terça-feira, 14 de outubro de 2025

14 de outubro - Dia de São Calisto I

São Calisto I - Papa
+222

"Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas penitências." 

A frase conclusiva é do papa Calisto I, ao se posicionar no combate às idéias heréticas, surgidas dentro do clero, que iam contra a Igreja. 

Calisto entendia muito bem de penitência. Na Roma do século II, ele nasceu num bairro pobre e foi escravo. 

Depois, liberto, sua sina de sofrimento continuou. Trabalhando para um comerciante, fracassou nos negócios e foi obrigado a indenizar o patrão, mas decidiu fugir, indo refugiar-se em Portugal. Encontrado, foi deportado para a ilha da Sardenha e punido com trabalhos forçados. Porém foi nessa prisão que sua vida se iluminou. 

Nas minas da Sardenha, ele tinha contato direto com os cristãos que também cumpriam penas por causa da sua religião. Ao vê-los heroicamente suportando o desterro, a humilhação e as torturas sem nunca perder a fé e a esperança em Cristo, Calisto se converteu. 


Depois de alguns anos, os cristãos foram indultados e Calisto retornou à vida livre, indo estabelecer-se na cidade de Anzio, onde adquiriu reconhecimento dos cristãos, como diácono. 

Quando o papa Zeferino assumiu o governo da Igreja, chamou o diácono para trabalhar com ele. Deu a Calisto várias missões executadas com sucesso. Depois o nomeou responsável pelos cemitérios da Igreja. 

Chamados de catacumbas, esses cemitérios subterrâneos da via Ápia, em Roma, tiveram importância vital para os cristãos. Além de ali enterrarem seus mortos, as catacumbas serviam, também, para cerimônias e cultos, principalmente durante os períodos de perseguição. 

Calisto começou suas escavações, organizou-as e valorizou-as. 
Nelas mandou construir uma capela, chamada Cripta dos Papas, onde estão enterrados quarenta e seis pontífices e cerca de duzentos mil mártires das perseguições contra os cristãos. 

Com a morte do papa Zózimo, o clero e o povo elegeram Calisto para substituí-lo, mas ele sofreu muita oposição por causa de sua origem humilde de escravo. Hipólito, um dos grandes teólogos do catolicismo e pensadores da época, era o principal deles. Hipólito tinha um entendimento diferente sobre a Santíssima Trindade e desejava que determinados pecados não fossem perdoados. Entretanto o papa Calisto I manteve-se firme na defesa da Igreja, rompendo com Hipólito e seus seguidores, respondendo a questão com aquela frase conclusiva. Anos depois, Hipólito reconciliar-se-ia com a Igreja, tornado-se mártir da Igreja por não negar sua fé em Cristo. 

O papa Calisto I governou por seis anos. Nesse período, concluiu o trabalho nas catacumbas romanas, conhecidas, hoje, como as catacumbas de são Calisto. 

Em 222, ele se tornou vítima da perseguição, foi espancado e, quase morto, jogado em um poço. 
No local, agora, acha-se a igreja de Santa Maria, em Trastevere, que guarda o seu corpo, em Roma.

14 de outubro - Dia de São Burchardo

+753

Burchardo nasceu na Inglaterra. Educado desde a infância no cristianismo, na juventude tornou-se um monge beneditino. Em 735, quis realizar o antigo sonho de tornar-se missionário e partiu como voluntário para a Alemanha, indo juntar-se, ao agora santo, bispo Bonifácio, que chefiava os trabalhos de evangelização junto àquela população ainda pagã. Fez uma longa estadia no Mosteiro de Fritzlar, fundado por Bonifácio, até que foi destinado para levar a Palavra de Deus aos habitantes da Turíngia. 

Alto e forte, inteligente e piedoso, logo se tornou um missionário destacado. Em pouco tempo, a população pagã, que cultuava entidades como os deuses Odin e Freia, passou a encher as poucas igrejas existentes. Burchardo, então, passou a construir novos templos em ritmo acelerado. Tanto assim que, próximo ao ano 742, o próprio bispo Bonifácio instituiu a diocese de Wurzburg, para a Turíngia Meridional e para a Francônia Oriental, consagrando Burchardo primeiro bispo. 

Mais tarde, o próprio rei Pepino, o Breve, seguido pelos herdeiros, dotou essa diocese com numerosos benefícios, que até mesmo foi elevada à condição de ducado, com jurisprudência sobre as que estavam subordinadas a ela. Tal mérito se deve, especialmente, a Burchardo, cuja fama de santidade era voz corrente entre os habitantes. 

Mesmo assim, nada foi fácil no seu trabalho, sendo muito perseguido e caluniado. Participou de dois importantes concílios: em 743, o dos bispos germânicos e, em 747, o dos francos. Também construiu o importante Mosteiro beneditino de Santo André, em Wurzburg. Após doze anos de incansável apostolado na diocese, o povo já era todo cristão. Em 753, Burcardo serenamente morreu, sendo sepultado na igreja da cidade. 

Num dia 14 de outubro, entre os anos 984 e 990, o então bispo Hugo promoveu o solene translado de suas relíquias para a capela do Mosteiro de Santo André. A data passou a ser a da tradicional celebração de são Burchardo, sendo também adotada pela Igreja quando autorizou o seu culto, no século XII.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

12.10.2025🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí Festa de Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil


 

13 de outubro - Dia de Santo Eduardo


Na história da humanidade, a palavra rei quase sempre está associada à palavra tirano. 

Mas na história do catolicismo, rei muitas vezes vem junto da palavra santo. É o caso exemplar de Eduardo, rei da Inglaterra. Seu avô era o santo rei e mártir Edgar, e esse exemplo de santidade norteou também a sua vida no seguimento de Cristo. 

Eduardo nasceu em Oxford, no ano 1003, num período em que a Inglaterra sofreu a invasão dos pagãos dinamarqueses. Seus pais, junto com toda a família real, tiveram de abandonar o país, indo refugiar-se na Corte da Normandia, norte da França, de parentes cristãos. No exílio, Eduardo freqüentou e estudou nas mais renomadas cortes da Europa, adquirindo uma educação primorosa e fundamentada no cristianismo. 


Recusou várias vezes tomar o trono à força, pois não queria derramamento de sangue. Em 1042, com a morte de seu meio-irmão, que governava a Inglaterra, ele finalmente assumiu o trono. 

Seu reinado foi um dos mais felizes para o povo inglês. Mesmo sentindo-se um pouco "estrangeiro", fez a pátria retomar seu caminho correto dos princípios cristãos, afastando a influência nefasta dos anos de domínio pagão e trazendo paz e prosperidade para seus súditos. Logo passou a ser chamado de "o santo homem" e os escritos registram vários prodígios de cura operados por sua intercessão em favor de pessoas simples do reino. Curou um doente de câncer com um sinal da cruz. E um paralítico que se movia penosamente na rua ele ajudou a chegar a uma igreja, onde, por meio de orações, o curou, além de outros fatos narrados pelos historiadores. 

A política do Estado exigia que ele se casasse e, pelo bem do reino, Eduardo o fez. Casou-se com Edith, filha do conde Godwin, um dos seus adversários políticos. Gentil e elegante, por tratar-se de um acordo, prometeu viver com ela em estado de castidade, sem união corporal. Manteve sua palavra. O casal não teve filhos. Ela se tornou uma grande rainha e irmã, participando das obras de caridade, ajudando a restaurar e fundar igrejas e conventos por todo o país. Valorizando o lado espiritual da vida, viviam em perfeita ordem e harmonia. Tornaram-se exemplo de reis cristãos, piedosos e caridosos, amados e aclamados como "pais" pelos súditos e respeitados por todas as cortes. 

Após quase sessenta e quatro anos de vida de penitência, oração, mortificação dos sentidos e luxos, no reto seguimento de Cristo, o rei Eduardo morreu no dia 5 de janeiro de 1066. Pouco tempo depois de ter assistido a consagração da igreja da Abadia de Westminster, totalmente restaurada, o mais antigo símbolo da aspiração e das lutas religiosas da Inglaterra, onde foi sepultado. 

Venerado em vida, imediatamente o povo passou a celebrá-lo como santo. Quase quarenta anos após a sua morte, o seu corpo foi exumado e encontrado intacto, o que para o povo não causou nenhuma surpresa. Em 1161, o papa Alexandre III canonizou-o. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de outubro, mas os devotos ingleses costumam lembrá-lo também no dia de sua morte.

13 de outubro - Dia da Bem-Aventurada Alexandrina Maria da Costa

ÊXTASE DA BEATA ALEXANDRINA MARIA DA COSTA - PORTUGAL



Alexandrina Maria da Costa
Bem-aventurada-1904-1955

ESTOU PRONTA, JESUS

Não posso pensar que não amo a Jesus


A minha vida é morte; continuo a viver a vida dos mortos. Que imensa sepultura, em que podridão estou sepultada; causa-me nojo, causa-me horror. 

Sinto-me a ser comida pelos bichos escondidos nesta podridão; sinto-os a mexer e remexer nesta imundice. E não tenho outra vida a não ser esta, nem outra luz a não serem as trevas do meu espírito. 

Triste cegueira que não me deixa ver senão horrores nojentos, apodrecidos. E eu tanto a amo, abracei-a tanto e sinto não poder estar neste mundo sem ela. Quanto mais me orgulho, mais me quero mergulhar. Quantas mais trevas, mais trevas anseio. 

Ó amor do meu Jesus, não vivo, não conheço, não vejo; as coisas do Senhor não mas mostram a minha cegueira, as minhas trevas. Não posso pensar que não amo a Jesus e tanto anseio amá-Lo e fazê-Lo amado pelas criaturas. Quero subir para Ele e caio. Não me revisto Dele nem das Suas coisas; nada compreendo do que é do Céu. Que pobre e ignorante que eu sou! É por isso que eu sofro e quase me chego a persuadir que a minha vida, de tudo o que diz respeito às coisas do Senhor é uma ilusão minha; não digo intrujice porque não quero enganar ninguém. Como pode Jesus descer do mais alto ao mais baixo? Bendito Ele seja.

O demónio tem lutado para me levar a praticar tantos males; só com a graça de Jesus poderei resistir. Sinto-me como se fosse por ele arrastada para a maldade, para os vícios. Parece-me que estou revestida dele e de tudo o que a ele pertence. Não tive os combates apesar de os esperar, porque a grande tormenta que ele me causava me levava a crer que ele viesse. Mas nem por isso deixei de sofrer, ao sentir-me por ele arrastada, seduzida para tantas coisas fracas e parece-me que estou dele revestida e mergulhada em todos os tormentos do inferno. Se ao menos com os meus sofrimentos evitasse o pecado! Se com tudo isto, eu amasse a Jesus e O visse em todos os corações amado! 

Tenho vivido, nestes dias, sem procurar viver, a minha vida de há quatro anos na Foz. Como eu recordo todos os sofrimentos, gestos e palavras. Está tudo tão gravado em mim e tão profundamente, que jamais se apagará. Tudo isto por amor do meu Jesus e às almas; e nem mesmo assim O amo e as salvo. Meu Jesus, que pena eu tenho de não Vos pertencer inteiramente. Lembro com profunda dor e vivas saudades o Santo Sacrifício da Missa. Já aos anos que eu a não tenho no meu quartinho! Não voltarei a ter este mimo do Céu? Estou pronta, Jesus, para em tudo ser a Vossa vítima. 

O meu coração, o meu espírito voa a Roma; não só acompanhando os que já partiram para lá, mas também para já estar junto de Sua Santidade para implorar e receber dele aquilo que não sabe, mas que anseia e sabe que só dele virá. Pobre de mim! Tudo anelo e nada possuo a não ser miséria.
*****
(Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 13 de Junho de 1947 - Sexta-feira)

***********************************

13 de outubro-Alexandrina Maria da Costa

No dia 30 de março de 1904, nasceu Alexandrina Maria da Costa na pequena cidade de Balazar, em Póvoa de Varzim, Braga, Portugal. De família camponesa muito pobre, tinha apenas uma irmã mais velha, chamada Deolinda. Ambas foram educadas com amor pela mãe, Ana Maria e dentro da doutrina cristã. 

Alexandrina cresceu forte, inteligente, alegre e vivaz, teve uma infância feliz dentro da sua realidade. Em 1911, recebeu a primeira eucaristia e, como em Balazar não havia escola, foi com a irmã Deolinda estudar em Póvoa de Varzim. Não chegaram a completar o estudo primário, um ano e meio depois estavam de volta. Nessa ocasião, as duas irmãs receberam a crisma pelo bispo do Porto, depois foram para um local chamado "Calvário", onde se fixaram. 

Elas viviam felizes, trabalhavam nos campos e se dedicavam à costura. Eram estimadas e queridas pelas famílias e colegas. Aos doze anos, porém, Alexandrina quase morreu por uma grave infecção. A doença foi superada, mas a sua saúde ficou abalada. 

Em 1918, Alexandrina e sua irmã Deolinda e mais uma amiga aprendiz estavam na sala de costura, situada no piso superior da casa, quando três homens invadiram o local para molestá-las sexualmente. Alexandrina, para salvar a sua pureza, atirou-se pela janela, de uma altura de quatro metros. Assustados, os homens fugiram sem concluir suas intenções. Mas as conseqüências foram terríveis, embora não imediatas. 

Alexandrina sofreu dores terríveis num processo longo, gradual e irreversível que a deixou paralítica. A partir do dia 14 de abril de 1925, Alexandrina nunca mais levantou da cama. Assim, paralisada, passou trinta anos de sua vida, embora nos três anos seguintes ela ainda pedisse a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura. Depois entendeu que a sua vocação era o sofrimento. Desde então teve uma vida repleta de fenômenos místicos, de grande união com Cristo nos tabernáculos, por meio de Nossa Senhora. 

Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, mais crescia nela o amor ao sofrimento. Atingiu tal grau de espiritualidade que às sextas-feiras vivia os sofrimentos da Paixão de Cristo. Nesses dias, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e, com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da "via crucis". 

Desde 1934, orientada espiritualmente por um padre jesuíta, passou a escrever tudo quanto lhe dizia Jesus durante seus êxtases contemplativos. Em 1936, segundo ela por ordem de Jesus, pediu ao papa a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. O pedido foi renovado várias vezes até 1941, quando, então, Alexandrina parou de escrever ao papa e também seu diário. A partir de 27 de março de 1942, deixou de alimentar-se, vivendo exclusivamente da eucaristia. No ano seguinte, passou a ser estudada por uma junta médica. 

Em 1944, seu novo diretor espiritual, um padre salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a voltar a ditar o seu diário; o que ela fez até a morte. No mesmo ano ela se inscreveu na União dos Cooperadores Salesianos, querendo colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo os jovens. Atraídas pela fama de santidade, muitas pessoas vindas de longe buscavam os conselhos da "rosa branca de Jesus", como era também chamada pelos fiéis, que já veneravam em vida a "santinha de Balazar". 

No dia 13 de outubro de 1955, Alexandrina morreu dizendo: 

"Sou feliz porque vou para o céu". 

A 25 de abril de 2004 foi proclamada Bem-aventurada pelo papa João Paulo II, que a propôs como modelo dos que sofrem.


Alexandrina Maria da Costa nasceu em Balasar, a 30 de Março de 1904. Desde os 20 anos viveu paralisada na cama devido a uma mielite na coluna, em consequência de um salto que deu de uma janela da sua casa, aos 14 anos, para defender a sua pureza contra três homens mal inten­cionados.

Na solidão do seu quarto, a Alexandrina tornou-se o anjo consolador de Jesus, presente em todos os Tabernáculos do mundo e, ao mesmo tempo, hóstia na Hóstia Divina, será com Jesus a vítima imolada para a salvação das almas.
Com efeito, a Alexandrina viverá misticamente, no corpo e no espírito, a Paixão de Jesus, desde a agonia do Getsémani até à Crucifixão no Calvário, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e profanações da Eucaristia.
Os Tabernáculos e os pecadores são a missão que Jesus lhe confia em 1934 e que nos é entregue nas inúmeras e belíssimas páginas do seu diário.
Por meio de Alexandrina, Jesus pede que:
 "... seja bem pregada e propagada a devoção aos Sacrários, porque passam-se dias e dias que Me não visitam, não Me amam, não Me desagravam. Não crêem que Eu habito lá."
"Quero que se acenda nas almas a devoção para com estas prisões de Amor... "
"São tantos aqueles que, embora entrando nas igrejas, nem sequer Me saúdam e não param um momento a adorar-Me."
"Eu quereria muitos guardas fiéis, prostrados diante dos Sacrários, para impedirem tantos e tantos crimes." (1934)
Durante os últimos 13 anos de vida, a Alexandrina alimentou-se apenas da Eucaristia.
 "Faço que tu vivas só de Mim – confia-lhe Jesus – para provar ao mundo o que vale a Eucaristia e o que é a minha vida nas almas: luz e salvação para a humanidade." (1954)
Poucos meses antes de morrer, Nossa Senhora disse-lhe:
 "Fala às almas! Fala-lhes da Eucaristia! Fala-lhes do Rosário! Que se alimentem da Carne do Corpo de Cristo e do alimento da oração: do meu Rosário, todos os dias." (1955)
Em 1935 foi mensageira de Jesus para a Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, solenemente efectuada por Pio XII em 1942.
Entre as paredes do seu quarto, a Alexandrina rece­berá multidões de pessoas que acolherá sempre sorrindo, não obstante os indizíveis e contínuos sofrimentos no corpo e no espírito.
O seu sorriso, tomado transparência do Céu, irradiação da Vida Divina, comoverá os corações das multidões que sairão daquele quarto, levando consigo a marca da mudança.
A 13 de Outubro de 1955, deu-se a passagem da Alexandrina da vida na terra à do Céu.
A 25 de Abril de 2004, a Igreja proclamou-a Beata para a glória de Deus e o júbilo de todos os seus filhos.

SOFRENDO AS DORES DA PAIXÃO

Cama de Alejandrina
Balasar é uma extensa freguesia em mudança. É ver o que se passa nas Fontainhas. A auto-estrada passou-lhe a sul, sem aí romper um ansiado e justificado nó. Mas a devoção à Alexandrina, que a beatificação incrementou, faz-nos entrever alterações que mal imaginamos. É uma questão de tomar a sério o que lhe foi repetidamente anunciado.
O Casal Signorile, no livro "Figlia del dolore, madre di amore", traçou um amplo retrato de Balasar. O que se segue traduz, com alguma liberdade e mesmo modificações, o texto italiano.
"Balasar !"
"Um conjunto de muitos lugares disseminados entre verdes pradarias, campos bem cultivados com cereais e vinha, interrompidos por matas de pinho e eucalipto, num terreno um pouco ondulado que se estende ao longo das margens do rio Este, o qual, depois ter percorrido cerca de 15 km, depois de se juntar ao rio Ave, desagua no grande oceano Atlântico em Vila do Conde, perto da bela cidade da Póvoa de Varzim, a uns 30 km a norte do Porto: Póvoa é sede concelhia, e Balasar fica-lhe a cerca de 15 km para o interior.
Estamos na fértil região do Minho, no noroeste de Portugal. Para norte e noroeste entrevêem-se cadeias de montanhas. Aqui e além há pedreiras de ardósia. As casas são pequenas, baixas, com as fachadas muito limpas; algumas delas estão decoradas com azulejos, característica produção de Portugal (Aveiro, Sacavém...) Os habitantes são trabalhadores.
A igreja paroquial, dedicada a S. Eulália, domina de uma pequena elevação e foi inaugurada em 1907, em substituição da precedente, tornada muito pequena para a população de cerca de 1000 habitantes; a paróquia e faz parte da antiquíssima diocese de Braga, dita a «Roma de Portugal».
Desde 1832, por vários anos, Balasar foi meta de peregrinações em honra de uma Cruz aparecida misteriosamente na terra, a poucos metros da actual igreja. Para protecção desta Cruz foi construída uma Capela, ainda existente, que tem na frente a data 1832, esculpida em pedra. Por vários anos houve também uma Confraria, com o fim de promover a festa da Santa Cruz de Balasar.
Pouco mais de um século depois, Balasar torna a ser meta de numerosas peregrinações: o povo é atraído pela fama de Alexandrina Maria da Costa, que aí viveu muitos anos «crucificada».
Não é arbitrário relacionamento aqui feito entre a Cruz na terra e a Alexandrina crucificada. De facto, em dois êxtases, respectivamente de Dezembro de 1947 e de Janeiro de 1955, Alexandrina ouve Jesus aponta aquela Cruz na terra, enviada como “sinal” da vítima, a própria Alexandrina, que nasceria em Balasar para aí ser crucificada. Eis, alguns excertos daqueles êxtases que se referem à Cruz de Balasar."
O TÚMULO DA BEATA ALEXANDRINA



Os restos mortais da Beata Alexandrina guardam-se na Igreja Paroquial de Balasar. Ultimamente o seu túmulo foi submetido a um arranjo que muito o beneficiou.

Ao lado direito do túmulo, está exposto um artístico relicário onde se pode ver um osso da Beata de Balasar.


Em 14 de Junho de 1946, Jesus fez à Alexandrina uma promessa muito generosa e muito importante :

« Todas as almas que visitarem o teu túmulo serão salvas ».

Veja-se um pouco do contexto em que ela surge:

— Vai, louquinha das almas, vai ditar tudo: tens a força divina, tens o Espírito Santo. Vai dá-Lo às almas, vai dar a Sua luz com todas as riquezas que de Mim recebeste.

Prometo-te – confia – que depois da tua morte todas as almas que visitarem o teu túmulo serão salvas, a não ser que o visitem para prevalecer no pecado, abusando da grande graça que por ti lhes dei.

Para todas as que visitarem o teu túmulo se salvarem, necessitam doutras graças, que não são precisas às que o teu leito visitarem, mas por ti lhes serão dadas.

São promessas minhas, sou o teu Jesus: prometo e não falto!

E em 27 de Dezembro do mesmo ano acrescenta Jesus:

Eu farei, filha querida, que se operem milagres, que haja essas curas de almas não só aqui, mas também quando tocarem no teu túmulo, por não poderem tocar o teu corpo. 



O túmulo da Beata Alexandrina

Prometo-te, minha filha, conceder-te a graça dessas curas repentinas.

Mas Jesus não se cansa de alargar a dimensão da promessa; em 23 de Abril de 1948, fala-lhe assim:

Pela missão te dei, pela mais alta missão, Eu farei, depois da tua morte, que não só aqueles pecadores que ti invocarem com confiança e junto do teu túmulo te pedirem graças e a sua conversão sejam salvos, mas farei que a muitos lhes venhas assistir à morte, à sua passagem para a eternidade.

Quantos por ti serão acompanhados à Pátria Celeste! Quantas graças a muitos serão concedidas, quando já repousares no campo santo!

E já no fim da sua vida terrena, em treze de Maio de 1955, garantiu-lhe:

Vai, minha filha, vai para o teu inigualável sofrimento. (...)

Depois da tua morte, o teu túmulo, a tua sepultura há-de falar intimamente a milhares, a milhares de pecadores: as almas hão-de ir junto de ti e, por ti, como agora, continuarão a ser enriquecidas.


E ouçam-se ainda estas promessas, já não ligadas à visita ao túmulo, e que datam respectivamete de 9 de Março de 1945 e 19 de Novembro de 1954:

As virtudes da tua vida aqui na terra brilharão, cintilarão como estrelas no Céu; espalharão o seu brilho ao mundo inteiro, ao mundo que é teu(confiou-lho para o salvar).

Tu vens para o Céu, mas a tua bênção, o orvalho fecundo do teu amor cairá sempre sobre a terra enquanto ela existir.

Relicário
da Beata Alexandrina


Como prêmio da tua vida sofredora na terra, vou dar-te todas as minhas bênçãos, graças, amor com meios de salvação para que toda a Terra por ti seja favorecida até ao fim dos séculos.

13 de outubro - Dia de São Daniel e companheiros (Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino)

São Daniel e companheiros-(+1227)

Os esclarecimentos que se tem sobre o ocorrido com estes missionários franciscanos são devidos a duas cartas encontradas nas suas residências. Os estudiosos consideraram também autêntica a carta de um certo Mariano de Gênova, que escrevera ao irmão Elias de Cortona comunicando o destino glorioso dos missionários. Esse documento teria sido escrito poucos dias após os acontecimentos, e faz parte dos arquivos da Igreja. 

O irmão Elias de Cortona era o superior da Ordem, em 1227, quando os sete franciscanos viajaram da Itália para a Espanha, desejosos de transferirem-se para o Marrocos, na África, onde pretendiam converter os muçulmanos. Era um período de grande entusiasmo missionário nas jovens ordens franciscanas, fortalecidas pela memória de são Francisco, que morrera no ano anterior. 

O chefe do grupo era Daniel, nascido em Belvedere, na Calábria, que também ocupava o cargo de ministro provincial da Ordem naquela região; os outros se chamavam Samuel, Ângelo, Donulo, Leão, Nicolas e Hugolino. 

Após uma breve permanência na Espanha, transferiram-se para a cidade de Ceuta, no Marrocos.

Era um ato verdadeiramente corajoso, porque as autoridades marroquinas haviam proibido qualquer forma de propaganda da fé cristã. No início, e por pouco tempo, trabalharam nos inúmeros mercados de Pisa, Gênova e Marsiglia, enquanto residiam em Ceuta. Depois, nos primeiros dias de outubro de 1227, decidiram iniciar as pregações entre os infiéis. 

Nas estradas de Ceuta, falando em latim e em italiano, pois não conheciam o idioma local, anunciaram Cristo, contestando com palavras rudes a religião de Maomé. As autoridades mandaram que fossem capturados. Levados à presença do sultão, foram classificados como loucos, devendo permanecer na prisão. 
Depois de sete dias, todos eles voltaram à presença do sultão, que se esforçou de todas as maneiras para que negassem a religião cristã. Mas não conseguiu. 

Então, condenou à morte os sete franciscanos, que se mantiveram firmes no cristianismo. 

No dia 10 de outubro, foram decapitados em praça pública e seus corpos, destroçados. 

Todavia os comerciantes cristãos ocidentais recuperaram os pobres restos, que sepultaram nos cemitérios dos subúrbios de Ceuta. Em seguida, os ossos foram transferidos para a Espanha. Hoje, as relíquias são conservadas em diversas igrejas de várias cidades da Espanha, de Portugal e da Itália. 

O papa Leão X, em 1516, canonizou como santos Daniel e cada um dos seis companheiros, autorizando o culto para o dia 13 de outubro, três dias após suas mortes.

domingo, 21 de setembro de 2025

MEDALHA DAS GRAÇAS ORIGINAL - NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS COM O GLOBO NAS MÃOS

 

MEDALHA DAS GRAÇAS ORIGINAL - NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS COM O GLOBO NAS MÃOS







Medalha patenteada. Proibida a cópia e comercialização. Todo abuso será combatido pela lei de direitos autorais.

Modificações introduzidas pelo confessor de Santa Catarina Labouré na Medalha Milagrosa Por conta própria, desobedecendo Nossa Senhora, o Pe. Aladel modificou a efígie da Mãe de Deus que aparece na Medalha Milagrosa: na visão de Santa Catarina, Nossa Senhora segura com ambas as mãos um globo de ouro, elevado por uma pequena cruz, que Ela oferece ao Padre Eterno. Nas mãos, três anéis em cada dedo. Das pedras preciosas desses anéis partem raios de luz que significam as graças que a Mãe de Deus esparge sobre a humanidade. Nesta posição das mãos, os raios de luz caem, como é natural, para baixo e para adiante. Acontece que, o Pe. Aladel achou melhor ( completo atrevimento) suprimir o globo das mãos de Nossa Senhora, e representar as mãos pendentes, de modo que os raios partem da ponta dos dedos e das palmas das mãos… Detalhes sem importância, dirá algum espírito superficial. A Irmã Catarina Labouré não pensava assim: na impossibilidade de corrigir a efígie da medalha batalhou a vida toda para que ao menos fosse feita uma imagem na atitude verdadeira; E colocada no altar, no local onde Nossa Senhora lhe aparecera pela primeira vez. O simbolismo da Santíssima Virgem como Rainha do Universo estaria assim preservado. “Foi o martírio de minha vida”- disse Santa Catarina Na primavera de 1876, sabendo que lhe restava pouco tempo de vida, a Irmã Catarina, a quem o Pe. Aladel impusera silêncio sobre as aparições, sentiu necessidade de se abrir com sua superiora, a Irmã Jeanne Dufès. Esta ficou perplexa ao tomar conhecimento das modificações introduzidas pelo Pe. Aladel. Um globo nas mãos! Como conciliar isto com a imagem da Medalha Milagrosa? A Irmã Du­fès pensa que a Irmã Catarina está delirando: — “Dir-se-á que estais louca! — “Oh! não será a primeira vez! O Pe. Aladel me chamava de ‘vespa danada’ quando eu insistia sobre isso!”. — “Mas o que será da Medalha, se isto se divulgar? — “Oh! il ne faut pas toucher à la Médaille!” (“Não se deve mexer na Medalha”) – retorquiu a santa… Com efeito, 45 anos depois de a Medalha ter dado a volta ao mundo, operando autênticos milagres e outras maravilhas da graça, não era mais oportuno alterar a forma pela qual se tornara conhecida. Portanto, a solução era pois fazer uma representação complementar, conforme pleiteava Santa Catarina Labouré. A Irmã Dufès, entretanto, insiste: — “Mas se o Pe. Aladel recusou, ele teria suas razões… — “Foi o martírio de minha vida”, replica a Irmã Labouré, que assim revela a batalha insistente que teve de conduzir para se manter fiel à revelação recebida. A Irmã Dufès pede que ela forneça os detalhes para o trabalho do escultor: os traços da Santíssima Virgem — orienta a Irmã Catarina ­não devem ser: “nem muito jovens, nem muito sorridentes, mas de uma gravidade mesclada de tristeza. A qual desaparecia durante a visão, quando o rosto se iluminava com as claridades radiosas do amor, sobretudo no momento em que Ela rezava”. Por fim, a Virgem do Globo Feito o esboço pelo escultor, a Irmã Dufès manda que a Irmã Catarina o vá ver. Ela não consegue esconder sua decepção. “Não, não é isto!”. Portanto, a Irmã Dufès a faz percorrer todas as lojas de imagens sulpicianas [do estilo de Saint-Sulpice] para tentar descobrir o modelo adequado. Pesquisa inútil. Algumas semanas depois, a encomenda é entregue. A Irmã Dufès não a coloca na capela, mas, discretamente, em sua sala de trabalho, e manda chamar a Irmã Catarina. Esta analisa atentamente. Vários detalhes de sua descrição foram escrupulosamente atendidos: o globo de ouro encimado por uma cruz, a serpente esverdeada com manchas amarelas, que Nossa Senhora esmaga sob os pés. Mas Santa Catarina não manifesta nenhum entusiasmo; pelo contrário, faz uma careta. A Irmã Dufès, um tanto decepcionada com o resultado de sua iniciativa, a admoesta: — “Não vos torneis muito difícil. Os artistas desta terra não podem realizar o que eles não viram”.

Quatro anos depois da morte de Santa Catarina Labouré, o Pe. Fiat, novo Superior-geral, manda fazer um modelo ampliado da imagem executada pela Irmã Dufès e instala-a num altar construído no local indicado pela vidente.

OUSADIA DE P. ALADEL Resta saber por que o Pe. Aladel procedeu daquela maneira, rechaçando as reiteradas insistências da vidente. Ao que parece, ele receava ter complicações com a Sagrada Congregação dos Ritos, cujas normas em matéria de iconografia eram então muito estritas, preferindo ater-se aos modelos já consagrados pelo uso. "Ide a Roma, obtereis mais do que pedirdes”, dizia a Irmã Catarina Labouré ao Pe. Aladel. O Pe. Aladel deveria ter tido em mente que se Nossa Senhora ordenou cunhar a Medalha de uma forma e não de outra, Ela haveria de dispor as coisas para que viessem  as aprovações. Nossa Senhora terminou aceitando a Medalha conforme foi feita, e inundou o mundo com o oceano de graças de todos conhecido. Cabe, entretanto perguntar se tais graças não poderiam ter sido maiores; esta era a opinião pessoal de Santa Catarina Labouré. Se tivesse havido fidelidade ao que foi determinado por Nossa Senhora, o oceano de graças derramadas sobre o mundo teria sido ainda maior. E isto teria possivelmente feito reverter ou diminuir o processo de apostasia na igreja e encaminhando o mundo todo para a desordem, a confusão e o caos, num reino do demônio. Agora, finalmente, após 195 anos de erro na medalha milagrosa AGORA ELA É CUNHADA, PELA PRIMEIRA VEZ, PELO VIDENTE DE NOSSA SENHORA, RAINHA E MENSAGEIRA DA PAZ DE JACAREÍ , MARCOS TADEU, CONFORME O PEDIDO DE NOSSA SENHORA A SANTA CATARINA LABOURÉ. É ele o PRIMEIRO em 195 anos a CUNHAR A MEDALHA CONFORME PEDIDO DE NOSSA SENHORA. É ASSIM FEITA REPARAÇÃO ÀS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA NA RUA DU VAC EM PARIS E É FEITA TAMBÉM REPARAÇÃO A SANTA CATARINA LABOURÉ POR TUDO O QUE PASSOU E SOFREU POR NÃO VER O PEDIDO DE NOSSA SENHORA REALIZADO PELO P. ALADEL " Quem usar a minha medalha correta, certa, como Eu a revelei à minha filha Catarina Labouré receberão 100 vezes mais graças do que receberam com a outra medalha que foi modificada" -Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz Jacareí 13.9.2025  "Deus Pai prometeu dar 100 bençãos ao dia a quem usar a medalha das Graças corretamente, conforme foi revelada a Santa Catarina Labouré " Explicação de  Marcos Tadeu depois da Aparição de 14.09.2025  SEJA uma das PRIMEIRAS PESSOAS da humanidade a receber a nova medalha e AS NOVAS GRAÇAS concedidas por Nossa Senhora a quem a usar.. 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A SANTA MEDALHA DA PAZ

A MEDALHA DO AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ

A MEDALHA DA ROSA MISTICA

LIVROS MISTICA CIDADE DEUS

LIVROS MISTICA CIDADE DEUS
ENTRE EM CONTATO PELOS TELEFONES ACIMA

SANTA BERNADETTE DE LOURDES

SANTA RITA DE CASCIA - FILME SEDE SANTOS 1

SANTA RITA DE CASCIA - FILME SEDE SANTOS  1
Vida de Santa Rita de Cássia

SANTA VERONICA GIULIANI - FILME SEDE SANTOS 2

SANTA VERONICA GIULIANI - FILME SEDE SANTOS 2
Vida de Santa Veronica Giuliani

SANTA AGUEDA - FILME SEDE SANTOS 3

SANTA AGUEDA - FILME SEDE SANTOS 3
Vida de Santa Agatha ou Agueda de Catania

SANTA GEMMA E SANTA ZITA - FILME SEDE SANTOS 4

SANTA GEMMA E SANTA ZITA - FILME SEDE SANTOS 4
Vida de Santa Gemma

SANTO CURA DAR'S - FILME SEDE SANTOS 5

SANTO CURA DAR'S - FILME SEDE SANTOS 5
Vida de São João Maria Vianey

SANTA LUCIA DE SIRACUSA - FILME SEDE SANTOS 6

SANTA LUCIA DE SIRACUSA - FILME SEDE SANTOS 6
Vida de Santa Luzia de Siracusa

SÃO JOÃO BOSCO E DOMINGOS SÁVIO - FILME SEDE SANTOS 7

SÃO JOÃO BOSCO E DOMINGOS SÁVIO - FILME SEDE SANTOS 7
Vida de São João Bosco, São Domingos Sávio e Mama Marguerita(Santa Mãe de São João Bosco)

SÃO GERALDO MAJELA FILME SEDE SANTOS 8

SANTA FILOMENA FILME SEDE SANTOS 9

SÃO BENEDITO FILME SEDE SANTOS 10

SÃO GABRIEL DAS DORES FILME SEDE SANTOS 11

SANTA HELENA

SANTA HELENA
1ª PEREGRINA DO MUNDO

IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE

IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE
Vidente de Nossa Senhora das Lágrimas

BEATA LAURA VICUÑA

SÃO DOMINGOS SÁVIO

SÃO DOMINGOS SÁVIO
"Antes morrer do que pecar"

DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."