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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

11 de novembro - Dia de São Martinho de Tours

Séculos IV e V



Eram os primeiros dias de novembro de 397. No povoado francês de Candes, um Bispo ancião jazia gravemente enfermo num mosteiro. Multidões vindas de Poitiers e de Tours montavam guarda à porta daquele santo lugar. No dia 8, logo após seu falecimento, o silêncio entrecortado por preces cedeu lugar a uma barulhenta discussão:



- Martinho foi nosso monge e nosso abade. Por isso pedimos que nos entreguem o corpo! - diziam os habitantes de Poitiers.

- Deus o tirou de vós e o deu a nós - replicavam os de Tours. Segundo a tradição, seu túmulo deve ficar na cidade onde foi consagrado! O que fizera em vida esse Prelado para provocar tal disputa?

Atração pela vida de anacoreta

Martinho nasceu na Panônia, região situada entre a Áustria e Hungria, em 316 ou 317. Sua família pertencia à aristocracia galo-romana e era pagã. O nome, que significa "pequeno Marte", foi-lhe dado pelo pai em homenagem ao deus da guerra. Oficial do exército romano, queria proporcionar ao filho uma brilhante carreira militar.

A infância de Martinho transcorreu em Ticinum, a atual Pavia. Não ficaram registrados, porém, os fatos desse período de sua vida, à exceção de um: aos dez anos de idade, desapareceu de casa, deixando aflitos seus progenitores; dois dias depois, reapareceu bem alimentado e sem nenhuma marca de maus-tratos. O que acontecera? Às insistentes perguntas dos pais, parentes e vizinhos, ele oferecia como resposta apenas um silêncio envolvido em muita paz.

Tempos depois se conheceria o ocorrido: o menino fora visitar os cristãos, pois almejava conhecê-los e aprender algo sobre o Deus dos mártires, dos quais muito ouvira falar. Entretanto, sentia ainda maior atração pelos homens que, no Oriente, deixavam tudo quanto o mundo podia lhes oferecer e se retiravam para regiões desérticas, a fim de levar uma vida de ascese e oração.

A cada dia aumentava o seu desejo de unir-se a esses anacoretas, quer fosse no Egito, na Síria ou onde Deus quisesse o conduzir. Restava-lhe, porém, um longo caminho a percorrer até atingir esse ansiado objetivo.


"Martinho cobriu-Me com este manto"

Aos quinze anos, viu-se obrigado a entrar no exército, devido a um edito imperial. Divergem os historiadores sobre a duração do seu serviço militar. Alguns julgam ter permanecido no exército o tempo então exigido: 25 anos. Como soldado da Guarda Imperial, passou em Amiens a maior parte de sua vida castrense.


Aconteceu ali o célebre episódio que ficou imortalizado nas páginas hagiográficas de Martinho e em inúmeras obras de arte. 

Durante o rigoroso inverno de 335, o santo passava por uma das portas da cidade quando avistou um mendigo tremendo de frio, o qual estendeu-lhe a mão, pedindo auxílio. 

Não tinha dinheiro para dar-lhe, mas, sem titubear, sacou a espada, dividiu ao meio sua capa de frio e entregou uma parte ao infeliz. 

Nessa noite, o jovem soldado viu em sonhos Cristo Jesus vestido com a metade do agasalho por ele doado. E ouviu-O dizer com voz forte a uma multidão de anjos: "Martinho, que é apenas catecúmeno, cobriu-Me com este manto".1 Embora ainda não batizado, sua alma estava já embebida da caridade cristã.


"Sonho de São Martinho"
Em sonhos, o jovem soldado viu Jesus com a metade do manto por ele doado
Catedral de Bayonne (França)

Na vida militar, Martinho comportava-se de modo diferente dos seus companheiros de caserna. Assim, por exemplo, todo membro da Guarda Imperial dispunha de um cavalo e um escravo, ser desprezível e sem direitos, segundo os critérios da época. Entretanto, o jovem soldado tratava-o como um irmão, a ponto de lavar-lhe ele mesmo os pés e servi-lo durante as refeições.

Retorno à Panônia e controvérsia ariana

Quando teria sido lavado Martinho nas águas batismais? Não se sabe ao certo. Provavelmente, ainda em Amiens, pois quando deixou o exército, no ano 356, dirigiu-se para Tréveris, onde havia uma ativa comunidade católica.

Atraído pela fama de santidade do Bispo Hilário, viajou para Poitiers a fim de tomar o venerável prelado como mestre e guia. Este o recebeu de braços abertos, e quis ordená-lo diácono. Martinho, porém, sentindo-se indigno desse nobre encargo, aceitou somente a ordem menor do exorcistado.

Aprofundou-se no conhecimento da doutrina cristã e, prestes a renunciar por completo ao mundo, julgou ser um dever visitar os seus pais, que haviam retornado à Panônia, pois ansiava por vê-los professar a Fé cristã. Seu mestre animou--o nesse intento, e ao mesmo tempo o fez prometer que voltaria.

Empreendeu a viagem, enfrentando muitas dificuldades e escapando por pouco de ser morto por salteadores ao atravessar os Alpes. Afinal, encontrou-se com seus progenitores, falou-lhes de Cristo, da vida eterna e incitou-os a receberem o Batismo. O coração materno sentiu- se logo inclinado a crer naquela doutrina meio misteriosa, mas sublime, exposta pelo filho. O pai, entretanto, se manteve obstinado nos costumes pagãos.

Importante é lembrar que nessa época travava-se ferrenha luta contra os hereges arianos, os quais negavam a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, consequentemente, seu sacrifício redentor. Na Panônia, o número de partidários de Ário era considerável, inclusive entre o clero. Por defender a boa doutrina, Martinho foi açoitado e teve de voltar, fugindo, para Poitiers.

A caminho dessa cidade, tomou conhecimento de que Santo Hilário havia sido exilado na Frísia pelo imperador Constâncio, por ter-se negado a assinar o decreto exigindo a condenação de Santo Atanásio, o mais implacável adversário da heresia ariana.

Primeiro mosteiro em terras francesas

Martinho sofria pela ausência do venerável Hilário e a incerteza de reencontrá-lo. Entrementes, resolveu estabelecer-se numa pequena ilha italiana perto da cidade costeira de Albenga, a qual lhe pareceu propícia para sua primeira experiência de vida eremítica.

Três anos depois, o Santo Bispo voltou a Poitiers, e para lá viajou Martinho também. Sob os auspícios de Hilário, instalou-se em Ligugé, às margens do rio Clain, a fim de levar uma vida eremítica, dedicada apenas à oração e contemplação.

Entretanto, durou pouco o almejado isolamento: atraídos por seu exemplo, numerosos cristãos reuniram-se em torno dele, formando a pequena comunidade que deu origem ao primeiro mosteiro instituído em terras francesas.2 Nessa época a fama de santidade de Martinho já era grande, e Santo Hilário conseguiu, afinal, persuadi-lo a aceitar as ordens maiores.

Fortuitamente, Martinho ausentava-se de Ligugé para visitar o santo Bispo a quem considerava seu verdadeiro pai. Pois era nesse convívio, pervadido de veneração pelo mestre, que o discípulo preparava-se, sem saber, para a realização dos desígnios da Providência.

"Martinho é o mais digno do Episcopado" -
exclamava a multidão dos fiéis

"Sagração episcopal de São Martinho" -
Museu Episcopal de Vic (Espanha)


Bispo de Tours, contra sua vontade

Em 371, quatro anos após a morte de Santo Hilário, faleceu Lidoro, Bispo de Tours. Martinho foi convidado a assumir essa sé episcopal, mas recusou de imediato. Não via como conciliar a vida eremítica com os encargos de um pastor da Igreja.

Mas se, por um lado, estava ele resolvido a rejeitar o cargo, mais decididos estavam os cristãos de Tours a fazê-lo aceitar. Certo dia, um de seus habitantes foi a Ligugé e pediu-lhe, de joelhos, para ir com ele até a cidade e curar sua esposa enferma.

Sempre disposto a socorrer o próximo, o santo eremita sentiu-se na obrigação de acompanhar aquele homem. Durante o percurso - três dias de caminhada - foi se juntando a eles uma multidão cada vez mais numerosa. Já nas proximidades de Tours, todas as pessoas que o rodeavam manifestavam o mesmo desejo: "Martinho é o mais digno do Episcopado. Feliz a Igreja que tiver um Bispo como ele!".3 Somente, então, deu-se conta de ter caído numa armadilha...

No exercício do múnus episcopal, mostrou infatigável zelo pelo rebanho confiado pelo Senhor aos seus cuidados. Não esperava o povo vir ao seu encontro: ia aos mais recônditos lugares, e por vezes até extrapolava os limites de sua diocese, no empenho de propagar a verdade de Cristo.

Recebeu nessa época a visita de um advogado recém-convertido ao Cristianismo, Sulpício Severo, o qual, impelido pela sua fama de santidade, quis vê-lo pessoalmente. Não foi decepcionado em suas expectativas. Conta ele a confusão que sentiu quando o santo Bispo, antes de uma refeição lavou-lhe as mãos, e tinha já, na véspera, lhe lavado os pés: "Não pude opor-me nem contradizê-lo. Era tal sua autoridade que a recusa teria sido um sacrilégio".4

Sulpício decidiu ser seu discípulo e escrever sua biografia. Passou a acompanhá-lo por toda parte, analisando com amor e admiração todos os fatos que presenciava, os quais transmitiu à posteridade num livro muito popular na Idade Média, intitulado Vida de São Martinho.

Regra viva para os monges de Marmoutier

Contudo, as obrigações episcopais não o afastaram de seu ideal: sempre desejoso de contemplação e oração, mandou construir, não muito longe da cidade, uma cela onde se recolhia de tempos em tempos. Tal como em Ligugé, juntaram-se a ele numerosos discípulos, e acabou formando-se naquele local outra comunidade cenobítica: o famoso mosteiro de Marmoutier.

Ali, São Martinho dava grande ênfase à caridade fraterna. O convívio entre homens consagrados a Deus por amor a um mesmo ideal precisava ser isento de rixas e rivalidades. A vida comunitária devia formar varões dispostos a todas as intrepidezes a serviço da Igreja. Aquele mosteiro não tinha constituições escritas, mas sim uma regra viva: o exemplo do fundador.

Como nos outros cenóbios surgidos sob a inspiração do santo Bispo, em Marmoutier dava-se prioridade à oração. O trabalho, naquela época, ainda era considerado como uma ocupação inferior, e por isso dedicavam-se a ele apenas os monges mais jovens, os quais dividiam o tempo de oração com o ofício de copista. Ninguém podia possuir, comprar ou vender nada. A túnica, feita de pele de camelo, e a abstinência do vinho nas refeições assinalavam o rompimento definitivo com o mundo.

O santo Bispo não temia morrer, nem recuava diante do combate da vida, 
mas abandonava-se nas mãos de Deus

"Morte de São Martinho" - Museu de Cluny, Paris

Marmoutier tornou-se um centro de formação para clérigos e monges. Sua fama espalhou-se tanto que de todas as partes chegavam pedidos ao fundador para que lhes enviasse seus filhos espirituais.

Seu descanso era fazer bem às almas

Na "idade de ouro" dos Padres da Igreja, São Martinho não se destacou como homem de grande cultura nem pela discussão de temas doutrinários candentes. Para isso Deus suscitara outros santos varões. Dele quis a Providência árduos esforços de evangelização.

Narra a historiadora Régine Pernoud: "Com efeito, é visto constantemente pelos caminhos que, atravessando campos e bosques, conduzem a algum povoado. Percorre-os quando vai destruir templos pagãos ou dissuadir os camponeses de adorar as árvores e as fontes. [...] Pregava oportuna e importunamente, não só às multidões mas também a grupos reduzidos".5,

Nessas missões apostólicas junto às populações rurais, extirpava as crenças e superstições pagãs, e lhes incutia a doutrina cristã. Não se contentava em convertê-los, mas ocupava-se em dar aos neófitos uma adequada formação cristã. Onde encontrava ânimos acirrados, seu trato bondoso suavizava os corações.

Incansável na defesa das verdades da Fé, São Martinho entregou-se totalmente a Deus, mas também às almas confiadas a seus cuidados. A bondade e a ousadia são notas tônicas de sua atividade pastoral. Sua vida cotidiana era uma conjugação de sacrifícios, labor apostólico e oração. Seu descanso era fazer bem às almas.


EM UM DOS SEUS MILAGRES,
SÃO MARTINHO RESSUSCITA UMA CRIANÇA


Seu rosto resplandecia como o de um anjo



Tinha já cerca de 80 anos de idade e sentia-se esgotado quando foi chamado a restabelecer a paz entre os sacerdotes do povoado de Candes, os quais se encontravam numa desoladora situação de discórdias. Partiu apressadamente para exortá-los à caridade fraterna, e obteve pleno êxito nessa última missão.


Sulpício Severo não acompanhou o seu mestre nessa viagem, mas certa manhã sonhou com ele, vestido de branco, sorridente e esplendoroso. "Seu rosto era como uma chama; seus olhos, brilhantes como estrelas, e sua cabeleira era luminosa".6 

E viu como, transportado por uma nuvem veloz, era ele acolhido nos Céus entreabertos. Sulpício despertou sobressaltado, e pouco depois entrou no quarto um criado que lhe disse: "Acabam de chegar dois monges de Tours, trazendo a notícia da morte de Dom Martinho".7

O que se passara de fato? Depois de restaurar a concórdia entre os sacerdotes de Candes, o venerável ancião sentiu-se abandonado pelas próprias forças e comunicou seu estado aos religiosos do mosteiro onde se hospedara. Em meio às lágrimas, estes rogavam insistentemente a Deus a permanência na Terra de seu extremoso pai e pediam-lhe que fizesse o mesmo.

São Martinho, porém, não temia morrer, nem recusava o combate da vida. Deitado no chão sobre um leito de cinzas, abandonava-se nas mãos de Deus, pronto para fazer sua divina vontade. Seu rosto resplandecia como o de um anjo.

O falecimento do venerado Bispo provocou grande comoção. E depois da célebre discussão entre os habitantes de Poitiers e os de Tours a respeito de qual cidade tinha direito aos santos despojos, os habitantes de Tours conseguiram "roubar" à noite o inestimável tesouro. A população inteira saiu para recebê-lo.


"Todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe [...] receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna" (Mt 19, 29). São Martinho pôde experimentar o cumprimento dessa promessa de Cristo: ainda em vida, viu em torno de si uma multidão de irmãs e irmãos na Fé, e uma abundância de filhos espirituais. Sua evangelização vincou raízes robustas e profundas que o tornam um dos mais venerados santos da Igreja.



TÚMULO DE SÃO MARTINHO EM SUA BASÍLICA


BASÍLICA DE SÃO MARTINHO


BASÍLICA DE SÃO MARTINHO CONSTRUÍDA SOBRE SEU TÚMULO

AO SEU TÚMULO, NA IDADE MÉDIA, 
AFLUÍAM DE TODA PARTE PEREGRINAÇÕES FREQUENTES.
SÃO FRANCISCO DE ASSIS ERA UM DE SEUS DEVOTOS.

DEFESA DAS APARIÇÕES DE JACAREI

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ


(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)


NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."
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