segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

16 de fevereiro - Dia de Nossa Senhora do Desterro



Oração Nossa Senhora do Desterro

Ao glorificar e lembrar da Virgem como aquela que intercede junto de Jesus Cristo Salvador do Mundo pelo pecador e o socorre das calamidades, da morte cruel e dos desastres, a oração promove o afastamento dos males e maldições.
Concentre-se com fé em Nossa Senhora do Desterro ao rezar:
Ó Bem-aventurada Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador do Mundo, Rainha do Céu e da Terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alívio das almas penantes, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades, dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhentos, dos maus pensamentos, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo, das pragas, dos incêndios, desastres, bruxarias e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos.
Minha amada mãe, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente bom. Rogai ao vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para que ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê perdão de nossos pecados e nos enriqueça com sua divina graça e misericórdia.
Cobri-nos com o vosso manto maternal, ó divina estrela dos montes. Desterrai de nós todos os males e maldições. Afugentai de nós a peste e os desassossegos.
Possamos, por vosso intermédio, obter de Deus a cura de todas as doenças, encontrar as portas do Céu abertas e convosco ser felizes por toda a eternidade. Amém.




História de Nossa Senhora do Desterro


Conhecida também pela Igreja Católica por Madonna degli Emigranti na Itália, Nossa Senhora do Desterro ou dos Desterrados, ou ainda Nossa Senhora da Fuga, ela protege os viajantes da fome, da peste, da guerra e das doenças contagiosas. É a protetora dos exilados e daqueles que se refugiam em terras estrangeiras, bem como o menino Jesus, que também expatriado de sua terra natal.
A história da N.Sa. do Desterro tem por origem a fuga da Família Sagrada rumo às terras do Egito. Tal acontecimento é narrado pela Bíblia, mais especificamente, no evangelho de São Mateus, capítulo 2, versículos do 13 ao 23. Nas Escrituras Sagradas, lê-se:
“(…) um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.”



São Mateus, 2, 13
Sendo assim, a Virgem Maria, desterrada, segue para o exílio salvando a vida do menino Jesus e o protegendo durante a viagem exatamente como previra o Senhor Pai através de sua mensagem a José, já que Herodes acaba por matar todas as crianças da região de Belém (São Mateus, 2, 16-18).
Sabendo José que só poderia retornar à Judéia depois da morte de Herodes, da qual toma conhecimento por intermédio de mais um sonho enviado por Deus, a Família Sagrada acaba por retornar para Nazaré na Galileia (São Mateus, 2, 22-23), de onde vemos nascer o nome de Nazareno para Jesus Cristo que irá crescer naquela terra.

JACAREÍ, 16 de fevereiro de 2017-MENSAGEM DE NOSSA SENHORA-COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU-NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ-FESTA DE NOSSA SENHORA DO DESTERRO
(Apareceram juntamente dois Anjos: São Rafael e o Anjo Leniel)

(Maria Santíssima): “Queridos filhos, hoje, convido todos, todos vocês a entrarem mais profundamente no Sagrado Coração de Jesus por meio da oração com o coração.
Se vocês rezarem com o coração entrarão cada vez mais profundamente no Coração do Meu filho e conhecerão o Seu grande Amor por cada um de vocês, por todos vocês.
O primeiro passo para conhecer o amor do Coração de Jesus e senti-lo é abrir o coração, depois renunciar a própria vontade e as coisas mundanas. E por fim, entregar-se confiantemente a esse Coração como uma criança se entrega aos braços de seu pai e se deixa carregar por ele.
No Coração do Meu filho Jesus assim que vocês entrarem Ele lhes revelará quanto é grande o Seu Amor, a Sua bondade por cada um de vocês. Lhes mostrará quanto o Seu Coração doce os amou, os amou primeiro, quanto amor Ele teve por cada um de vocês morrendo na cruz pela salvação de vocês.
Lhes mostrará quantas vezes deu a vocês provas de amizade, de amor, de misericórdia. Ele começará a dar a vocês a sentir o Seu Amor, começará a mesmo fazer muitas e muitas graças, para que vocês possam conhecê-lo melhor, sentir Seu Amor, provar da Sua doçura, da Sua bondade.
Depois, Ele lhes mostrará a Sua Dor, lhes mostrará quanto vocês o ofenderam, quanto vocês foram ingratos ao Amor Dele, quanto desprezaram as graças Dele e o quanto o feriram.
Este conhecimento produzirá em vocês o dom das lágrimas, ou seja, a perfeita contrição do coração. Então, as almas de vocês começarão a serem lavadas nas suas lágrimas e quanto mais as almas de vocês chorarem de verdadeira dor por terem magoado o Meu filho, mais e mais, elas começarão a sentir a Minha chama de amor por Jesus.
Então, as almas de vocês desejarão amá-Lo, servi-Lo, adorá-Lo como nunca ninguém jamais fez. As almas de vocês começarão a sentir fastio, enjoo e nojo pelas coisas mundanas. E começarão a sentir verdadeira alegria pela oração, pela companhia do Meu filho, pelo estar com Ele profundamente mergulhados na oração.
As almas de vocês começarão a sentir alegria mesmo no sacrifício, na penitência, na meditação e em tudo aquilo que o Meu filho Jesus pedir a vocês. Ainda que difícil, ou amargo, as almas de vocês conseguirão dar a Jesus tudo, tudo com alegria. 
Então, vocês começarão a gostar da vida dos Santos, começarão a sentir aquela paz verdadeira que os santos sentiam, no amor de Deus, na oração, na meditação na intimidade com o Meu filho Jesus e comigo. E então, os seus corações começarão a alegrar-se, a encher-se de uma alegria que o mundo não tem que o mundo não pode dar.
Venham pois ao Coração do Meu filho, batam e Ele abrirá a porta para vocês, é só bater e Ele abrirá. Ele não pede nada pede apenas que batam, que batam com insistência com a oração e Ele abrirá a vocês as portas do Seu Sagrado Coração. Vocês entrarão e uma vez lá dentro conhecerão o grande e dulcíssimo Amor do Meu filho Jesus por cada um de vocês.
Rezem, rezem muito! Não percam tempo rezem porque grandes são os pecados que o mundo comete e maiores ainda são os castigos que cairão sobre os culpados.
Rezem o Meu Rosário todos os dias. Com o Rosário vocês salvarão muitas e muitas almas, com o Rosário vocês impedirão que multidões inteiras de almas, que nações inteiras caiam nas chamas infernais e possam ter a oportunidade da salvação.
Cada Rosário que vocês deixam de rezar são muitas multidões de almas que caem no inferno, pelas quais terão que dar contas a Deus.
Rezem, rezem muito o Meu Rosário, com ele será fácil a salvação de muitas almas e o Meu inimigo não poderá mais abocanhar nas suas entranhas infernais as almas dos Meus filhinhos amados. O dragão não poderá mais abocanhar os Meus filhos se vocês rezarem Meu Rosário todos os dias.
Agradeçam a Deus e alegrem-se pelos sinais que lhes dei Aqui, isto confirma a vocês que Minhas Mensagens são verdadeiras, leiam-nas, meditem-nas para o bem e a salvação de vocês.
A todos Eu abençoo com amor de Fátima, de Lourdes, de Pellevoisin e de Jacareí.


Mais uma vez digo: Leiam as Minhas Mensagens agora que vocês podem lê-las, pois um dia quererão lê-las e não poderão mais!”



JACAREÍ, 16 DE FEVEREIRO DE 2014 - MENSAGEM DE NOSSA SENHORA

(Marcos): “Que bom que hoje a Senhora está mais contentinha. Sim, partiu Meu coração vê-la chorar na sexta-feira. Mas que bom que a Senhora hoje está mais alegre.”

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA

(Maria Santíssima): “Meus amados filhos, Eu, a vossa Mãe do Céu vos amo. Estais Aqui diante do Meu Corpo Glorioso descido do Céu unido à Minha Alma Santíssima, para a vossa salvação e para espargir sobre vós as graças do Meu Coração Imaculado e para que trilheis a estrada da graça, do amor divino e da santidade.

Eu vos amo! Eu vos amo! Não podeis imaginar o imenso amor que vos tenho.

Se pudésseis compreender e entender o imenso amor que vos tenho, vós percorreríeis o mundo inteiro chorando de alegria e anunciando a todos o Meu Amor abrasados pela Minha Chama de Amor.

Se vós pudésseis sentir o fogo do amor que tenho no Meu Coração por vós, vós imediatamente serieis consumidos nestas chamas e morreríeis.

O Meu Amor vem com força violenta procurar-vos Aqui e dizer-vos Meus filhos por amor a Mim: Convertei-vos! Por amor a Mim, renunciai ao pecado. Por amor a Mim, renunciai ao mundo, às vaidades e coisas vãs. Por amor a Mim, renunciai a satanás e a todas as tentações dele. Por amor a Mim segui na estrada da oração, do desprezo da vossa vontade, de vós mesmos. Para que então, possa realizar em vós o Meu grande Plano de Salvação.

Durante estes dias comemorastes o Aniversário das Minhas Aparições em Pellevoisin. O Que Eu disse lá digo-vos: Rezai, rezai e rezai. Confiai no Meu Poder e Eu converterei os pecadores.

Aqueles que confiam no Meu Poder Eu dou todas as graças, realizo os grandes prodígios como o da cura da Minha filhinha Estelle Faguette, como as curas milagrosas que tenho realizado Aqui e muito mais. Porque aos Meus filhos que creem no Meu Poder de Rainha do Céu e da Terra, de Senhora de tudo o que existe, Eu não nego nada e na vida deles realizo as maiores maravilhas e prodígios do Meu Coração.

Eu converterei os pecadores, por isso deveis rezar muito por eles, porque com a cegueira espiritual que eles tem e que lhes é causada por satanás e que a cada pecado que eles cometem os faz ficar mais cegos e duros de coração. Sozinhos nunca eles poderão sair dessa cegueira, somente a vossa oração poderá obter o grande milagre deles serem arrancados dessa cegueira.

Oração e Penitência. Sem a Penitência vós não podeis purificar-vos dos vossos pecados, sem a purificação não podeis enxergar com clareza a vontade de Deus nem entender sua Palavra. E sem entendimento da Palavra de Deus não podereis nunca fazer obras acertadas e santas que vos levem ao Céu.

Entendeis agora como a Penitência junto com a Oração é importante? Então Meus filhos, fazei a Penitência e a Oração que Eu vos pedi em todas as Minhas Aparições da Terra até Aqui. Para que então satanás seja vencido na vossa vida, na vida de todos os homens do mundo inteiro. Quanto mais Oração e Penitência fizerdes mais as almas sairão da cegueira espiritual causada pelos pecados e por satanás. E as almas enxergarão a verdade e quando enxergarem a verdade elas encontrarão a salvação.

Continuai a rezar o Santo Rosário Meditado e todas as demais Orações que vos pedi Aqui, nada Me faz tão feliz do que quando rezais estas Orações, secais as Minhas Lágrimas, ajudais os Meus Planos contidos nos segredos que Eu revelei ao Meu filhinho Marcos a se cumprirem, e quando rezais essas Orações o Pai Eterno, o Filho, o Espírito Santo junto Comigo vos olham, vos miram com muito amor, com muita benevolência, com muito agrado e derramamos sobre vós uma quantidade imensa de bênçãos que não podeis calcular.

Sede portanto felizes, fazendo estas Orações que tanto Nos agradam. Aqui neste Lugar onde Sou tão amada, tão glorificada, mais obedecida e mais servida pelo Meu filhinho Marcos, pelos Meus Escravos de Amor e por vós Meus filhos também que Me dissestes ‘sim’, o Meu Coração encontra toda a Sua alegria, consolação e contentamento.

Continuai a vir Aqui para que prossigamos a vossa conversão. Sede fiéis a tudo aquilo que vos tenho pedido, porque em breve novas e grandes graças serão concedidas pelo Senhor para vós se permanecerdes fiéis Aqui.

Eu estou convosco, a todos amo, aperto ao Meu Coração e mais uma vez digo: Convertei-vos! Porque o tempo se esgota e assim como o povo do tempo de Noé não esperava por nada que ia acontecer e de repente veio o Castigo do Dilúvio que matou a todos. Assim também, de repente virá o novo Dilúvio de fogo e ai daqueles que na graça de Deus não estiverem, ai daqueles que Comigo nas Minhas Aparições não estiverem.

Por isso, rezai para a vossa perseverança final, rezai para que sejais firmes na Fé até o fim. Vigiai e Orai sempre. Vos cubro agora com o Meu Manto e vos abençoo de Pellevoisin, de Lourdes e de Jacareí.

A Paz Meus filhos amados.”

(Marcos): “Até breve querida Mãe.”

16 de fevereiro - Dia do Bem-Aventurado José Allamano

1851-1926
Fundou o Instituto Missões Consolata
e o Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata

Ele nasceu em Castelnuovo d'Asti, Itália, em 21 de janeiro de 1851. Também a cidade natal de São João Bosco, "o apóstolo da juventude"; e de seu tio São José Cafasso, irmão de sua mãe. Ambos foram seus orientadores e educadores desde a infância. Assim, José Allamano viveu no seio de uma família extremamente cristã. 

Com vontade própria e decidido, ingressou no Oratório do Seminário Diocesano de Turim, onde recebeu a ordenação sacerdotal aos 22 anos e se formou em teologia um ano depois. 

Com 25 anos, foi convocado para continuar no mesmo seminário, como Diretor espiritual, demonstrando ter, apesar de jovem, excelentes qualidades de formador. Repetiu e inculcou, biblicamente aos noviços, a seguinte frase: 

"Fazer bem o Bem". 
Quando padre Allamano foi nomeado Reitor do conceituado Santuário Mariano da "Consolata", tinha apenas 29 anos e permaneceu na função durante quarenta e seis anos, quando faleceu. A "Consolata" se tornou o campo de ação para todas as suas atividades sacerdotais. Muito atento, e com a mente aberta às necessidades e exigências pastorais do seu tempo, direcionou todas as iniciativas da diocese em favor da promoção da ação social da Igreja, da imprensa católica, da defesa e assistência ao clero, das associações operárias. 

Também foi o Cônego da catedral, Superior de comunidades religiosas, membro de comissões e comitês diocesanos. Fundou em 1901 o Instituto Missões Consolata, composto de sacerdotes e de irmãos leigos. Em 1910 iniciou o Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata. 

Padre José Allamano tinha uma saúde frágil, mas este servo de Deus era de uma fortaleza heróica. Sem abandonar as atividades da diocese, priorizou e se ocupou da formação do clero, dos missionários e missionárias. O ideal que propunha era de servir as missões com dedicação total de mente, palavra e coração. 

Este mestre e benfeitor do clero morreu serenamente na sua residência, junto ao Santuário da Consolata, a 16 de fevereiro de 1926. Seu corpo repousa em paz na Capela da Casa Mãe dos Missionários da Consolata, em Turim, Itália. 

Em Roma, no dia 7 de outubro de 1990, o papa João Paulo II beatificou José Allamano. Nesta ocasião os dois Institutos missionários da "Consolata", fundados por ele, contavam com mais de dois mil membros espalhados em vinte e cinco países. 

Beato José Allamano foi um visionário de pensamento avançado para seu tempo, sua beatificação teve um significado de especial reconhecimento, não apenas pelo exemplo de sua vida santificada, mas por ter antecipado que era obrigação de cada Igreja local se abrir à missão universal.


Santidade

A santidade é para todos (leigos, clero, religiosos). O Bv. José Allamano insistia em dizer que a santificação é para torna-nos santos, grandes santos. Como religiosos temos a obrigação de caminhar para a santidade. Como sacerdotes ou aspirantes ao sacerdócio somos chamados a ser ainda mais santo. Recordando Paulo, pedia que os pastores fossem irrepreensíveis e exemplares em todas as virtudes (cf. Tt 2,7). Como missionários e missionárias nos é proposto o ideal não só de sermos santos, mas santos em grau superlativo, afirmava Allamano. Vossa santidade deve ser especial, heróica e, em certas circunstâncias, extraordinária a ponto de operar milagres.

O fundador nos convida a sermos “santos”, mas também para ajudar os outros a serem “santos”. Seu lema aos missionários e missionárias era “primeiro santos, depois missionários” não só para nossa santificação, mas também santificação dos outros. Primeiro santos, depois missionários. Essa santidade se percebe no discipulado, no seguimento a Jesus Cristo, onde a santidade não é para fazer milagres, mas que se perceba na vivência constante da fé.

Ele também nos convida ser fortes e constantes no gênero de vida santa que nos escolhemos: “O prêmio não é dado a quem começa bem, mas a quem persevera até o fim”. Segundo ele, o bem deve ser feito com presteza, com exatidão, com boa vontade e sem barulho. O importante não é fazer muitas coisas, mas fazê-las com perfeição (“fazer bem o bem”), tendo a certeza de que Deus está nas coisas grandes como nas humildes e pequenas.

16 de fevereiro - Dia de Santo Onésimo

Santo Onésimo
Século I e II

Onésimo era o nome do escravo de um importante e rico cidadão chamado Filemon que viveu na Frígia, atual Turquia, na Ásia Menor. Filemon, sua esposa e filho, em certa ocasião ouvindo o apóstolo Paulo se converteram, tocados pela palavra de Cristo. Paulo batizou a toda a família e os dois se tornaram amigos. Este escravo, cujo nome em grego significa útil, roubou dinheiro de seu amo. Assim, temendo ser castigado resolveu fugir. 

O castigo para os escravos recapturados era ter a letra "F" marcada em brasa na testa e para os ladrões era a morte. Por isto foi para Roma onde deve ter cometido alguma infração, pois foi preso e algum tempo depois libertado. No cárcere conheceu o apóstolo Paulo que mais uma vez era prisioneiro dos romanos. Ouvindo sua palavra, o escravo foi tocado pela Paixão de Cristo e se arrependeu. Procurando o apostolo, confessou sua culpa e foi perdoado. Assim, Onésimo se converteu e recebeu o batismo do próprio Paulo, que o enviou de volta para o também amigo Filemon com uma carta. 


Nela, o santo apóstolo explicou que estaria disposto a pagar em dinheiro pelo erro do escravo, caso Filemon não o perdoasse, pois estava convencido de que Onésimo estava mudado e se emendara completamente. Narrou a sua conversão e, inspirado pelo Espírito Santo escreveu: "Venho suplicar-te por Onésimo, meu filho, que eu gerei na prisão. Ele outrora não te foi de grande utilidade, mas agora será muito útil, tanto a mim como a ti. Eu envio-o a ti como se fosse o meu próprio coração....Portanto, se me consideras teu irmão na fé, recebe-o como a mim próprio". (Fm 18 e 19) 

Sabedor da sinceridade e do poder que Paulo tinha para fazer pessoas se converterem à vida cristã, para dali em diante viverem na honestidade e na caridade, Filemon perdoou Onésimo. Depois, deu total apoio ao seu ex-escravo que passou a trabalhar com a palavra e também com seu próprio exemplo. 

Onésimo ficou muito ligado ao apóstolo Paulo, que o enviou à cidade de Colossos como evangelizador. Depois foi consagrado bispo de Efeso, onde substituiu Timóteo. 

Durante sua missão episcopal, a fama de suas virtudes ultrapassou os limites de sua diocese. Segundo uma tradição antiga, na época do imperador Domiciano foi preso e levado a Roma, onde morreu apedrejado, como mártir cristão. 

Embora este acontecimento não tenha total comprovação, a Igreja incluiu Santo Onésimo entre seus santos, porque são fortes os indícios de que seja realmente um mártir do cristianismo dos primeiros tempos.

16 de fevereiro - Dia da Bem-aventurada Felipa Mareri


Felipa Mareri
Bem-aventurada
1200-1236

Felipa pertenceu à nobre família dos Mareri. Nasceu em 1200, no castelo situado no povoado de São Pedro do Molito, nos arredores de Rieti, em Nápolis, Itália. Este pequeno burgo, no período medieval, foi passagem obrigatória da estrada que de Assis levava a Roma. 

Certo dia, neste castelo, a baronesa Felipa Mareri se encontrou com Francisco de Assis, que com o ardor da sua palavra a convenceu, como tinha acontecido algum tempo antes com Clara de Assis, a abandonar as riquezas da casa de sua família, para se dedicar inteiramente ao Senhor.

Durante quatro anos, Felipa fez do iluminado irmão Francisco o seu orientador espiritual. 


Depois deste período, tomou a resolução de se consagrar a Deus, com tanta determinação que nem as pressões dos parentes, nem as ameaças do irmão Tomás, nem os pedidos dos pretendentes, a fizeram mudar de idéia. Inclusive, teve de seguir o exemplo de Clara de Assis e fugiu de casa. 

Com algumas companheiras se refugiou numa gruta nas proximidades da propriedade dos Mareri, hoje chamada “Gruta de Santa Felipa”.


Após três anos, esta pequena comunidade de “religiosas da gruta” ganhou fama devido a dedicação e seriedade das religiosas, que além da atividade espiritual se dedicavam ao atendimento dos doentes pobres, que lhes pediam auxílio. Nesta ocasião, seus dois irmãos, Tomás e Gentil, foram ao seu encontro e lhe doaram o castelo de São Pedro de Molito e as terras onde estava construída a pequena igreja do povoado.

Felipa foi para lá com suas seguidoras, criando assim uma nova ordem religiosa, que ficou sob sua direção. A vida da nova Ordem foi organizada segundo o programa traçado por São Francisco para as Clarissas de São Damião. A observância espiritual do mosteiro foi confiada ao beato Rugero de Todi, pelo próprio São Francisco.


Sob esta direção o mosteiro se tornou uma escola de santidade e a fundadora o exemplo da vida espiritual. A ocupação principal da comunidade era o culto e o louvor a Deus, a vida litúrgica, a literatura e o estudo da Bíblia. Mas ao lado destas atividades espirituais, o trabalho de assistência aos doentes foi assumido como meta do apostolado comunitário. No mosteiro eram feitos os medicamentos para serem distribuídos gratuitamente aos pobres.

Felipa com o seu estilo de vida, fez reviver algumas páginas do Evangelho, num mundo que as tinha esquecido. Ela morreu com fama de santidade no dia 16 de fevereiro de 1236. A sua sepultura se tornou meta de peregrinação e logo começou a registrar graças e favores celestiais, concedidos por Deus, pela intercessão desta sua serva.




SEU CORAÇÃO

O Papa Inocêncio IV, em 1247, beatificou a irmã Felipa Mareri, que se tornou a primeira religiosa da Segunda Ordem Franciscana, sendo festejada no dia de sua morte. Em 1706, os seus restos mortais foram trasladados para a Cripta da capela da igreja do mosteiro e o seu coração que estava incorrupto, colocado num relicário de prata, onde se mantém até hoje.

Seu Coração

Atual Santuário da Beata Felipa

domingo, 15 de fevereiro de 2026

15.02.2026🙏Mensagem de Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz a Marcos Tadeu nas Aparições de Jacareí Festa de Pellevoisin


 

15 de fevereiro - Dia de São Cláudio de La Colombière





FILME: VOZES DO CÉU 2
O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS REVELADO 
A VIDENTE  SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE



Confessor e confidente de Santa Margarida Maria Alacoque, São Cláudio
de La Colombière foi escolhido por Deus para propagar o amor e a


confiança, por meio da devoção ao Sagrado Coração de Jesus revelado a Santa Margarida Maria Alacoque
Santo Cláudio Colombiere


1641-1683

No ano de 1675, um novo superior foi designado para a casa dos jesuítas em Paray-le-Monial. Sendo ele confessor extraordinário das vizinhas freiras da Visitação, foi estar com a superiora, Madre de Saumaise, a fim de se pôr à disposição do mosteiro. Esta lhe apresentou toda a comunidade e, enquanto o sacerdote dirigia às religiosas breves palavras de incentivo à prática da virtude heroica, uma delas, Irmã Margarida Maria Alacoque, ouviu uma voz interior lhe dizendo:

- Eis aí quem te envio! Fazia poucos anos que pertencia a freira à Congregação e já havia sido beneficiada pelo Sagrado Coração de Jesus com numerosas visões e revelações. Naquele momento, porém, passava ela pelo drama da dúvida. Seus superiores e algumas autoridades eclesiásticas a consideravam "uma visionária", levando-a a se perguntar se não estaria sendo vítima da ilusão ou enganada pelo demônio.

O Divino Mestre fizera-lhe, então, uma promessa: "Eu te mandarei meu fiel servo e amigo perfeito".1 Tratava-se do padre Cláudio de La Colombière, que Jesus enviava naquele momento à Irmã Margarida, para confirmar-lhe "em seus caminhos e para torná-lo participante de grandes graças do seu Sagrado Coração".2

Formação em colégios da Companhia

Da infância do padre de La Colombière, pouco se conhece. Nasceu a 2 de fevereiro de 1641, na aldeia de Saint-Symphorien, mas aos nove anos mudou-se com a família para Vienne, onde os beneditinos de Saint Andrés-le-Bas lançaram em sua alma as primeiras sementes de sua ardorosa devoção à Sagrada Eucaristia e lhe ministraram a Primeira Comunhão.

Pouco depois de ter chegado à cidade, começou a estudar gramática com os padres jesuítas e, três anos depois, mudou-se para Lyon, a fim de cursar Humanidades, no colégio da Companhia. Foi também nessa cidade, na qual morou por cinco anos, que começou a tomar contato com a obra do grande Francisco de Sales, através das Irmãs da Visitação de Bellecour, em cujo convento falecera o santo fundador.

Cumpridos já dezessete anos, enquanto passava alguns dias de férias na casa dos pais, Cláudio decidiu tornar-se jesuíta. De temperamento reservado, um pouco tímido e muito afetuoso, custou-lhe separar-se da família. Mas o fez de bom grado e por completo, compreendendo consistir a verdadeira felicidade na entrega a Deus por um amor exclusivo.

Mais tarde afirmaria: "Jesus Cristo prometeu cem por um, e posso dizer que nunca fiz nada sem ter recebido, não cem por um, mas mil vezes mais do que havia abandonado".3

Do noviciado ao sacerdócio

Corria o ano de 1658, quando Cláudio ingressou no Noviciado de Avignon. Ali se alternaram provas e alegrias, períodos de aridez com outros marcados por uma luz transbordante. Dois anos depois, proferiu os primeiros votos e, havendo concluído o curso de Filosofia, dedicou-se ao magistério no colégio da Companhia, conforme determinavam as regras, antes de prosseguir os estudos para o sacerdócio.

Por sua grande capacidade intelectual, estro literário e modo de fazer os sermões, o Superior Geral decidiu enviá-lo, em 1666, para estudar Teologia no Colégio de Clermont, em Paris. Ali se revelou exímio orador e excelente professor de retórica. Seu valor acadêmico e o exemplo ilibado de vida religiosa valeram- lhe o cargo de preceptor dos filhos de Colbert, o célebre Ministro do Tesouro de Luís XIV. Teve, assim, de frequentar os ambientes da corte, fazendo neles muitos amigos e dando mostras de grande talento, fino trato e elevada educação, além de se destacar pela firmeza de princípios e exímia virtude.

A Terceira Provação

Em 6 de abril de 1669, Cláudio recebeu as sagradas ordens e cinco anos depois chegou para ele o tempo chamado por Santo Inácio de "Escola do Afeto".

A sabedoria do fundador bem via quanto os largos anos de estudo, magistério e apostolado podiam ser para seus filhos espirituais motivo de diminuição do fervor inicial, contaminado por aspirações mundanas, quando não por sentimentos de vanglória pelos êxitos obtidos. Por isso, estabeleceu que cada jesuíta passasse por este novo período de noviciado, também chamado de Terceira Provação, antes de fazer a profissão solene. Nesse tempo, sob a orientação paternal de um instrutor, o religioso fazia um balanço de sua vida, visando desapegar-se de toda preocupação humana para deixar-se levar inteiramente pela luz divina.

A Casa São José, em Lyon, foi o lugar onde o padre Cláudio atravessou esse período, durante o qual fez um voto particular de cumprimento exímio das regras do Instituto, "sem reservas", dispondo-se a aceitar com alegria as determinações da Santa Obediência e romper de uma vez por todas as cadeias do amor-próprio. Ao mesmo tempo consolidou- -se em sua alma a confiança - também sem reservas - na misericórdia divina, sem a qual ser-lhe-ia impossível manter-se fiel aos propósitos feitos em prol da própria santificação e a dos outros.

Esse tempo de solidão e recolhimento fê-lo também desapegar-se de todos os relacionamentos humanos, aos quais era extremamente sensível, para ter Nosso Senhor como único e verdadeiro amigo: "Meu Jesus [...] tenho certeza de ser amado, se vos amo. [...] Por mais miserável que eu seja, não me tirará vossa amizade nenhum indivíduo mais nobre que eu, nem mais culto ou mais santo".4

Antes mesmo de concluir o tempo regulamentar, foi admitido aos votos solenes, feitos quando completava 34 anos, em 2 de fevereiro de 1675. Logo em seguida, recebeu o encargo de superior da casa dos jesuítas em Paray-le-Monial. Sua alma estava com a têmpera ideal para empreender a grande missão que o aguardava.


Três corações unidos para sempre

O padre de La Colombière não sabia o que encontraria nessa pequena cidade, mas seus superiores, inteirando-se das visões de Santa Margarida Maria Alacoque e das polêmicas que haviam gerado, o escolheram exatamente por causa do seu equilíbrio de alma. Padre Cláudio era perfeitamente capaz de sustentar os bons critérios frente às controvérsias criadas, dentro e fora do convento.

De fato, sem se importar com as críticas e juízos desfavoráveis, logo viu a mão de Deus nas visões de Irmã Margarida Maria e a tranquilizou e apoiou, recebendo, como recompensa, recados e favores do Divino Mestre.

Um deles ocorreu, certa vez, durante a Missa celebrada para a comunidade, quando a religiosa viu, na hora da Comunhão, o Sagrado Coração de Jesus como uma fornalha ardente e dois outros corações abismando-se n'Ele: o do padre de La Colombière e o seu próprio, enquanto ouvia estas palavras: "É assim que meu puro amor une esses três corações para sempre. Esta união destina-se à glória de meu Sagrado Coração. Quero que descubras seus tesouros, ele fará conhecer seu preço e utilidade. Para tanto, sejais como irmão e irmã, partilhando igualmente os bens espirituais".5

Apressou-se ela em transmitir o fato ao sacerdote e depois relatou sua reação. "As mostras de humildade e as ações de graças com que ele recebeu essa comunicação e várias outras coisas que lhe transmiti da parte de meu soberano Senhor e que lhe diziam respeito, comoveram-me e foram-me mais proveitosas que todos os sermões que eu poderia ouvir".6

Apostolado da confiança e do reafervoramento

No curto período de dezoito meses de sua permanência em Paray--le-Monial, quiçá tenha feito o padre de La Colombière mais pelas almas que em todos os anos anteriores de sua vida. O jansenismo, então em pleno auge na França, minava nos corações a confiança na bondade de Nosso Senhor e de sua Mãe Santíssima, e afastava os fiéis dos Sacramentos, sobretudo da Sagrada Comunhão.

O apostolado feito por São Cláudio em suas cartas, pregações e direções espirituais ia justamente no sentido contrário: promovia a confiança em Maria e a devoção ao Santíssimo Sacramento. Atraiu assim muitas ovelhas desgarradas, trazendo-as de volta ao redil do Salvador.

Fundou uma Congregação Mariana para nobres e burgueses, na qual agrupou os cavalheiros católicos da cidade, bem como reorganizou a dos alunos do colégio da Companhia. Reestruturou o hospital dos peregrinos e indigentes, e pregou missões nos povoados vizinhos, com grandíssimos frutos de reafervoramento.

"Eis o Coração que tanto amou os homens"

Mas sua máxima missão foi participar, por desígnio do próprio Jesus, na chamada "Grande Revelação" feita a Santa Margarida Maria, em um dia da Oitava de Corpus Christi de 1675, quando rezava diante do Santíssimo Sacramento: a difusão da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, bem como a instituição de sua festa e da consagração reparadora.

Assim transcreveu a santa as célebres palavras proferidas por Nosso Senhor, enquanto lhe mostrava seu Divino Coração: "Eis o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-Se e consumir- -Se, para manifestar-lhes seu amor. E como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, desprezos, irreverências, sacrilégios, friezas que têm para comigo neste Sacramento de amor. E é ainda mais repugnante, porque são corações a Mim consagrados".7

Em seguida, pediu-lhe o Senhor que a primeira sexta-feira após a Oitava de Corpus Christi fosse consagrada como festa especial para honrar seu Coração, com um ato público de desagravo e comunhões reparadoras. Acrescentou a promessa formal de conceder copiosos favores espirituais para quem praticasse tal devoção.

A religiosa alegou sua indignidade e incapacidade de realizar a missão, e recebeu esta resposta: "Dirige- te a meu servo Cláudio e dize-lhe, de minha parte, que faça todo o possível para estabelecer esta devoção e dar esse gosto a meu Divino Coração; que não desanime diante das dificuldades que encontrará, pois estas não faltarão, mas ele deve saber que é todo poderoso quem desconfia de si mesmo para confiar unicamente em Mim".8

Assim, na sexta-feira seguinte, São Cláudio, Santa Margarida e a comunidade da Visitação de Paray-le-Monial celebraram, pela primeira vez, a Festa do Sagrado Coração de Jesus, consagrando-se inteiramente a Ele.

Missão junto à Duquesa de York

Quando estava no auge de suas atividades em Paray-le-Monial, o padre de La Colombière recebeu ordem de partir para Londres, como capelão da Duquesa de York, Maria de Módena, que era católica fervorosa e só consentira em se casar com o Duque, irmão de Carlos II, após ser autorizada pelo governo inglês a ter sempre um sacerdote junto a ela.

Por meio da santa vidente, o Coração de Jesus recomendou a São Cláudio algumas atitudes a serem observadas em sua nova missão: não se assustar com a investida dos infernos contra seu carisma para atrair as almas, mas confiar inteiramente na bondade de Deus, pois seria Ele seu sustentáculo; usar de doçura e compaixão para com os pecadores; ter o cuidado de nunca separar o bem de sua fonte.9 Sua partida foi muito dolorosa para Santa Margarida, valendo- -lhe uma censura de Nosso Senhor: "Não te basto Eu, que sou teu princípio e teu fim?".10

De sua parte, São Cláudio permaneceu fiel ao voto e aos propósitos feitos no período da Terceira Provação, mantendo-se, "sem reservas", afastado da vida da Corte. Sendo capelão da Duquesa de York, vivia no palácio Saint James, mas fazia-o num regime de profundo recolhimento e grandes mortificações. Preocupava-se apenas em propagar a devoção à Sagrada Eucaristia e ao Sagrado Coração de Jesus, apesar das dificuldades criadas pela hostilidade contra a Igreja.

Acabou, entretanto, por converter famílias inteiras e atrair para a vida consagrada muitos membros da aristocracia londrina. Alguns destes os encaminhou para instituições religiosas na França; outros, os reuniu na própria Londres, num mosteiro clandestino, por ele fundado, próximo da Catedral de São Paulo.

Foi por essa época que Titus Oates acusou injustamente os jesuítas e outros membros da Igreja de estarem tramando o assassinato de Carlos II, a fim de substituí-lo por seu irmão, o Duque de York, convertido ao catolicismo. Embora o próprio rei considerasse absurda essa denúncia, ela deu origem a violentas perseguições contra os católicos, injustamente acusados de terem participado no chamado "complô papista".

A pretexto de tais acontecimentos, São Cláudio foi denunciado e encarcerado pelo crime de proselitismo religioso. Cumpria-se, assim, a premonição que tivera quatro anos antes, quando se havia visto "coberto de ferros e correntes, e arrastado a uma prisão, acusado, condenado por ter pregado Cristo crucificado".11

"Eis aí quem te envio!", disse o Sagrado Coração de
Jesus a Santa Margarida Maria, a propósito da
chegada de São Cláudio de La Colombière

"Aparição do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida
Maria" - Basílica de Santa Cecília in Trastevere (Roma)


As péssimas condições da enxovia onde foi lançado terminaram de minar sua saúde, já debilitada por uma tuberculose incipiente. Ali teria morrido em pouco tempo, se não tivesse sido libertado por força de uma intervenção de Luís XIV.

Consumação do holocausto

Chegou de volta à França em meados de 1679, quase sem forças. Depois de recuperar um pouco a saúde, dirigiu-se para o Colégio da Santíssima Trindade, em Lyon, onde outrora fizera seus primeiros estudos, para assumir o cargo de diretor espiritual dos alunos de Filosofia. Ali, embora fisicamente muito desgastado, não deixava de propagar a devoção ao Divino Coração, defendendo-a contra os inúmeros ataques e incompreensões de que era objeto.

No inverno de 1681, retornou a Paray-le-Monial, cujo clima parecia resultar- lhe um pouco mais benéfico. À vista, porém, do intenso frio daquela rigorosa estação, pensou-se em trasladá-lo para Vienne, onde ficaria aos cuidados de seu irmão, arcediago daquela Diocese. Mas o superior da casa mandou-lhe permanecer, após ter recebido São Cláudio um bilhete de Santa Margarida, com este recado do seu Divino Amigo: "Ele me disse que quer o sacrifício de sua vida aqui".12

O holocausto não tardaria muito em ser consumado. Em 15 de fevereiro de 1682, com apenas 41 anos de idade, Cláudio de La Colombière foi encontrar-se com Aquele de quem fora servo fiel e amigo perfeito nesta Terra. Algumas horas depois dos funerais, Irmã Margarida, cujo coração permanecia unido ao seu, no Sagrado Coração de Jesus, pôde fazer esta recomendação: "Deixem já de afligir-se; invoquem-no com toda confiança porque ele pode socorrer-nos".13

Contudo, a grande missão de São Cláudio só se realizaria plenamente muitos anos depois, em 8 de maio de 1928, quando Pio XI elevou à suprema categoria litúrgica a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, por meio da Encíclica Miserentissimus Redemptor.

Um ano mais tarde, Cláudio de La Colombière seria beatificado pelo mesmo Papa. E coube a João Paulo II, em 31 de maio de 1992, a honra de incluir no catálogo dos santos o nome deste sacerdote jesuíta, tão amado pelo Divino Coração de Jesus. 
(Revista Arautos do Evangelho, Fev/2011, n. 110, p. 48 à 51)

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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."