domingo, 6 de julho de 2025

6 de julho - Dia de Santa Maria Goretti

Santa Maria Goretti
1890-1902
********************


***************************************
SANTA MARIA GORETTI - PROTETORA DAS VÍTIMAS DE ESTUPRO , DA CASTIDADE - 06 DE JULHO


Santa Maria Goretti-Virgem e mártir

Nascimento 16 de Outubro de 1890 em Corinaldo

Falecimento 6 de Julho de 1902 (11 anos) em Nettuno

Canonização 24 de junho de 1950, Vaticano por: Papa Pio XII

Festa litúrgica 6 de Julho
Maria Goretti (Corinaldo, 16 de Outubro de 1890 — Nettuno, 6 de Julho de 1902) foi uma jovem católica italiana, declarada santa, com festa comemorada no mesmo dia de sua morte.

É uma das mais jovens santas reconhecidas pela Igreja Católica.

Morreu como consequencia dos ferimentos infligidos durante uma tentativa de estupro, ao escolher o martírio.


Índice

1 Biografia

2 Prisão e arrependimento de Serenelli

3 Beatificação e canonização

4 Representações e homenagens

Pintura baseada na descrição feita pela mãe de Maria Goretti

Biografia

Seu nome de batismo era Maria Resa Goretti, nasceu em 16 de Outubro de 1890, em Corinaldo, Província de Ancona, Itália, filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini.

Era a terceira de seis filhos. Suas irmãs chamavam-se Teresa e Ersilia; seus irmãos eram Angelo, Sandrino e Mariano.

Devido à pobreza da família, provavelmente era analfabeta.

Quando tinha seis anos, sua família tornou-se tão pobre que foram forçados a deixar sua fazenda e trabalhar para outros fazendeiros.

O pai de Maria, Luigi contraiu malária e morreu quando ela tinha apenas nove anos. Enquanto seus irmãos, mãe e irmãs mais velhas trabalhavam nos campos, Maria cozinhava, limpava a casa e cuidava de sua irmã menor.

Maria Goretti numa foto ampliada

Era uma vida dificil, mas a família estava sempre próxima, compartilhando um profundo amor por Deus e sua fé.

Após algum tempo, em 1899, se mudaram para Le Ferriere, próximo a atual Latina e Nettuno, em Lazio, onde viviam em prédio conhecido como "La Cascina Antica", compartilhada com a família Serenelli, incluindo seu filho Alessandro.

Casa onde morou Maria Goretti 

Em 5 de Julho de 1902, Alessandro Serenelli, um jovem de 20 anos, encontrou a menina de 11 anos costurando, sozinha em casa.

Ele entrou e a ameaçou de morte se ela não fizesse o que ele mandava.

A intenção do rapaz era estuprá-la, porém, ela não se submeteu, ajoelhou-se, protestando que seria um pecado mortal e avisando Alessandro que poderia ir para o Inferno.

Ela desesperadamente lutou para evitar o estupro, gritava "Não! É um pecado! Deus não precisa disto!".

Alessandro primeiro tentou controlá-la, mas como ela insistia que preferia morrer, ele a apunhalou 11 vezes.

Ferida, Maria tentou alcançar a porta, mas ele a agarrou e deu mais três punhaladas, antes de fugir.

 
Local em que foi esfaqueada e deixada ensanguentada. 

A irmã menor de Maria acordou com o barulho e começou a chorar.

Quando o pai de Alessandro e a sua mãe chegaram, encontraram Maria sangrando.

Levaram-na para o hospital em Netuno. Ela foi operada, sem anestesia, mas os ferimentos estavam além da capacidade dos médicos.

Durante a cirurgia, Maria recobrou os sentidos e insistiu que preferia ficar acordada.

O farmacêutico do hospital respondeu: "Maria, quando estiveres no céu, pense em mim"

Ela olhou para o homem e disse: "Mas quem sabe qual de nós chegará primeiro ao céu?"

Ele respondeu "Você, Maria".

- "Então ficarei feliz em pensar em você".
ou que gostaria de encontrá-lo no Céu.

Morreu vinte horas após o ataque enquanto olhava uma bela pintura da Virgem Maria.

Local onde ficava a cama em que morreu

O esqueleto coberto da nova santa, Maria Goretti, encontra-se em uma igreja em Nettuno, Itália, próximo à sua casa, a cabeça é uma reprodução em cera.


Inspirada em suas mestras Santa Cecília e Santa Inês, aceitou o martírio piedosamente.

Escrito em 2002, baseado em entrevistas de Alessandro Serenelli e da irmã Ersilia, feitas em 1952, o jornalista Noel Cruz adiciona novos detalhes: Em 5 de Julho de 1902, às 15:00 horas, Serenelli que insistentemente pedia favores sexuais à menina, aproximou-se.

Ela estava cuidando de sua irmã menor, na casa da família. Ele a ameaçou com uma adaga de quase 30 centímetros. Quando Maria recusou, como sempre fazia, ele a apunhalou 14 vezes.

Os ferimentos atingiram a garganta, coração, pulmões e diafragma. Os cirurgiões no hospital ficaram surpresos que ela ainda estivesse viva.

Na presença do chefe de polícia, Maria disse a sua mãe que Alessandro já havia tentado estuprá-la duas vezes. Como ele a ameaçava de morte, ela não contou para ninguém.

Prisão e arrependimento de Serenelli

(AO LADO)Alessandro , o assassino, já idoso. 

Alessandro Serenelli foi capturado logo após a morte de Maria. Inicialmente, seria condenado à prisão perpétua, mas como era menor, a sentença foi comutada para 30 anos na prisão.

Ele manteve-se isolado do mundo por três anos, sem demonstrar arrependimento.

Até o bispo local, Monsenhor Giovanni Blandini visitá-lo na cadeia.

(ABAIXO)Alessandro e Assunta, mãe de Maria Goretti.
Serenelli escreveu uma nota de agradecimento ao bispo, pedindo que o incluísse em suas orações e contando sobre um sonho que tivera, onde a santa lhe alcançava flores, que se queimavam imediatamente em suas mãos.

Após sair da prisão, visitou a mãe de Maria, Assunta, e implorou seu perdão.

Ela respondeu que se a filha lhe havia perdoado em seu leito de morte, ela não poderia fazer diferente.

No seguinte, ambos foram juntos a Santa Missa, recebendo a Eucaristia lado a lado.

Ele foi aceito na Ordem Menor dos Frades Capuchinhos, vivendo em um monastério e trabalhando como recepcionista e jardineiro até morrer tranquilamente em 1970.

Referia-se a Maria como "sua pequena santa" e esteve presente na sua canonização.

Beatificação e canonização


Em 27 de Abril de 1947, o Papa Pio XII celebrou a cerimonia de beatificação na Basílica de São Pedro.

Ao final da celebração, o Papa caminhou até Assunta, a mãe de Maria.

"Quando eu vi o Papa vindo na minha direção, eu rezei, Nossa Senhora, por favor me ajude. Ele colocou sua mão na minha cabeça e disse, abençoada mãe, feliz mãe, mãe de uma abençoada por Deus. "

Ambos tinham lágrimas nos olhos.

Três anos após, em 24 de Junho de 1950, o Papa Pio XII canonizou Goretti como santa, a "Santa Agnes do século XX".

Assunta estava presente na cerimonia, junto com os quatro irmãos e irmãs ainda vivos.

Segundo algumas fontes, ela foi a primeira mãe a estar presente na canonização de seu filho. Mas, talvez, seja a segunda, pois a mãe de São Luiz Gonzaga talvez tenha estado presente na sua canonização.

Alessandro Serenelli também estava presente na celebração.

A celebração foi realizada na Praça São Pedro, em frente à Basílica.


Uma multidão de 500.000 pessoas assistiu à celebração, na sua maioria jovens, vindos de vários países do mundo.

O Papa perguntou a eles: "Jovens, prazer ao olhos de Jesus, vocês estão determiandos a resistir a todos os ataques à castidade com a ajuda da graça de Deus?"

A resposta foi um grande "sim".

Os três irmãos contaram que Santa maria Goretti interveio miraculosamente nas suas vidas.

Angelo ouviu sua voz orientando-o a emigrar para a América.

Sandrino recebeu uma quantia de dinheiro para pagar sua viagem aos EUA, de maneira inesperada. Faleceu em 1917, ao lado do irmão Angelo.

Este, por sua vez, faleceu em 1964, quando retornou para a Itália.

O terceiro irmão, Mariano, enquanto lutava na I Grande Guerra, recebeu ordens de abandonar a trincheira e atacar. Neste momento, teve uma visão de Santa Maria Goretti dizendo-lhe para desobedecer e permanecer na trincheira. De todo batalhão, ele foi o único a salvar-se.

Seu corpo é mantido em uma cripta na Basilica de Santa Maria delle Grazie e Santa Maria Goretti, em Nettuno, ao sul de Roma.

Representações e homenagens


A Festa de Santa Goretti é celebrada em 6 de Julho.

Maria é a santa da castidade, vítimas de estupro, juventude, pobreza, pureza e perdão.

É representada como uma menina da cabelo ondulados, em roupas simples, carregando lírios, tradicional sinal de pureza na iconografia católica. Também pode estar trajando vestes brancas.

Há várias igrejas, capelas e paróquias dedicadas à santa. Sua devoção se espalhou quase que instantaneamente após a canonização.

Na América, a primeira igreja dedicada a ela é a Capela de Santa Maria Goretti, em Currais Novos (Rio Grande do Norte, Brasil), fundada em 1952.

Como outras Capelas pelo Brasil, também foi fundada em setembro de 1992 em São José do Rio Preto SP, a Capela Santa Maria Goretti, hoje sobre a orientação espiritual do Padre Leonildo I. Pierim.



Capela no quarto do hospital em que morreu


Corpo de Maria Goretti



Local do martírio

Cena do filme Santa Maria Goretti




Corpo de Maria Goretti



Capela onde foi martirizada


Local em que foi esfaqueada


Interior da casa de Maria


Hospital onde morreu

Escada onde estava sentada alguns minutos antes de ser esfaqueada


Sala do Hospital, transformada em capela , onde morreu



Oração a Santa Maria Goretti

Ó Deus, que pela inocência e fortaleza de Maria Goretti transformastes o coração do assassino Alexandre, fazei que Santa Maria Goretti atinja os corações de todos aqueles que são tentados pela paixão desordenada da impureza; e pela intercessão da Santa tenham a força e a graça de vencer a tentação impura.
Ó Deus, fazei também que todas as jovens se inspirem no exemplo de pureza e de fortaleza de Santa Maria Goretti.
Isto vos pedimos por Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém. 





sábado, 5 de julho de 2025

04.07.2025🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí


 

5 de julho - Dia de Santo Antônio Maria Zacarias

Santo Antônio Maria Zacarias
1502-1539
Fundou a congregação dos
Clérigos Regulares de São Paulo "barnabitas",
e a congregação das
Angélicas de São Paulo


Antônio Maria nasceu na rica família Zacarias, da tradicional nobreza italiana, na cidade de Cremona, em 1502. Era o filho único de Lázaro e Antonieta, e seu pai morreu quando ele tinha apenas dois anos de idade. Nessa ocasião não faltaram os pretendentes à mão da jovem viúva, que contava com dezoito anos de idade. Mas Antonieta preferiu afastar-se de todos. Tornou-se exemplo de vida austera, séria e voltada para a fé, dedicando-se exclusivamente à educação e formação do filho. E seu empenho ilustra a alma do homem que preparou para o mundo e para a Igreja. 

Em pouco tempo, Antônio Maria era conhecido por sua inteligência precoce e, ao mesmo tempo, pela disposição à caridade e humildade. Contam os escritos que era comum chegar do colégio sem seu caro manto de lã, pois o deixava sobre os ombros de algum mendigo que estava exposto ao rigor do frio. 

Ao completar dezoito anos de idade, doou toda sua herança para sua mãe, e foi estudar filosofia em Pávia e medicina em Pádua. Ao contrário dos demais estudantes, que pouco aprendiam e mais se dedicavam à vida de diversões das metrópoles, como em todas as épocas, Antônio Maria usava todo o seu tempo para estudar e meditar. Em vez de vestir-se como fidalgo, preferia as roupas simples e comportava-se com humildade. 

Depois de formado, exerceu a medicina junto ao povo, cuidando principalmente dos que não tinham recursos. Conta a tradição que, além de curar os males do corpo, ele confortava as tristezas da alma de seus pobres pacientes. 

Distribuía os remédios científicos juntamente com o conforto, a esperança e a paz de espírito. Finalmente, sua espiritualidade venceu a ciência e, em 1528, Antônio Maria ordenou-se sacerdote. 

Com as bênçãos da mãe, que ficou feliz, mas sozinha, ele foi exercer seu apostolado em Milão. Ali, na companhia de Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, cujos membros ficaram conhecidos como "barnabitas", pois a primeira Casa da Ordem foi erguida ao lado da igreja de São Barnabé, em Milão. Depois, com apoio da condessa de Guastalla, Ludovica Torelli, fundou também a Congregação feminina das Angélicas de São Paulo e criou o Grupo de Casais, para os leigos. Toda a sua Obra se voltou à reforma do clero e dos leigos, reaproximando-os dos legítimos preceitos cristãos. 




Tendo como modelo São Paulo, era também um devoto extremado da santa eucaristia. Foi o padre Antônio Maria que instituiu as "quarenta horas de adoração ao Santíssimo Sacramento", e também o soar dos sinos às quinze horas para indicar a Paixão de Jesus na cruz. 

Durante uma de suas numerosas missões de oração e pregação que efetuava na Itália meridional, foi acometido pela epidemia que se alastrava na região. Não tinha ainda completado os trinta e sete anos de idade quando isto aconteceu. Como médico que era, sabia que a morte se aproximava, voltou então para os braços da dedicada mãe Antonieta. 
Ele morreu, sob o teto da mesma casa onde nasceu, em 5 de julho de 1539, e foi canonizado em 1897. Tendo em vista a criação do Grupo de Casais, santo Antônio Maria Zacarias é considerado o pioneiro da Pastoral Familiar na história da Igreja.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

03.07.2025🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí


 

4 de julho - Dia de Santa Isabel de Portugal

Santa Isabel de Portugal
1271-1336

Santa Isabel de Portugal - Rainha Santa

Quando nasceu Santa Isabel, havia uma briga entre seu pai e seu avô, Jaime I, o Conquistador. Há tempo não se falavam, porque esse rei de Aragão não aprovava o casamento de seu filho Pedro com Dona Constança. Apenas nasceu a santa menina, foram-se apagando as desavenças domésticas e houve grande harmonia naquela casa real.

O destemido avô não ocultava sua grande predileção por essa criança e fez questão de que ela fosse educada em seu palácio, para poder gozar de sua companhia. A razão mais profunda pela qual não queria separar-se dela era o sensível influxo de bênçãos e a suavidade que emanavam de sua pessoa. Num ambiente carregado de tensões e pesados encargos, aquele precioso tesouro dulcificava os corações. Após o falecimento de Jaime I, a infanta permaneceu ainda alguns anos com seus pais. Muito em breve ela se tornaria rainha de Portugal.




"A Cruz e os espinhos do meu Senhor são o meu cetro e a minha coroa".

Na corte de Portugal
Em 1282 partiu para as terras lusas, a fim de contrair matrimônio com Dom Dinis, que acabava de subir ao trono. Nunca se tinha visto ali uma soberana de tamanha modéstia e amabilidade. Seu recolhimento e união com Deus não tardaram a cativar o povo, o qual logo retribuiu o amor de que estava sendo objeto. Para aumentar a confiança de todos na jovem soberana, concorreu a paz que ela obteve, logo ao chegar, entre Dom Dinis e seu irmão que lhe disputava a coroa.

Sua vida na corte foi uma constante busca do sobrenatural. Sem omitir nenhuma das obrigações impostas pela sua condição de rainha, o seu coração não se prendeu a esta terra. Estava presente em todas as festividades do reino e sinceramente se regozijava com o povo; cingia a coroa e trajava os mais ricos vestidos para, ao lado do rei, receber as autoridades ilustres que vinham honrá-la e colocarse a seu serviço. Entretanto, nem por isso envaideceu-se e desejou aquelas glórias para si. Julgava-se pecadora e teria preferido mil vezes ser pobre a possuir todos os tesouros reais.



Precursora da devoção à Imaculada

A oração e a vida de piedade exerceram papel primordial em sua existência, e foram a causa de todas as conquistas pelo bem do reino e das almas que ela obteve. Toda manhã assistia à Santa Missa em seu oratório com o espírito absorto em santas considerações. Desde os oito anos de idade recitava o Ofício Divino, e acrescentou depois a recitação diária dos salmos penitenciais e outras devoções em honra dos Santos e de Nossa Senhora.

Sua devoção a Maria Santíssima foi terna e fecunda, legando à posteridade um traço indelével para a espiritualidade luso- brasileira: o patrocínio da Imaculada Conceição. De fato, foi Santa Isabel quem A escolheu como padroeira de Portugal e fez com que se celebrasse por primeira vez a sua festa, em 8 de dezembro de 1320, quando os raios das disputas teológicas em favor da Conceição Imaculada de Maria espargiam seus primeiros fulgores.

Sofrimentos de esposa e rainha

Assim amparada pelas forças divinas, ela preparou-se para as grandes cruzes e dissabores que a aguardavam. Após o nascimento de seus dois filhos, Constança e Afonso, a Rainha Santa suportou heroicamente a vida dissoluta que Dom Dinis passou a levar. Sem murmurar ou impacientar-se, ela muito rezou e fez penitência pela conversão do soberano.

Assistiu ainda com maior sofrimento às inimizades entre governantes cristãos seus parentes, que por ambição disputavam entre si terras e honrarias e, em conseqüência de suas pretensões, causavam derramamento de sangue.

Corajosamente, Santa Isabel ergueu- se em toda a sua estatura e impediu uma grande quantidade de combates que estavam a ponto de estalar. Dom Dinis e Dom Afonso - irmão do rei - estavam em pé de guerra pela coroa de Portugal. O mesmo rei seu esposo tinha com o monarca de Castela, Sancho IX, sérias contendas em torno das fronteiras entre os reinos. Anos mais tarde, Dom Fernando IV de Castela - seu genro - e Dom Jaime II de Aragão - seu irmão - nutriam mutuamente uma feroz inimizade que caminhava para um terrível enfrentamento. Seu irmão, Frederico da Sicília, e Roberto de Nápoles guerreavam violentamente por razões políticas...

Quantas lágrimas este quadro desolador custou a seu reto coração! Erguendo constantes preces a Deus e implorando a cada um desses soberanos que ouvisse a voz da justiça, ela saiu vitoriosa em todas as desavenças nas quais interveio. A Rainha Santa provou que a paz não se deve tanto a tratados e a considerações de caráter econômico, quanto a almas santas que aplaquem a ira e o ódio por meio da mansidão e da clemência.


Coragem e intrepidez de mãe
A mais pungente atuação de Santa Isabel, a que lhe custou mais sofrimentos e angústias, foi a de enfrentar a rebeldia de seu filho contra o rei. Desejoso de mandar logo no reino e julgando que a coroa tardava muito, o invejoso herdeiro quis proclamar-se rei e declarou guerra a Dom Dinis. Desprezando todos os bons exemplos que sua mãe sempre lhe dera, organizou um exército e defrontou-se contra o autor de seus dias.

De um lado, o rei marcha diante de seus homens, disposto a tudo para manter o cargo que lhe cabe por direito. De outro, o filho insolente o enfrenta e despreza o mandato divino que obriga a honrar pai e mãe. No momento em que o silêncio nos dois campos inimigos indica o início da batalha, surge a figura intrépida da rainha: em sua veloz montaria, ela rasga a arena da discórdia e se interpõe entre as criaturas que mais ama neste mundo, para implorar o perdão e a paz.

Seu olhar, sempre carregado de doçura, volta-se desta vez severo e penetrante para o filho ambicioso: "Como te atreves a proceder deste modo? Pesa- te tanto assim a obediência que deves a teu pai e senhor? Que podes tu esperar do povo no dia em que te caiba governar o reino, se estás a legitimar a traição com este mau exemplo? Enfim... se de nada te servem os meus conselhos e carinho de mãe, teme ao menos a ira de Deus, que justamente castiga os escândalos!" 

Seria possível resistir a este apelo materno, feito diante de milhares de súditos? Arrependido e cheio de confusão, o filho ajoelha-se sem replicar, pede perdão ao rei e jura-lhe fidelidade. Mais uma vez a Rainha Santa afasta as negras nuvens do horizonte e faz brilhar, para gáudio de todos, o arco-íris da bonança.

A caridade e o amor aos pobres
A par de seu espírito pacificador, foi na prática da caridade e no amor aos pobres que o seu amor a Deus se projetou inteiramente. Tanto se dedicou aos fracos, cuidou dos enfermos, fundou hospitais e protegeu toda categoria de desvalidos, que não é possível encontrar explicação humana para a fecundidade assombrosa de suas iniciativas.

Quando a querida rainha saía no paço, uma multidão de infelizes a seguia, pedindo socorro, e nunca algum deles se retirava sem ser generosamente atendido. Gostava de cuidar pessoalmente dos leprosos mais repugnantes, tratar-lhes as chagas e lavar- lhes as roupas; encaminhava para uma vida digna os órfãos e as viúvas e até na hora da morte não abandonava os infelizes, para os quais providenciava uma sepultura digna e mandava celebrar Missas em sufrágio de suas almas. Como corolário de sua fé inabalável, não poucos eram os doentes que saíam de sua presença inteiramente curados.

Primeiro tumulo de Santa Isabel

Morre como terciária franciscana
Ao morrer Dom Dinis, em 1325, Santa Isabel contava 54 anos de idade, e ainda viveu mais onze. Nesse período abraçou a Ordem Terceira de São Francisco e abandonou as pompas da corte, a fim de viver exclusivamente para a oração e a caridade. Sua virtude heróica e a doação de si mesma atingiram o máximo esplendor; ela estava pronta para reinar no Céu.

No dia 4 de julho de 1336, enquanto intermediava uma ação de paz em Estremoz, veio Maria Santíssima buscá-la para a pátria definitiva, onde gozaria da glória eterna. Enquanto todos choravam a perda insuperável, ela se rejubilava por estar na iminência da posse definitiva do Deus a quem tão bem servira. Suas últimas palavras foram: "Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, protegenos do inimigo e recebe-nos à hora da morte". Era desejo seu ser enterrada em Coimbra, no convento de Santa Clara, fundado por ela.

Sua memória rapidamente ultrapassou as fronteiras do reino, e em todo o orbe cristão era conhecida aquela soberana que foi o mais belo ornato do glorioso Portugal.

Altar com o Tumulo atual

Uma canonização singular

O modo singular como Santa Isabel foi canonizada bem serve para mostrar o quanto, sendo a vontade Deus glorificar algum de seus filhos ilustres, nenhum obstáculo humano é capaz de impedi-Lo.

Inumeráveis foram os milagres obtidos junto a seu corpo, que permanecia surpreendentemente incorrupto e exalava um bálsamo odorífico. Em Portugal e na Espanha os devotos ansiavam por vê-la nos altares e dedicar igrejas em sua honra. Os soberanos que dela descendiam insistiam junto às autoridades eclesiásticas para acelerarem o processo.

Nos primórdios do séc. XVII, a canonização era o termo final de uma série de autorizações concedidas pela Santa Sé para a veneração dos santos. Sendo assim, era comum que apenas em algumas dioceses ou regiões se pudesse celebrar um bem-aventurado, mas saindo daquela jurisprudência o culto já não fosse oficial. Esse sistema, somado a uma série de numerosas canonizações naquele período, acabou levando o Papa Urbano VIII a instituir um sistema minucioso e cauto para a admissão de novos bem-aventurados no rol dos santos.

Neste intuito reformador, apenas subiu ao sólio pontifício e logo declarou que não haveria de canonizar nenhum santo! E justo agora que tudo propiciava a glorificação definitiva da querida Rainha Isabel... Que fizeram os devotos agradecidos? Encomendaram aos céus o filial intento, e obtiveram pela oração o que pelos meios humanos não conseguiram.

Após ter enviado várias cartas reforçando o pedido, e também um representante que muito insistiu junto a Urbano VIII, tudo o que o soberano então reinante, Filipe IV, conseguiu foi que o Papa, por educação e cortesia, aceitasse uma imagem da veneranda rainha.

Entretanto, pairava um desígnio superior sobre o intrincado caso. Tendo o Papa caído gravemente enfermo, com febres malignas e já quase sem esperança de vida, lembrou-se da rainha de Portugal. Tanto se falava de seu amor pelos doentes, de seu incansável zelo por curar-lhes o corpo e a alma... Encomendou-se a ela o Papa também, esquecendo-se de sua prudente reserva para com os justos de Deus.

Eis que no dia seguinte amanheceu bom, sem nenhum risco de vida! Tão comovido ficou por ver a bondade de sua protetora que mudou seu parecer. Canonizaria, por uma especial exceção, a rainha de Portugal; e o faria com o "coração grande", alistando-se ele também nas fileiras de seus devotos. Assim se explica a magnífica cerimônia que teve lugar na Basílica de São Pedro, em 25 de maio de 1625. Nem antes nem depois, nos 21 anos de seu pontificado, Urbano VIII canonizou qualquer outro santo!

* * *
Como é eloqüente o exemplo que nos deu a bondosa rainha Santa Isabel, a qual se abriu sem reservas para a mensagem do Evangelho e compreendeu que o tempo é breve e a figura deste mundo passa! Enfrentando as amargas conseqüências do vício e da vanglória que a rodeavam, ela manteve a integridade de quem não se entregou ao pecado e correspondeu com alegria aos desígnios divinos.

Em Coimbra se conserva um precioso manuscrito com estas belas palavras a seu respeito: "A Cruz e os espinhos do meu Senhor são o meu cetro e a minha coroa". Eis o segredo de todos os maravilhosos frutos que ela colheu ao longo de sua vida: o amor a Jesus crucificado acima de todas as coisas. Sigamos seu rastro luminoso de quem só almeja os bens do alto, e obteremos também o inestimável dom da paz para nossos dias.

StElizabethofPortugalIsabel nasceu na Espanha, em 1271. Entre seus antepassados estão muitos santos, reis e imperadores. Era filha de Pedro II, rei de Aragão, que, no entanto, era um jovem príncipe quando ela nasceu. Sem querer ocupar-se com a educação da filha, o monarca determinou que fosse cuidada pelo avô, Tiago I, que se convertera ao cristianismo e levava uma vida voltada para a fé. Sorte da pequena futura rainha, que recebeu, então, uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo. 

Tinha apenas doze anos quando foi pedida em casamento por três príncipes, como nos contos de fadas. Seu pai escolheu o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis. Esse casamento significou para Isabel uma coroa de rainha e uma cruz de martírio, que carregou com humildade e galhardia nos anos seguintes de sua vida. 

Isabel é tida como uma das rainhas mais belas das cortes espanhola e portuguesa; além disso, possuía uma forte e doce personalidade, era também muito inteligente, culta e diplomata. Ela deu dois filhos ao rei: Constância, que seria no futuro rainha de Castela, e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. Mas eram incontáveis as aventuras extraconjugais do rei, tão conhecidas e comentadas que humilhavam profundamente a bondosa rainha perante o mundo inteiro. 
Ela nunca se manifestava sobre a situação, de nada reclamava e a tudo perdoava, mantendo-se fiel ao casamento em Deus, que fizera. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos sinceros preceitos cristãos. 

Perdeu cedo a filha e o genro, criando ela mesma o neto, também um futuro monarca. Não bastassem essas amarguras familiares, foi vítima das desavenças políticas do marido com parentes, e sobretudo do comportamento de seu filho Afonso, que tinha uma personalidade combativa. Depois, ainda foi caluniada por um cortesão que dela não conseguiu se aproximar. A rainha muito sofreu e muito lutou até provar inocência de forma incontestável. 

Sua atuação nas disputas internas das cortes de Portugal e Espanha, nos idos dos séculos XIII e XIV, está contida na história dessas cortes como a única voz a pregar a concórdia e conseguir a pacificação entre tantos egos desejosos de poder. Ao mesmo tempo que ocupava o seu tempo ajudando a amenizar as desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã. 

Ergueu o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra para as jovens piedosas da corte, O mosteiro cisterciense de Almoste e o santuário do Espírito Santo em Alenquer. Também fundou, em Santarém, o Hospital dos Inocentes, para crianças cujas mães, por algum motivo, desejavam abandonar. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo. 

Quando o marido morreu, em 1335, Isabel recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Antes, porém, abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados. 

A rainha Isabel de Portugal morreu, em Estremoz, no dia 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra e canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665. Santa Isabel de Portugal foi declarada padroeira deste país, sendo invocada pelos portugueses como "a rainha santa da concórdia e da paz".
Túmulo de Isabel, no Mosteiro
de Santa Clara a Nova

4 de julho - Dia de São Ulrich


São Ulrich

Também conhecido como Ulrich, Udalric; São Udalrich; São Uldaricus; São Ulrich de Augsburg e São Ulrico de Augsburgo

Ele nasceu em 890 DC, na cidade de Kyburg, Zurique-Suíça. É filho do conde Hucpald e Thebirga, parente do duque de Alamannis e da família do Imperador Otto. Ulrico era um menino doente, sendo educado na escola monástica de São Call. Mostrou ser um excelente estudante e mais tarde tornou-se ajudante do seu tio Adalberto, bispo de Augsburg e foi ordenado padre em 28 de dezembro de 923.

Ele construiu igrejas, capelas, visitava paróquias e trabalhava com os doentes nos hospitais. Trouxe relíquias de santos, de Roma, para os santuários que ele construiu. Fez um bom trabalho e muito se esforçou para elevar a moral e melhorar as condições sociais do clero e dos leigos, na Suíça.

Quando os Magyares invadiram a Alemanha e sitiaram Augsburg, Ulrico, com sua coragem e sua liderança, organizou a resistência até a chegada dos reforços do imperador Oto. Em 10 de agosto de 955, uma batalha final ocorreu em Lechfeld e os invasores foram derrotados. A tradição diz que São Ulrico lutou nesta batalha e teria garantido sua vitória pelas orações, visto que o seu cavalo e os de sua tropa, atravessaram o rio e os dos inimigos afundaram.

Foi indicado para ser bispo e após 48 anos de bispado com a sua saúde exaurida, ele renunciou ao seu posto e sua Diocese a favor de seu sobrinho, em uma atitude que teve a bênção do Imperador Otto, mas o Sínodo de Ingelheim decidiu não aceitá-lo como canônico. Eles acusaram o bispo de nepotismo e tentaram julgar o velho bispo. Ulrico teve que pedir desculpas públicas e fazer penitência e foi perdoado, mas a mensagem de seu perdão final só chegou ao seu leito de morte, em 4 de julho de 963.

Uma carta que circulou por uns tempos, dizia que Ulrico era contra o celibato dos padres e via o mesmo como uma carga desnecessária, mas mais tarde especialistas do clero provaram ser a mesma forjada e é certo que Ulrico disciplinava a si próprio e ao seu clero na questão do celibato.

As suas relíquias estão no santuário da igreja de Santa Afra.

A tradição diz que a terra próxima ao seu túmulo repele os ratos e por vários anos tem sido levada por peregrinos, para este fim.

É invocado contra tonteiras e tombos em geral.
É padroeiro, junto com São José, de uma boa morte!

Diz ainda à tradição que a mulher grávida que bebe do seu cálice, terá um parto fácil e assim ele é também padroeiro de um parto sem problemas.

O toque de sua cruz pastoral também era usado para curar pessoas mordidas por cães raivosos.
Diz à tradição, que certa vez ele deu a um pedinte uma perna de um ganso, pedindo a este que guardasse a mesma até o dia seguinte (Sexta Feira da Paixão) e a perna de ganso seca, no dia seguinte de manhã, havia se tornado um grande e saboroso peixe.

São Ulrico foi o primeiro santo a ser canonizado por um Papa, o que levou a criação do processo formal de canonização que é feito até hoje. 

Foi canonizado em 993 pelo Papa João XV .

Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como: 1) um bispo segurando um peixe, 2) jantando com Santa Wolfgang, 3) gratificando um mensageiro com uma perna de ganso 4) dando sua túnica a um pedinte, 5) com Santa Afra 6)atravessando um rio a cavado enquanto todos os demais afundam, 7) com um anjo dando a ele uma cruz.

Sua festa é celebrada no dia 4 de julho.

04 de Julho - Dia de Santo André de Creta, Arcebispo de Gortina

André nasceu em Damasco, em meados do século VII. Apesar da eloqüência que possuía na sua idade madura, conta-se que até o momento da sua primeira comunhão, que recebeu aos sete anos, quase não falava. Aos quinze anos de idade, mudou-se para Jerusalém, razão pela qual recebe, algumas vezes, o título de Santo André de Jerusalém. Nesta cidade se tornou monge no Monastério de São Savas, e no Monastério do Santo sepulcro recebeu as ordens menores do leitorado e do subdiaconato. No ano 685, o Patriarca de Jerusalém, Theodoro, o enviou à Constantinopla para reiterar a adesão de sua Igreja ao Sexto Concílio Ecumênico da Igreja que acabava de condenar a heresia monotelita. Santo André ficou em Constantinopla e lá foi ordenado diácono da Grande Basílica, recebendo também o encargo de cuidar de um orfanato e de um asilo para os idosos. Pouco tempo depois, devido às suas qualidades de caráter e suas habilidades, foi eleito arcebispo de Gortina, sede metropolitana de Creta. Ali se deixou envolver na última onda monotelista.

No ano 711, Filípico Bardanes apoderou-se do trono imperial, mandou queimar as Atas do Sexto Concílio Ecumênico, restabeleceu nos dípticos litúrgicos os nomes que o Concílio havia anatematizado, reunindo um sínodo para ratificar suas ações. André participou deste sínodo que aconteceu no ano 712, mas já no ano seguinte se arrependeu do que fez e assinou, sem hesitação, a carta de desculpa que seu Patriarca escreveu ao Papa Constantino, depois que Anastásio II recuperou o trono imperial, colocando para fora seu usurpador Bardanes.

Santo André se destacou pelo resto de sua vida como um grande pregador e compositor de hinos sacros. São conservados até hoje mais de vinte de seus sermões que têm sido publicados ao longo dos séculos. Seus hinos influenciaram de forma definitiva a liturgia bizantina. Segundo se afirma, foi Santo André quem introduziu a forma hinódica chamada «cânone». Em todo caso, é indubitável que ele escreveu muitos hinos, neste e em outros ritmos parecidos; alguns deles são cantados ainda em nossos dias.

Santo André morreu num barco, no ano 740, quando regressava de uma viagem que fez à Constantinopla, sendo sepultado na Igreja de Santa Anastásia em Edesó, uma cidade de Mitilini.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A SANTA MEDALHA DA PAZ

A MEDALHA DO AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ

A MEDALHA DA ROSA MISTICA

LIVROS MISTICA CIDADE DEUS

LIVROS MISTICA CIDADE DEUS
ENTRE EM CONTATO PELOS TELEFONES ACIMA

SANTA BERNADETTE DE LOURDES

SANTA RITA DE CASCIA - FILME SEDE SANTOS 1

SANTA RITA DE CASCIA - FILME SEDE SANTOS  1
Vida de Santa Rita de Cássia

SANTA VERONICA GIULIANI - FILME SEDE SANTOS 2

SANTA VERONICA GIULIANI - FILME SEDE SANTOS 2
Vida de Santa Veronica Giuliani

SANTA AGUEDA - FILME SEDE SANTOS 3

SANTA AGUEDA - FILME SEDE SANTOS 3
Vida de Santa Agatha ou Agueda de Catania

SANTA GEMMA E SANTA ZITA - FILME SEDE SANTOS 4

SANTA GEMMA E SANTA ZITA - FILME SEDE SANTOS 4
Vida de Santa Gemma

SANTO CURA DAR'S - FILME SEDE SANTOS 5

SANTO CURA DAR'S - FILME SEDE SANTOS 5
Vida de São João Maria Vianey

SANTA LUCIA DE SIRACUSA - FILME SEDE SANTOS 6

SANTA LUCIA DE SIRACUSA - FILME SEDE SANTOS 6
Vida de Santa Luzia de Siracusa

SÃO JOÃO BOSCO E DOMINGOS SÁVIO - FILME SEDE SANTOS 7

SÃO JOÃO BOSCO E DOMINGOS SÁVIO - FILME SEDE SANTOS 7
Vida de São João Bosco, São Domingos Sávio e Mama Marguerita(Santa Mãe de São João Bosco)

SÃO GERALDO MAJELA FILME SEDE SANTOS 8

SANTA FILOMENA FILME SEDE SANTOS 9

SÃO BENEDITO FILME SEDE SANTOS 10

SÃO GABRIEL DAS DORES FILME SEDE SANTOS 11

SANTA HELENA

SANTA HELENA
1ª PEREGRINA DO MUNDO

IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE

IRMÃ AMÁLIA AGUIRRE
Vidente de Nossa Senhora das Lágrimas

BEATA LAURA VICUÑA

SÃO DOMINGOS SÁVIO

SÃO DOMINGOS SÁVIO
"Antes morrer do que pecar"

DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."