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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

2 de fevereiro - Dia de Apresentação do Senhor - REVELAÇÕES DE MARIA SANTÍSSIMA A SÓROR MARIA DE ÁGREDA EM MISTICA CIDADE DE DEUS

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REVELAÇÕES DE MARIA SANTÍSSIMA A SÓROR MARIA DE ÁGREDA EM MISTICA CIDADE DE DEUS CAPÍTULO 20 - SEGUNDO TOMO - QUARTO LIVRO

A APRESENTAÇÃO DO MENINO JESUS NO TEMPLO. 

Razões da apresentação de Jesus 

596. Pela razão de ser criada, a humanidade santíssima de Cristo era propriedade do eterno Pai, como as demais criaturas. Por especial modo e direito, pertencia-lhe também em virtude da união hipostática com a pessoa do Verbo, gerada de sua mesma substância, seu Filho unigênito, verdadeiro Deus de Deus verdadeiro. Apesar de tudo isto, determinou o Pai que seu Filho lhe fosse apresentado no templo, tanto pelo mistério como para cumprir sua santa lei, estabelecida em vista de Cristo nosso Senhor (Rom 10,4). 

Fora ordenado aos judeus a consagração dos primogênitos (Ex 13 , 2; Heb 1, 6), na expectativa daquele que seria o primogênito do Pai etemo e da Virgem Mãe. A nosso modo de entender, Deus procedeu como acontece entre os homens que gostam de repetir o que lhes agrada e compraz. Ainda que o Pai , com infinita sabedoria, tudo sabia e conhecia, sentia gosto na oferenda do Verbo humanado que, por tantos títulos, lhe pertencia. 

Oração de Maria 

597. A Mãe da vida, Maria Santíssima, conhecia esta vontade do etemo Pai, que era a mesma de seu Filho santíssimo, enquanto Deus igual ao Pai. Conhecia também a vontade da humanidade de seu Unigênito, cuja alma e operações via inteiramente conforme à vontade do Pai. Com esta ciência, a grande Princesa passou em divinos colóquios aquela noite em que chegaram em Jerusalém , ante s d a apresentação. Dirigindo-se ao Pai, dizia: Senhor e Deus altíssimo, Pai de meu Senhor, festivo será para o céu e a terra este dia, no qual vos ofereço, em vosso sagrado templo, a hóstia viva, o tesouro de vossa mesma divindade . Preciosa é a oblação, Senhor e Deus meu, e por ela bem podeis franquear vossas misericórdias ao gênero humano; perdoai aos pecadores que desviaram os retos caminhos; consolai aos tristes; socorrei os necessitados; enriquecei aos pobres; favorecei os desamparados; alumiai os cegos; guiai os transviados. É o que vos peço ao vos oferecer vosso Unigênito e também meu Filho, por vossa dignação e clemência. Vós mo destes Deus, eu vô-lo apresento Deus e Homem juntamente. A oferta é de valor infinito, e o que peço é de muito menor valor. Volto enriquecida a vosso templo santo, donde saí pobre. Minha alma vos exaltará eternamente, porque vossa destra divina se mostrou poderosa e liberal para comigo. 

Chegada ao templo 

598. Pela manhã, - para que o sol divino aparecesse ao mundo nos braços da puríssima aurora - a divina Senhora, tomando as rolinhas e duas velas, envolveu o infante Jesus, e com o Santo Esposo José saíram em direção ao templo. 

Ordenou-se a procissão dos Santos Anjos que tinham vindo de Belém, na mesma forma corpórea e belíssima, como disse acima. Desta vez, estes santos espíritos entoavam a o Menino Deus melodiosos cânticos, com suavíssima e harmoniosa música que só Maria ouvia. Além dos dez mil que iam nesta forma, desceram do céu outros inumeráveis. Unidos aos que levavam o dístico do santo nome de Jesus, acompanharam o Verbo divino feito homem em sua Apresentação. Estes anjos iam sem forma corpórea, em sua própria natureza espiritual, e só a divina Princesa os podia ver. 

Chegando à porta do templo, sentiu a feliz Mãe novos e altíssimos efeitos interiores de suave devoção. Prosseguiu até o lugar das outras mães. Inclinou-se (Jo 4, 23) e de joelhos adorou o Senhor, em espírito e verdade, em seu santo templo, apresentando-se com seu Filho nos braços, ante sua altíssima e magnífica Majestade. Logo se manifestou, em visão intelectual, a Santíssima Trindade. Ouviu a voz do Pai que dizia: Este é meu Filho bem-amado, em quem tenho minha complacência (Mt 17,5). Só Maria puríssima ouviu esta voz, mas o feliz São José sentiu suave influência do Espírito que o encheu de gozo e luz divina. 

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Cântico de Simeão 

599. O sumo sacerdote Simeão, conduzido também pelo Espírito Santo, como foi dito no capítulo precedente, entrou no templo (Lc 2,27). Dirigindo-se ao lugar onde se encontrava a Rainha com o infante Jesus nos braços, viu Filho e Mãe envoltos em resplendor e glória. Era este sacerdote avançado em anos e muito venerando. Igualmente a profetisa Ana que, como diz o Evangelho, veio ali à mesma hora (Lc 2,38), e viu a Mãe com o Filho banhados de admirável e divina luz. Cheios de alegria celeste, aproximaram se da Rainha do céu, e o sacerdote recebeu das mãos dela o Menino Jesus (Lc 2,28). Tendo-o nas suas , levantou os olhos ao céu, ofereceu-o ao etemo Pai e proferiu aquele cântico cheio de mistérios (Lc 2, 29- 32): Agora, Senhor , deixa teu servo partir em paz, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram aquele que é a tua salvação; aquele que enviaste diante de todos os povos; luz para revelação das nações e glória de Israel teu povo. Foi como se dissesse: Agora , Senhor , solta-me e deixa-me ir em paz, libertado das cadeias deste corpo mortal, onde me prendia a esperança de tua promessa e o desejo de ver teu Unigênito feito carne. Já gozo de paz segura e verdadeira, pois meus olhos viram a tua salvação, teu Filho unigênito feito homem . Vem unido à nossa natureza para dar-lhe a salvação eterna, decretada antes dos séculos no segredo de tua divina sabedoria e misericórdia infinita. Já, Senhor, o preparaste e o puseste diante dos mortais, à luz do mundo. Todos dele poderão gozar, se o quiserem, e receber d'Ele a salvação e a luz que iluminará todo homem no universo; porque Ele é a luz que se há de revelar às nações para glória de Israel, teu povo escolhido. 

Testemunho de Ana 

600. Maria Santíssima e José ouviram o cântico de Simeão, admirando-se do que dizia, e com tanto espírito. Nesta passagem o Evangelista (Lc 2, 33) chama-os pais do menino Deus, porque o fato sucedeu em público, e essa era a opinião do povo. Dirigindo-se atentamente à Mãe Santíssima do infante Jesus, prosseguiu Simeão: Adverti, Senhora, que este Menino foi posto para ruína e salvação de muitos em Israel, e como alvo de grandes contradições; vossa alma, toda d'Ele, será transpassada por uma espada, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações (Lc 2,33 - 34). 

Até aqui falou Simeão. Sendo sacerdote, abençoou os felizes Pais do Menino. A profetisa Ana também reconheceu o Verbo humanado (Lc 2,38), e com luz do Espírito Santo falou de seus mistérios aos que esperavam a redenção de Israel. Deste modo, os dois santos anciãos deram público testemunho da chegada do Messias para redimir seu povo. 

Os mistérios encerrados na profecia de Simeão 

601. Quando o sacerdote Simeão pronunciava a s palavra s proféticas da paixão e morte do Senhor, subentendidas nas expressões de "espada" e "sinal de contradição", o Menino inclinou a cabeça. Com esta reverência e muitos atos interiores de obediência, aceitou a profecia do sacerdote como sentença do eterno Pai, declarada por seu ministro. A amorosa Mãe tudo viu, e com a inteligência de tão dolorosos mistérios, começou desde já a sentir o cumprimento da profecia de Simeão. Desde aquele momento, seu coração já foi transpassado pela espada que a esperava no futuro. Viu como num espelho todos os mistérios encerrados na profecia: Seu Filho Santíssimo seria pedra de tropeço e ruína para os incrédulos (Is 8,14; 1 Ped 2,8), enquanto seria vida para os fiéis; a queda da Sinagoga e a formação da Igreja entre os gentios (Mt 21,43); a vitória de Cristo sobre os demônios e a morte (Col 2,15), à custa, porém, do sacrifício de sua vida nas ignomínias e dores da cruz; a contradição que o infante Jesus, pessoalmente (Jo 15 , 20) e em sua Igreja, teria de sofrer por parte da multidão dos precitos; por fim, viu também a excelência dos predestinados. 

A alma puríssima de Maria, entre o gozo e a dor deste conhecimento, foi elevada em operações perfeitíssimas sobre os mistérios encerrados na profecia de Simeão. Fez eminentes atos, e tudo lhe ficou gravado na memória, sem esquecer um só momento. A vista de seu Filho Santíssimo sempre lhe renovava a viva dor e amargura. Mãe, e Mãe de Filho Deus e homem,  só Ela sabia realmente sentir o que nós criaturas humanas, de coração ingrato, não o sabemos. O santo esposo José, ao ouvir estas profecias, também compreendeu muitos dos mistérios da redenção e sofrimentos do amável Jesus. Não lhe foram, porém, manifestados tão copiosa e expressamente como à sua divina Esposa. Diferentes razões havia, e o Santo não presenciaria tudo durante sua vida neste mundo. 

Visitas ao Templo 

602. Terminada a cerimônia, a grande Senhora beijou a mão do sacerdote e lhe pediu a bênção. O mesmo fez com Ana, sua antiga mestra. O fato de ser Mãe de Deus, dignidade sublime que jamais houve, nem haverá entre todas as mulheres, anjos e homens, não a impedia de fazer atos de profunda humildade. 

Voltaram à sua hospedaria com o mesmo acompanhamento dos catorze mil anjos. Como adiante direi, ficaram, por devoção, alguns dias em Jerusalém. Algumas vezes, Maria Santíssima. falou com Simeão sobre os mistérios da redenção e das profecias que o sacerdote anunciara. As palavras da prudentíssima Mãe eram poucas, medidas e graves. Ponderadas e cheias de sabedoria, deixaram o sacerdote admirado e com a alma repleta de altíssima e doce consolação. O mesmo aconteceu à santa profetisa Ana, e ambos morreram no Senhor dentro de pouco tempo. 

A hospedagem fora custeada pelo sacerdote, e durante aqueles dias, nossa Rainha frequentava o templo, nele recebendo novos favores para a consolar da mágoa que lhe causara a profecia do sacerdote. Para que as consolações fossem mais doces, uma vez falou-lhe seu Filho Santíssimo: - Mãe caríssima e pomba minha, enxugai vossas lágrimas e dilatai vosso cândido coração, pois é vontade de meu Pai que eu sofra a morte de cruz. Quer que sejais companheira em meus trabalhos e penas. Eu as quero padecer pelas almas, obras de minhas mãos (Ef 2 , 10 ; Gn 1 , 27), criadas à minha imagem e semelhança. Triunfando de meus inimigos (Col 2, 15) quero levá-las a meu reino, para viverem comigo eternamente (Rom 6 , 8). E tudo isto, vós o desejais também como Eu. 

Respondeu a Mãe: Oh! benigníssimo amor meu e filho de minhas entranhas, se eu vos acompanhasse, não só para vos assistir com minha presença e compaixão, mas para morrer convosco, sentiria maior alívio. Maior dor me será ficar vivendo, vendo-vos morrer. Nestes exercícios, amorosos e compassivo s sentimentos, passaram-se alguns dias, até que São José foi avisado para fugir ao Egito, como direi no capítulo seguinte. 

DOUTRINA QUE ME DEU A RAINHA MARIA SANTÍSSIMA. 

Aversão pelo sofrimento 

603. Minha filha, o exemplo e doutrina do que escreveste te ensina a constância e magnanimidade de coração, estando preparada para receber o próspero e o adverso, o doce e o amargo com igual semblante. Oh! caríssima, que estreito e mesquinho é o coração humano para aceitar o penoso e contrário a suas terrenas inclinações! Como se rebela com os trabalhos! Com que impaciência os recebe! Como julga insuportáve l tudo o que se opõe a seu gosto! E como se esquece que seu Mestre e Senhor os sofreu antes (1 Ped 2, 21) , os valorizou e santificou em Si mesmo! E grande vergonha e presunção terem os fiéis aversão ao sofrimento, depois que meu Filho padeceu por eles, pois antes de haver morrido, muitos santos, sem o terem visto , abraçaram a cruz só pela esperança de que nela padeceria o Cristo. Se em todos é tão feia esta falta de correspondência, pondera bem, caríssima, quanto o seria em ti. Tu te mostras ansiosa por alcançar a amizade e graça do Altíssimo e merecer o título de esposa e amiga sua, sendo toda para Ele e Ele para ti. Anelas também ser minha discípula e ter-me como tua mestra, seguindo-me e imitando-me como filha fiel à sua mãe (Mt 7,21). Este desejo não há de consistir só em afetos e palavras, dizendo muitas vezes: Senhor, Senhor, e ao chegar a ocasião de beber o cálice e carregar a cruz dos trabalhos, contristar-te, afligir-te e fugir das penas. São estas que provam a sinceridade do coração afeiçoado e amoroso. 

Fortaleza na adversidade 

604. Proceder assim, seria negar com as obras o que protestas com promessas, e desviar-te do caminho da vida eterna. Não podes seguir a Cristo se não abraças a cruz (Mc 8,34), e por outro caminho tampouco me acharás. Se as criaturas te faltam, se a tentação te ameaça, se a tribulação te aflige e as dores da morte (SI 17,5) te cercam, por nenhuma destas coisas te deves perturbar e se mostrar covarde. A meu Filho Santíssimo e a mim, muito desagrada que inutilizes sua poderosa graça para defender-te , desperdiçando-a e recebendo-a em vão. Além disto, darás grande triunfo ao demônio, que muito se gloria de perturbar e sujeitar a quem se diz discípula de Cristo e minha. Se começares a fraquejar no pouco, virá a te vencer no muito. Confia, pois, na proteção do Altíssimo e lembra-te que estás por minha conta. Com esta fé, quando chegar a tribulação, responde corajosamente: O Senhor é minha luz e salvação, a quem temerei? (SI 26,1). E meu protetor, porque andarei flutuando? Tenho Mãe , Mestra, Rainha e Senhora que me ampara e cuidará de minha aflição. 

Frutos do sacrifício 

605. Nesta segurança, procura conservar a paz interior e não me percas de vista, imitando meu proceder e seguindo minhas pegadas. Lembra a dor que transpassou meu coração nas profecias de Simeão. Nesta pena permaneci sem me alterar, apesar de que a alma e o coração foram transpassados de dor. Em tudo achava motivo para glorificar e reverenciar sua admirável sabedoria. Se com alegre e sereno coração se aceitam os trabalhos e penas transitórias, elas espiritualizam a criatura, elevam-na e lhe comunicam divina ciência da escola do Redentor, escondida aos habitantes da Babilônia, amadores da vaidade (Mt 11, 25). Quero também que me imites no respeito pelos sacerdotes e ministros do Senhor, pois agora são investidos de maior excelência e dignidade que na antiga lei, depois que o Verbo divino se uniu à natureza humana e se fez sacerdote etemo, segundo a ordem de Melquisedeque (SI 109, 4). Ouve sua doutrina e ensinamento, dimanados do Senhor em cujo lugar estão. Adverte o poder e autoridade que lhes confere o Evangelho, dizendo: Quem vos ouve a mim ouve, e quem vos obedece a mim obedece (Lc 10,16). Pratica o mais perfeito, como te ensinarão. Tua contínua memória seja meditar o que padeceu meu Filho santíssimo, de tal maneira que tua alma participe de suas dores e te causem tal desgosto e amargura pelas alegrias terrenas, que esqueças e afastes todas as coisas visíveis (M t 19 , 27), para seguir o Autor da vida eterna.




A data de hoje lembra o cumprimento, por Maria e José, de um preceito hebraico. Quarenta dias após dar à luz, a mãe deveria passar por um ritual de "purificação" e apresentar o filho ao Senhor, no templo. Desde o século quatro essa festa era chamada de "Purificação de Maria". 

Com a reforma litúrgica de 1960, passou-se a valorizar o sentido da "apresentação", oferta de Jesus ao Pai, para que seu destino se cumprisse, marcando em conseqüência a aceitação por parte de Maria do que o Pai preparara para o fruto de sua gestação. A data passou a ser lembrada então como a da "Apresentação do Senhor". 



No templo, a família foi recebida pelo profeta Simeão e pela profetiza Ana, num encontro descrito por São Lucas no seu evangelho, da seguinte maneira: 

"Assim que se completaram os dias da purificação conforme a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, segundo está escrito na Lei do Senhor, que "todo varão primogênito será consagrado ao Senhor" e para oferecerem em sacrifício, segundo o que está prescrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. 

Havia em Jerusalém um homem justo chamado Simeão, muito piedoso, que esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Pelo Espírito Santo foi-lhe revelado que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, veio ele ao templo e, ao entrarem os pais com o Menino Jesus, também ele tomou-o em seus braços, bendizendo a Deus, e disse: "Agora, Senhor, já podes deixar teu servo morrer em paz segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste ante a face de todos os povos, luz para iluminação das gentes e para a glória do teu povo, Israel". José e Maria estavam maravilhados com as coisas que se diziam de Jesus. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua Mãe: "Este Menino será um sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel; e uma espada atravessará a tua alma para que se descubram os pensamentos de muitos corações". (Lc 2,22-35). 



Ambos, Simeão e Ana, reconheceram em Jesus o esperado Messias e profetizaram o sofrimento e a glória que viriam para Ele e a família. É na tradição dessa profecia que se baseia também a outra festa comemorada nesta data, a de Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, ou ainda dos Navegantes.
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DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."