde ficou por dois anos. 

Aos trinta e seis anos de idade, o sacerdote Giovanni Maria Mastai foi nomeado Bispo e destinado à arquidiocese da cidade de Espoleto, Itália. Durante os anos 1831 e 1832, ocorreram revoluções nas cidades de Espoleto e Ìmola. O então bispo Mastai não quis derramamento de sangue e reparou, os destruidores efeitos da violência, com a paz, concedendo o perdão para todos os envolvidos. 

Foi nomeado Cardeal em 1840. Na tarde do dia 16 de junho de 1946, o cardeal Mastai, que fugia de todas as honrarias, foi eleito Papa escolhendo o nome Pio IX. Começou seu governo com um ato de generosidade: concedeu uma anistia para delitos políticos e, já em 1847, promulgou um decreto de ampla e surpreendente liberdade de imprensa. 

Entre as realizações do seu pontificado, podemos destacar o restabelecimento da hierarquia católica na Inglaterra, Holanda e Escócia; a condenação das doutrinas galicanas; a definição solene, a 08 de dezembro de 1854, do dogma da Imaculada Conceição; o envio de missionários ao Pólo Norte, Índia, Birmânia, China e Japão; a criação de um Dicastério para as questões relativas aos orientais; a promulgação do "Syllabus errorum", no qual condenou os erros do Modernismo; a celebração, com particular solenidade, do 18.o centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo; a celebração do Concílio Ecumênico Vaticano I , ápice do seu pontificado, iniciado em 1869 e concluído em 1870. 

Com a queda de Roma, em 20 de setembro de 1870, e o fim do poder temporal, Pio IX encerrou-se no Vaticano, por se considerar prisioneiro. No dia 07 de fevereiro de 1878, com a sua piedosa morte, chegou ao fim o pontificado mais longo, e um dos mais difíceis da História da Igreja. Pio IX foi um grande Papa, certamente um dos maiores, cumpriu sua missão de "Vigário de Cristo", responsável dos direitos de Deus e da Igreja, foi sempre claro e direto: soube unir firmeza e compreensão, fidelidade e abertura. Com a comprovação de inúmeras graças por intercessão do Papa Pio IX, Giovanni Maria Mastai Ferretti, foi beatificado no ano 2000 pelo Papa João Paulo II, em Roma.

*****************************

Sofrimentos de Pio IX. Caos e anarquia universal -- Continua o segredo


Beato Pio IX

Prossegue o segredo de La Salette:


“O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições. Será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa.

“Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio e ser superior a seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos.

“Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família.

“O Santo Padre sofrerá muito. Eu estarei com ele até o fim, para receber o seu sacrifício. Os maus atentarão várias vezes contra sua vida sem poder abreviar seus dias, mas nem ele nem seu sucessor ... verão o triunfo da Igreja de Deus”.


Sonho de São João Bosco sobre o Papa e o Vaticano
A gravidade destes anúncios é realçada pelas semelhanças com o sonho de São João Bosco, que se parece referir à mesma conjuntura histórica. O próprio santo comunicou-o ao Beato Papa Pio IX em 1873:


São João Bosco viu o Papa saindo de Roma

“Era uma noite obscura, os homens não podiam mais discernir qual fosse a via a seguir para voltar a seus países, quando apareceu no céu uma luz esplendorosíssima que clareava os passos dos viajantes como no meio dia. Naquele momento foi vista uma multidão de homens, mulheres, velhos, jovens, monges, monjas e sacerdotes, tendo à cabeça o Pontífice, sair do Vaticano enfileirando-se em forma de procissão.

“Mas um furioso temporal, obscurecendo um tanto aquela luz, parecia se engajar na batalha entre a luz e as trevas. No meio tempo cheguei a uma pequena praça coberta de mortos e feridos, muitos dos quais pediam auxílio em altas vozes.

“As filas da procissão rarefizeram-se bastante. Depois de ter caminhado por um período de tempo que corresponde a duzentos amanheceres, cada um se deu conta que não estavam mais em Roma. O desânimo apoderou-se do espírito de todos e cada um se reuniu em volta do Pontífice para proteger sua pessoa e assisti-lo nas suas necessidades.

“Naquele momento foram vistos dois anjos, que traziam um estandarte e foram entregá-lo ao Pontífice dizendo: Recebe o pendão d’Aquele que combate e dispersa os mais fortes exércitos da terra. Teus inimigos desapareceram, teus filhos imploram teu retorno com lágrimas e suspiros.

“Levando o olhar para o estandarte, via-se escrito num lado: Rainha concebida sem mancha. E no outro: Auxílio dos Cristãos.

“O Pontífice tomou com alegria o estandarte, mas vendo o pequeno número dos que tinham ficado em volta dele, ficou aflitíssimo.



Ruínas romanas
“Os dois anjos acrescentaram: Vai logo para consolar teus filhos. Escreve a teus irmãos dispersos nas várias partes do mundo, que é necessária uma reforma dos costumes dos homens. Isto só se pode obter distribuindo aos povos o pão da palavra divina. Catequizai as crianças, pregai o desapego das coisas da Terra.

“É chegado o tempo, concluíram os dois anjos, de que os pobres serão evangelizadores dos povos. Os levitas serão rodeados pela enxada, a pá e o martelo, para que se cumpram as palavras de David: Deus ergueu o pobre da terra para colocá-lo sobre o trono dos príncipes de teu povo.

“Tendo ouvido isto, o Pontífice se pôs em movimento e as filas da procissão começaram a engrossar. Quando mais tarde colocou os pés na Cidade Santa, se pôs a chorar pela desolação na qual estavam os habitantes, muitos dos quais já não mais existiam. Reentrado em São Pedro, entoou o Te Deum, e um coro de anjos respondeu cantando: Gloria in Excelsis Deo et in terra pax hominibus bonae voluntatis.

“Terminado o canto, cessou de fato toda obscuridade e se mostrou um sol fulgidíssimo.

“Nas cidades, nas aldeias, nos campos, a população estava bastante diminuída. A terra parecia açoitada por um furacão, por enxurrada e granizo. E as pessoas iam uma para outra comovida, dizendo: Há Deus em Israel”.


(Archivio Salesiano Centrale, Roma, (AS S132 Sogni 1). Também em: P. Giovanni Battista Lemoyne S.D.B., Memorie Biografiche del Venerabile Don Giovanni Bosco, Tipografia S.A I.D. Buona Stampa, Torino, 1917, vol. IX. (Apêndice “B”, p. 999-1000).


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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."