quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

1 de janeiro - SANTA MARIA MÃE DE DEUS

SANTA MARIA MÃE DE DEUS
 
Solenidade da Santa María, Mãe de Deus

A Solenidade da Santa Maria Mãe de Deus é a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental, sua celebração se começou a dar em Roma para o século VI, provavelmente junto com a dedicação –em 1º de janeiro– do templo “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras Iglesias marianas de Roma.

A antigüidade da celebração Mariana se constata nas pinturas com o nome de Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) que foram encontradas nas Catacumbas ou antiqüíssimos subterrâneos que estão cavados debaixo da cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa em tempos das perseguições.

Mais adiante, o rito romano celebrava em 1º de janeiro a oitava de Natal, comemorando a circuncisão do Menino Jesus. 


Depois de desaparecer a antiga festa Mariana, em 1931, o Papa Pio XI, com ocasião do XV centenário do concílio de Éfeso (431), instituiu a Festa Mariana para em 11 de outubro, em lembrança deste Concílio, onde se proclamou solenemente Santa Maria como verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus; mas na última reforma do calendário –após o Concílio Vaticano II– se transladou a festa para 1º de janeiro, com a máxima categoria litúrgica, de solenidade, e com título da Santa Maria, Mãe de Deus.

Desta maneira, esta Festa Mariana encontra um marco litúrgico mais adequado no tempo do Natal do Senhor; e ao mesmo tempo, todos os católicos começam o ano pedindo o amparo da Santíssima Virgem Maria.

O Concílio de Éfeso

No ano de 431, o herege Nestorio se atreveu a dizer que Maria não era Mãe de Deus, afirmando: 
“Então Deus tem uma mãe? Pois então não condenemos a mitologia grega, que lhes atribui uma mãe aos deuses”. 


Ante isso, reuniram-se os 200 bispos do mundo em Éfeso –a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos– e iluminados pelo Espírito Santo declararam: 

“A Virgem Maria sim é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”. 

E acompanhados por toda a multidão da cidade que os rodeava levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: 

"Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém".

Do mesmo modo, São Cirilo da Alexandria ressaltou:

“Será dito: a Virgem é mãe da divindade?

A isso respondemos: o Verbo vivente, subsistente, foi engendrado pela mesma substância de Deus Pai, existe desde toda a eternidade... Mas no tempo ele se fez carne, por isso se pode dizer que nasceu de mulher”.

Mãe do Menino Deus
"Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo sua palavra"

É desde esse Fiat, faça-se que Santa Maria respondeu firme e amorosamente ao Plano de Deus; graças a sua entrega generosa Deus mesmo se pôde encarnar para nos trazer a Reconciliação, que nos libera das feridas do pecado.

A donzela de Nazaré, a cheia de graça, ao assumir em seu ventre ao Menino Jesus, a Segunda Pessoa da Trindade, converte-se na Mãe de Deus, dando tudo de si para seu Filho; vemos porque tudo nela aponta a seu Filho Jesus.

É por isso, que Maria é modelo para todo cristão que busca dia a dia alcançar sua santificação. Em nossa Mãe Santa Maria encontramos a guia segura que nos introduz na vida do Senhor Jesus, nos ajudando a nos conformar com Ele e poder dizer como o Apóstolo “vivo eu mais não eu, é Cristo quem vive em mim”.

Provas da Santa Escritura

Para iluminar com um raio divino esta verdade tão bela e fundamental, recorramos à Sagrada Escritura, mostrando como ali tudo proclama este título da Virgem Imaculada.

Maria é verdadeiramente Mãe de Deus.

Ela gerou um homem hipostaticamente unido à divindade; Deus nasceu verdadeiramente dela, revestido de um corpo mortal, formado do seu virginal e puríssimo sangue.

Embora, no Evangelho, Ela não seja chamada expressamente "Mãe de Cristo" ou "Mãe de Deus", esta dignidade deduz-se, com todo o rigor, do texto sagrado.

O Arcanjo Gabriel, dizendo à Maria: "O santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus" (Lc 1, 35), exprime claramente que ela será Mãe de Deus.

O Arcanjo diz que o Santo que nascerá de Maria será chamado o Filho de Deus. Se o Filho de Maria é o Filho de Deus, é absolutamente certo que Maria é a Mãe de Deus.

Repleta do Espírito Santo, Santa Isabel exclama: "Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1, 43).

Que quer dizer isso senão que Maria é a Mãe de Deus? Mãe do Senhor ou "Mãe de Deus" são expressões idênticas.
S. Paulo diz que Deus enviou seu Filho, feito da mulher, feito sob a lei (Galat. 4, 4).

O profeta Isaías predisse que a Virgem conceberia e daria à luz um Filho que seria chamado Emanuel ou Deus conosco (Is 7, 14). Qual é este Deus? É necessariamente Aquele que, segundo o testemunho de S. Pedro, não é nem Jeremias, nem Elias, nem qualquer outro profeta, mas, sim, o Cristo, o Filho de Deus vivo.

É aquele que, conforme a confissão dos demônios, é: o Santo de Deus.

Tal é o Cristo que Maria deu à luz.

Ela gerou, pois, um Deus-homem. Logo, é Mãe de Deus por ser Mãe de um homem que é Deus e que, sendo Deus, Redimiu o gênero humano.

A Doutrina dos Santos Padres, a Tradição: 


Tal é a doutrina claramente expressa no Evangelho, e sempre seguida na Igreja Católica.

Os Santos Padres, desde os tempos Apostólicos até hoje, foram sempre unânimes a respeito desta questão; seria uma página sublime se pudéssemos reproduzir as numerosas sentenças que eles nos legaram.

Citemos pelo menos uns textos dos principais Apóstolos, tirados de suas "liturgias" e transmitidas por escritores dos primeiros séculos.

Santo André diz: "Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu." (Sto Andreas Apost. in transitu B. V., apud Amad.).


São João diz: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu à luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido à carne humana." (S. João Apost. Ibid).

S. Tiago: "Maria é a Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus" (S. Jac. in Liturgia).

S. Dionísio Areopagita: "Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes." (S. Dion. in revel. S. Brigit.)

Orígenes (Sec. II) escreve: "Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe" (Orig. Hom. I, in divers.)

Santo Atanásio diz: "Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta." (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.).

Santo Efrém: "Maria é Mãe de Deus sem culpa" (S. Ephre. in Thren. B.V.).

S. Jerônimo: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus". (S. Jerôn. in Serm. Ass. B. V.).

Santo Agostinho: "Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus". (S. Agost. in orat. ad heres.).


E assim por diante.

Todos os Santos Padres rivalizaram em amor e veneração, proclamando Maria: Santa e Imaculada Mãe de Deus.

Terminemos estas citações, que podíamos prolongar por páginas afora, pela citação do argumento com que S. Cirilo refutou Nestório:

"Maria Santíssima, diz o grande polemista, é Mãe de Cristo e Mãe de Deus. A carne de Cristo não foi primeiro concebida, depois animada, e enfim assumida pelo Verbo; mas no mesmo momento foi concebida e unida à alma do Verbo. Não houve, pois, intervalo de tempo entre o instante da Conceição da carne, que permitiria chamar Maria "Mãe de um homem", e a vinda da majestade divina. No mesmo instante a carne de Cristo foi concebida e unida à alma e ao Verbo".

Vê-se, através destas citações, que nenhuma dúvida, nenhuma hesitação existe sobre este ponto no espírito dos Santos Padres. É uma verdade Evangélica, tradicional, universal, que todos aceitam e professam.

SANTA MARIA , MÃE DE DEUS,
ROGAI POR NÓS PECADORES
AGORA E NA HORA DE NOSSA MORTE.
AMÉM

1 de janeiro - Dia de São Fulgêncio


Santo Fulgêncio
465-533

Cartago é o berço deste impertérrito defensor da fé católica. Fulgêncio era filho de pais cristãos. Tendo perdido cedo o pai, a mãe cuidou de dar ao filho uma educação de acordo com as normas da religião. Não só seus belos talentos, como a modéstia, a docilidade, o grande respeito que mostrava para com a mãe, fizeram com que fosse estimado por todos. Apesar de vantajosas colocações que se lhe ofereceram, Fulgêncio, para fugir dos perigos do mundo, resolveu entrar num convento. A leitura de um sermão de Santo Agostinho sobre a vaidade do mundo e a brevidade da vida, levou-o a pôr em execução esse plano, sem demora. Dirigiu-se ao bispo Fausto, que era superior de um convento em Byzacene. Este não quis aceitar, receando que uma pessoa nas condições de Fulgêncio não se pudesse ajeitar com a vida austera do convento. 

Fulgêncio respondeu-lhe com humildade: “Aquele que me inspirou a vontade de servi-lhe, poderá dar-me força de vencer a minha fraqueza”. Fausto, admirado desta resposta tão criteriosa, admitiu-o. Logo, porém, que a mãe soube da resolução do filho, e da sua entrada para vida religiosa, correu ao convento e com ímpeto e grande pranto, exigiu a volta de Fulgêncio. Este, porém, venceu a tentação e ficou firme na vocação. O amor de Deus fê-lo vencer a voz da natureza. Entregou os bens à mãe, para que os administrasse, até que o irmão mais novo pudesse assumir esta responsabilidade.

A vida de Fulgêncio no convento foi a de um religioso modelo. De todos o mais humilde e obediente, ninguém como ele se penitenciava.

A perseguição do rei vândalo Hunerico obrigou-o a abandonar o convento e procurar agasalho em outra parte. Nas suas viagens, chegou à Sicília e Roma. Passados dois anos, voltou para a África. Nesta posição, em nada o fez mudar nos seus hábitos religiosos. As práticas de piedade, as obras de mortificação e penitência continuaram-lhe fiéis companheiras até à morte. Como Bispo, defendeu a fé contra os erros do arianismo, e exortou os fiéis à perseverança na verdadeira religião. Grande abalo sofreu sua administração episcopal pela perseguição do rei vândalo Trasamundo, que o obrigou a comer o pão do exílio, em companhia de outros Bispos católicos. Na Sardenha, para onde foram desterrados, viveram em santa comunidade, até que a morte do tirano lhes permitiu o regresso para a pátria. Neste ínterim, Fulgêncio escreveu diversos tratados contra a heresia ariana. Recepção carinhosa esperou os Pastores exilados, na sua volta a Cartago. São Fulgêncio dedicou-se então, de corpo e alma, à reorganização da diocese, na qual, durante a sua ausência, se tinham dado diversas irregularidades. Com brandura e firmeza procurou abolir abusos e restabelecer a ordem, onde as circunstâncias o exigiam.

As virtudes que mais caracterizaram a vida deste santo Bispo, foram a humildade, a mansidão e a paciência. Nunca se lhe ouviu da boca uma palavra que revelasse egoísmo, nunca lhe escapou uma expressão que pudesse melindrar, entristecer ou ofender o próximo. Não cedia aos impulsos da impaciência, por mais difícil que fosse vencê-la. Tinha por lema sujeitar-se sempre à vontade de Deus, nos lances mais duros da vida. A sua caridade para com o próximo parecia não ter limites. O vivo interesse que tomava pelo bem-estar material e espiritual dos súditos, garantia-lhe a simpatia e o amor de todos.

Sentindo a proximidade da morte, Fulgêncio retirou-se para um pequeno convento, na ilha Circina. Esta ausência foi muito sentida pelos diocesanos que, com insistência, lhe reclamaram o regresso. Tinha os dias contados. Uma doença grave e dolorosíssima preparou-lhe o caminho para o túmulo. Modelo de todas as virtudes, na sua doença de morte o santo Bispo edificou a todos, pela paciência e resignação. Tendo chegado a hora extrema, mandou reunir todos os sacerdotes, e exortou-os novamente à perseverança na fé verdadeira e ao zelo no serviço de Deus. Pediu perdão a todos que tivesse ofendido ou magoado; mandou distribuir entre os pobres os poucos bens que lhe tinham ficado e entregou a alma ao Criador. Fulgêncio morreu com 65 anos de idade e o corpo, contrariamente ao costume daquele tempo, foi sepultado na Catedral, porque geral era a convicção de sua grande santidade. Em 714 foram essas relíquias transportadas para Bourges, na França.

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Fábio Cláudio Gordiano Fulgêncio nasceu em Cartago, na atual Tunísia, África, no ano 465. Nasceu numa rica família cristã , seu pai era um senador romano e a mãe era de uma família local influente. Teve uma formação intelectual excelente, com caráter firme, espírito de liderança e habilidade para os negócios. Na juventude se destacou na administração dos bens da família, o que o levou a ocupar altos postos no setor público. Fulgêncio era muito culto e educado, interessava-se tanto pela religião quanto pelas artes e literatura. Freqüentava um mosteiro vizinho, onde orava com os monges e vasculhava sua biblioteca. Os biógrafos afirmam que após ler os comentários de Santo Agostinho sobre o salmo 36, decidiu-se pela vida de austeridade e de solidão. 

A África romana do seu tempo, era reino o dos Vassalos, com a capital em Cartago, o que vale dizer que os arianos dominavam e os católicos eram súditos. A convivência era difícil e o rei Trasamundo havia recomeçado as perseguições. Fulgêncio tentou ir para o Egito ao encontro dos monges do deserto, mas o navio que o transportava teve de ancorar em Siracusa, onde as notícias dos conflitos da igreja egipciana o fizeram desistir. Em 500, foi a vez de Roma decepcioná-lo, na época governada por Teodorico, onde os cristãos também estavam submissos. Voltou para a África. 

Foi na sua pátria que Fulgêncio se ordenou sacerdote. Em 510, o rei que desejava a extinção total da Igreja, proibiu que houvesse sucessor para os bispos falecidos. Mas os cristãos os elegeram em segredo, e um deles foi Fulgêncio, designado para a diocese de Ruspe, na Tunísia mesmo.O rei soube e mandou exilar todos, sessenta, na ilha italiana da Sardenha, que pertencia aos seus domínios. Pelo menos lá, os cristãos viviam em paz. 

No mosteiro do exílio, Fulgêncio se tornou professor dos bispos, padres, monges, e conselheiro e pacificador entre a população. Tornou-se, dentro da sua humildade, um líder, uma figura que nem mesmo o rei podia ignorar. De fato, o rei mandou que viesse para a capital, onde o deixou livre para o ministério sacerdotal, pedindo que o ajudasse no esclarecimento das questões da fé, ou seja, respeitava muito Fulgêncio. Tanto que o mandou de volta para a Sardenha, para acalmar os súditos arianos radicais. 

Durante os anos em que ali permaneceu, escreveu muito. Além de tratados religiosos, manteve uma vasta correspondência com seus discípulos e superiores, bem como com as maiores autoridades da Igreja de então, Só quando o rei morreu, Fulgêncio pode retornar para sua pátria e sua sede episcopal em Ruspe. Foi recebido em triunfo, reorganizou a diocese, restabeleceu a ordem e a disciplina. Morreu no dia primeiro de janeiro de 533, aos sessenta e oito anos, pregando a caridade como "o caminho que conduz ao céu". 

O Concílo Vaticano II, no decreto sobre a atividade missionária da Igreja, faz menção ao pensamento de São Fulgêncio expresso em uma carta ao rei Trasamundo. Este Santo, comemorado anteriormente no dia 12 de janeiro, continua ensinado através dos séculos. A Igreja determinou a festa de São Fulgêncio para o dia de sua morte.


1 de janeiro - Dia de São Vicente Maria Strambi

 Santo Vicente Maria Strambi
1745-1824

Vicente Maria Strambi, nasceu no dia 1 de janeiro de 1745, em Civitavechia, na Itália, onde seu pai era dono de uma farmácia. Estudou no seminário desde a infância. Aos quinze anos, venceu a resistência dos pais ingressando no noviciado da Ordem menor dos capuchinhos. 

Foi ordenado sacerdote em 1767. Um ano depois o jovem sacerdote, ingressou na Congregação Passionista, que acabava de ser fundada. Foi discípulo perfeito do seu fundador, Paulo da Cruz. Professou a fé e recebeu o hábito dos passionistas em 1769. 

Eminente diretor espiritual, excelente missionário e excepcional catequista, percorreu a Itália central proclamando com fervor e competência os tesouros que encontramos em Cristo, especialmente na Sua Paixão. Assistiu à morte do fundador e, como postulador da causa dos passionistas, escreveu a sua primeira biografia, obra fundamental para o conhecimento de São Paulo da Cruz. Foi Provincial da Apresentação e Consultor Geral. 

A 5 de julho de 1801, Vicente Maria, que já era o consultor geral da congregação, foi nomeado bispo de Macerata e Tolentino. Nos movimentos revolucionários do seu tempo, foi intrépido defensor da liberdade da Igreja. Recusou prestar juramento de fidelidade a Napoleão Bonaparte, que invadira e usurpara os Estados Pontifícios. Em conseqüência, foi exilado para Novara e Milão, durante sete anos. 

Em 1814, ano em que o imperador Napoleão foi deposto, ele regressou à sua sede episcopal, onde ficou por mais nove anos. Estando já idoso e enfraquecido, renunciou ao bispado em 1823. O papa Leão XII, acatou sua decisão, porém o chamou como seu conselheiro e diretor espiritual. Assim, sem esquecer as suas ocupações habituais, continuou a pregar missões, como tinha feito antes, em Roma. 

Em primeiro de novembro deste mesmo ano, o papa Leão XII ficou gravemente doente. Ele ofereceu sua vida a Deus para que o Papa não morresse, rezando e fazendo penitência. 

Aos poucos ele se restabeleceu completamente, alguns meses depois, monsenhor Vicente Maria morreu, era o dia 1 de janeiro de 1824. 

Foi canonizado em 1950. A comemoração de São Vicente Maria Strambi acontece no dia de sua morte, recebendo homenagens especiais em Macerata, onde os seus restos mortais descansam na igreja de São Felipe, desde 1957.

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

31 de dezembro - Dia de São Silvestre I Papa


Jacareí, 30.12.2018 Mensagem de Nossa Senhora e São Silvestre ao vidente Marcos Tadeu Teixeira


São Silvestre I
Papa
+335



A Igreja deixou de sofrer as sanguinárias perseguições e saiu da clandestinidade, no século IV, sob o império do imperador bizantino Constantino, que se converteu à fé em Cristo. Desse modo, o cristianismo se expandiu livremente, tendo no comando da Igreja um papa à altura para estruturá-lo como uma organização eclesiástica duradoura. 



Era Silvestre I, um romano eleito em 314. Tanto assim que sobreviveu a muitas outras turbulências para chegar, triunfante, ao terceiro milênio. 


Embora o imperador Constantino tenha deixado florescer a semente plantada pelos apóstolos de Jesus, após anos de perseguições e ter feito tantos mártires, o cristianismo ainda não estava em completa paz. Até o imperador convertido foi convocado para ajudar a manter a paz da Igreja, e ele obedeceu ao papa Silvestre I. 


Quando irrompeu o cisma na África, o imperador usou sua autoridade para manter a paz, inclusive para o Império. Além disso, foi orientado a ser o autor da convocação do Concílio de Nicéia, o primeiro da Igreja, em 325, no qual a Igreja de Roma saiu vencedora, aprovando o credo contra a heresia ariana. 


Tudo isso acontecia com o papa Silvestre I já bem idoso. Como não agüentaria a viagem, mandou representantes à altura para que a Igreja se firmasse no encontro: o bispo Ósio, de Córdoba, e mais dois sacerdotes assessores. 



Como havia harmonia entre o papa e Constantino, a Igreja conseguir bons resultados também no sínodo. Recebeu um forte apoio financeiro para a construção de valiosos edifícios eclesiásticos, que também marcaram o governo desse papa. 


A construção mais importante, sem dúvida, foi a basílica em honra de São Pedro, no monte Vaticano, em Roma. 


O local era um antigo cemitério pagão, o que fez aumentar muito a importância e o significado de a construção dedicada a Pedro ter sido feita ali. 



Quem descobriu isso foi o papa Pio XII, comandando escavações no local em 1939. Outra foi a Basílica de São Paulo Extra-Muro, e também a dedicada a são João, em Roma. 


Também por causa de Silvestre, Constantino patrocinou à Igreja um ato histórico e de muita relevância para a humanidade e o catolicismo: doou seu próprio palácio Lateralense, para servir de moradia para os papas, e toda a cidade de Roma e algumas outras vizinhas para a Igreja. 


Mas esses atos não ocorreram porque Constantino tinha-se convertido ou por interferência de sua mãe Helena: o grande mérito se deve ao trabalho do papa Silvestre I. 



Podemos analisar melhor com a atitude de Constantino, que nunca se deixou batizar. 





A conversão total veio no leito de morte, quando pediu o batismo e recebeu a comunhão. Constantino está, agora, incluído no livro dos santos, ao lado de sua mãe. 

Quanto ao papa São Silvestre I, morreu em 335, depois de ter permanecido no trono de Pedro durante vinte e um anos, e produzido tantos e bons frutos para o cristianismo. No ano seguinte ao da sua morte, começou a ser dedicada a São Silvestre uma festa no dia 31 de dezembro, enquanto, no Oriente, ele é celebrado dois dias depois.



O santo do ano novo

1. A túnica branca, o manto vermelho e a tiara na cabeça formavam a indumentária dos papas daquela época.

2. O cajado simboliza a imagem do pastor que tem a missão de conduzir os fiéis.

3. A Bíblia na mão esquerda e o crucifixo no pescoço demonstram a fé nos ensinamentos cristãos.

4. Aos pés de São Silvestre está um dragão, representação do mal,que o santo destrói por meio da fé em Cristo.



A oração Deus, nosso pai, hoje é o último dia do ano. Nós vos agradecemos todas as graças que nos concedestes através de vossos santos. E hoje pedimos a São Silvestre que interceda a Vós por nós! Perdoai as nossas faltas, o nosso pecado e dai-nos a graça de contínua conversão. Renovai as nossas esperanças, fortalecei a nossa fé, abri a nossa mente e os nossos corações, não nos deixeis acomodar em nossas posições conquistadas, mas, como povo peregrino, caminhemos sem cessar rumo aos Novos Céus e à Nova Terra a nós prometidos. Amém.



30.12.2018 Mensagem de Nossa Senhora e São Silvestre a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí “O tempo da misericórdia se esgota e em breve minha voz se calará”

Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz

“ Queridos filhos, hoje, convido todos vocês a refletirem quanto a misericórdia de Deus e o amor do Senhor por vocês é grande concedendo a vocês mais um ano para conhecê-lo, amá-lo e conseguir méritos para entrarem no Céu neste ano que está para terminar.

Reflitam meus filhos, quanto a misericórdia de Deus é grande por vocês conservando em vocês a vida para mais um ano que está para começar... Quantos deixaram este mundo neste ano que está para acabar e o tempo para eles conseguirem méritos para entrar no Céu, também acabou! O que eles fizeram, fizeram. O que não fizeram, não voltarão aqui para fazer nunca mais! E a cada um foi dado também a recompensa segundo o bem que tiverem feito, ou o castigo, segundo o mal que tiverem feito ou o bem que não tiverem feito.

Reflitam quanto Deus é bom com vocês permitindo a vocês viver mais um ano para conhecê-lo , amá-lo, para progredirem na santidade, e assim, ajuntarem méritos com os quais poderão entrar no Céu. Aproveitem este novo ano que Deus lhes dá, portanto, e santifiquem-no com boas obras esforçando-se ao máximo para serem santos, para agradar a Deus, para fazer a vontade dele e, sobretudo, para se prepararem, porque o meu filho Jesus poderá chamá-los a qualquer momento para deixarem este mundo ou poderá voltar a qualquer momento também e por fim a este mundo envelhecido e apodrecido pelo pecado e se vocês não estiverem preparados nem santificados, vocês não poderão receber a coroa da vida eterna.

Vocês falam muito, mas obedecem pouco! Vocês prometem muito e falam muito de uma santidade que não vivem! Por isso, esforcem-se meus filhos para viver a santidade de verdade, para que então vocês sejam dignos da salvação e da eternidade que o meu filho prepara para todos vocês.

Continuem rezando o Rosário todos os dias! O Rosário é fonte de santidade. Todos os santos rezaram o meu Rosário... Depois que eu o dei ao meu filhinho Domingos, não houve santo que não o tenha rezado. O Rosário sempre foi causa de santidade de todos os meus filhos. Por isso, rezem o Rosário meus filhos com todo o amor do coração de vocês, pois o Rosário tem o poder de fazer crescer as sementes da santidade nas almas de vocês, e também tem o poder de destruir toda semente de mal que o meu inimigo e que o mundo quer plantar em vocês.

Rezem o Rosário! Nada é mais importante agora do que salvar as almas de vocês e alcançar o Céu! Dediquem, portanto, mais tempo para a meditação, para leitura espiritual, para o Rosário e para conhecerem a santidade a fim de praticá-la corretamente...

Amem o Rosário, assim, vocês descobrirão a beleza do Rosário, descobrirão a luz do Rosário, descobrirão o segredo do Rosário pois as coisas de Deus devem primeiro ser amadas para depois serem entendias.

Amem o meu Rosário e entenderão o Rosário! Amem, busquem, desejem com todas as forças da alma de vocês a santidade, e no próximo ano, vocês a alcançarão!

Sim... O tempo da misericórdia se esgota e em breve minha voz se calará! Aproveitem os últimos conselhos que estou dando a vocês meus filhos, para que assim, vocês possam, verdadeiramente, ser sábios como o homem que sendo sábio ouve os conselhos da sua mãe e os traz presos ao coração como uma argola de ouro ao pescoço e deles nunca se afasta, nunca cessa, nunca deixa de meditá-los. Meditem as minhas mensagens que são extraordinárias para as almas justas e santas!

Abram o entendimento de vocês pelo desejo, o desejo de conhecer, de compreender e entender as minhas mensagens pelo estudo e meditação. E quanto mais vocês meditarem as minhas mensagens, mais o dom do entendimento lhes será dado pelo Espírito Santo e por mim e vocês conhecerão a beleza, conhecerão a luz, conhecerão o esplendor maravilhoso de todas as mensagens que eu lhes tenho dado.

A todos eu abençoo com amor agora de Fátima, de Medjugorje e de Jacareí.”

 

Mensagem de São Silvestre

 

“ Amados irmãos meus, eu, Silvestre, servo do Senhor e da Mãe de Deus, venho hoje para lhes dizer: Busquem a santidade, desejem a santidade e ela será dada a vocês pois a todo que busca, se encontra, a todo que bate será aberto e a todo que pede, será dado!

Hoje em dia há tão pouco santos porque poucos pedem a graça da santidade, poucos desejam a santidade, poucos buscam a santidade... Busquem, peçam, procurem a santidade e ela será dada a todo aquele que a desejar!

O Senhor procura corações na Terra que desejem a santidade, que desejem ser perfeitos para agradar a ele e para dar alegria, contentamento ao seu divino coração. Mas, tudo o que encontra, é só o amor das coisa mundanas, o amor das criaturas, o amor dos prazeres, o amor do dinheiro, o amor, enfim, daquilo que é mundano e terreno. Por isso, o Senhor tem a sua chama de amor represada no seu divino coração e não pode derramar essas chamas em quem quer que seja porque são poucos, muito poucos, aqueles que verdadeiramente querem a santidade para dar alegria, glória e louvor a Deus.

Oh! Como o mundo era abençoado nos tempos áureos em que tantos queriam ser santos, em que tantas almas justas desejavam a santidade na Terra, aspiravam por ela, deixavam tudo para buscar: uns o deserto, outros os mosteiros para darem-se inteiramente a Deus e à Mãe de Deus.

É verdade que no mundo se pode ser santo, embora com maior dificuldade... Mas, as almas compreendendo isso, buscavam os meios que facilitavam esta santidade. E por mais dificuldades, por mais sacrifícios que tivessem que fazer, a tudo deixavam para dar-se inteiramente a Deus nos mosteiros ou nos desertos.

Sim... Quantas almas haviam que buscavam a santidade... Quantas almas haviam que suspiravam por essa vida de união com Deus e com a Mãe de Deus que torna o homem mais anjo do que homem, torna a alma mais anjo que homem.

Oh! Como é necessário que ainda hoje hajam almas assim, que desejem a santidade para agradar a Deus, para dar gloria a Deus, para também atrair as bênçãos de Deus e para serem os para-raios da justiça divina afastando e cancelando os castigos que o mundo merece pelos seus crimes e pecados oferecendo as suas vidas, as vidas dessas almas santas cheias de oração, de sacrifício, de penitência e de amor...

Oh! Como é necessário que hajam almas verdadeiramente puras que agradem a Deus, que agradem a Mãe de Deus com a sua vida perfumada de amor, de oração , de doação completa e total a eles.

Que se levantem estas almas!

Rezem o Rosário que tem um grande poder de tocar os corações mais endurecidos e de transformá-los nessas almas capazes de amar o Senhor sem limites, capazes de amar a Mãe de Deus sem limites, capazes também de se sacrificar pela salvação das almas sem limites!

Amem, amem cada vez mais a santidade. Busquem-na, pois a todo que a buscar ela será dada!

Desejem o dom do entendimento rezando todos os dias sempre mais com o coração para que verdadeiramente o dom do entendimento seja dado a vocês e vocês possam compreender não somente as palavras do Senhor, as palavras de nossa Rainha Santíssima em suas mensagens, mas também, entender o que o Senhor quer de cada um de vocês.

Sim... Busquem, peçam, procurem o dom do entendimento meditando cada vez mais, sempre mais, as mensagens que a Mãe de Deus tem lhes dado aqui, para que então, cada vez mais, vocês conheçam as maravilhas, as luzes maravilhosas, a sabedoria maravilhosa que está contida em cada uma das mensagens que ela tem dado a vocês aqui.

Busquem, procurem o dom do entendimento meditando cada vez mais, fazendo cada vez mais a leitura espiritual para que vocês possam, cada vez mais compreender a Sã Doutrina Católica, a verdade, a única e verdadeira doutrina, a única que salva, e assim, possam ricos dela, enriquecer as almas ao redor de vocês neste mundo onde reina tanta pobreza e miséria espiritual. Somente com o dom do entendimento vocês conseguirão compreender a palavra do Senhor, compreender as verdades da fé, poderão compreender o sentido profundo e verdadeiro das mensagens da nossa Rainha Santíssima e somente assim, serão capazes de transbordar esta riqueza espiritual aos que estão a volta de vocês.

Por isso: Leiam, meditem, estudem, busquem cada vez mais do dom do entendimento: Orando, meditando, contemplando e, sobretudo, vivendo cada vez mais de toda palavra que sai da boca do Senhor e de sua mãe.

Assim, verdadeiramente, vocês serão luzes neste mundo como eu fui e através da palavra, do exemplo e da santidade brilhante das suas vidas, como eu, vocês dissiparão toda treva de erro, pecado e maldade que há ao redor de vocês.

Eu, Silvestre, amo a todos vocês! Amo com todo o meu coração a todos! Estarei sempre junto e perto de todos e nunca, nunca os deixarei sozinhos! Nas provações e tribulações chamem por mim e eu os ajudarei.

A todos, e especialmente a você meu amadíssimo irmão Marcos... A você que tantas almas tirou do caminho da perdição e colocou no caminho da salvação por meio dos Rosário Meditados, Horas de Oração e também vídeos das aparições da nossa Rainha Santíssima e das vidas dos santos que você fez... A você, a quem eu amo, guardo e protejo juntamente com Bakhita, sempre de todo mal, a você que é o predileto do Céu, que é o predileto dos santos, você que é, verdadeiramente, o imã de amor que nos atrai à Terra, que nos atrai com copiosas bênçãos para este lugar, para esta cidade, para derramar sobre esses nossos irmãos amados que estão aqui...

Sim, você que nos atrai com o seu amor, com a sua fé, com o seu desejo... Você que verdadeiramente um homem de desejos... Desejos sublimes, desejos celestes, desejos santos, desejos de sempre mais nos amar, imitar e revelar ao mundo .

A você que é nossa alegria, nosso consolo, encanto e amor, hoje abençoo e abençoo também a todos esses meus irmãos que contigo deram o sim à nossa Rainha Santíssima aqui.

Sim, prossegue... Prossegue levando todos... Levando a todos pelo caminho da santidade! Prossegue sempre exigindo a obediência a Mãe de Deus, sempre exigindo o cumprimento da regra, sem a qual, não é possível a santificação... Não e possível a obediência a Mãe de Deus.

O não cumprimento da regra, a desobediência, é desordem, é anarquia, é reino de Satanás! Deus é ordem, Deus é perfeição... Deus é santidade! E é isso que ele deseja aqui: Obediência e cumprimento da regra que gera perfeição, santidade, harmonia, crescimento espiritual de todos na velocidade, intensidade e profundidade que a Mãe de Deus quer! Ela foi sempre sim, sempre obediente e cumpriu sempre as leis do Senhor do antigo testamento de seu tempo. Ela cumpria essas regras no templo, ela cumpria as regras!

Exige de todos a imitação dela neste ponto! Que cumpram as regras que ela deu e não permita desobedientes aqui. Que todos pela obediência deem um exemplo ao mundo do que faz a obediência a Maria Santíssima: Obediência que gera santidade, obediência que gera luz, que gera vida eterna.

Eu abençoo a você, abençoo a esses meus irmão prediletos e amados e a todos com todo o meu amor agora e sobre todos, derramo uma copiosa chuva de graças obtidas do Senhor pelos meus méritos e pela minha poderosa intercessão.”



31 de dezembro - Dia de Santa Melânia



Santa Melânia, a jovem, Penitente

Santa Melânia nasceu em 383, filha de nobilíssima família senatorial romana. Desejava se consagrar a Deus, mas, aos 14 anos, seus pais casaram-na com Valério Piniano. 

Com esse casamento reuniam-se dois ramos de uma das maiores famílias do Império Romano (ela, filha de Valério Publicola, da família Valéria e de Ceionia, Albina, da família Ceionia; ele, seu primo, também da família Valéria), conservando-se também o patrimônio mais rico existente na aristocracia romana.

Depois de terem filhos que morreram em tenra idade, os dois esposos decidiram viver em castidade. Melânia resolveu desfazer-se de seus bens para se dedicar inteiramente à oração e ao estudo dos Livros Sagrados. Mas, foram precisos anos para que ela conseguisse doar sua fortuna, definida por um autor como mundial.

De fato, além de jóias, prataria e preciosidades artísticas, Melânia possuía bens na Itália, Sicília, Gália, Espanha, África Proconsular, Numídia, Mauritânia, Mesopotâmia, Síria, Palestina e Egito. Sua fortuna era tão grande, que um palácio em Roma ficou sem comprador por não se achar quem tivesse dinheiro para o adquirir. Ela deu liberdade a oito mil escravos que tinha herdado.

O próprio Senado romano levantou objeções ao que ele considerava esbanjamento, mas a Santa persistiu em seu intento, tendo-o levado a cabo após anos e anos de luta.
À medida que ia vendendo seus bens, Melânia erguia mosteiros, protegia os pobres, fazia doações às igrejas e resgatava prisioneiros. Isto obrigava a Santa a viajar muito, e ela procurava fixar residência em lugares onde o Bispo era homem de vida santa e conhecedor das Escrituras, tendo assim mantido contato com grandes santos de sua época.
Em 406, ela se transferiu para Nola a fim estar em contato com São Paulino, seu parente distante; dois anos depois, devido à invasão dos bárbaros, mudou-se para sua propriedade da Sicília.

Em 410, emigrou para Tagaste, na África, onde conheceu Santo Agostinho. Movidos pelo exemplo dos monges agostinianos, o nobre casal passou a viver uma vida monástica. Melania viveu em comunidade com suas 130 servas; Piniano, com seus 80 escravos. Por seis ou sete anos moraram em Tagaste, entregues a uma vida de trabalho e penitência. Melania se distinguiu por sua austeridade e atenção prestada à instrução das monjas e pelo trabalho de transcrição de códices. Da vida de Piniano e seus monges não nos restam detalhes. No ano 417 o nobre casal abandonou África e viajou a Jerusalém para se estabelecerem definitivamente no Monte das Oliveira.

Cercada de uma centena de servos, e na companhia do esposo e da mãe, Albina, que a seguiam em suas peregrinações, decidiu se fixar em Jerusalém, passando antes pelo Egito para prestar homenagem aos monges de quem era grande admiradora.
Em Jerusalém, desejou ter uma vida eremítica mais rígida (a avó, Santa Melânia, a Anciã, havia fundado um mosteiro na cidade), fazendo construir para si uma pequena cela no Monte das Oliveiras, sede de outros ascetas, aonde levou uma vida de austeras penitências, entregando-se à oração, ao jejum e ao estudo das Escrituras.


Depois de um certo tempo, fundou, numa região isolada, um mosteiro feminino. Alguns anos depois, um masculino. O regulamento da comunidade, disposto pela própria Santa, tomava como modelo o monasticismo egípcio e notava-se uma influência Ocidental na liturgia.

Ela escreveu muito, e realizou também notável trabalho de copista devido ao seu grande conhecimento de latim e grego. Incentivou a reza do Ofício Divino durante a noite e foi orientadora espiritual de muitos mosteiros femininos.

Santa Melânia, que morreu em 31 de dezembro de 440, teve sua vida minuciosamente relatada por seu filho adotivo e discípulo espiritual. Considerada uma das grandes figuras de sua época, mereceu grande elogio de São Jerônimo, que a citava como exemplo para suas dirigidas.
Ela distribuiu bens que todos procuram, isto é, as riquezas, e procurou bens que muitos menosprezam, como a pobreza e o convívio com os Santos. Ela poderia ter se santificado no estado de grande dama romana, já que grandes damas - rainhas e imperatrizes - se santificaram nesse estado, mas Santa Melânia tinha uma vocação especial: atrair outras damas de seu tempo para uma perfeição maior.

O culto de Santa Melânia, a Jovem, foi muito difundido no Oriente; no Ocidente ela começou a ser venerada apenas no século IX. Ela morreu, o corpo se desfez, não resta nem o pó, mas há almas que hoje glorificam o nome dela. E isto acontecerá assim indefinidamente.

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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."